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• Cinema: Amor sem Escalas, com George ClooneyEsporteCorintianos roxos,......palmeirenses azuis, colorados de dourado, preto fashion
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Fotos Caio Guatelli /Folha Imagem e Pedro Rubens![]() |
| COMO
MEXER EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO No Corinthians do jogador Elias (à esq.), o roxo recebeu vaias, mas bateu recorde de vendas. No mesmo esquema tático jogam (da esq. para a dir.) as camisas 3 da Portuguesa, em preto com a cruz metaleira, o azul em tons dégradés do Cruzeiro, o Internacional de dourado em vez de vermelho, e o verde Palmeiras de azul |
Toda vez que dois times que vão se enfrentar
usam uniformes parecidos, do tipo capaz de confundir o espectador, dita a lei
do futebol que um deles entre em campo com o uniforme reserva, criado especialmente
para esse fim. Assunto encerrado? De jeito nenhum. Muitas equipes estão
adotando o uso de uma terceira camisa, envergada esporadicamente, mas o suficiente
para provocar arrepios nas torcidas mais ortodoxas. E para que exatamente ela
existe? Para vender e render dinheiro para o clube, oras. Por isso mesmo, a camisa
alternativíssima pode e deve destoar do tradicional, causar
polêmica, virar assunto de intermináveis conversas. Assim, o Palmeiras,
o tradicionalíssimo Verdão, vestiu em uns poucos jogos no ano passado
uma camisa azul. Oficialmente, homenagem à cor da Itália; coincidentemente,
a cor do logotipo do patrocinador. O alvinegro Corinthians foi pela terceira via
com uma camisa toda roxa, criticadíssima, substituída depois por
uma listrada de preto e roxo. O colorado Internacional também ousou: sua
camisa 3 é dourada. A do azul Cruzeiro continua azul, mas em dégradé.
Cada camiseta dessas chega a vender, em média, 150 000 peças
por ano, a preços iguais ou até mais altos do que os 100 a 200 reais
das duas cores tradicionais. "Ter uma terceira camisa faz uma grande diferença
no faturamento tanto do clube quanto da marca esportiva que a produz", diz
Fernando Costa, gestor de produtos do grupo que inclui as marcas Reebok e Olympikus.
É o fabricante de artigos esportivos que desenha e escolhe a cor das camisas. Ao clube, cabe aprovar ou não. "Ainda são poucos os exemplos de terceiras camisas inovadoras no Brasil. A torcida e os dirigentes aqui são conservadores. Na Europa, isso é feito com a maior tranquilidade. Eles entenderam que a ideia não é mexer na história do time, e sim criar novos capítulos", diz João Chueiri, gerente de marketing para futebol da Nike, que levou para a camisa 3 do Corinthians o roxo da paixão dos torcedores, sob as vaias de muitos. "Quando se mexe com a tradição de um clube centenário, sempre vai haver descontentes. Mas a roxa bateu recorde: nunca uma camisa do clube vendeu tanto em um fim de semana de lançamento", diz ele. Os corações corintianos podem se preparar que vêm mais novidades. Em 2010, ano do centenário, a terceira camisa do timão é inspirada em pinturas de guerreiros e em São Jorge, padroeiro do clube. E um santo muito fashion, dizem os especialistas no assunto.
Manu Fernandez /AP![]() |
| ROSA
SEM CHOQUE Cores à europeia: no campeão Barcelona, a camisa reserva (na foto) é meio rosa-salmão, a número 3 é amarela e as duas são fluorescentes |
Na Europa, onde a terceira camisa
foi inventada pelos ingleses, os times lançam uma versão nova a
cada ano, como também fazem com os modelos 1 e 2 este, aliás,
igualmente sujeito a desvios de tonalidade. Inovações são
esperadas, apreciadas e, claro, vendidas. O Barcelona, da Espanha, o atual campeão
do mundo, quando não joga com o tradicional azul e vermelho, entra em campo,
e faz bonito, ou com sua camisa reserva rosa-salmão, ou com a 3, amarelo-ovo,
ambas fluorescentes ainda por cima. No Brasil, a moda tem tudo para progredir,
até porque pôr o nome do time em produtos diversificados é
uma fonte de renda cada vez mais importante nas periclitantes contabilidades futebolísticas
e as camisas representam cerca de 80% das vendas nesse nicho. Até o Flamengo,
cioso da gloriosa tradição rubro-negra, rendeu-se ao encanto das
cores que não têm nada a ver com a sua: em fevereiro, lança
uma camisa 3 azul e amarela, como nos tempos em que ainda era, acima de tudo,
um clube de remo. "O tecido vinha da Inglaterra. Só quando, por questão
de logística, se decidiu fazer o uniforme com tecido nacional, é
que se usaram as cores do escudo, vermelho e preto, mais fáceis de ser
encontradas aqui em quantidade", diz Fernando Costa. A Penalty ousou mais
no ataque estilístico e fez parceria com uma marca de roupa jovem, a Cavalera,
que assina a atual e a próxima terceira camisa para a verde e vermelha
Portuguesa. A nova, que começa a ser vendida nesta semana, tem uma enorme
e metaleira cruz de Avis, aquela com as pontas em formato de flor-de-lis. "Não
existe regra. O tema, a cor, tudo pode mudar. O bom do uniforme 3 é ser
sempre uma surpresa", teoriza Pedro Souza, gerente de futebol da Penalty.
"É como um brinquedinho novo que chega a cada ano." Divirtam-se,
torcedores.