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Quanto custa seu
tempo no celular
As telefônicas
oferecem
muitas alternativas de pacote
para quem anda precisando
controlar seus impulsos
Adriana
Negreiros
Foi-se o
tempo em que as contas de telefone celular eram uma surpresa, geralmente
desagradável, no fim do mês. Hoje, com a concorrência
entre as empresas pelos 29 milhões de usuários no Brasil,
é cada vez maior a oferta de planos que permitem ao cliente controlar
seus gastos e saber exatamente quanto irá pagar pelo serviço.
Existem ofertas para todo tipo de usuário, aquele que utiliza o
telefone apenas para receber chamadas ou o que precisa falar mais de uma
hora ao celular todos os dias. Em qualquer situação, se
o assinante sabe calcular seu padrão de uso do aparelho, aderir
a um plano alternativo é melhor que ficar com o plano básico,
aquele no qual se paga uma assinatura mensal fixa e não há
descontos na tarifa por minuto falado. As empresas mantêm essa opção
por exigência da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), mas muitas orientam os clientes a escolher o plano que mais
se encaixe em seu perfil de consumo.
Entre as
opções disponíveis no mercado, os pré-pagos
são os que têm mais aceitação. Nesse sistema,
não há conta telefônica e a pessoa compra créditos
para falar ao telefone. Existe um prazo para que os créditos sejam
utilizados e, caso não haja recarga no tempo exigido pela operadora,
o assinante fica impedido de usar o telefone. Mas o aparelho volta ao
normal se ocorrer a compra de mais uma carga, e mesmo os créditos
que não tinham sido utilizados podem, em alguns casos, ser recuperados.
A maioria dos pré-pagos tem acesso aos mesmos serviços dos
pós-pagos, e quase não há diferença quanto
às áreas de cobertura. O pré-pago é o serviço
preferido dos pais de adolescentes que querem localizar os filhos mas
temem deixá-los com o celular na mão e receber uma conta
de valor alto no fim do mês. No ano passado, 74,8% dos telefones
comercializados pela operadora Tim, no Nordeste, foram de pré-pagos.
Embora o
pré-pago esteja na moda e pareça um bom negócio,
é preciso cuidado para não acabar gastando mais do que se
imagina. Esse tipo de plano só é bom para quem usa o telefone
para receber ligações e raramente faz chamadas a partir
do aparelho. Em qualquer outro caso, o melhor é pedir à
operadora uma descrição dos demais planos disponíveis.
Quem fala em média trinta minutos por mês, por exemplo, pode
solicitar em algumas empresas um pacote pós-pago. Nesse sistema,
o valor da conta é fixo, desde que o usuário não
extrapole o limite previsto. O preço do minuto falado, nessa hipótese,
é metade do pré-pago e, mesmo com a taxa de assinatura,
a conta no fim do mês é mais baixa.
Uma das
desvantagens do pacote de minutos pós-pago é que ele exige
precisão no cálculo e acompanhamento do tempo utilizado.
Quem ultrapassa o limite paga por minuto excedente, e o usuário
desembolsa o valor predeterminado mesmo que o tempo não seja utilizado.
Algumas companhias permitem que o saldo seja gasto no mês seguinte.
Os valores cobrados pelas empresas estão disponíveis na
internet, no site de cada uma delas. Algumas permitem fazer uma simulação
eletrônica para calcular o melhor plano conforme os hábitos
do cliente. Além de ter uma idéia da quantidade de ligações
efetuadas, é importante saber em que horário elas costumam
ser feitas. Quem usa o telefone no trabalho, em horário comercial,
pode escolher um pacote com tarifas mais baixas durante o dia. Outra promoção
atende quem precisa telefonar à noite. Mas atenção:
a tarifa pode ser até onze vezes mais alta em ligações
fora do horário previamente estipulado.
Definido
o padrão de consumo, o cliente tem ainda, de acordo com a operadora,
a opção de escolher alguns números de telefone de
parentes ou amigos que costuma chamar mais assiduamente. Muitas companhias
permitem que os usuários cadastrem esses números mais utilizados
e ganhem descontos nessas ligações. Quem descobre que estaria
melhor em outro plano normalmente não enfrenta muita complicação
para mudar a opção. Em geral, isso pode ser feito por telefone,
via central de atendimento ao cliente. Se a mudança é de
um plano pós-pago para o pré-pago ou vice-versa, é
preciso ir a uma loja credenciada da companhia telefônica, levar
carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. Algumas
empresas exigem a nota fiscal de compra do aparelho e cobram pela mudança.
Essa alteração implica a troca do número do telefone.
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