Um
mito foi desmentido de modo trágico, na semana passada o de que
o território brasileiro é livre de terremotos. Pouco depois da meia-noite
do domingo 9, um abalo sísmico destruiu o povoado de Caraíbas, com
350 moradores, no município mineiro de Itacarambi, a 662 quilômetros
de Belo Horizonte. O tremor danificou todas as casas de Caraíbas, algumas
construídas de pau-a-pique, e destruiu inteiramente seis delas. A queda
de uma parede matou uma menina de 5 anos, que dormia. Segundo o Laboratório
de Sismologia da Universidade de São Paulo, é o primeiro registro
de um brasileiro morto por terremoto. Contrariando a crença popular, esse
tipo de desastre natural ocorre com relativa freqüência no Brasil,
mas desperta pouca atenção devido à baixa intensidade. O
terremoto de 4,9 pontos na escala Richter com epicentro em Caraíbas não
foi o de maior magnitude já registrado no país. Em 1955, dois terremotos,
um em Mato Grosso e o outro no Espírito Santo, atingiram 6,2 pontos na
escala Richter. Não causaram grandes danos nem vítimas porque seus
epicentros foram em áreas desabitadas.