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VEJA
Edição 2039

19 de dezembro de 2007
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Cartas

 

"É inestimável a contribuição dos japoneses
e de seus descendentes para o crescimento
e o futuro do nosso país."

Adriano Neves de Almeida
Belo Horizonte, MG

100 anos da imigração japonesa

VEJA conseguiu transmitir em suas páginas toda a emoção da saga da imigração japonesa ("O Brasil do sol nascente", 12 de dezembro). Ao iniciar a leitura, meus olhos se encheram de lágrimas e tive de secá-las várias vezes para continuar a leitura. Captamos com emoção somente aquilo que foi escrito com emoção.
Junji Miyaura
São Bernardo do Campo, SP

Abençoados os imigrantes que, quase sem opção, fixaram seu coração no Brasil. Parabéns aos dekasseguis, que, por opção, estão batalhando no Japão. E banzai, VEJA, pela homenagem aos 100 anos da imigração japonesa.
Miyoko Onishi
Nagoya, Japão

A radiografia dos 100 anos da presença japonesa no país revela que o Brasil, ao acolher culturas tão distantes, valoriza diferenças e incorpora novos pensamentos e comportamentos em seu projeto de nação multicultural. Há uma realidade exuberante de convivência de etnias, que serve de bom exemplo de viabilidade para todo o mundo, especialmente para os países que ainda ostentam a intolerância.
Jo Takahashi
Diretor de arte e cultura da Fundação Japão e coordenador da Semana Cultural do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
Por e-mail

Fantástica a edição 2 038 de VEJA, com a reportagem especial de 45 páginas sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil. O trabalho da editora Thaís Oyama e do fotógrafo Paulo Vitale merece ser lido e visto com muito interesse e carinho, para ser guardado como fonte de consulta permanente sobre um tema que ainda carece de maior aprofundamento nas pesquisas acadêmicas, sobretudo no que diz respeito às questões atuais vividas pelos imigrantes e seus descendentes. A edição está perfeita, com seus gráficos, fotografias, pesquisa histórica, parte ilustrativa, clareza e objetividade. Parabéns!
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ

Histórica reportagem. Guardarei como relíquia para mostrar aos meus netos a saga de nossos antepassados. Thaís Oyama soube revelar as sutilezas de um povo sofrido que tem sabido conviver com tanta diversidade e com os choques culturais. Percebi que os nossos japoneses (do Brasil) são mais japoneses do que eles. Parabéns, Thaís! Sou muito orgulhosa das minhas raízes, das árvores que plantamos e dos frutos que estamos colhendo nesta terra maravilhosa.
Hamako Hamassaki Fukuda,
sansei
Curitiba, PR

Em 1988, ainda adolescente, comemorava com entusiasmo os oitenta anos da imigração japonesa junto aos meus pais e avós. Quase vinte anos depois, formado em direito, radialismo e jornalismo, restaram minha mãe e a avó materna para dividir a satisfação de ler a reportagem sobre os 100 anos, mas o legado da ética, o estudo, o trabalho e a humildade deixados para nós, filhos, são para sempre.
Álvaro Taniguti
Araraquara, SP

Nós, nikkeis, temos a oportunidade de obter o aprendizado das duas culturas, aproveitando o que cada uma tem de melhor, formando, assim, a cultura nipo-brasileira de uma forma natural e positiva. O Brasil e o Japão se completam!
Marcelo Hideshima
Diretor da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
São Paulo, SP

Os sanseis, yonseis, gosseis (como o pequeno Kenzo da capa) devem muito aos isseis e nisseis, que trabalharam duro, principalmente na lavoura, e conquistaram o respeito dos brasileiros. A colônia japonesa está se preparando desde 2006 para o centenário da imigração – serão realizadas festas no Brasil inteiro. Agradeço a homenagem em meu nome, da minha família e de toda a colônia japonesa. Nasci em 18 de junho de 1958, no cinqüentenário da imigração japonesa.
Elena Terumi Wada,
sansei
São Paulo, SP

Como filha de imigrante japonês, gostaria de agradecer a VEJA pela maravilhosa e completa matéria sobre o centenário da imigração japonesa. Tenho muito orgulho de ser nissei e de ter um pai que também passou por todas as ilusões e mazelas ao chegar à "Terra Prometida". Trabalhou na agricultura assim que chegou ao Brasil, em 1960, e hoje é um respeitado jornalista, na área da economia, na colônia japonesa. É redator-chefe do jornal Keizai Hoti e conseguiu com muito trabalho e sacrifício dar aos filhos formação superior. Dedica-se há quarenta anos aos interesses e à manutenção dos costumes da comunidade nipo-brasileira.
Silvia Mayumi Tamura,
filha de Goro Tamura
Arujá, SP

Cumprimento VEJA pela bela matéria a respeito dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil. O centenário é uma data muito esperada pelos nipo-brasileiros, que querem homenagear os imigrantes e, sobretudo, aproveitar a oportunidade para fortalecer as relações bilaterais entre o Brasil e o Japão. Como nissei, sinto imenso orgulho em ver que, hoje, depois de tantas dificuldades e sofrimento, a comunidade nikkei coleciona vitórias e conquistas. Espero que as próximas gerações mantenham a força e a determinação de nossos ancestrais e construam um futuro tão glorioso quanto a história que nossos pais e avós escreveram no passado.
Walter Ihoshi
Deputado federal (DEM-SP)
Brasília, DF

 

Renan Calheiros

Vergonha, revolta, nariz de palhaço, o que mais podemos sentir e esperar desse pomar de frutas podres que é o Congresso? Que exemplo podemos dar aos nossos filhos? Definitivamente, o regime em que vivemos é inédito em todo o mundo: pizzacracia. Mais uma vez Renan subiu no cadafalso e não teve alguém para empurrar o banquinho ("Os imperdoáveis", 12 de dezembro).
Cedemir Antonio De Liori
São Paulo, SP

Mais uma vez, o Senado Federal deu a explícita demonstração de que a corrupção compensa. Ao absolver o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), depois de tantas provas irrefutáveis contra ele, deixa a sociedade indignada. Seus integrantes enxovalharam e macularam a imagem  do Senado da República, deixando a instituição completamente sem crédito perante o povo.
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG

Muito triste e verdadeira a reportagem. Renan Calheiros aparece na foto com os olhos arregalados e mostrando sua boca escancarada, com extrema ironia, rindo mais uma vez do povo. Bebendo seu uísque na casa de José Sarney, comemorando mais uma vitória da falcatrua, da malandragem, e com o aval do presidente da República e de dois terços do Senado. Neste país só vai para a cadeia ladrão de galinha.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

 

Rosane Collor

Absolutamente fantástica a entrevista com a ex-primeira-dama Rosane Collor ("As sombras do passado", 12 de dezembro). O poder, os podres, os rituais, os vodus, a miséria, a vergonha. Será que um dia a atual primeira-dama fará o mesmo e dirá tudo o que o atual presidente "não sabe"?
Alberto Ciro de Mello
Londres, Inglaterra

Mais uma vez VEJA dá um furo de reportagem e mostra aos brasileiros que, além de possuir uma personalidade desviante, o ex-presidente também tinha participação direta com o diabo através de rituais de magia negra. Que nos sirva de alerta para, ao escolhermos nossos governantes, não nos deixarmos levar pela aparência (Collor) nem pelas promessas de acabar com a fome (Lula).
Lúcia de Fátima M. Abreu
Belém, PA

 

Guido Mantega

Cumprimento VEJA pela excelente entrevista com o ministro da Fazenda, Guido Mantega (Amarelas, 12 de dezembro). O ministro demonstrou habilidade e profundo conhecimento técnico da economia nacional. É um dos grandes interlocutores do governo junto aos parlamentares da oposição e aos aliados, objetivando o avanço no processo desenvolvimentista do país.
Eduardo Manoel Cavalcanti
Natal, RN

 

Gustavo Ioschpe

Sei que muitos professores discordam do artigo "Professor não é coitado" (12 de dezembro), escrito por Gustavo Ioschpe, mas realmente ser professor no Brasil é fácil, o difícil é ser educador. O educador – que desenvolve em seus alunos habilidades e competências que são exigidas para a formação de um cidadão completo – precisa, em primeiro lugar, de respeito, ser valorizado pela sociedade, por diretores e gestores públicos. Infra-estrutura, boa remuneração e avaliação de desempenho são fatores importantes para que a educação no Brasil tenha uma melhora de qualidade, mas respeito pelo profissional preparado e consciente de seu papel é primordial.
Erica C. de Aquino Truzzi
Educadora
Amparo, SP

Quando vi o título do artigo, logo reagi com aquela típica indignação pseudo-esquerdista que foi implantada na nossa cabeça, povos latinos, desde o berço (também conhecida como "síndrome do coitadinho"). Porém, quando li a coluna, logo mudei de idéia, tais foram a clareza e a lucidez do texto. Continuo acreditando que os professores são muito mal remunerados no Brasil; contudo, a partir de agora vou me esforçar em pesquisar com mais rigor os verdadeiros motivos dessa deficiência, em vez de ficar me acorrentando aos argumentos velhos e impensados de sempre, que proclamam o martírio do professor coitadinho.
Giuliano Ribas
Pelotas, RS

O artigo "Professor não é coitado" menciona a frieza dos dados. Concordo plenamente com o autor quanto ao professor não ser um coitado, pois sou professora de escola pública e particular há 23 anos, amo a educação, os alunos e faço parte dos 9% que trabalham em três escolas para sobreviver com certa dignidade. Nunca me senti uma coitada, mas uma profissional liberal da área da educação. Penso que a escola não deve ser encarada como um depósito de crianças e jovens e que deve caber a ela a resolução de todos os problemas vividos na sociedade. É muito fácil se basear em números, mas educação é investimento a longo prazo no ser humano. Vejo todos os dias dados disto ou daquilo com relação ao sistema educacional brasileiro, mas vamos deixar um pouco essa matemática de lado e conhecer, vivenciar o cotidiano das nossas escolas. Daí acredito que o texto seria reescrito de outra maneira.
Neide Regina Usso Barreto
Professora
Apucarana, PR

O artigo é muito apropriado para esta época do ano, em que muitos professores se encontram reunidos em conselhos de classe discutindo a vida escolar dos alunos. Ele aborda a situação do professor, em que o profissional inúmeras vezes só é tido como competente se for até a escola onde trabalha de carroça, bicicleta ou mesmo a pé. Sabemos que nem sempre o professor é recompensado como deveria, mas supervalorizar alguns sacrifícios só faz com que nos olhem com piedade, e não com respeito.
Cláudia Cristina de Oliveira Nadal
Diretora e professora do Centro Educacional Luiz Quarelli
Amambaí, MS

Queria cumprimentar Gustavo Ioschpe pelo artigo. Se o salário não é bom (e talvez não seja o melhor, mas, se se contarem os benefícios, aposentadorias, férias etc., podem ter certeza de que eles não morrem de fome), por que os descontentes não pedem demissão e vão procurar um salário melhor?
Marcos Roberto Cappellini
Santo André, SP

Teria o senhor Ioschpe ministrado aulas em uma escola pobre, suja, com poucos funcionários e recursos, com alunos que vivem entre a pobreza, a violência, a falta de perspectiva e o toque de recolher? E mais: ganhando algo em torno de 6 reais a hora-aula? Sim. Há colegas que chegam a receber até mais de 3.000 reais por mês, resolvendo a seguinte equação: escola estadual + municipal + particular, das 7 às 23 horas (de segunda a sexta) = 75 aulas por semana. É insano, mas cada um sabe de suas dificuldades. Ah! E o trabalho feito fora da sala de aula? Não sou suficientemente gabaritada para discutir com um especialista em educação. Afinal, sou apenas uma professora falando da realidade que vivencia, metida em calça jeans e camiseta, longe dos escritórios com ar condicionado das regiões nobres da cidade e dos números frios.
Ieda Guimarães Cardoso
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi só escreveu o artigo "Enfim, um colunista sem estilo" (12 de dezembro) para ter assunto e presentear seus inúmeros leitores com mais uma aula jornalística de como ser lúcido e não pertencer à classe dos intelectuais "burros-cultos". Seus inimigos podem se queixar da maneira como ele escreve, menos que ele seja descompromissado com os fundamentos do bom jornalismo, característica nata de VEJA, de longe a melhor e mais lida revista semanal do país. 
Lincoln Scorsoni
São Paulo, SP

O que torna VEJA mais respeitada é sua "independência".  O jornalismo servil não serve à democracia. Às vezes, dependendo de quem falou ou do que foi dito, nem merece resposta!
Fabio Giocondo
Arapongas, PR

Diogo dá um brilho especial a VEJA. Quando ele diz que a cobra morreu, não mostra o pau que a matou; ele mostra a própria cobra morta. A prova está em "Enfim, um colunista sem estilo".
Abner Medeiros Correia
Natal, RN

Diogo Mainardi equivocou-se no título de seu livro Lula É Minha Anta. A anta é um bicho inteligente, que não se deixou domesticar pelo homem. Já o asno é domável, servil, e vai para o lado que puxarem o cabresto. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Sergio Roberto de Oliveira
São Paulo, SP

 

Reinaldo Azevedo

Profundo e esclarecedor, Reinaldo Azevedo é um intelectual que merece grande respeito dos católicos e dos não-católicos. Resumir a intenção do papa Bento XVI como pastor e pensador, de forma tão clara e precisa, demonstra o profundo conhecimento que o colunista tem desse líder e de sua comunidade, que possui 1,1 bilhão de fiéis ("O pastor e o pensador", 12 de dezembro).
Jaime Lorandi
Caxias do Sul, RS

Muito oportuno o artigo acerca da encíclica Spe salvi, sobre a esperança cristã. O papa observa que "hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. A atual crise da fé é, sobretudo, uma crise da esperança cristã". A busca pelo prazer e pela satisfação de possuir bens materiais tem sido o principal objetivo do homem moderno. Já não se espera da fé, mas da ligação entre ciência e prática, donde surgirá o "reino do homem", e não mais o reino de Deus. Como bem destaca Reinaldo Azevedo nesse artigo, "o papa nos convida a pesar as conseqüências de um mundo sem Deus, aquele no qual tudo é permitido".
Eduardo de Almeida Fernandes
São Paulo, SP

 

Guia

A reportagem "Passe os sais, por favor?" (Guia, 5 de dezembro), de forma interessante e gastronômica, comenta a vantagem de usar sais importados, seja de salinas, seja de minas de sal, que dariam sabor exótico e maravilhoso aos pratos preparados. No entanto, esses sais não são iodados, isto é, não recebem um suplemento de iodo para evitar doenças da tireóide, decorrentes da carência crônica de iodo. Nosso Brasil é muito pobre em iodo, e a população no passado sofria de males da tireóide por falta de iodo na alimentação. A Lei 9005, de 1995, menciona claramente que "todo sal destinado ao uso humano no Brasil deve ser obrigatoriamente iodado na proporção indicada pelo Ministério da Saúde". Portanto, a importação de sal não iodado fere esse preceito legal. O consumo habitual e constante de sal não iodado pode levar à carência de iodo em dois ou três meses.
Geraldo Medeiros
Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

 

Paraguai

Gostaria de fazer alguns comentários sobre a reportagem "Made in Paraguai" (29 de agosto). Não é a primeira vez que VEJA publica uma matéria cujo título menciona o nome do Paraguai e, ao ler a reportagem, percebe-se que o tema abordado não tem nada a ver com o Paraguai – isso se chama preconceito. A matéria insinua que qualquer produto feito no Paraguai é de má qualidade ou falsificado. Os produtos genuinamente paraguaios são muito apreciados porque são, na maioria, produzidos de forma artesanal. Noventa e nove por cento dos produtos falsificados ou piratas que estão no comércio paraguaio não são produzidos no Paraguai, mas em outros países, que têm capacidade de produzir em grande escala, com melhor e maior tecnologia. Existe uma lista dos países que mais falsificam e pirateiam produtos de todo tipo, e o Brasil está entre os quatro primeiros lugares, de falsificação de medicamentos a combustíveis.
Rafael G. Ortiz Moreno
Ciudad del Este, Paraguai

 

Veja essa

Lula, citando o saudoso Raul Seixas, disse que "prefere ser uma metamorfose ambulante" a ter aquela velha opinião formada sobre tudo (Veja essa, 12 de dezembro). Fica muito bonito na música de um poeta e artista, mas para um governante, de quem se espera um mínimo de rumo e coe-rência, a frase é desalentadora. Mas, pensando bem, há outros trechos da mesma música que se aplicam melhor, como o que diz "eu vou lhes dizer agora o oposto do que eu disse antes". E, se isso for uma premonição, "se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou". Amém, Raulzito.
Sidney Freitas
Brasília, DF

 

Venezuela

Apesar das armadilhas golpistas tentando fraudar a consulta popular, o caudilho-fanfarrão sentiu o impacto político do plebiscito ("Ele não contava com a astúcia do povo", 12 de dezembro). Parabéns ao povo venezuelano, que democraticamente soube barrar nas urnas mais essa tirania chavista.
Kelmo Oliveira Bernardes Santos
Feira de Santana, BA

 

A TV do Lula

A TV Brasil nada mais é do que um cabide de emprego para acomodar "companheiros". Chega! Já temos veículos oficiais em excesso. Profissionais como Beth Carmona não podem ser "jogados para escanteio" em detrimento de uma meia dúzia de "aloprados" incompetentes. Não tenham dúvidas de que será um veículo "chapa-branca" de conteúdo discutível, composto dos amigos do rei, que dominam a arte de afagar aqueles que estão no poder ("Entre zero e traço", 12 de dezembro).
Valdir Nobre
Belo Horizonte, MG

Trata-se de mais um cabide de empregos destinado a contratar a banda podre da imprensa. Não vou estranhar se as entrevistas de Chávez forem transmitidas ao vivo pela TV Brasil.
José Antonio Xavier dos Santos
Florianópolis, SC

Após ler a reportagem sobre a TV do Lula, cheguei a uma conclusão: acredito que, entre outras coisas, a tal "democratização da mídia" significa criar uma TV estatal, à custa do contribuinte, é óbvio, com uma programação mais tediosa que trajeto de elevador e, claro, servindo de cabidão de emprego para os companheiros.
Jose Queiroz Cunha Santos
Jundiaí, SP

 

Bispo Luiz Flávio Cappio

Conheci frei Luiz, hoje dom Cappio, no interior da Bahia. Ainda jovem, seus sermões a todos encantavam. Uma sabedoria pura, inocente, viajava de uma cidade para outra a pé, recusando caronas. Mas agora, valendo-se de uma irracional greve de fome, penso que dom Cappio não adotou a melhor trincheira para lutar contra o projeto que acredita não ser bom para o Nordeste. Trata-se mesmo de uma postura fundamentalista. E, se é pecado atentar contra a vida, como ensina a Igreja, a postura do bispo vai de encontro à da própria instituição. Ele afirma que manterá o jejum "até o fim" e condiciona a suspensão do protesto à saída do Exército do canteiro de obras e ao arquivamento do projeto da transposição. O governo que toque a obra, e que Deus toque o coração do bispo da diocese de Barra, pois a vida é o bem mais precioso deste mundo ("‘Podem armar uma foto minha comendo churrasquinho’", 12 de dezembro)!
Lafaiete Luiz do Nascimento
Águas Claras, DF

 

Roberto Pompeu de Toledo

Excelente o ensaio "Para entender a politicolíngua" (12 de dezembro), de Roberto Pompeu de Toledo. Pobre e sofrido povo alagoano que tem como representante no Senado uma figura asquerosa e ao mesmo tempo patética como Renan Calheiros, que sem dúvida será deletado da vida pública pelo mesmo povo que o elegeu.
Carlos Alberto Lima
Florianópolis, SC

 

Especial Cartões

Gostaria de cumprimentar VEJA pelo especial sobre cartões de crédito (5 de dezembro). Na matéria são citados três tipos de cartão – débito, crédito e lojas e redes. Na verdade, já existe uma quarta modalidade, que está crescendo a cada dia no mercado: o cartão de crédito pré-pago. Esse produto, que é simples de ser usado e não necessita de conta em banco, a meu ver se encaixaria perfeitamente na matéria "Doleiro portátil", pois é voltado exatamente para as pessoas que viajarão para o exterior.
Abramo Douek
Presidente do Banco Rendimento
São Paulo, SP

 

Higiene

Muito oportuna a reportagem "Séculos de imundície" (12 de dezembro), que relata a imundície em que viviam a nobreza e os religiosos na Idade Média. Graças ao advento do sabonete, do papel higiênico, do creme dental e do absorvente, a sujeira humana foi amenizada no século XX. Hoje a porqueira que nos assola é outra: a sujeira moral da cara-de-pau de alguns políticos. O avanço tecnológico ainda não conseguiu descobrir um solvente capaz de mitigar a situação.
Washington Luiz Lopes
Carangola, MG

 

Sandy

Gostaria de falar da minha enorme satisfação ao ler a reportagem sobre a cantora Sandy. Uma reportagem sem preconceitos e muito interessante. Afinal, trata-se de uma das cantoras de maior sucesso e talento na atualidade. 
Felipe Marques de Lima
Bragança Paulista, SP

Aos 24 anos, dezessete deles dedicados a sua carreira com o irmão Junior Lima, Sandy, mais madura do que nunca, merecia esse espaço na revista mais atual do país. Suas frases foram claras e certamente conquistaram os que ainda tinham preconceito contra a artista, que começou a cantar aos 6 anos. 
Marcelo Kenji Hayashida
por e-mail

 

Fausto De Sanctis

A matéria intitulada "Mão pesada contra os crimes financeiros", editada em 5 de dezembro de 2007, abordou a atuação da Justiça Federal de São Paulo sobre os crimes financeiros, contribuindo para o esclarecimento da sociedade quanto às atividades judiciais desenvolvidas. Cumpre esclarecer, porém, que não houve colaboração deste magistrado na edição da entrevista, demasiadamente sintetizada. Impende pontuar, também, que a referência à 6ª Vara Federal Criminal especializada em crimes financeiros e de "lavagem" de dinheiro, da qual sou titular, como sendo "câmara de gás", não condiz com o trabalho sério e criterioso desenvolvido por este magistrado e todos os funcionários. O apelido somente interessa àqueles que desejam desqualificar a prestação jurisdicional efetiva e pautada pelos preceitos constitucionais e pela imparcialidade na condução dos procedimentos e processos judiciais.
Fausto Martin De Sanctis
Juiz federal da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo
São Paulo, SP

 

Garrafas pet

Não conheço o deputado federal Augusto Carvalho nem sou seu eleitor, mas sua iniciativa de solicitar a substituição das garrafas plásticas de água mineral compradas pela Câmara dos Deputados por filtros é louvável e merecedora de elogios. A maior surpresa é ver um membro da casa legislativa preocupado com questões internas, a princípio, de menor importância. Afinal, deputados e senadores são sempre "preocupados" com assuntos de "grande" importância. Toda boa mudança deve começar, primeiro, dentro de casa. É um bom exemplo. Só espero que não se descubra, depois, que o deputado é sócio da empresa fabricante dos filtros.
Carlos von Sohsten
Natal, RN


CORREÇÕES:
A senhora Fumiko Ito, citada na reportagem "O Brasil do sol nascente" (12 de dezembro), é issei, e não sansei, como indica a legenda da fotografia. O sobrenome da menina Giovanna, da quarta geração, é Yamanaka, não Yamaka, como afirmamos na mesma reportagem. A foto publicada no alto da página 42 do especial O Melhor do Brasil (dezembro de 2007) é de Lalo de Almeida/Sambaphoto.

 

 

Araras raras voltam à natureza

Araras-azuis-de-lear: perigo de extinção

Fábio Bandeira de Mello, do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (Cemave), escreve para anunciar a soltura de um casal de araras-azuis da espécie de lear, resgatadas ainda filhotes, há quatro anos. O fato deve ocorrer ainda neste mês, na Fazenda Serra Branca, em Jeremoabo, na Bahia. "Com apenas 650 indivíduos no mundo inteiro, a ave aparece na lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção como criticamente em perigo e na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens como em perigo de extinção", diz Mello. As duas araras foram encontradas feridas no fim de 2003 e agora serão libertadas com transmissores de rádio para monitoramento de sua volta à natureza. "O retorno do casal de araras-azuis ao ambiente natural não é o final da história, mas o início de uma longa trajetória de cuidados e pesquisas", informa Mello.



As mais comentadas

Na edição passada, o quadro da seção Cartas que mostra as matérias mais comentadas omitiu a reportagem de capa "As doenças da emoção" (5 de dezembro), que recebeu mais correspondências dos leitores. Veja ao lado o quadro corrigido.



Costão do Santinho

Divulgação


No especial O Melhor do Brasil, foi publicada uma foto do hotel Blue Tree, de Natal, como sendo do Costão do Santinho Resort, de Florianópolis. O Costão do Santinho é este que aparece na foto ao lado.

 



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