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Edição 2039

19 de dezembro de 2007
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Neste finzinho de ano, neste finzão de anos que vão começar,
só quero avisar que o tempo não existe. Só existe o passar
do tempo. E, por isso mesmo, vou ser o mais breve que possa.

Se

Se o mundo fosse de palha
Eu punha fogo no mar,
E se o mar fosse de queijo
Eu bebia até cansar,
Se água fosse de ouro
Ninguém vivia no bar,
Se peixe crescesse em árvore
Seria fácil pescar,
Se pardal comesse abelha

Que estranho seria o ar,
Se os porcos fossem limpos
Que grande e belo luar,
Se barata desse leite
Leite ia baratear,
Se os homens ruminassem
Não viviam a se queixar,
Se as ruas caminhassem
Eu não saía do lugar,

Se fossem lá todos juntos
Ninguém pegava lugar,
Se reflexo valesse
Céu era fundo de mar,
Se os ratos fossem valentes
Gatos iam se mancar,
Se 6 e 6 fossem 4
3 e 3 seriam um par.




 

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