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Edição 1 739 - 20 de fevereiro de 2002
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Digitais ao alcance do bolso

Economia com filme e revelação
já compensa o custo da câmara
digital. E ainda é possível mandar
as fotos por e-mail

Diogo Schelp



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Dicas sobre máquinas digitais e com filme

Os recursos e a qualidade das fotos ainda não são os mesmos que se podem obter com as mais sofisticadas câmaras fotográficas convencionais, mas as alternativas digitais já começam a revelar seus encantos. O maior e o mais interessante deles é a possibilidade de as fotos serem exibidas diretamente no computador, sem precisar usar scanner. Ficou mais fácil fazer trabalhos escolares. É possível ainda retocar ou montar imagens com programas especiais. Ou simplesmente mandar e-mails à família inteira mostrando a última do Júnior. Não é pequena a quantidade de gente que se vem deixando seduzir por essas possibilidades. Dos 2 milhões de máquinas fotográficas produzidas no mundo anualmente, 10% já são digitais. Há quatro anos, apenas uma em cada vinte máquinas usava arquivo magnético para armazenar as imagens.

Em alguns dos mais novos modelos, a resolução das fotos já é comparável à que muitos amadores podem obter com equipamentos tradicionais, com filme, revelação e ampliação em papel. A qualidade da imagem digital é medida pelas unidades chamadas pixels, que são os pontos luminosos que compõem o quadro. Quanto maior a quantidade de pixels numa área da imagem, melhor a qualidade. Uma câmara que faz fotos com pelo menos 2 megapixels permite captar imagens que, impressas em papel fotográfico especial, têm efeito próximo ao de uma foto convencional ampliada em tamanho 10 por 15 centímetros. Também tem havido evolução considerável na variedade de recursos das câmaras digitais. Os efeitos de aproximação e a possibilidade de fotografar mesmo com poucas condições de luminosidade são dois atrativos que fazem aumentar a procura pelos modelos digitais. Outra grande vantagem é ver imediatamente o resultado de uma foto, podendo deletá-la da memória, sem nenhum custo, quando algo sai errado.

É possível comparar os benefícios de cada sistema também na ponta do lápis. Para começar, basta abrir o armário e pegar aquelas caixas cheias de álbuns de fotos tamanho 10 por 15 centímetros. Quantas são realmente boas? Poucas, provavelmente. Mas todas custaram o mesmo. Quem usa câmara digital pode ignorar as imagens ruins, armazenando só as boas no computador – e gastando bem menos, portanto. Mesmo que se queira ter cópias em papel das melhores imagens, a relação entre custo e benefício pode continuar favorável às máquinas digitais. Compare a diferença: no sistema convencional, para um filme de 36 poses que custa 7 reais, cada pose sai por 20 centavos. A revelação e a ampliação no tamanho 10 por 15 centímetros de cada foto ficam em média em mais 60 centavos. Ou seja, o preço total é de 80 centavos por foto. No sistema digital, não há gasto com filme nem com revelação. Para imprimir em papel fotográfico especial, gastam-se 5 reais por foto. Assim, só quem faz pelo menos uma foto muito boa a cada seis tentativas continua levando vantagem com a máquina convencional.

Mas nem toda máquina digital é capaz de produzir fotos que, impressas, têm a mesma qualidade das que se obtêm com filme comum. As digitais com essa característica custam no mínimo 1.800 reais – ou 600 reais além do preço de uma câmara 35 milímetros convencional de boa qualidade, não profissional. Considerando um fotógrafo que usa dois filmes de 36 poses por mês, a amortização desse investimento acontece no prazo aproximado de um ano. E ainda sobra dinheiro para fazer pelo menos uma impressão em papel fotográfico por mês. Esse tipo de impressão está disponível em laboratórios especializados. "Com uma impressora jato de tinta de última geração dá para realizar a impressão digital em casa, pelo mesmo custo, mas com qualidade um pouco inferior à obtida em laboratório", informa o publicitário Mauro Risch, especialista em fotografia digital.

Entre os recursos tecnológicos das câmaras digitais está a capacidade de armazenar imagens na própria memória. Em vez de filme, elas usam cartões magnéticos. As mais modernas guardam o equivalente a cinco rolos de filme de 36 poses sem necessidade de troca do cartão. Algumas são capazes de registrar também imagens em movimento e até sons, em videoclipes com até um minuto e meio de duração. Além disso, a maioria das digitais pode ser conectada à televisão, permitindo que se vejam as imagens na tela. Isso, nenhuma máquina convencional é capaz de fazer.



 
 

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