Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 739 - 20 de fevereiro de 2002
Gente

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
VEJA on-line
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




  Crie seu grupo




 

Mamãe Bush no Carnaval da dengue

Não é brinquedo não: o ímpeto carnavalesco neste ano teve de driblar o Rio de Janeiro inflacionado pela dengue (mais de 7.000 casos registrados) e Salvador esvaziada pela crise argentina, desdobrando-se em momentos de beleza, controvérsia e, claro, bizarrice. Beleza máxima foi a estréia de Luana Piovani na avenida. Controvérsia: o enredo da Imperatriz Leopoldinense cheio de goitacazes, mas sem Campos, a cidade patrocinadora. Bizarrice: a aclamação de Barbara Bush, 76 anos, mãe do presidente americano e insuspeito instinto carnavalesco – a Mangueira, escola que aplaudiu de bandeirinha na mão, saiu campeã. Não dava um samba-enredo?


Oscar Cabral

Fábia: silicone por dentro e por fora na Sapucaí


Silicone por dentro todo mundo usa. Novidade mesmo foi a fantasia de Fábia Borges na Unidos da Tijuca: um maiô de silicone com acrílico especialmente talhado para desvendar suas fabulosas curvas. "Levamos um mês e meio para acertar o molde ao corpo. Teve dias em que fiquei mais de duas horas imóvel", diz Fábia, que mora na Espanha e dá duro no ramo da exportação de brinquedos.

 

 

Numa coisa o Carnaval foi bom para Adriane Galisteu: reatou com o namorado Rogério Gallo. No mais, a festa vacilou. Sua escola, a Portela, ficou em oitavo lugar. Sua mais recente inimiga, Narcisa Tamborindeguy, despejou-lhe insultos desvairados, por se julgar maltratada em um programa da rival. E ainda por cima a loira teve de encarar um afoito prefeito Cesar Maia, que ao beijá-la encostou onde não devia – e foi prontamente contido pela mãozinha dela.

 
Oscar Cabral

Luana: biquíni comportado e raros seios ao natural

Estreante na passarela do samba, Luana Piovani encarou logo o posto de madrinha de bateria do Salgueiro. Fez bonito, exibindo duas qualidades raras entre candidatas a celebridade de Carnaval: samba no pé e seios sem silicone, balouçando ao ritmo da dança. "Sou paulistana de alma carioca e coração baiano", autodefiniu-se.

Secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio saracoteou no camarote da revista Rio Samba e Carnaval, o de mordomia mais farta no Sambódromo. Esqueceu que a Comissão de Ética Pública proíbe as autoridades de aceitar convites do gênero. Sua assessoria alega que Virgílio pagou 2.500 reais por uma frisa e deu só uma passadinha no camarote. Mas e as fotos com a camiseta-convite? "Fui eu que coloquei nele", defende o empresário Maurício Mattos, dono do camarote e da frisa. Mais direto, o ministro da Integração Nacional, Ney Suassuna, que também circulou em camarote, admite ter aceitado convite, com argumento original: "Não tenho como beneficiar as empresas".

Salto de 15 centímetros, passarela molhada e emoção demais conspiraram para lançar ao chão um dos mais espetaculares derrières do Carnaval. "Eu sambo muito bem, mas me emocionei demais. Comecei a chorar, fiquei nervosa e caí", explicou uma inconformada Viviane Araújo sobre seu tombo à frente da bateria da Mocidade Independente.


João Santos
Giovanna: flagrante felicidade


No Carnaval da Jade, a fantasia mais copiada país afora, a Jade mesmo estava em trajes civis: só o cinto de contas de Giovanna Antonelli evocava vagamente a dança do ventre. Sem marido nem clone, Giovanna explicava: "Vim com mamãe". Sambou, ganhou atenções reiteradas do jogador Ronaldinho (sem Milene) e desfilou ar de flagrante felicidade. O marido, Ricardo Medina, quase ex, está nos Estados Unidos. Murilo Benício, seu par em O Clone e, dizem, fora dele, passou o Carnaval como destaque de um desfile em Portugal. Sozinho.

 

Campeã nacional das operações plásticas, a modelo Ângela Bismarchi nem pisca em admitir: pôs um Botox extra no rosto para sair na avenida. "Foi para disfarçar as rugas de tensão", declara a purpurinada, que no ano passado também deu uma alisadinha na testa para o Carnaval. Botox, aliás, é toxina pequena para quem já fez lipoescultura na cintura, abdome e culotes e aplicou silicone nos seios e na panturrilha. Por enquanto.

Num mar de mulheronas de biquíni, Carolina Dieckmann, que está longe de ter medidas de modelo, destacou-se pela performance: fantasiada de bailarina, esfalfou-se em graciosas piruetas na linha de frente da Mocidade Independente. Casada com um homem de circo e veterana de dez anos de ginástica olímpica, Carolina deu a idéia de incluir suas 22 estrelas na coreografia: "Vi que ainda conseguia fazer alguma coisa e sugeri a eles".

Pulando e cantando sem parar, a modelo Gisele Bündchen uniu o útil ao agradável em Salvador: esbaldou-se no trio elétrico, engordou a conta bancária com a renovação de um contrato publicitário milionário e ainda aumentou o índice de germanismo do Carnaval baiano. Além de várias irmãs Bündchen, ela também arrastou a sogrona, a alemã Irmalin, mãe de Leonardo DiCaprio. As loiras todas viraram camarão debaixo do sol estonteante.

Oscar Cabral

Barbara no Carnaval: a mais fotografada


Barbara Bush
tem 76 anos, não tinge o cabelo, não faz plástica e, obviamente, não samba. Cercada de um oceano de beldades, foi a mulher mais fotografada do Carnaval do Rio. Ex-primeira-dama e atual primeira-mãe dos EUA, usou a naturalidade do alto patriciado americano para conquistar a simpatia do Sambódromo. Até quem estava nos carros alegóricos dava tchauzinho.

 

 

O jogador de vôlei Giovane não agüentou um sacrifício que qualquer mocinha tira de letra. Para encarnar o índio Ajuricaba, com direito a cocar (enorme) e tanga (mínima) de penas, ele removeu os pêlos do peito e da barriga com creme depilatório. "Cera quente dói muito. Achei feio", avaliou. "Tomara que os pêlos cresçam logo."

 

Olha o samba do Itamar aí, minha gente

Carnaval em Juiz de Fora é outra coisa, constatou Itamar Franco, principalmente quando as fotos são só um pouquinho constrangedoras e o samba-enredo apregoa: "Inconfidente da modernidade / Prefeito do interior, senador / Presidente, embaixador / Retorna nos braços do povo / Eleito governador". Bem mais animada foi a folia de Roseana Sarney. Ela saracoteou nos blocos de rua, tomou banho de farinha, tocou maraca e, num baile de gala, mostrou toda a força de um gogó presidenciável: de tomara-que-caia com a grife Daslu e arranjo de penas na cabeça, subiu no palco e mandou ver no hit da temporada, o axé É Gostosa. No Rio, Ciro Gomes sentiu o gosto da verdadeira popularidade: a de Patrícia Pillar, possivelmente a mais linda paciente de quimioterapia de todos os tempos. "A gente não tem nem para onde ir", sussurrou a atriz, cercada de gente, ao ouvido do namoradão apaixonado.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Adriana Negreiros,
José Edward, Marcelo Carneiro e Silvia Rogar

 

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS