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20 de fevereiro de 2008
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República dos bananas

No atual Big Brother, as mulheres mandam
e os homens só dizem amém


Marcelo Marthe

A partir da esquerda, Rafinha, Fernando e Marcos: grandes mulheres, homens nanicos

Desde o começo do Big Brother Brasil 8, um dado chama atenção: as tarefas domésticas na casa são assumidas pelos marmanjos. É comum ver as mulheres lagarteando ao sol, enquanto eles lavam louça e limpam a privada. Elas só passaram a se mexer depois de muita reclamação – e mesmo assim não vão além de dar uma "forcinha" aos homens. Esse detalhe diz algo sobre o papel de cada sexo no programa da Globo. A edição anterior do BBB foi marcada por um "macho alfa" que tinha um harém a seu dispor, o brucutu Alemão. Na atual, as mulheres determinam o ritmo do jogo e os homens dizem amém. São elas que tomam a iniciativa na azaração e dão as cartas nas intrigas e politicagens. Nas gincanas, também levam vantagem – até quando o que conta é a força bruta, já que os homens não têm sido páreo para uma amazona como a professora Thati. "É, esses caras estão meio devagar", constata o próprio Alemão.

O BBB 8 conta com dois tsunamis sexuais, a estudante Natália e a modelo e jornalista Juliana. A dupla põe no chinelo os dois únicos rapazes que teriam alguma chance de reivindicar o título de machão do pedaço: o pitboy Fernando e o verdureiro "emo" Rafinha. Juliana manteve dois pretendentes em banho-maria no começo do programa, ficou com um deles só depois que o outro foi eliminado e, com a saída do segundo, passou de santinha a cachorra nas festas. Mas, se há uma mulher em que ninguém põe rédea, é mesmo Natália. Tome-se seu namorico com Fernando. O pitboy ralha sempre que a ex-miss surge com roupinhas insinuantes e se irrita com seus erros de português (ela ignora que o plural de "vez" é "vezes"). Enquanto o pobre fala em ter filhos com ela, "Nati" quer saber é da gandaia. Mal o pitboy vai dormir, ela se joga na cama – só que na de Rafinha. Esse último, aliás, é um resumo da falta de atitude masculina. Rafinha vive resmungando contra o psiquiatra esquisitão Marcelo e conclama pela "união" dos homens, mas não faz nada de prático. E também se revela um desastre com as mulheres. O "emo" foge das investidas de Nati e Juliana. Quando a coisa aperta, saca uma foto da namorada. Com isso, comprou encrenca: a ex-miss votou nele para o paredão por ser rechaçada.

 

Kiko Carvalho/Rede Globo
O tsunami Nati: mal o pitboy cochila, ela se joga no "emo"

Os outros homens do BBB 8 são ainda mais apagados. O estudante Felipe fica tão em cima do muro que passou despercebido num paredão. "A gente brinca que um dia os parentes dele vão ligar perguntando se o filho ainda está na casa", diz o diretor Boninho. O colega Marcos não fica atrás. O máximo que o eletrotécnico fez de relevante até agora foi dar uns beijos em Thati, sem perceber aquilo que está patente: ela não se empolgou nada. Até a semana passada, os homens apareciam em vantagem numérica sobre as mulheres (são cinco contra quatro). A tática de se fingir de morto pode até levar um deles à vitória. Mas não os livrará da fama de bananas.


 

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