A
mineira CAMILA ALVES, 24 anos, é o retrato lindíssimo
da saga da imigração. Nos Estados Unidos há sete anos,
começou dando duro como diarista e garçonete. Depois, tornou-se
modelo. E, claro, atualmente namora o gatíssimo ator Matthew McConaughey.
À lista de atividades, soma agora sua estréia como empresária
da noite junto com três sócios, reinaugura em São Paulo
a filial da boate nova-iorquina Lotus. Eles entram com o dinheiro; ela, com a
vivência acumulada. "Viajei o mundo todo. Levo tudo o que aprendi de
atendimento de clientes", diz. "Fui convidada porque as pessoas vêem
a capacidade que eu tenho. Não é porque sou a namorada de fulano
de tal." O fulano de tal não deve vir para a festa.
Ponto
na guerra das "anes"
Rafael
Campos/Contigo
Na
alegria e na tristeza (leia-se Presídio Ary Franco) ela ficou ao lado do
marido, o pagodeiro Belo ("Deus quis que eu passasse por isso"). Mesmo
assim VIVIANE ARAÚJO, 32 anos, perdeu para Gracyanne Barbosa, 25,
não só o aconchego dos braços de Belo quanto o posto de rainha
da bateria da Mangueira. Na semana passada, Viviane sentiu gostinho de revanche:
o mestre da bateria Ivo Meirelles, que agenciou a troca e ainda insinuou que ela
fazia "programa", foi indiciado por difamação e afastado.
"Prestei queixa porque não podia ficar quieta com tamanho desaforo",
diz. Viviane superou o trauma, fez lipo e vai ser rainha da bateria do Salgueiro.
Já na Mangueira persiste o baixo-astral: antes de Meirelles, demitiu-se
o presidente, Percival Pires, presente em homenagem ao traficante Fernandinho
Beira-Mar.
De
confundir até o príncipe
Famosa
na Inglaterra, onde estreou na década de 50 na forma de quadrinhos e depois
virou uma série de filmes, a escola St. Trinian para meninas e suas endiabradas
alunas e professoras voltam neste mês ao cinema com uma novidade: RUPERT
EVERETT, 48 anos, assumidérrimo, no papel da diretora Camilla Fritton,
uma senhora incrivelmente parecida com a CAMILLA do príncipe Charles.
Everett, que no filme usa seios postiços, lingerie cor-de-rosa, peruca
e muita maquiagem, e tem um caso com o ministro que quer fechar a escola, vivido
por Colin Firth, admite ter se inspirado na futura rainha consorte. "Camilla
é fantástica. Tem senso de humor, gosta de beber, de fumar. É
o tipo de garota que eu admiro", elogia.
Uma
coisa ou outra
Roberto
Setton
Christian
Pior, o entendido em moda do programa Pânico, já melhorou
muito a vida de seu outro eu, o ator Evandro Santo. "Comprei meu primeiro
jeans Diesel. Fui a uma ponta de estoque, porque minha humildade mineira não
me deixa entrar na loja", define-se. Suas idéias sobre as festas de
fim de ano podem acabar com muitos dilemas. Ou casamentos. Aqui vão elas:
Réveillon
Tem que usar peça íntima vermelha, para atrair paixão.
E esqueça o branco. Branco engorda, encarde, mancha. A praia fica parecendo
um centro de umbanda. Põe um prata, um dourado.
Simpatia
Tem que fazer. Mas uma simpatia chique, né? Não adianta jogar
rosas mixurucas para Iemanjá, joga orquídeas. Ficar empurrando bobagem
para a santa é igual àquele povo que põe nota de 1 real para
o Buda. O Buda não vai nem olhar para essa pessoa.
Viagem
Tem que ser com gente que você gosta. No Natal você tolera
gente de quem não gosta, mas réveillon não dá para
passar com o marido que você detesta ou com a sogra que tem vontade de esfaquear.
Aí, não tem calcinha que dê jeito. O ano vai ser ruim.
Conselho
para 2008 Ou você tem vergonha na cara ou você é
feliz. As duas coisas não andam juntas.
Viva
a neo-oligarquia
Harold
Cunningham/Wireimage/Getty Images
As gracinhas à esquerda e à direita em termos puramente espaciais
nem se lembram dos tempos do comunismo, quando as russas agregadas ao poder
eram figuras apagadas. Na nova era, mulheres e filhas de políticos e bilionários
são celebridades nacionais. Existe até um neologismo, "oligarquetes",
para designar as beldades eslavas que pontificam no mundo das artes, atual depositário
preferencial de seus rublos, ou simplesmente fazem pose. E as gracinhas? São
as irmãs ANASTASIA, 20, e KSENIA VIRGANSKAIA, 28, nada menos
que netas de Mikhail Gorbachev. Ricas, bem vestidas e viajadas, as duas trabalham
juntas: são editoras de uma revista feminina. E torcem os narizinhos para
a fama. "Ditar moda nunca foi meu objetivo na vida", desdenha Anastasia.
Editado
por Lizia Bydlowski Colaboraram Bel Moherdaui, Silvia Rogar e Suzana Villaverde