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Home  »  Revistas  »  Edição 2148 / 20 de janeiro de 2010


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Holofote


Felipe Patury

Yeda parte para o ataque

Riberto Vinicius/Ag. Freelancer


Se há algo que a governadora gaúcha Yeda Crusius pode fazer para agradar a seu partido, o PSDB, é trocar a campanha da reeleição pelo apoio ao candidato do PMDB no estado. Com ela fora do páreo, os tucanos não precisariam refutar as denúncias de caixa dois que pesam sobre Yeda e teriam um trunfo para evitar que o PMDB confirme o apoio ao PT. Yeda, no entanto, se diz cada vez mais candidata. Ela exibiu ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra, uma pesquisa feita no estado que lhe dá 12% das intenções de voto - contra 5% registrados pelo Datafolha. Na conversa, cobrou um veto imediato à sua candidatura ou apoio irrestrito. Levou o segundo.

 

O trunfo da Mangueira

Fabiano Rocha/Extra/
Ag. O Globo


A Mangueira usará um velho truque para levantar sua torcida neste ano: aproveitará o enredo sobre a história da música brasileira para exaltar sua própria trajetória. A escola de samba carioca deposita grandes esperanças, por exemplo, na aparição de um de seus mestres-salas, que deverá entrar na avenida caracterizado como Cartola, o mítico compositor e fundador da agremiação. A diretoria da escola deve escalar o passista Raphael Rodrigues para o papel.

 

Seguro via internet

Jose Cruz/ABR


O prazo para concessão de seguro-desemprego cairá à metade em março. Hoje, o governo leva de trinta a 45 dias para conceder o benefício, e isso nos casos em que o antigo empregador recolhe pontualmente as obrigações trabalhistas. A intenção é encurtar esse período para quinze dias com a informatização do processo. Quem for demitido poderá pleitear o direito pela internet, no site do Ministério do Trabalho. Só depois precisará apresentar sua rescisão. Responsável pelo projeto, o ministro Carlos Lupi diz que o processo poderá ser feito pela rede já no fim do ano e, a partir de 2011, também pelo telefone.

 

Paulo Bernardo na Casa Civil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR


Uma boa parte dos ministros do governo Lula está convencida de que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, será o futuro titular da Pasta da Casa Civil. A certeza decorre do comportamento adotado pelo presidente. Desde o fim de dezembro, ele sonda seus subordinados diretos sobre a possibilidade de Bernardo substituir Dilma Rousseff. Até agora, ninguém fez ressalvas. Há três anos, Lula adotou procedimento similar para comunicar aos auxiliares que havia escolhido Dilma como candidata à sua própria sucessão.

 

Quem manda em Ciro é Lula

Marcelo Justo/
Folha Imagem


Todo o mundo político aposta que o socialista Ciro Gomes só manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitir. Faltava apenas o próprio Ciro admitir isso. E foi justamente o que ele fez nos últimos dias de 2009. Confidenciou a um interlocutor que fará o que Lula quiser. Dito isso, resta saber se o presidente preferirá manter a candidatura do aliado, e assim forçar um segundo turno entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, ou se apostará seu cacife em uma única rodada.


A chinelada da Azaléia

Dario Zalis


Líder nacional em calçados femininos, a Azaléia prepara-se para atacar em mercado mais rasteiro: o de chinelos. Investiu 10 milhões de reais na compra de máquinas e na montagem de um departamento específico para o desenvolvimento de sandálias de dedo. O setor tenta modernizar a linha Opanka, que existe há duas décadas sem nunca ameaçar a liderança das Havaianas e da Rider. Agora, a Opanka será feita com um material usado na fabricação de tênis. A Azaléia reservou outros 10 milhões de reais para uma campanha publicitária que será veiculada a partir do fim do mês, com o ator Paulo Vilhena como garoto-propaganda.

 

Com reportagem de Fábio Portela e Igor Paulin

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