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Edição 2039

19 de dezembro de 2007
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DVDs

Contratado para Amar (La Doublure, França/Itália, 2006. Califórnia) – Daniel Auteuil é um empresário canalha que trai a mulher com uma modelo (Alice Taglioni). Problema: a mulher (Kristin Scott Thomas) começa a desconfiar, e é ela a dona da fortuna do casal. Num esforço de controle de danos, o safado arruma um noivo de fachada para sua amante – François (o ótimo Gad Elmaleh), manobrista de um restaurante chique. Sendo humano, François descobre o prazer de exibir uma namorada dessas para os colegas. Mas, sendo também um romântico, teme pela bagunça que a impostura pode vir a lhe arrumar com sua verdadeira paixão (Virginie Ledoyen). O diretor François Veber, que já fizera O Closet com Auteuil, tem mão certeira para a farsa. Veja cenas.

Prison Break – A Segunda Temporada (Estados Unidos, 2006. Fox) – Quando a primeira temporada de um seriado chamado Prison Break termina exatamente dessa forma – com os protagonistas foragidos da prisão –, como manter o interesse da história? Ora, tornando a captura deles um risco contínuo e colocando dois excelentes atores na liderança da caçada. Paul Adelstein, que já vinha da temporada inicial no papel do sinistro agente do serviço secreto Paul Kellerman, ganha agora um destaque à altura de seu talento. E ganha também um antagonista formidável na figura de William Fichtner, que interpreta o volátil agente federal Alexander Mahone. Só ficaria melhor se os roteiristas aparassem as histórias paralelas para se concentrar nessa dupla e no sempre confiável Wentworth Miller, o bandido mais mocinho da televisão.

 

LIVROS

Instituto de Cultura do Uruguai
Quiroga: embates dramáticos entre homem e natureza  

Contos da Selva, de Horácio Quiroga (tradução de Wilson Alves-Bezerra; Iluminuras; 128 páginas; 29 reais) – O uruguaio Horácio Quiroga (1878-1937) fez da vida rústica nas selvas da província argentina de Misiones, onde viveu muito tempo, o pano de fundo de seus grandes contos, nos quais sempre há um embate dramático entre o homem e a natureza. Em Contos da Selva – como em Cartas de um Caçador, também lançado recentemente pela Iluminuras –, Quiroga traduz essa violência selvagem para o público infanto-juvenil em divertidas fábulas de moral indeterminada, como a história de um grupo de jacarés que combate um navio de guerra.

Bouvard e Pécuchet, de Gustave Flaubert (tradução de Marina Appenzeller; Estação Liberdade; 400 páginas; 48 reais) – Este romance foi o projeto mais ousado do autor de Madame Bovary – não por acaso, ficou inacabado. Bouvard e Pécuchet são dois escreventes que, depois de receber uma herança, abandonam seus es-critórios para levar uma vida retirada, no campo, onde estudam e põem em prática as mais diversas disciplinas – agricultura, astronomia, medicina, filosofia –, sempre com resultados frustrantes. Na figura dos dois estudiosos mas atrapalhados escreventes, Flaubert (1821-1880) satiriza a fé cega no conhecimento livresco e no progresso científico. Leia trecho.

 

DISCOS

Roberto Setton
Wilson e Pinheiro: novos caminhos para a música instrumental  

Nova, Chico Pinheiro & Anthony Wilson (Buriti) – Em 2005, Anthony Wilson, guitarrista da banda de Diana Krall e um dos músicos mais talentosos do jazz contemporâneo, apaixonou-se por Meia-Noite, Meio-Dia, disco do guitarrista e compositor paulistano Chico Pinheiro. Wilson entrou em contato com o brasileiro e formou uma parceria cujo resultado é Nova. São doze faixas, entre canções da dupla e releituras para obras de João Donato, Dorival Caymmi e Wayne Shorter. Eles deixam aflorar suas influên-cias mais óbvias – Baden Powell no violão e Pat Metheny na guitarra –, porém há um toque de originalidade em cada fraseado. Em canções como Cuba e Planície, Pinheiro reafirma sua condição de grande melodista. Wilson, por seu turno, brinca com a linguagem do blues em Easter Monday.

Divulgação
Alicia Keys: soul que fisga sem se descaracterizar 

As I Am, Alicia Keys (Sony/BMG) – São raros os artistas que conseguem fazer soul music sem se exceder na reverência ou convocar rappers para dar um ar de modernidade ao gênero – no que o descaracterizam por completo. Alicia Keys, cantora americana de 27 anos, é uma dessas honrosas exceções. Seus discos têm ritmos eletrônicos, mas seu estilo de interpretação é derramado, digno de divas como Aretha Franklin e Gladys Knight (quem duvida pode ir direto a No One, em que ela lamenta o fim de um namoro). As I Am, o terceiro disco da cantora, inclui ainda na receita baladas pop e músicas dançantes. Na primeira categoria, o destaque é Lesson Learned, que ganhou um acento blues graças à canja do cantor e guitarrista John Mayer. Os metais de Where do We Go from Here remetem à soul music dos anos 60.

Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Submarino.




 

 

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