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Edição 2048

20 de fevereiro de 2008
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Cartas

"Tudo estava lá, exposto no Portal da
Transparência, mas a CGU não notou,
o TCU não olhou, o Parlamento não chiou,
até que VEJA alertou. Eta instituições
fiscalizadoras!"

Dirceu Santos
Mococa, SP

 

Cartão corporativo

A esclarecedora e impressionante reportagem "A república dos cartões" (13 de fevereiro), sobre o escandaloso uso dos cartões corporativos, indica, sem sombra de dúvida, que o Brasil entrou no time dos países de governo mais irresponsável e corrupto do planeta.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

Não elegemos um governo para roubar pouco ou menos do que os outros. Elegemos um governo para não roubar. Queríamos um governo ético que trabalhasse para os brasileiros, e não para o PT e os companheiros petistas, que estão se aproveitando da falta de controle intencional sobre o uso desses cartões corporativos.
Claudio Machado
Laguna, SC

Estamos sangrando muito. O povo brasileiro está anêmico de vergonha diante de tanta improbidade. A cada novo escândalo, esquece-se o da semana anterior.
Henrique Gondim
Natal, RN

Os "companheiros" do presidente Lula mais uma vez demonstram o mais absoluto desrespeito no trato com o dinheiro público. É lamentável que os órgãos fiscalizadores e a sociedade continuem deitados em berço esplêndido, assistindo passivamente a todos os desmandos deste governo.
Rodrigo Otávio da Silva
Dracena, SP

Vergonha na cara e coragem poderiam ser vendidas em lata nos supermercados. O presidente Lula iria até o supermercado mais próximo da residência oficial e compraria com cartão corporativo uma de cada (despesa emergencial e esporádica). Consumiria as iguarias, esperaria o efeito e mandaria recolher e bloquear todos os cartões corporativos, submetendo os gastos realizados a uma rígida averiguação pela CGU.
Max Ernesto Hammerschmidt
Brasília, DF

Nota 10 para o jornalista Fábio Portela pela pesquisa e pelo texto, no qual expôs mais uma vez a falta de transparência no trato do Erário na república do PT. Até quando a sociedade civil, que se diz organizada, vai ser complacente com mais esse escândalo?
Jorge Márcio Santos Barreto
Tucano, BA

E pensar que há milhões de brasileiros que não conseguem sequer ter uma mísera tapioca à mesa no dia-a-dia.
Roberto Szabunia
Joinville, SC

Cumprimento VEJA pela comparação entre os gastos dos cartões corporativos do governo com os dos executivos do setor privado. Essa é uma excelente prova da ineficiência do setor público, que gasta sem se preocupar com explicações. Se a administração pública fosse focada em resultados, como toda instituição privada, nenhuma dessas barbaridades que vemos todas as semanas publicadas faria parte de nosso cotidiano. Além disso, teríamos melhores serviços e menos impostos.
Fabio Tomczak
Mogi das Cruzes, SP

Começou com o mensalão, seguiu com os sanguessugas e, agora, chegou aos cartões corporativos. Para sustentar toda essa farra, nós temos de pagar os mais altos impostos do mundo.
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG

Estou abismado com a eficácia dos ministros de estado de Lula. Primeiro a ministra da Igualdade Racial promoveu a desigualdade social com seu cartão. Depois o ministro da Pesca contou uma história de pescador para justificar o peixão que gastou. Então o ministro dos Esportes fez ginástica para justificar seus gastos com o cartão. Aí veio Dilma e decretou um apagão no Portal da Transparência.
Ariel Krok
São Paulo, SP

É desolador. Parece que estamos todos anestesiados e perdendo a capacidade de nos indignar perante essa sucessão diária de escândalos do poder público.
Marcello Kutner
São Paulo, SP

Para que essa vergonha nunca mais se repita, é fundamental que o governo cumpra seu papel, limitando drasticamente e fiscalizando de maneira exemplar, e extremamente transparente, o uso dos cartões de crédito corporativos.
Pablo Vasconcelos Pavan
Goiânia, GO

 

Maria Helena Guimarães de Castro

A entrevista com a secretária de Educação do estado de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro (Amarelas, 13 de fevereiro), é digna de muitos elogios. Em primeiro lugar ao governador José Serra, por escolher uma profissional extremamente capacitada e experiente para o cargo. A VEJA, por destacar em suas páginas mais importantes o tema educação. E, finalmente, à entrevistada, pela lucidez e coragem em tocar em pontos críticos e tabus do sistema educacional e dos métodos de ensino. O cerne do problema educacional brasileiro neste momento não está no corpo docente, e sim na organização e gestão do sistema de educação, que massacra de uma só vez os professores e os alunos.
Oscar Hipólito
Professor titular do IFSC, USP
São Paulo, SP

Cumprimento Maria Helena Guimarães de Castro, que, em sua entrevista corajosa, se propõe a desenvolver um projeto ambicioso para as escolas estaduais de São Paulo: romper com antigos mitos e introduzir um modelo de incentivo concreto para o progresso das escolas. É chegado o momento de premiar as boas escolas e os bons professores e excluir da lista os que não apresentam bons resultados.
Gabriel Mário Rodrigues
Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes)
São Paulo, SP

Didática e pedagógica, Maria Helena Guimarães de Castro não se furtou a enfrentar temas que são tabus na área da educação. Defender a isonomia salarial para professores e, por que não dizer, para todos os funcionários públicos é ignorar o mérito e a competência, predicados indispensáveis para a prestação de um serviço eficiente.
Milton Flávio
Deputado
São Paulo, SP

As conclusões de Maria Helena Guimarães de Castro são inteligentes, corretas e sinceras, demonstrando grande experiência no assunto educação. Concordo com sua opinião sobre as faculdades de pedagogia do país, que devem ser fechadas em razão de cursos voltados para assuntos exclusivamente teóricos. A presença na escola de um diretor competente, com atributos de liderança, é fundamental para que os professores trabalhem estimulados. Ela está correta quando afirma que, "se tais diretores fossem a maioria, o ensino público não estaria tão mal das pernas".
Wille Duarte Costa
Diretor das Faculdades Milton Campos
Belo Horizonte, MG

Maria Helena dá o primeiro passo para uma educação pública de qualidade no Brasil. A gestão da educação deve, como em qualquer negócio que se pretenda de sucesso, estabelecer metas claras, implementar as ações necessárias para a satisfação das metas acordadas e premiar os funcionários comprometidos. A recompensa salarial para professores talentosos é conseqüência natural de uma gestão séria e eficiente.
Anna Luisa Santana Daniele
São Paulo, SP

Finalmente uma autoridade nessa área tem a coragem necessária para apontar o maior de todos os males da educação brasileira: cursos superiores de educação absolutamente ineficientes, ineficazes, obsoletos, dispensáveis e até mesmo ridículos.
Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo
Campo Mourão, PR

 

Claudio de Moura Castro

Reflexivo e muito oportuno o artigo "Salário de professor" (Ponto de vista, 13 de fevereiro). É muito difícil ser professor na atualidade – mais complexo do que no passado. Essa complexidade se dá pelo fato de a própria sociedade ter, por vezes, dificuldade em saber para que ela quer a escola. Por outro lado, é importante que os professores aprendam a lidar com os números e percebam que não existe nenhuma associação entre salário alto e educação boa. Os estados, por meio dos seus gestores, devem ter maior responsabilidade no que diz respeito à educação.
Iraci José Francisco
Professor
São Paulo, SP

Acabei o ensino médio, sempre estudei em escola pública e ficava indignado quando um professor tinha a audácia de interromper a matéria para discursar sobre suas lamentações salariais. Para que ocorra uma melhora na educação brasileira, é extremamente necessária uma ação conjunta que envolva tanto alunos quanto governo e, principalmente, professores. Assim como tive aulas com mestres da ignorância, também fui aluno de profissionais que fizeram jus à responsabilidade que tinham e realmente realizaram seu trabalho. Infelizmente, o que prevalece é a falta de educação, e cada vez mais me pergunto: onde vai parar um país com jovens que terminam a educação básica sem um embasamento que lhes possibilite ao menos passar no vestibular?
André Ricardo Gravatá, 17 anos
Embu das Artes, SP

Sou professora e concordo com esta afirmativa: a má qualidade do nosso ensino não pode ser explicada pelo salário dos professores. Uma política séria para a escolha de diretores competentes, com atributos de liderança, minimizaria os danos ao ensino público. Realmente, os professores estão mais contentes nas escolas públicas bem lideradas.
Lucidey A. Assis
Pouso Alegre, MG

Para tentar consertar nossa educação escolar, precisamos ainda: 1) equipar as escolas com materiais necessários, funcionários, professores preparados e dedicados; 2) de reciclagem obrigatória para todos os professores através de cursos de curta duração no decorrer do ano letivo – e só admitir profissionais formados nas matérias que forem lecionar –; 3) de melhor entrosamento entre escola, professores, alunos e pais (família); 4) de projetos com metas a ser atingidas no fim de cada ano; e, depois disso, 5) brigar por melhoria de salários.
Roque de Campo
Professor
São Paulo, SP

 

Gustavo Ioschpe

O artigo "Pelo direito à ruindade" (13 de fevereiro), de Gustavo Ioschpe, trata de forma decisiva a questão da massificação da educação. Se existe alguma raiz do mal-afamado subdesenvolvimento brasileiro, essa com certeza é a falta de investimento em educação, seja em qual nível for. Não adianta promover cursos universitários caros e restritos, cujos resultados vêm para poucos. Somente com a difusão maciça da educação é que poderemos alçar uma posição no Primeiro Mundo.
Luiz Carlos Ferraz Manini
Professor
Londrina, PR

Excelente o artigo de Gustavo Ioschpe em VEJA desta semana. Seria incrivelmente bom e importante para o Brasil se tivéssemos balconistas, atendentes, lojistas, açougueiros, padeiros, donas-de-casa, cabeleireiras e todas as pessoas formadas em curso superior, seja ele presencial ou a distância. Por pior que possa ser o nível da faculdade, é mil vezes melhor que o analfabetismo e a ignorância.
Mônica Delfraro David
Psicóloga
Campinas, SP

 

Carta ao leitor

A edição 2.047 de VEJA presenteou todos os leitores com uma abordagem espetacular sobre a educação no país. Na condição de estudante da Universidade Federal do Espírito Santo, sinto todas as dificuldades de estudar em uma instituição com um nível de precariedade e deficiência significativo. No entanto, é reconfortante saber que há bons especialistas em educação, com idéias fantásticas e simples, que estão dispostos a dar um rumo à educação. A revista superou-se porque, fugindo de todos os clichês, abordou o tema de forma tão real e prática que foi capaz de dar um sopro de esperança ao sistema educacional brasileiro ("O pior inimigo do país", Carta ao leitor, 13 de fevereiro).
Wagner Santos Knoblauch
Serra, ES

Cabe única e exclusivamente à incompetência do governo a falência educacional pela qual o Brasil passa. Os recursos são poucos e mal investidos, professores não são reciclados e há uma mentalidade segundo a qual quanto mais a criança faz durante o dia, mais bem preparada ela vai estar. Na Alemanha, na França, na Escandinávia e na Suíça o professor faz uma residência de dois anos antes de escrever seu trabalho de mestrado e, então, poder lecionar.
Deborah Maristela Biermann
Berna, Suíça

VEJA faz um grande trabalho quando o assunto é a educação. Ela conta com colunistas sensatos e visionários e traz reportagens e entrevistas acertadas com o intuito de mostrar ao leitor a realidade da educação brasileira, com idéias e soluções para que essa educação alcance um patamar digno de nossa nação. Como estudante de escola pública, quando eu vejo uma imprensa preocupada em trazer ao seu leitor diferentes formas de enfrentar a realidade, ainda tenho esperança de melhorarmos segmentos que movem a nossa nação.
Pablo Luiz de Moura Santos Rocha
Juquitiba, SP

 

José Roberto Guzzo

Parabéns, VEJA, pela coluna do jornalista J.R. Guzzo ("À espera de uma data", 13 de fevereiro). Em dias "nebulosos" em que o petismo tenta varrer da face da Terra o bom senso, ver Guzzo entre os colunistas da revista é auspicioso.
Adelson Elias Vasconcellos
Cuiabá, MT

O artigo de J.R. Guzzo é primoroso. Li, reli em voz alta e fiz muita propaganda dele para todos os meus conhecidos. Há muito tempo ouço os mesmos imbecis de sempre (além de novos imbecis, que nascem como coelhos) anunciar o fim da palavra impressa, e até mesmo o fim da palavra, e não me canso de lembrar uma velha piada, segundo a qual um filósofo alemão, depois de muito pensar, chegou à conclusão de que a palavra, como veículo de comunicação de idéias, estava ultrapassada. Então escreveu uma Introdução Crítica à Morte da Palavra como Veículo de Comunicação de Idéias em dezoito volumes! A lembrança de Luís Soares, dos Contos Fluminenses, foi um benefício adicional.
Gustavo Rocha da Silva
Por e-mail

Muito interessante o texto de J.R. Guzzo sobre a implicância com a imprensa por parte dos petistas ao se julgarem perseguidos. Deve ser difícil para quem sempre foi pedra se acostumar a ser vidraça.
Antonio da Rocha
Por e-mail

Obrigada, VEJA, por nos dar de presente, em 2008, a volta de J.R. Guzzo, com seus textos deliciosos e importantes.
Lita Pinheiro
São Paulo, SP

 

Cartórios

Excelente a constatação de VEJA acerca da efetivação sem concurso público de interinos nos cartórios extrajudiciais (Radar, 13 de fevereiro). A população deve ser informada sobre projetos de emendas constitucionais nefastos e absurdos como esse (ironicamente elaborados pelos representantes do povo), que ignora o fato de muitos outros brasileiros desejarem concorrer a uma vaga nos cartórios.
Ana Luisa Nazar de Arruda
São Paulo, SP

Gostaria de elogiar o responsável pela coluna Radar pela publicação de nota recriminando o "trem da alegria nos cartórios". Infelizmente, os "cartórios" extrajudiciais carregam no Brasil uma imagem ruim, associada à ineficiência e ao privilégio. Isso está mudando com grande rapidez devido à aplicação das normas da Constituição Federal, que exige concurso público para delegação de atividades notariais e de registro.
Robson de Alvarenga
Vice-presidente da Associação dos Titulares de Cartório do Estado de São Paulo (ATC)
Por e-mail

O que se está tentando regularizar é apenas a situação de alguns servidores de cartórios que foram designados como titulares há aproximadamente catorze anos, enquanto esperavam que os tribunais estaduais realizassem concurso. Devido à omissão de alguns tribunais, essa situação perdura até hoje. É bom que fique claro que esses cartórios não foram a concurso, não havendo, portanto, nenhum candidato aprovado aguardando para assumir.
Orlando J. Morandi Jr.
Oficial do Reg. Civil
Colatina, ES

 

Bolsa-geladeira

A nota "Vem aí o bolsa-geladeira" (Radar, 13 de fevereiro) informa que o presidente Lula pretende fazer um programa para que a classe mais necessitada troque a sua geladeira velha – que iria como sucata para as siderúrgicas – por uma nova, mais econômica. Não resta dúvida de que é uma boa idéia. Aproveitando a oportunidade, sugiro ao senhor presidente que crie também uma "bolsa-caráter", que seria de uso exclusivo dos políticos e governantes, com o objetivo único de dar-lhes créditos de vergonha e retidão, evitando essa indecente farra perdulária, como a de comprar lixeiras de 1.000 reais, saca-rolhas de 800 e outros gastos supérfluos com o dinheiro do povo.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

Com o perdão do trocadilho, a idéia de implantar o bolsa-geladeira é uma tremenda fria. É a prova do paternalismo ignorante com que o governo está acostumando os brasileiros. E nada melhor do que ações como essa em ano de eleições, não é?
Davi Arloy de Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

PET versus Lata

No debate sobre a melhor opção de embalagem para os óleos comestíveis ("Por que as latas de óleo sumiram", 16 de janeiro) é importante lembrar que a busca por produtos que aliem baixo custo e qualidade é uma tendência verificada em todos os setores da economia. No caso das embalagens, soma-se a essa tendência uma demanda do próprio mercado, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Cada vez mais os consumidores buscam embalagens resistentes, seguras, transparentes, práticas e higiênicas, características essas oferecidas pela resina PET. Por fim, vale destacar que o PET é 100% reciclável e que mais de 51% do volume de embalagens feitas do material é efetivamente reciclado no país. Por meio de ações de conscientização e informação que temos realizado com os consumidores, os catadores e os recicladores, esse é um porcentual crescente, que contribui para a preservação do meio ambiente.
Alfredo Sette
Presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet)
São Paulo, SP

 

Iraque

A respeito da reportagem "Dupla atrocidade" (13 de fevereiro), venho manifestar repúdio por todas as ações terroristas da Al Qaeda, especialmente no caso relatado em que foram "recrutadas" mulheres com síndrome de Down para servir de mulheres-bomba em mais um atentado. A vulnerabilidade das pessoas com deficiência intelectual não pode ser posta a serviço de grupos que desafiam a autoridade dos estados, fato que se constitui em mais uma perversa modalidade de discriminação dessas pessoas, pelas quais o mundo inteiro tem se unido para assegurar a inclusão social e o reconhecimento como pessoas de direito. A violação dos direitos das pessoas com deficiência importa em atentado aos direitos humanos, o que ressalta a relevância da revista ao abrir espaço para denunciar tal barbaridade, que, de fato, afronta duplamente a humanidade.
Eduardo Barbosa
Deputado federal e presidente da Federação Nacional das Apaes
Brasília, DF

 

Luiz Paulo Kowalski

Parabéns pela entrevista com o doutor Luiz Paulo Kowalski (Auto-retrato, 6 de fevereiro). A postura dos médicos é um assunto importante. Sou autora do livro O Pequeno Médico (Clio Editora), que conta a história do meu caçula, Alexandre, que, aos 12 anos de idade, enfrentou um câncer-neuroblastoma que o levou para o outro mundo, depois de vinte meses de "tratamento". Por meio do livro, tenho tentado mostrar que a sinceridade, a franqueza e o respeito com o paciente são elementos que fazem a diferença entre um médico e um bom médico.
Graziela Gilioli
São Paulo, SP

 

Ciência

O Brasil também apresenta diversos centros que dispõem da tecnologia de células-tronco adultas na terapia celular. Por exemplo, a Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp, em Botucatu, oferece esse serviço para tratamento de lesões ósseas em pequenos animais e obtém resultados animadores. Como temos interesse experimental, o custo é diferente dos 2.000 dólares citados na reportagem "Em bichos já funciona" (13 de fevereiro). É importante salientar que a comunidade científica, na medicina humana, como também na veterinária, ainda busca elucidar o mecanismo de reparação dessas células.
Fernanda da Cruz Landim e Alvarenga
Professora do Departamento de Reprodução Animal da Unesp
Botucatu, SP

 

Televisão

Se não há renovação de autores de novelas é porque não há oportunidade para os novos talentos. Na realidade, não há crise de idéias novas, mas falta de empolgação dos veteranos. Será que eles querem mesmo novos autores? Trata-se de uma área fechadíssima, a da teledramaturgia, que raramente abre espaço para a renovação. Sugiro à Globo que faça uma seleção nacional de sinopses, pois existe vida fora do eixo Rio–São Paulo ("Corrida contra o tempo", 13 de fevereiro).
Penaforte Diaz
Palmas, TO

 

Millôr

Millôr, também prefiro Rabelo (vem de rabo, burro, asno, anta). Lugar de aprender a língua é na escola, não no tribunal, tungando os outros ("Língua, pra que vos quero?", 13 de fevereiro).
Edmir Mazzini
Por e-mail

Lembrando que "sua excelência" Aldo Rebelo é alagoano e a palavra que provavelmente mais pronunciou na juventude foi forró, derivativo de "for all".
Carlos Roberto Soares Sousa
Fortaleza, CE


Correções:
Os índios cintas-largas são de Rondônia, e não do Pará, como informou a nota "Naçoca não é paçoca" (Holofote, 13 de fevereiro).O líder seringueiro Chico Mendes foi assassinado em dezembro de 1988, e não em outubro, como consta no quadro "A Justiça tarda" ("Barbárie punida", 6 de fevereiro).

 

 

Pais e filhos

O artigo "359 passos ao redor do mundo" (30 de janeiro), que marcou o retorno de Diogo Mainardi, depois de ligeiras férias (durante as quais os leitores não pararam de perguntar pelo colunista), tocou no íntimo de alguns missivistas. "Tenho um filho deficiente e por isso sempre aguardo com ansiedade as crônicas que Diogo dedica ao seu filho. São sentimentos compartilhados, que nos fazem ver que não somos os únicos. Meu marido é um pai dedicado, seu afeto é maior que tudo, um exemplo que só Diogo sabe expressar com suas palavras", escreveu Márcia Zeni Strapasson, de Colombo, no Paraná. Mãe de uma filha de 24 anos com paralisia cerebral, Sueli Zavanella conta: "Minha filha Fernanda ainda não deu os 359 passos sozinha, pois ainda necessita de aparelhos, mas já escreveu dois livros e está à procura de editora para lançar o terceiro". Ao ler a coluna de Diogo, o leitor Julio Madeira lembrou-se da saga da Equipe Hoyt, na qual "um pai se supera para ajudar o filho a realizar tudo o que lhe disseram que ele não seria capaz de fazer". Juntos, Dick Hoyt e seu filho Rick, de Massachusetts, Estados Unidos, superaram dificuldades extremas e completaram maratonas, triatlos e outros eventos esportivos. Um pouco dessa formidável demonstração de força de vontade e amor paterno pode ser visto no seguinte endereço, enviado por Madeira: http://br.youtube.com/watch?v=8gm7XwtIJdM.



Febre amarela

A leitora Cecília dos Santos Macedo, de Brasília, que perdeu o namorado, vitimado pela febre amarela, escreve para dar um depoimento emocionado, depois de ter lido a reportagem "Os culpados não são as vítimas" (23 de janeiro). "Elogio a coragem de VEJA de publicar uma reportagem que coloca os holofotes sobre o ponto crucial: as vítimas da febre amarela são, na verdade, vítimas da omissão e do descaso do governo", escreveu. "Sou a namorada de Graco Carvalho Abubakir, que morreu em Brasília no dia 8 de janeiro. A febre amarela é uma doença que pode assumir uma forma devastadora, como foi no caso do Graco. É muito triste ver uma pessoa amada morrendo, perdendo a vida em menos de uma semana. A cada dia a saúde do paciente fica mais frágil e os sintomas vão se agravando. O que mais me revolta é a omissão do governo diante do tema. Todas essas mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse campanhas periódicas de vacinação. As vacinações em massa ocorrem sempre em virtude da corrida da população aos postos de saúde, quando há óbitos confirmados, como ocorreu em Brasília em 2000. Como o Graco não morava em Brasília na época, simplesmente não foi imunizado. A atitude do governo diante do tema já nos permite antever que o futuro não será diferente."



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