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Edição 1 739 - 20 de fevereiro de 2002
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"A liberdade sexual e a gravidez sem responsabilidade só trazem prejuízos para as criaturas que nascem desses relacionamentos."
José Joaquim de Souza
Nova Friburgo, RJ

 

Idade sexual

Do resultado da pesquisa sobre iniciação sexual, conclui-se que a sociedade abandonou de vez seus adolescentes à própria sorte. Comportamentos como infidelidade, transa imediata, promiscuidade precoce, com o aval dos pais, explicam o aumento dos filhos órfãos de pais vivos ("As idades do sexo", 13 de fevereiro).
Maria de Fátima Pires Carneiro Cunha
Maringá, PR

É lamentável que a "vida sexual" do idoso ainda enfrente tantos preconceitos. Observei a exclusão de itens da pesquisa para as pessoas de idade adiantada. Homens com 51 anos ou mais também podem ter ereções "completas".
Vitória Menezes

Recife, PE

 

John Laub

Fantástica a entrevista concedida pelo sociólogo americano John Laub (Amarelas, 13 de fevereiro). Leitura obrigatória para os agentes do poder público e todos os cidadãos brasileiros.
Tatiana Triviño
São Paulo, SP

Brilhante a entrevista. Em nosso querido Brasil as leis não são respeitadas pelos maiores governantes. Como então tentar impor essas leis aos estrangeiros? Quem garante que os acusados de seqüestrar o publicitário Washington Olivetto serão punidos e cumprirão a pena? Quem garante que os culpados por crimes contra o patrimônio público receberão punição?
Marlon Alves Silva
Salvador, BA

 

Claudio de Moura Castro

O governo tem as melhores universidades e as piores escolas de ensino médio e fundamental do país. O programa de provas dos vestibulares supera o conteúdo ensinado ao aluno de escola pública. Muitos alunos procuram os cursinhos preparatórios e, em vez de relembrar, têm de aprender as matérias não vistas na escola. O governo não deve baixar o nível de suas provas, mas elevar o conteúdo de ensino nas escolas e promover cursos de aperfeiçoamento para os professores. A primeira coisa a fazer para consertar este país é investir na educação (Ponto de vista, 13 de fevereiro).
Guilherme de Oliveira Vital

Belo Horizonte, MG

 

Dor

Oportuna a reportagem "É hora de atacar o sofrimento" (6 de fevereiro). É inadmissível que alguém sofra de algum tipo de dor sem tratamento adequado. As doenças reumáticas e do aparelho locomotor estão entre as três primeiras causas de afastamento do trabalho e de aposentadoria neste país, segundo os dados do INSS, acarretando enormes prejuízos à nação em termos de benefícios concedidos e horas de trabalho perdidas.
Sebastião Cezar Radominski
Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia
rbr@uol.com.br

 

Crime

O Brasil acompanha, com espanto e indignação, os desdobramentos do seqüestro do publicitário Olivetto. Como se sabe, esse cidadão brasileiro foi seqüestrado (crime hediondo) em solo nacional por uma quadrilha de criminosos internacionais. Foi libertado após 53 dias de cativeiro. A polícia prendeu seus seqüestradores, liderados pelo chileno Mauricio Norambuena, assassino condenado a prisão perpétua em seu país. Imediatamente, desembarca em São Paulo a irmã do criminoso, acompanhada de advogado e representante dos direitos humanos, falando grosso e declarando que Norambuena não é bandido, mas "revolucionário internacional". Em seguida, a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) divulga, em Santiago, comunicado em que justifica o seqüestro praticado por seu ex-líder. Só falta mesmo, e a exemplo do ocorrido no caso Abilio Diniz, que autoridades, senadores, políticos e candidatos se solidarizem com os seqüestradores e lutem por sua libertação! ("Olivetto, Abilio, Beltran e Luiz Sales: coincidências demais", 13 de fevereiro)
Marcelo Ozorio Rosa
Porto Alegre, RS

Com a libertação do "W/Brasil" e a prisão dos seqüestradores, ganhamos um round contra a violência. Entretanto, não podemos viver de discursos de nossos governantes. A sociedade exige atitudes urgentes e mais enérgicas no combate à criminalidade.
Antonio Augusto João
São Paulo, SP

Que bom termos Washington Olivetto de volta à vida, à liberdade. Perder nosso "Ayrton Senna" da publicidade mundial seria uma tragédia similar ao desaparecimento de nosso grande e inesquecível campeão. Aos bandidos, a mão impiedosa da lei.
Sávio Siqueira
Salvador, BA

Gostaria de fazer uma correção a respeito da reportagem "Norambuena: terror por dinheiro" (13 de fevereiro), em que se diz que Notícia de um Seqüestro, de Gabriel García Márquez, descreve o sofrimento de vítimas de seqüestros cometidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No livro, o autor deixa claro que esses crimes foram praticados pelos Extraditáveis, que era uma espécie de braço armado dos narcotraficantes comandados por Pablo Escobar.
Léo Nogueira
leonog@bol.com.br

 

Padre gay

Gostaria de cumprimentar a jornalista Rosana Zakabi. Ela conseguiu tratar de um assunto muito delicado sem induzir o leitor ("Gay de batina", 13 de fevereiro). Quanto ao padre José Mantero, é lamentável seu modo de pensar: "Como os sacerdotes não respeitam o voto de castidade, é hora de a Igreja tornar o celibato opcional". O fato é que nem todos os padres têm essa postura e a Igreja não se precipita em tomar alguma decisão apoiada nos erros de seus filhos, mas se realiza em obedecer fielmente às Sagradas Escrituras. Vale lembrar que o sacerdócio não é uma profissão, mas uma vocação.
Edilia Carvalho
Osasco, SP

 

Amazônia

Com relação à questão da soberania sobre a Amazônia ("Brasileiros, às armas!", 13 de fevereiro), o que deveria realmente ser discutido não é se irão ou quando irão os americanos invadir a floresta, mas o que esses grupos que se dizem de "defesa da soberania nacional" têm feito de efetivo para povoar a região, fazendo uso do desenvolvimento sustentável e gerando riquezas para o país.
Alexander Pereira da Silva
Coxim, MS

 

Roberto Pompeu de Toledo

Perfeitas as considerações de Roberto Pompeu de Toledo sobre o incidente envolvendo o governador Roriz e um militante do PT (Ensaio, 13 de fevereiro). Tudo não passou de uma dificuldade no uso do idioma pátrio. Crioulo não é ofensa nem nunca foi, crioulo é o filho de europeu nascido na América, ou nativo da região, filho da terra. A palavra tem inclusive uma acepção romântica, telúrica. Em Nova Orleans existem vários restaurantes de comida crioula. No Sul do Brasil temos muitos centros de cultura crioula. Roriz deveria ser processado, sim, por Camões ou pelo professor Pasquale, por transmitir uma informação diferente da que pretendia inicialmente.
Everton N. Jobim
Rio de Janeiro, RJ

Com mestria, inteligência, criatividade, brilhantismo e humor, Roberto Pompeu de Toledo reconstruiu a frase tida como racista, transformando-a numa exaltação ao senhor Marinalvo Nascimento, vítima da discriminação. Parabéns.
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP

 

Dor II

Gostei muito da reportagem sobre os novos tratamentos contra a dor ("É hora de atacar o sofrimento", 6 de fevereiro). Contudo, quero esclarecer que o doutor Russell Portenoy, especialista em dor citado na matéria, trabalha no Beth Israel Medical Center de Nova York (e não de Boston).
João Siffert
Nova York, EUA

 

Fórum de Porto Alegre

Não é verdadeira a afirmação de que sou "trotskista" ("Acabou em torta e bate-boca", 13 de fevereiro). Se fosse, não teria vergonha de afirmar-me como integrante de uma corrente de pensamento que teve personagens tão ilustres e brilhantes como Mário Pedrosa e Ernst Mandel. Registro, portanto, que nunca fui e não sou trotskista, nem militei em alguma formação de origem trotskista.
Tarso Genro
Prefeito
Porto Alegre, RS

 

Cartas

Os maoris não são índios, são polinésios, o que inclui todos os nativos da Oceania e das ilhas do Pacífico ("A fruta e o pássaro", Cartas, 13 de fevereiro). Os índios são os habitantes nativos das Américas. Esse nome foi dado pelos portugueses quando aqui chegaram, pensando ter chegado às Índias.
Fábio Ranzani de Paiva
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: A Refer, fundo de pensão dos funcionários da RFFSA, foi criada em 1979 e não em 1972, como informou a nota "Os superaposentados da RFFSA" (Radar, 6 de fevereiro).

 

 

NO REINO DA DINAMARCA

Por erro de identificação da agência de notícias Reuters, a foto publicada como sendo do príncipe Henrik e da rainha Margrethe, da Dinamarca, era na verdade de Constantin, da Grécia, e sua mulher, a princesa Anne-Marie ("O príncipe foge de casa", 13 de fevereiro).



AS DEGOLAS DE HOLOFERNES

 
Caravaggio: 1599; Artemisia: 1612-1613

Na entrevista às Páginas Amarelas (16 de janeiro) do artista plástico Romero Britto há uma referência à obra Judite Degola Holofernes, de Caravaggio. A leitora Paula Filippon, de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, estranhou: "Judite Degola Holofernes não é de Caravaggio, mas de sua seguidora Artemisia Gentileschi". Na verdade não foram poucos os artistas que pintaram a cena em que Holofernes perde a cabeça. Entre os que a retrataram estão Caravaggio e sua discípula Artemisia (mais de uma tela). O quadro dele, pintado em 1599, encontra-se exposto no Palazzo Barberini, em Roma. Uma das versões de Artemisia (1612-1613) está no Museu de Capodimonte, em Nápoles.



 
 
   
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