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VEJA Recomenda DVDs
Depois do Casamento (Efter Brylluppet, Dinamarca/Suécia, 2006. Califórnia) Anos depois de abandonar a Dinamarca para dedicar sua vida às crianças de um orfanato na Índia, Jacob Pederson (Mads Mikkelsen) retorna à terra natal a contragosto, para negociar uma doação a seu projeto humanitário. Mas, durante o casamento da filha do milionário que lhe oferece ajuda, Pederson vê as pendências de sua vida passada na Dinamarca se precipitarem de forma abrupta sobre seu presente. Um dos indicados ao Oscar de filme estrangeiro de 2007, Depois do Casamento é um drama engenhoso: a cada camada de enredo desvendada, percebe-se que o tema verdadeiramente em questão fica mais abaixo. Trata-se de um filme tocante, que não cai no meloso graças à direção enxuta de Susanne Bier, uma seguidora light do movimento purista Dogma 95. Jericho A Primeira Temporada (Estados Unidos, 2007. Paramount) Num dia qualquer, sem motivo aparente, uma série de explosões atômicas devasta os Estados Unidos. Jericho, uma cidadezinha rural, é uma das poucas a resistir intactas. Fisicamente, ao menos: como é possível a 5.000 pessoas pacatas, habituadas a nada mais urgente do que plantar milho, sobreviver isoladas num mundo que se desintegrou e no qual a eletricidade, os remédios, o abastecimento e a segurança acabam de virar comodidades destinadas a desaparecer rapidamente? Apesar da produção modesta (em outras palavras: nada de imagens grandiosas de catástrofe), essa série estrelada por Skeet Ulrich e pelo ótimo Gerald McRaney se desincumbe muito bem de esmiuçar os aspectos diversos desse impasse.
LIVROS
A Criação, de Edward O. Wilson (tradução de Isa Mara Lando; Companhia das Letras; 200 páginas; 35 reais) Professor de Harvard e autoridade mundial em entomologia o estudo dos insetos , Edward O. Wilson já escreveu vários livros alertando para os perigos das extinções em massa promovidas pela atividade humana. A novidade de A Criação está na forma como Wilson formula sua pregação ambientalista: embora não creia em Deus, ele se endereça ao leitor religioso, argumentando que a preservação da vida sobre a Terra pode ser um objetivo comum da ciência e da religião. A Criação é uma apaixonada defesa da biodiversidade e um interessante contraponto a Deus, uma Ilusão, a furiosa invectiva contra a religião do biólogo de Oxford Richard Dawkins. Leia trecho.
DISCOS
Michael Jackson 25th Anniversary of Thriller, Michael Jackson (Sony/BMG) Em 1982, quando lançou Thriller, Jackson tinha pele escura e uma relação sadia com as crianças. Ele também mantinha contato com o mundo real. O cantor visitava as discotecas da moda, que serviram de inspiração para a sonoridade multifacetada de Thriller uma pérola que vai da soul music ao rock, do rhythmnblues à música eletrônica. A edição comemorativa do álbum mostra que hits como Beat It e Billie Jean não apenas soam frescos e atuais, como influenciaram os ídolos de hoje sem Jackson, dificilmente haveria um Justin Timberlake. Outro destaque da edição são os remixes inéditos, a cargo dos rappers Will.i.am e Kanye West e da cantora Fergie.
Its Time for a Love Revolution, Lenny Kravitz (EMI) O cantor e compositor de 43 anos já foi comparado a gente do porte de Jimi Hendrix e James Brown. Isso se deve ao fato de Kravitz ter uma personalidade musical inquieta e trafegar com sucesso por estilos e influências diferentes a cada disco. Esse seu oitavo trabalho é calcado no rocknroll do Led Zeppelin. Kravitz usa os mesmos timbres de guitarra de Jimmy Page (mas sabiamente deixou os solos de lado, porque jamais chegaria aos pés do músico inglês). Promove a fusão de rock com funk e ritmos indianos, assim como o grupo inglês fez na década de 70. Faixas como Will You Marry Me e Love Love Love são inspiradas e não fariam feio num disco do Led Zeppelin original. |
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