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Edição 1 743 - 20 de março de 2002
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Quanto custa seu
tempo no celular

As telefônicas oferecem
muitas alternativas de pacote
para quem anda precisando
controlar seus impulsos

Adriana Negreiros

Foi-se o tempo em que as contas de telefone celular eram uma surpresa, geralmente desagradável, no fim do mês. Hoje, com a concorrência entre as empresas pelos 29 milhões de usuários no Brasil, é cada vez maior a oferta de planos que permitem ao cliente controlar seus gastos e saber exatamente quanto irá pagar pelo serviço. Existem ofertas para todo tipo de usuário, aquele que utiliza o telefone apenas para receber chamadas ou o que precisa falar mais de uma hora ao celular todos os dias. Em qualquer situação, se o assinante sabe calcular seu padrão de uso do aparelho, aderir a um plano alternativo é melhor que ficar com o plano básico, aquele no qual se paga uma assinatura mensal fixa e não há descontos na tarifa por minuto falado. As empresas mantêm essa opção por exigência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas muitas orientam os clientes a escolher o plano que mais se encaixe em seu perfil de consumo.

Entre as opções disponíveis no mercado, os pré-pagos são os que têm mais aceitação. Nesse sistema, não há conta telefônica e a pessoa compra créditos para falar ao telefone. Existe um prazo para que os créditos sejam utilizados e, caso não haja recarga no tempo exigido pela operadora, o assinante fica impedido de usar o telefone. Mas o aparelho volta ao normal se ocorrer a compra de mais uma carga, e mesmo os créditos que não tinham sido utilizados podem, em alguns casos, ser recuperados. A maioria dos pré-pagos tem acesso aos mesmos serviços dos pós-pagos, e quase não há diferença quanto às áreas de cobertura. O pré-pago é o serviço preferido dos pais de adolescentes que querem localizar os filhos mas temem deixá-los com o celular na mão e receber uma conta de valor alto no fim do mês. No ano passado, 74,8% dos telefones comercializados pela operadora Tim, no Nordeste, foram de pré-pagos.

Embora o pré-pago esteja na moda e pareça um bom negócio, é preciso cuidado para não acabar gastando mais do que se imagina. Esse tipo de plano só é bom para quem usa o telefone para receber ligações e raramente faz chamadas a partir do aparelho. Em qualquer outro caso, o melhor é pedir à operadora uma descrição dos demais planos disponíveis. Quem fala em média trinta minutos por mês, por exemplo, pode solicitar em algumas empresas um pacote pós-pago. Nesse sistema, o valor da conta é fixo, desde que o usuário não extrapole o limite previsto. O preço do minuto falado, nessa hipótese, é metade do pré-pago e, mesmo com a taxa de assinatura, a conta no fim do mês é mais baixa.

Uma das desvantagens do pacote de minutos pós-pago é que ele exige precisão no cálculo e acompanhamento do tempo utilizado. Quem ultrapassa o limite paga por minuto excedente, e o usuário desembolsa o valor predeterminado mesmo que o tempo não seja utilizado. Algumas companhias permitem que o saldo seja gasto no mês seguinte. Os valores cobrados pelas empresas estão disponíveis na internet, no site de cada uma delas. Algumas permitem fazer uma simulação eletrônica para calcular o melhor plano conforme os hábitos do cliente. Além de ter uma idéia da quantidade de ligações efetuadas, é importante saber em que horário elas costumam ser feitas. Quem usa o telefone no trabalho, em horário comercial, pode escolher um pacote com tarifas mais baixas durante o dia. Outra promoção atende quem precisa telefonar à noite. Mas atenção: a tarifa pode ser até onze vezes mais alta em ligações fora do horário previamente estipulado.

Definido o padrão de consumo, o cliente tem ainda, de acordo com a operadora, a opção de escolher alguns números de telefone de parentes ou amigos que costuma chamar mais assiduamente. Muitas companhias permitem que os usuários cadastrem esses números mais utilizados e ganhem descontos nessas ligações. Quem descobre que estaria melhor em outro plano normalmente não enfrenta muita complicação para mudar a opção. Em geral, isso pode ser feito por telefone, via central de atendimento ao cliente. Se a mudança é de um plano pós-pago para o pré-pago ou vice-versa, é preciso ir a uma loja credenciada da companhia telefônica, levar carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. Algumas empresas exigem a nota fiscal de compra do aparelho e cobram pela mudança. Essa alteração implica a troca do número do telefone.

 
 

 


 

   
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