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Edição 1 743 - 20 de março de 2002
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"É bom explicar isso rápido! A população colocará Roseana em Brasília ou apagará a imagem da mulher honesta, guerreira e competente."
Luciano Fabricio
Natal, RN

Sucessão

VEJA tem contribuído muito para o amadurecimento político do cidadão brasileiro. Os escândalos que envolvem a família de José Sarney, donatário da capitania hereditária do Maranhão, deveriam ser motivo para que o PFL condicionasse a permanência de Roseana na disputa presidencial a uma completa e transparente apuração dos fatos. Fico perplexo em ver exatamente o contrário, um partido populista forçando a barra para esconder crimes que vêm solapando nossa economia e impedindo que um Estado pobre como o Maranhão deixe de ser detentor de recordes de mortalidade infantil e analfabetismo ("A candidata afundou", 13 de março).
Eduardo Diniz Esteves
Belo Horizonte, MG

Mais uma vez me sinto profundamente gratificado por ser assinante de VEJA. Com absoluta imparcialidade, a reportagem de capa da última edição me fez lembrar que devemos tomar bastante cuidado com campanhas publicitárias mirabolantes. Infelizmente, ainda existem muitos políticos no país que insistem em fabricar a miséria a fim de garantir votos em troca de sacos de farinha.
Marcos Vinicio da Silva
Maceió, AL

É inadmissível para alguém que quer comandar o país exigir que seu partido deixe o governo por não concordar com a ação da Justiça. Não teria sido mais engrandecedor se, em vez de exigir julgamento em foro especial, se exigisse a apuração mais rápida da Justiça? Atenção, eleitores: a campanha está começando!
Celso Hideki Higashie
Utsonomiya, Japão

É condição imprescindível que o político seja transparente em seus atos. A senhora Roseana tem a obrigação de provar que as denúncias são infundadas, sob pena de encolher mais ainda, até desaparecer.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

A curiosidade apresentada por VEJA sobre a compra de madeira é no mínimo hilária, pois, dividindo-se 1,34 milhão de reais por 600 metros cúbicos de madeira de lei, valor expresso na reportagem "O novo show do milhão" (13 de março), chega-se a 2.233 reais pelo metro do produto. Como madeireira, desconheço madeira atualmente explorada com tal valor de mercado.
Andréa Reis Guimarães
Belo Horizonte, MG

Ainda estou estupefato com a reportagem sobre a família Sarney do Maranhão ("A família de 125 milhões de reais... e um genro", 13 de março). Só pensar que grande parte dos brasileiros poderia dar seu voto a uma pessoa que não consegue esclarecer os próprios casos contábeis causa-me arrepios na espinha.
Marcos Kosma
Amsterdã, Holanda

O cidadão comum, ao pleitear um financiamento de uns poucos reais no órgão oficial do governo, a Caixa Econômica Federal, no plano habitacional, passa pelo constrangimento de ter sua vida vasculhada, seu cadastro pesquisado e deve comprovar renda, residência etc. Já o político do Norte/Nordeste para receber as benesses da Sudam/Sudene deve apenas ter uma governadora como aliada.
Vanderlei Malta
Bauru, SP

Como maranhense, sinto-me indignado. Roseana Sarney fez um grande bem ao Maranhão ao se lançar como pré-candidata à Presidência da República, pois somente assim a grande imprensa pôde fazer cobertura das mazelas de nosso Estado, que hoje fica na lanterna dos indicadores de desenvolvimento do país. Quero cumprimentar VEJA (sou assinante há treze anos) pela isenção com que abordou o assunto.
Rivaldo Soares Braga
São Luís, MA

A PPL não tem conhecimento de nenhum pagamento irregular relacionado à privatização da Cemar. A oferta de compra da PPL para adquirir a Cemar foi feita através de leilão público, seguindo o mesmo modelo de todas as privatizações realizadas no setor elétrico brasileiro. A PPL continua trabalhando com a Cemar para solucionar as dificuldades financeiras criadas pela recente crise energética e buscando soluções com diversas autoridades do setor elétrico ("A família de 125 milhões de reais... e um genro", 13 de março).
Paul A. Farr
Vice-presidente de operações
Rio de Janeiro, RJ

 

Marc Lewis

A entrevista com Marc Lewis (Amarelas, 13 de março) é muito importante para que pessoas de boa índole e bom caráter não sigam os exemplos negativos que ele ensina. Parabéns ao repórter Eduardo Salgado por conseguir tirar do entrevistado informações fulminantes de como o mal pode vencer o bem. É um vexame saber que pessoas de sucesso são muitas vezes desequilibradas, falsas e capazes de pisar no próximo, e dizer que a inveja, a arrogância, a preguiça, a luxúria, a ira, a avareza e a gula são a chave para o êxito.
Bruno G. Buzzulini
Campinas, SP

O que se poderia esperar de uma pessoa que, derrubando a hipocrisia da sociedade, os moralismos banais e as religiões castradoras, motiva o ser humano a construir sua vida da melhor e mais eficaz forma? Uma legião de fãs é o mínimo. Marc, me inclua na sua lista. Ah, saiba que eu o invejo muito!
Welton Danner Trindade
Brasília, DF

A entrevista com Marc Lewis foi sensacional. Além de dar um ânimo a empresários e estudantes, ela demonstra que o que importa é ser o melhor e o maior, "mesmo que não seja".
Diogo Eduardo Camargo de Souza
Maringá, PR

O termo "prêmio" não é o que o segurado recebe do segurador em caso de sinistro, mas o que ele paga ao segurador ao contratar o seguro.
José Nassif Neto
São Paulo, SP

 
A salvação da seleção por Ciro Botelho, de Campinas

Stephen Kanitz

Cumprimento o senhor Kanitz pelo artigo "Comprar sempre à vista" (Ponto de vista, 13 de março). A opinião sobre "comprar sempre à vista" é pertinente, pois temos uma cultura baseada no imediatismo, desde o mais abastado até o mais pobre. Muitas lojas oferecem prazos de 24 meses para comprar uma televisão, hoje um produto de primeira necessidade. Poucas pessoas se preocupam em como pagar. É muito fácil comprar, difícil é pagar.
Marco Antonio Sant'Ana
Umuarama, PR

É uma idéia ousada, pois contraria o que apregoa a publicidade: compre hoje e pague a perder de vista. O desfecho dessa ópera conhecemos muito bem: endividamento, SPC, desespero. Para o comércio há o fantasma da inadimplência, que já arrastou muita empresa para o fundo do poço da falência.
Maria Beli Ribeiro da Luz
Porto Alegre, RS

Existe hoje uma "cultura de mercado" habilmente criada pelas instituições financeiras e administradoras de cartão de crédito para induzir o consumidor ao crediário. Com isso, não somos mais premiados por poupar. Ao contrário, a inadimplência (que antigamente era calote e motivo de vergonha para as pessoas de bem) é tida atualmente como algo normal e aceitável pela sociedade.
Alcir Esteves de Almeida
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

Toda semana fico ansiosa para ver quem Diogo Mainardi vai metralhar. Sua coluna é um dos motivos de eu comprar a revista. O artigo desta semana ("Não estou com dengue", 13 de março) sobre a dengue foi sensacional.
Priscila Correia Feuerschuette
Rio de Janeiro, RJ

Como cidadã e fã da cultura cuiabana e mato-grossense, eu me senti ofendida com o artigo "Não estou com dengue", em que o colunista afirma que, "se um terremoto destruísse todos os monumentos históricos e todas as obras de arte da Itália, eles reconstruiriam uma civilização com a espessura cultural de Cuiabá". Quero fazer aqui um convite ao senhor Mainardi, e a qualquer outro brasileiro, para que venha conhecer nossa riqueza cultural (inclusive a riqueza da cultura de nossos índios; estes sim contam a nossa história), que só não é tão popularizada e divulgada devido ao fato de os meios de comunicação de alcance nacional priorizarem a cultura do Sudeste do país.
Renata Junqueira Barros
Cuiabá, MT

Mainardi critica o projeto de lei do governo sobre o conflito de interesses. O texto está sendo examinado pelo Parlamento italiano. Mainardi escreve que "esta lei garante o direito de Berlusconi de governar em benefício próprio". Não é assim, mas, de qualquer forma, ele deveria pelo menos esperar para saber o que o Parlamento da nossa República decidirá. Mainardi acha que, "se um terremoto destruísse todos os monumentos históricos e todas as obras de arte da Itália, eles (os italianos) reconstruiriam uma civilização com a espessura cultural de Cuiabá". Sendo eu supersticioso, gostaria de pedir a Mainardi para não prever terremotos e outras desgraças do gênero. E, depois, gostaria de lembrá-lo que é justamente a criatividade italiana que nos permitiu, em 2001, vender para o resto do mundo 36 bilhões de dólares de produtos de design, ou seja, moda e objetos de decoração.
Vincenzo Petrone

Embaixador da Itália
Brasília, DF

 

Realeza

Com interesse tomei conhecimento da reportagem "O príncipe foge de casa" (13 de fevereiro), que se referiu à casa real neerlandesa. Sendo assim, julgo oportuno informar que ocorreu um mal-entendido quando o artigo afirma que sua alteza real o príncipe Claus, marido da rainha Beatrix, no passado havia sido um nazista militante. Durante a II Guerra Mundial, os jovens estudantes alemães automaticamente eram filiados a organizações nazistas, como por exemplo a Juventude Hitlerista. Após a guerra, uma comissão de purgação política dos Aliados deu ao príncipe a oportunidade de comprovar que nunca compartilhou com as idéias nazistas.
Robert H. Meys
Embaixador dos Países
Baixos Brasília, DF

 

Cartas

Sobre a carta do doutor Paulo Elias C. Dantas (Cartas, 13 de março), quero dizer que o anel corneano intra-estromal para correção de baixas miopias é aprovado pelo FDA, órgão americano que regulamenta a aplicação de dispositivos médicos nos EUA e é reconhecido mundialmente. Esse procedimento para correção do ceratocone vem sendo utilizado em vários países. A indicação do anel para o ceratocone é ortopédica e visa à correção da deformidade, não tendo portanto preocupação refrativa. As complicações dessa técnica são raras e além disso reversíveis. O Excimer Laser utilizado para correção de miopias e hipermetropias, embora reconhecido pelo CFM, foi realizado rotineiramente e cobrado normalmente, nos primórdios de sua aplicação, quando era considerado ainda experimental. Além disso, pode apresentar complicações graves como a ectasia corneana pós-Lasik, que tem no anel corneano a sua correção.
Dr. Paulo Ferrara de Almeida Cunha
pcunha@ferrararing.com.br
Belo Horizonte, MG

 

Cirurgia plástica

Em nome da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo, gostaria de ressaltar a importância do alerta feito na matéria "Corpos à venda" (6 de março), sobre as chamadas "Botox parties", a mais nova moda dos Estados Unidos e Europa. A "festa do Botox" induz o público leigo a acreditar que o procedimento, apesar de no Brasil ser realizado apenas por médicos, seja desprovido de efeitos colaterais e complicações. Assim como cirurgias de apêndice ou de câncer, que trazem um benefício para o paciente, não são comemoradas na ante-sala com "petits-fours e champanhe", também esse procedimento não pode ser vinculado a motivo de festa ou "happy hour". Sentimo-nos na obrigação de esclarecer à população que no Brasil a aplicação da toxina botulínica só deve ser realizada por profissional especializado (médico), e que também oferece riscos. Portanto, é fundamental que sejam tomadas as devidas precauções em relação a esse procedimento.
Lúcia Arruda
Presidente
São Paulo, SP

 

Para usar

A seção Para usar (Guia, 13 de fevereiro) pode levar a Câmara Municipal da Estância Turística de Itu a aprovar lei inédita no país. Após a leitura da seção, que publicou uma nota sobre como requerer o seguro obrigatório, leitores de VEJA ligados ao vereador de Itu Levi Clementino sugeriram uma lei municipal obrigando a afixação de cartazes com orientações referentes ao seguro obrigatório em alguns pontos estratégicos da cidade. O vereador acatou a idéia e contatou a assessoria jurídica para verificar a viabilidade de tal projeto. Após a análise, surgiu o projeto de lei municipal nº 63/02, que se encontra em tramitação na Câmara de Vereadores de Itu.
José Carlos Clementino

Itu, SP

 

Arc

Você tem razão: a "casa dos políticos" é muito parecida com a Casa dos Artistas. Mas você se enganou em uma pequena coisa: eles não têm "edredom", mas já fazem coisas "por debaixo dos panos" há muito tempo ("Arc e a casa dos políticos", 13 de março).
Tatiana Marchesi

Uberaba, MG

CORREÇÕES: O custo de produção da soja indicado no quadro "O que o Brasil faz melhor" ("Punição à eficiência", 13 de março) era relativo ao saco do produto por hectare. O banco Pactual foi a instituição que mais operou em fevereiro na BM&F e não na Bovespa (Radar, 13 de março). Ao contrário do que informa a reportagem "A bancada dos Siqueira" (30 de janeiro), o empresário Ronaldo de Barros Barreto não foi funcionário da Caixa Econômica Federal, não possui gráfica ou jornal nem aluga caminhões para o governo do Tocantins.

 

SYD BARRETT

Capitol Records
ords

Dezenas de fãs do Pink Floyd notaram um erro numa legenda da reportagem "Outro jurássico" (13 de março). "O último à direita na foto do grupo inglês é o tecladista Richard Wright. A foto publicada (dos anos 60) é posterior à saída de Syd Barrett da banda. O primeiro à esquerda é David Gilmour, que entrou em seu lugar", escreveu o paulistano Paulo Sérgio Nascimento. Na foto aparecem ainda Nick Mason (de chapéu) e Roger Waters (de camisa pink), que também ajudaram a construir a história do grupo, nascido em Cambridge, na Inglaterra. O guitarrista Syd Barrett é o que está na foto em destaque.

 

A JÓIA DO POMEROL

Mapa do Pomerol: Château Petrus

O vinho Château Petrus, produzido no Pomerol, na região de Bordeaux, na França, apareceu em destaque na reportagem "Um jantar de 63.000 dólares" (6 de março). O leitor José Alberto Gueiros, do Rio de Janeiro, escreveu para dizer que "o Grand Vin Petrus, um dos mais caros e requintados do mundo, não é um château, pois não existe castelo nas terras onde é produzido". Nem sempre o emprego da palavra deriva da existência de um castelo no local. No mundo dos vinhos, o designativo château é usado também em referência a uma propriedade nobre onde a bebida é produzida. Segundo o Atlas Mundial de Vinhos e Aguardentes, de Hugh Johnson, na região de Bordeaux, o emprego da palavra château raramente se justifica. "Na maioria dos casos, o maior edifício do château é o chai – o longo coberto, freqüentemente semi-subterrâneo, onde se armazena o vinho." O próprio Edouard Moueix, herdeiro do império Petrus, se refere a seu produto como Château Petrus, nome que também é usado no mapa de vinhos da região.

 

REMO E CANOAGEM

 
Remo: de costas para a chegada
Canoagem: remada de frente

O paulistano Gustavo de Oliveira Serrano, ex-canoísta, escreveu a VEJA para dizer que a ilustração da reportagem "Vamos tentar outra vez" (Guia, 13 de março) não exibe uma equipe de remo, mas de canoagem. É verdade. As embarcações são muito diferentes e, ao contrário do remo, na canoagem o atleta trabalha de frente para seu destino.

 
Veja também
Confederação Brasileira de Canoagem
Confederação Brasileira de Remo
Federação Internacional de Canoagem
Federação Internacional de Remadores Associados
VEJA Olimpíadas - Canoagem
VEJA Olimpíadas - Remo
Comitê Olímpico Internacional

 

 
 
   
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