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Digitais ao alcance
do bolso
Economia
com filme e revelação
já compensa o custo da câmara
digital. E ainda é possível mandar
as fotos por e-mail
Diogo Schelp

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Os recursos
e a qualidade das fotos ainda não são os mesmos que se podem
obter com as mais sofisticadas câmaras fotográficas convencionais,
mas as alternativas digitais já começam a revelar seus encantos.
O maior e o mais interessante deles é a possibilidade de as fotos
serem exibidas diretamente no computador, sem precisar usar scanner. Ficou
mais fácil fazer trabalhos escolares. É possível
ainda retocar ou montar imagens com programas especiais. Ou simplesmente
mandar e-mails à família inteira mostrando a última
do Júnior. Não é pequena a quantidade de gente que
se vem deixando seduzir por essas possibilidades. Dos 2 milhões
de máquinas fotográficas produzidas no mundo anualmente,
10% já são digitais. Há quatro anos, apenas uma em
cada vinte máquinas usava arquivo magnético para armazenar
as imagens.
Em alguns
dos mais novos modelos, a resolução das fotos já
é comparável à que muitos amadores podem obter com
equipamentos tradicionais, com filme, revelação e ampliação
em papel. A qualidade da imagem digital é medida pelas unidades
chamadas pixels, que são os pontos luminosos que compõem
o quadro. Quanto maior a quantidade de pixels numa área da imagem,
melhor a qualidade. Uma câmara que faz fotos com pelo menos 2 megapixels
permite captar imagens que, impressas em papel fotográfico especial,
têm efeito próximo ao de uma foto convencional ampliada em
tamanho 10 por 15 centímetros. Também tem havido evolução
considerável na variedade de recursos das câmaras digitais.
Os efeitos de aproximação e a possibilidade de fotografar
mesmo com poucas condições de luminosidade são dois
atrativos que fazem aumentar a procura pelos modelos digitais. Outra grande
vantagem é ver imediatamente o resultado de uma foto, podendo deletá-la
da memória, sem nenhum custo, quando algo sai errado.
É
possível comparar os benefícios de cada sistema também
na ponta do lápis. Para começar, basta abrir o armário
e pegar aquelas caixas cheias de álbuns de fotos tamanho 10 por
15 centímetros. Quantas são realmente boas? Poucas, provavelmente.
Mas todas custaram o mesmo. Quem usa câmara digital pode ignorar
as imagens ruins, armazenando só as boas no computador e
gastando bem menos, portanto. Mesmo que se queira ter cópias em
papel das melhores imagens, a relação entre custo e benefício
pode continuar favorável às máquinas digitais. Compare
a diferença: no sistema convencional, para um filme de 36 poses
que custa 7 reais, cada pose sai por 20 centavos. A revelação
e a ampliação no tamanho 10 por 15 centímetros de
cada foto ficam em média em mais 60 centavos. Ou seja, o preço
total é de 80 centavos por foto. No sistema digital, não
há gasto com filme nem com revelação. Para imprimir
em papel fotográfico especial, gastam-se 5 reais por foto. Assim,
só quem faz pelo menos uma foto muito boa a cada seis tentativas
continua levando vantagem com a máquina convencional.
Mas nem
toda máquina digital é capaz de produzir fotos que, impressas,
têm a mesma qualidade das que se obtêm com filme comum. As
digitais com essa característica custam no mínimo 1.800
reais ou 600 reais além do preço de uma câmara
35 milímetros convencional de boa qualidade, não profissional.
Considerando um fotógrafo que usa dois filmes de 36 poses por mês,
a amortização desse investimento acontece no prazo aproximado
de um ano. E ainda sobra dinheiro para fazer pelo menos uma impressão
em papel fotográfico por mês. Esse tipo de impressão
está disponível em laboratórios especializados. "Com
uma impressora jato de tinta de última geração dá
para realizar a impressão digital em casa, pelo mesmo custo, mas
com qualidade um pouco inferior à obtida em laboratório",
informa o publicitário Mauro Risch, especialista em fotografia
digital.
Entre os
recursos tecnológicos das câmaras digitais está a
capacidade de armazenar imagens na própria memória. Em vez
de filme, elas usam cartões magnéticos. As mais modernas
guardam o equivalente a cinco rolos de filme de 36 poses sem necessidade
de troca do cartão. Algumas são capazes de registrar também
imagens em movimento e até sons, em videoclipes com até
um minuto e meio de duração. Além disso, a maioria
das digitais pode ser conectada à televisão, permitindo
que se vejam as imagens na tela. Isso, nenhuma máquina convencional
é capaz de fazer.
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