As lâmpadas
LED já substituem com grandes vantagens a velha invenção
de Thomas Edison
Rafael
Correa
Kevin
Lamarque/Reuters
Pela
primeira vez, as 29 000 lâmpadas da árvore-símbolo do Natal
americano na Casa Branca, em Washington foram fabricadas com tecnologia
LED
No que depender da iluminação,
o Natal será mais verde nos Estados Unidos. As mais conhecidas árvores
natalinas montadas no país receberam lâmpadas fabricadas com tecnologia
LED, sigla em inglês para diodo emissor de luz. Em Nova York, a tradicional
árvore do Rockfeller Center é enfeitada com 30 000 lâmpadas
LED. A National Christmas Tree, instalada em frente à Casa Branca, em Washington,
tem 29.000 lâmpadas desse tipo, que foram acesas pelo presidente George
W. Bush há duas semanas. O motivo da troca das luzes é simples:
economia de energia. O uso do LED significa que a National Tree poupará
eletricidade suficiente para manter noventa chuveiros ligados por duas horas diárias
durante um mês. As duas árvores decorativas são exemplos de
como a tecnologia LED está se tornando uma alternativa viável às
lâmpadas incandescentes e fluorescentes. Até pouco tempo, as lâmpadas
LED eram empregadas principalmente em aparelhos menores, como lanternas e painéis
eletrônicos. Nos últimos cinco anos, começaram a aparecer
em semáforos, na iluminação pública e na decoração
externa de prédios. O que se está vendo agora é a migração
do LED para dentro das residências.
Esse tipo de iluminação pode ser descrito como o terceiro estágio
na evolução da lâmpada elétrica. O primeiro, representado
pela lâmpada incandescente desenvolvida pelo americano Thomas Edison, pouco
mudou nos últimos 128 anos. O mesmo filamento incandescente continua a
ser utilizado até hoje. A segunda fase, iniciada timidamente nos anos 30,
é a do uso das fluorescentes. Estas geram luz a partir de uma mistura de
gases num tubo revestido de fósforo. Mais econômicas, elas já
substituíram as incandescentes em grandes ambientes e também, de
modo crescente, nas residências. A tecnologia do LED é bem diferente
das duas anteriores. A lâmpada é fabricada com material semicondutor
semelhante ao usado nos chips de computador. Quando percorrido por uma corrente
elétrica, emite luz. O resultado é uma peça muito menor,
que consome menos energia e tem uma durabilidade maior. Enquanto uma lâmpada
comum tem vida útil de 1.000 horas e uma fluorescente de 10.000 horas,
a LED rende entre 20.000 e 100.000 horas de uso ininterrupto.
A
vida útil de cada lâmpada LED desta árvore de Natal é
20 vezes superior à de uma lâmpada incandescente, com um consumo
de energia 100 vezes menor
Há
um problema, contudo: a lâmpada LED ainda custa mais caro, apesar de seu
preço cair pela metade a cada dois anos. Essa tecnologia não está
se tornando apenas mais barata. Está também mais eficiente, iluminando
mais com a mesma quantidade de energia. Uma lâmpada incandescente converte
em luz apenas 5% da energia elétrica que consome. As lâmpadas LED
convertem até 40%. Essa diminuição no desperdício
de energia traz benefícios evidentes ao meio ambiente. Nos países
em que a eletricidade é produzida a partir da queima de combustíveis
fósseis, essa economia significa nove vezes menos gases do efeito estufa
na atmosfera. Se metade de toda a iluminação mundial fosse convertida
à tecnologia LED até 2025, seria possível economizar 120
gigawatts de eletricidade. Isso reduziria as emissões de dióxido
de carbono em 350 milhões de toneladas por ano. As lâmpadas LED são
a prova de que o desenvolvimento tecnológico é a forma mais eficiente
de combater o aquecimento global.