Qual
é a velocidade ideal para navegar na internet? Resposta: quanto maior,
melhor. O acréscimo da velocidade em uma conexão de banda larga
permite downloads mais rápidos e o acesso a páginas mais pesadas
da internet, com vídeos e fotos. Hoje, no Brasil, 73% das conexões
de banda larga têm baixa velocidade para downloads, tecnicamente inferiores
a 1 megabit por segundo (Mbps). Apenas 1% das ligações é
feito em 8 Mbps, a mais rápida conexão oferecida pelas operadoras
brasileiras. Essa situação vai mudar para melhor. A partir de janeiro,
a Telefônica, operadora de telefonia fixa em São Paulo, oferecerá
40.000 conexões residenciais com a internet de altíssima velocidade,
feitas por cabos de fibra óptica. Esse serviço atingirá a
taxa de 30 Mbps, quatro vezes a maior velocidade disponível hoje. Com a
infra-estrutura cria-da pela empresa, será possível fornecer no
futuro conexões de 100 Mbps.
Esse
é o primeiro serviço desse tipo no país. Inicialmente, estará
disponível apenas na região dos Jardins, área nobre da cidade
de São Paulo. Depois, será ampliado para outros pontos da região
metropolitana e para o interior paulista. A mensalidade da taxa de 30 Mbps é
de 500 reais, o que deve limitar o uso da nova banda larga. É também
o preço elevado que impede a Telefônica de oferecer prontamente as
conexões de 100 Mbps. Mesmo assim, a nova taxa de conexão é
alta em comparação com a existente em países desenvolvidos.
O que permite tal aceleração é o cabo de fibra óptica,
mais eficaz na condução de dados do que outros meios, como o fio
de cobre do telefone convencional. Na prática, a banda larga mais potente
torna viável a oferta de vídeos sob demanda e de programas de TV
com alta definição de imagem pela internet.
Na
semana passada, um estudo pro-duzido em parceria pela consultoria IDC e pela Cisco
mostrou que a quantidade de conexões de banda larga cresceu 36% no Brasil,
entre julho e setembro, em comparação com igual perío-do
de 2006. Em doze meses, os preços do serviço caíram até
30%. Ainda assim, apenas doze em cada 100 residências brasileiras com computador
contam com serviço de banda larga. Nos Estados Unidos, a banda larga está
presente em metade das casas; na Coréia do Sul, em mais de 80%.