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Edição 1 743 - 20 de março de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]

GOVERNO

Nova queda

Nesta quarta-feira o Banco Central dará uma acelerada no processo de queda de juros, iniciado no mês passado.

 

.POLÍTICA

A palavra do Aurélio

Está no dicionário Aurélio, para quem quiser ler: a primeira acepção do substantivo maranhão é "mentira". Diante dos últimos acontecimentos, soa apropriado.

Linha direta

Mesmo com a temperatura política nas alturas, FHC e Jorge Bornhausen continuam a se falar ao telefone – ainda que a conversa esteja bastante travada.

Lula e Jospin

O próximo comício de Lula já tem data marcada. Será no dia 11 de abril em... Paris. Ele foi convidado a participar, ao lado do socialista Lionel Jospin, de um ato público às vésperas da eleição presidencial da França.

Preparando terreno

Alguns líderes regionais do PFL, incluindo governadores, já mandaram sinais de fumaça para o Palácio do Planalto. Avisaram que não querem ficar muito tempo longe do poder central.

 

A força do dinheiro vivo

 
As cédulas de 50 reais: imagem inesquecível

Desde que a televisão mostrou o 1,3 milhão de reais encontrados no cofre da empresa de Roseana Sarney e Jorge Murad, criou-se a sensação de que aquela era a imagem mais contundente da campanha até agora. Uma pesquisa feita pelo Vox Populi na semana passada confirmou o poder da foto acima. A pergunta era: qual foi a denúncia mais grave entre as que se abateram sobre Roseana Sarney? O dinheiro apreendido foi o fato mais importante para 29% das pessoas. Em seguida, vieram os financiamentos bilionários da Sudam (15%).

A propósito: sabe como alguns gozadores cariocas estão apelidando a cédula de 50 reais, depois daquelas 26 800 notas encontradas na Lunus? Roseana.

 

.ENERGIA

O nome da Eletrobrás

Menos uma indicação política no governo: Pedro Parente escolheu Altino Ventura, atual diretor de Itaipu, para presidir a Eletrobrás – um cargo há séculos cativo do PFL.

 

.ECONOMIA

Negócio de exceção

A Petrobras resolveu vender 73 campos de exploração, divididos em seis grupos, que possui na costa do Nordeste e do Espírito Santo. Vai promover licitações públicas em todos eles – menos em um, localizado na Bahia. Curiosamente, nesse grupo de campos a venda se dará por negociação direta. Tudo isso sem justificativa alguma no documento que detalha a operação. Fica a pergunta: por que a exceção?

Globo e BB: tudo a ver?

A previsão é que o martelo não seja batido neste mês. Mas repousa na diretoria do Banco do Brasil uma proposta de operação financeira enviada pela Globo. O valor é alguma coisa entre 600 milhões e 800 milhões de reais.

O PIB do petróleo

A ANP acabou de fechar um estudo que contém um número-chave para a indústria de petróleo – um valor do qual até agora só havia estimativas extra-oficiais. Ele revela que a indústria do petróleo já movimenta 53 bilhões de reais por ano no Brasil. Algo como 5% do PIB total do país.

Briga gelada

A Coca-Cola lança em maio, em grande estilo, o Powerade, que concorrerá com o Gatorade, líder disparado do setor de bebidas isotônicas. Por trás dessa guerra de mercado, está a disputa entre a Coca e a AmBev. A gigante brasileira, que já fabrica o Marathon, é que vai passar a partir de agora a produzir e distribuir o Gatorade no Brasil. Quer dizer, se o Cade deixar: neste momento, o órgão analisa se há concentração exagerada de mercado por parte da AmBev.

 

.STF

Porteira aberta 1

Fiscalizar o bom uso do dinheiro público já não é tarefa das mais fáceis. Agora, o Supremo Tribunal Federal deixou a coisa ainda mais complicada. Em decisão recente, o ministro Ilmar Galvão conseguiu convencer seus colegas do STF de que não compete ao Tribunal de Contas da União investigar operações de empresas de economia mista, como o Banco do Brasil e a Petrobras. Entre outros argumentos, o ministro sustenta que o TCU não tem estrutura para fiscalizar todas as operações dessas empresas, com filiais até no exterior. Tudo bem, mas então quem vai vigiar esses gigantes?

Porteira aberta 2

A propósito: no processo em questão, o TCU queria saber por que o Banco do Brasil honrou uma dívida pessoal de 10.000 dólares que um funcionário do BB em Viena deixou no mercado austríaco.

 

SS pisca o olho para Xuxa

Ronaldo Ceravolo
Xuxa: assédio da concorrência


O contrato de Xuxa com a Globo só termina em dezembro, mas a temporada de assédio da concorrência já começou. Na quarta-feira passada, Marlene Mattos recebeu um aviso de Guilherme Stoliar, novo superintendente comercial do SBT. Ele disse que tem bala na agulha para reatar um antigo namoro entre a rede de Silvio Santos e Xuxa, que está prestes a estrear um novo programa diário nas manhãs da Globo.

 

.INTERNET

Nota de falecimento

A Valepontocom, criada com toda a pompa pela Vale do Rio Doce há dois anos, no auge da febre da internet, acabou.

 

ONU

Primeira vez

O diplomata Frederico Meyer será o novo relator da Comissão de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas. Pela primeira vez um brasileiro é escolhido para o cargo. Meyer é o autor intelectual da resolução apresentada pelo Brasil e aprovada pela CDH no ano passado que considera o acesso a medicamentos para os aidéticos um direito humano.

 

LEÃO

Software para morder liberais

A Receita Federal montou um novo software especialmente para confrontar os dados de certo grupo de profissionais liberais que fazem declarações de renda, digamos, muito liberais. O Leão vai cruzar toda a movimentação bancária e compra de imóveis do fiscalizado. Na primeira leva estão sendo investigadas 7.000 pessoas.

 

.TRABALHO

Celetista militante

O futuro presidente do TST, Francisco Fausto, segue à risca a cartilha da CLT. Quer tudo, menos ouvir falar em modernizar a legislação trabalhista.

 

INDÚSTRIA BÉLICA

Tempos de guerra

Numa semana em que os mercados de ações dos EUA andaram em baixa, chamou a atenção o bom desempenho das empresas da indústria bélica. Será que a turma do mercado financeiro está antecipando mais guerra?

Colaboraram Daniela Pinheiro e Marcelo Carneiro

 

 
 


   
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