"É
inestimável a contribuição dos
japoneses
e de seus descendentes para o crescimento
e o futuro do nosso país." Adriano Neves de Almeida Belo Horizonte, MG
100 anos da
imigração japonesa
VEJA conseguiu transmitir
em suas páginas toda a emoção da saga
da imigração japonesa ("O Brasil do sol
nascente", 12 de dezembro). Ao iniciar a leitura, meus
olhos se encheram de lágrimas e tive de secá-las
várias vezes para continuar a leitura. Captamos com
emoção somente aquilo que foi escrito com emoção. Junji Miyaura São Bernardo
do Campo, SP
Abençoados
os imigrantes que, quase sem opção, fixaram
seu coração no Brasil. Parabéns aos dekasseguis,
que, por opção, estão batalhando no Japão.
E banzai, VEJA, pela homenagem aos 100 anos da imigração
japonesa. Miyoko Onishi Nagoya, Japão
A radiografia dos
100 anos da presença japonesa no país revela
que o Brasil, ao acolher culturas tão distantes, valoriza diferenças
e incorpora novos pensamentos e comportamentos em seu projeto
de nação multicultural. Há uma realidade
exuberante de convivência de etnias, que serve de bom
exemplo de viabilidade para todo o mundo, especialmente para
os países que ainda ostentam a intolerância. Jo Takahashi Diretor de arte e cultura
da Fundação
Japão e coordenador da
Semana Cultural do Centenário da
Imigração Japonesa no Brasil Por e-mail
Fantástica
a edição 2 038 de VEJA, com a reportagem especial
de 45 páginas sobre os 100 anos da imigração
japonesa no Brasil. O trabalho da editora Thaís Oyama
e do fotógrafo Paulo Vitale merece ser lido e visto
com muito interesse e carinho, para ser guardado como fonte
de consulta permanente sobre um tema que ainda carece de maior
aprofundamento nas pesquisas acadêmicas, sobretudo no
que diz respeito às questões atuais vividas
pelos imigrantes e seus descendentes. A edição
está perfeita, com seus gráficos, fotografias,
pesquisa histórica, parte ilustrativa, clareza e objetividade.
Parabéns! Sinvaldo do Nascimento
Souza Rio de Janeiro, RJ
Histórica
reportagem. Guardarei como relíquia para mostrar aos
meus netos a saga de nossos antepassados. Thaís Oyama
soube revelar as sutilezas de um povo sofrido que tem sabido
conviver com tanta diversidade e com os choques culturais.
Percebi que os nossos japoneses (do Brasil) são mais
japoneses do que eles. Parabéns, Thaís! Sou
muito orgulhosa das minhas raízes, das árvores
que plantamos e dos frutos que estamos colhendo nesta terra
maravilhosa. Hamako Hamassaki Fukuda, sansei Curitiba, PR
Em 1988, ainda adolescente,
comemorava com entusiasmo os oitenta anos da imigração
japonesa junto aos meus pais e avós. Quase vinte anos
depois, formado em direito, radialismo e jornalismo,
restaram minha mãe e a avó materna para dividir
a satisfação de ler a reportagem sobre
os 100 anos, mas o legado da ética, o estudo, o trabalho
e a humildade deixados para nós, filhos, são
para sempre. Álvaro Taniguti Araraquara, SP
Nós, nikkeis,
temos a oportunidade de obter o aprendizado das duas culturas,
aproveitando o que cada uma tem de melhor, formando, assim,
a cultura nipo-brasileira de uma forma natural e positiva.
O Brasil e o Japão se completam! Marcelo Hideshima Diretor da Sociedade
Brasileira de Cultura Japonesa São Paulo, SP
Os sanseis, yonseis,
gosseis (como o pequeno Kenzo da capa) devem muito aos isseis
e nisseis, que trabalharam duro, principalmente na lavoura,
e conquistaram o respeito dos brasileiros. A colônia
japonesa está se preparando desde 2006 para o centenário
da imigração serão realizadas
festas no Brasil inteiro. Agradeço a homenagem em meu
nome, da minha família e de toda a colônia japonesa.
Nasci em 18 de junho de 1958, no cinqüentenário
da imigração japonesa. Elena Terumi Wada,
sansei São Paulo, SP
Como filha de imigrante
japonês, gostaria de agradecer a VEJA pela
maravilhosa e completa matéria sobre o centenário
da imigração japonesa. Tenho muito orgulho de
ser nissei e de ter um pai que também passou por todas
as ilusões e mazelas ao chegar à "Terra
Prometida". Trabalhou na agricultura assim que chegou
ao Brasil, em 1960, e hoje é um respeitado
jornalista, na área da economia, na
colônia japonesa. É redator-chefe do jornal Keizai
Hoti e conseguiu com muito trabalho e sacrifício
dar aos filhos formação superior. Dedica-se
há quarenta anos aos interesses e à manutenção
dos costumes da comunidade nipo-brasileira. Silvia Mayumi Tamura, filha de Goro Tamura Arujá, SP
Cumprimento VEJA
pela bela matéria a respeito dos 100 anos da imigração
japonesa no Brasil. O centenário é uma data
muito esperada pelos nipo-brasileiros, que querem homenagear
os imigrantes e, sobretudo, aproveitar a oportunidade para
fortalecer as relações bilaterais entre o Brasil
e o Japão. Como nissei, sinto imenso orgulho em ver
que, hoje, depois de tantas dificuldades e sofrimento, a comunidade
nikkei coleciona vitórias e conquistas. Espero que
as próximas gerações mantenham a força
e a determinação de nossos ancestrais e construam
um futuro tão glorioso quanto a história que
nossos pais e avós escreveram no passado. Walter Ihoshi Deputado federal (DEM-SP) Brasília, DF
Renan
Calheiros
Vergonha, revolta,
nariz de palhaço, o que mais podemos sentir e esperar
desse pomar de frutas podres que é o Congresso? Que
exemplo podemos dar aos nossos filhos? Definitivamente, o
regime em que vivemos é inédito em todo o mundo:
pizzacracia. Mais uma vez Renan subiu no cadafalso e não
teve alguém para empurrar o banquinho ("Os imperdoáveis",
12 de dezembro). Cedemir Antonio De Liori São Paulo, SP
Mais uma vez, o
Senado Federal deu a explícita demonstração
de que a corrupção compensa. Ao absolver o senador
Renan Calheiros (PMDB-AL), depois de tantas provas irrefutáveis
contra ele, deixa a sociedade indignada. Seus integrantes
enxovalharam e macularam a imagem do Senado da República,
deixando a instituição completamente sem crédito
perante o povo. Mário Lúcio
Caldeira de Faria Montes Claros, MG
Muito triste e verdadeira
a reportagem. Renan Calheiros aparece na foto com os olhos
arregalados e mostrando sua boca escancarada, com extrema
ironia, rindo mais uma vez do povo. Bebendo seu uísque
na casa de José Sarney, comemorando mais uma vitória
da falcatrua, da malandragem, e com o aval do presidente da
República e de dois terços do Senado. Neste
país só vai para a cadeia ladrão de galinha. Luiz Buzetti Filho Paranaíba, MS
Rosane Collor
Absolutamente fantástica
a entrevista com a ex-primeira-dama Rosane Collor ("As
sombras do passado", 12 de dezembro). O poder, os podres,
os rituais, os vodus, a miséria, a vergonha. Será
que um dia a atual primeira-dama fará o mesmo e dirá
tudo o que o atual presidente "não sabe"? Alberto Ciro de Mello Londres, Inglaterra
Mais uma vez VEJA
dá um furo de reportagem e mostra aos brasileiros que,
além de possuir uma personalidade desviante, o ex-presidente
também tinha participação direta com
o diabo através de rituais de magia negra. Que nos
sirva de alerta para, ao escolhermos nossos governantes, não
nos deixarmos levar pela aparência (Collor) nem pelas
promessas de acabar com a fome (Lula). Lúcia de Fátima
M. Abreu Belém, PA
Guido Mantega
Cumprimento VEJA
pela excelente entrevista com o ministro da Fazenda, Guido
Mantega (Amarelas, 12 de dezembro). O ministro demonstrou
habilidade e profundo conhecimento técnico da economia
nacional. É um dos grandes interlocutores do governo
junto aos parlamentares da oposição e aos aliados,
objetivando o avanço no processo desenvolvimentista
do país. Eduardo Manoel Cavalcanti Natal, RN
Gustavo Ioschpe
Sei que muitos professores
discordam do artigo "Professor não é coitado"
(12 de dezembro), escrito por Gustavo Ioschpe, mas realmente
ser professor no Brasil é fácil, o difícil
é ser educador. O educador que desenvolve em
seus alunos habilidades e competências que são
exigidas para a formação de um cidadão
completo precisa, em primeiro lugar, de respeito, ser
valorizado pela sociedade, por diretores e gestores públicos.
Infra-estrutura, boa remuneração e avaliação
de desempenho são fatores importantes para que a educação
no Brasil tenha uma melhora de qualidade, mas respeito
pelo profissional preparado e consciente de seu papel é
primordial. Erica C. de Aquino Truzzi Educadora Amparo, SP
Quando vi o título
do artigo, logo reagi com aquela típica indignação
pseudo-esquerdista que foi implantada na nossa cabeça,
povos latinos, desde o berço (também conhecida
como "síndrome do coitadinho"). Porém,
quando li a coluna, logo mudei de idéia, tais foram
a clareza e a lucidez do texto. Continuo acreditando que os
professores são muito mal remunerados no Brasil; contudo,
a partir de agora vou me esforçar em pesquisar com
mais rigor os verdadeiros motivos dessa deficiência,
em vez de ficar me acorrentando aos argumentos velhos e impensados
de sempre, que proclamam o martírio do professor coitadinho. Giuliano Ribas Pelotas, RS
O artigo "Professor
não é coitado" menciona a frieza dos dados.
Concordo plenamente com o autor quanto ao professor não
ser um coitado, pois sou professora de escola pública
e particular há 23 anos, amo a educação,
os alunos e faço parte dos 9% que trabalham em três
escolas para sobreviver com certa dignidade. Nunca me senti
uma coitada, mas uma profissional liberal da área da
educação. Penso que a escola não deve
ser encarada como um depósito de crianças e
jovens e que deve caber a ela a resolução de
todos os problemas vividos na sociedade. É muito fácil
se basear em números, mas educação é
investimento a longo prazo no ser humano. Vejo todos os dias
dados disto ou daquilo com relação ao sistema
educacional brasileiro, mas vamos deixar um pouco essa matemática
de lado e conhecer, vivenciar o cotidiano das nossas escolas.
Daí acredito que o texto seria reescrito de outra maneira. Neide Regina Usso Barreto Professora Apucarana, PR
O artigo é
muito apropriado para esta época do ano, em que muitos
professores se encontram reunidos em conselhos de classe discutindo
a vida escolar dos alunos. Ele aborda a situação
do professor, em que o profissional inúmeras vezes
só é tido como competente se for até
a escola onde trabalha de carroça, bicicleta ou mesmo
a pé. Sabemos que nem sempre o professor é recompensado
como deveria, mas supervalorizar alguns sacrifícios só
faz com que nos olhem com piedade, e não com respeito.
Cláudia Cristina
de Oliveira Nadal Diretora e professora
do Centro Educacional Luiz
Quarelli Amambaí, MS
Queria cumprimentar
Gustavo Ioschpe pelo artigo. Se o salário não
é bom (e talvez não seja o melhor, mas, se se
contarem os benefícios, aposentadorias, férias
etc., podem ter certeza de que eles não morrem de fome),
por que os descontentes não pedem demissão e
vão procurar um salário melhor? Marcos Roberto Cappellini Santo André,
SP
Teria o senhor
Ioschpe ministrado aulas em uma escola pobre, suja,
com poucos funcionários e recursos, com alunos que
vivem entre a pobreza, a violência, a falta de
perspectiva e o toque de recolher? E mais: ganhando algo
em torno de 6 reais a hora-aula? Sim. Há colegas que
chegam a receber até mais de 3.000 reais por mês,
resolvendo a seguinte equação: escola estadual
+ municipal + particular, das 7 às 23 horas
(de segunda a sexta) = 75 aulas por semana. É
insano, mas cada um sabe de suas dificuldades. Ah! E
o trabalho feito fora da sala de aula? Não sou suficientemente
gabaritada para discutir com um especialista em educação. Afinal,
sou apenas uma professora falando da realidade que vivencia,
metida em calça jeans e camiseta, longe dos escritórios
com ar condicionado das regiões nobres da cidade e
dos números frios. Ieda Guimarães
Cardoso São Paulo, SP
Diogo
Mainardi
Diogo Mainardi só
escreveu o artigo "Enfim, um colunista sem estilo"
(12 de dezembro) para ter assunto e presentear seus inúmeros
leitores com mais uma aula jornalística de como ser
lúcido e não pertencer à classe dos intelectuais
"burros-cultos". Seus inimigos podem se queixar
da maneira como ele escreve, menos que ele seja descompromissado
com os fundamentos do bom jornalismo, característica
nata de VEJA, de longe a melhor e mais lida revista semanal
do país. Lincoln Scorsoni São Paulo, SP
O que torna VEJA
mais respeitada é sua "independência". O
jornalismo servil não serve à democracia.
Às vezes, dependendo de quem falou ou do que foi
dito, nem merece resposta! Fabio Giocondo Arapongas, PR
Diogo dá
um brilho especial a VEJA. Quando ele diz que a cobra morreu,
não mostra o pau que a matou; ele mostra a própria
cobra morta. A prova está em "Enfim, um colunista
sem estilo". Abner Medeiros Correia Natal, RN
Diogo Mainardi equivocou-se
no título de seu livro Lula É Minha Anta.
A anta é um bicho inteligente, que não se deixou
domesticar pelo homem. Já o asno é domável,
servil, e vai para o lado que puxarem o cabresto. Qualquer
semelhança é mera coincidência. Sergio Roberto de Oliveira São Paulo, SP
Reinaldo Azevedo
Profundo e esclarecedor,
Reinaldo Azevedo é um intelectual que merece grande
respeito dos católicos e dos não-católicos.
Resumir a intenção do papa Bento XVI como pastor
e pensador, de forma tão clara e precisa, demonstra
o profundo conhecimento que o colunista tem desse líder
e de sua comunidade, que possui 1,1 bilhão de fiéis
("O pastor e o pensador", 12 de dezembro). Jaime Lorandi Caxias do Sul, RS
Muito oportuno o
artigo acerca da encíclica Spe salvi, sobre
a esperança cristã. O papa observa que "hoje,
muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque
a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável.
A atual crise da fé é, sobretudo, uma crise
da esperança cristã". A busca pelo prazer
e pela satisfação de possuir bens materiais
tem sido o principal objetivo do homem moderno. Já
não se espera da fé, mas da ligação
entre ciência e prática, donde surgirá
o "reino do homem", e não mais o reino de
Deus. Como bem destaca Reinaldo Azevedo nesse artigo, "o
papa nos convida a pesar as conseqüências de um
mundo sem Deus, aquele no qual tudo é permitido". Eduardo de Almeida Fernandes São Paulo, SP
Guia
A reportagem "Passe
os sais, por favor?" (Guia, 5 de dezembro), de forma
interessante e gastronômica, comenta a vantagem de usar
sais importados, seja de salinas, seja de minas de sal, que
dariam sabor exótico e maravilhoso aos pratos preparados.
No entanto, esses sais não são iodados, isto
é, não recebem um suplemento de iodo para evitar
doenças da tireóide, decorrentes da carência
crônica de iodo. Nosso Brasil é muito pobre em
iodo, e a população no passado sofria de males
da tireóide por falta de iodo na alimentação.
A Lei 9005, de 1995, menciona claramente que "todo sal
destinado ao uso humano no Brasil deve ser obrigatoriamente
iodado na proporção indicada pelo Ministério
da Saúde". Portanto, a importação
de sal não iodado fere esse preceito legal. O consumo
habitual e constante de sal não iodado pode levar à
carência de iodo em dois ou três meses.
Geraldo Medeiros Professor da Faculdade
de Medicina da Universidade
de São Paulo São Paulo, SP
Paraguai
Gostaria de fazer
alguns comentários sobre a reportagem "Made in
Paraguai" (29 de agosto). Não é a primeira
vez que VEJA publica uma matéria cujo título
menciona o nome do Paraguai e, ao ler a reportagem, percebe-se
que o tema abordado não tem nada a ver com o Paraguai
isso se chama preconceito. A matéria insinua
que qualquer produto feito no Paraguai é de má
qualidade ou falsificado. Os produtos genuinamente paraguaios
são muito apreciados porque são, na maioria,
produzidos de forma artesanal. Noventa e nove por cento dos
produtos falsificados ou piratas que estão no comércio
paraguaio não são produzidos no Paraguai, mas
em outros países, que têm capacidade de produzir
em grande escala, com melhor e maior tecnologia. Existe uma
lista dos países que mais falsificam e pirateiam produtos
de todo tipo, e o Brasil está entre os quatro primeiros
lugares, de falsificação de medicamentos a combustíveis.
Rafael G. Ortiz Moreno Ciudad del Este, Paraguai
Veja essa
Lula, citando o
saudoso Raul Seixas, disse que "prefere ser uma metamorfose
ambulante" a ter aquela velha opinião formada
sobre tudo (Veja essa, 12 de dezembro). Fica muito bonito
na música de um poeta e artista, mas para um governante,
de quem se espera um mínimo de rumo e coe-rência,
a frase é desalentadora. Mas, pensando bem, há
outros trechos da mesma música que se aplicam melhor,
como o que diz "eu vou lhes dizer agora o oposto do que
eu disse antes". E, se isso for uma premonição,
"se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou".
Amém, Raulzito. Sidney Freitas Brasília, DF
Venezuela
Apesar das armadilhas
golpistas tentando fraudar a consulta popular, o caudilho-fanfarrão
sentiu o impacto político do plebiscito ("Ele
não contava com a astúcia do povo", 12
de dezembro). Parabéns ao povo venezuelano, que democraticamente
soube barrar nas urnas mais essa tirania chavista. Kelmo Oliveira Bernardes
Santos Feira de Santana, BA
A TV do Lula
A TV Brasil nada
mais é do que um cabide de emprego para acomodar "companheiros".
Chega! Já temos veículos oficiais em excesso.
Profissionais como Beth Carmona não podem ser "jogados
para escanteio" em detrimento de uma meia dúzia
de "aloprados" incompetentes. Não tenham
dúvidas de que será um veículo "chapa-branca"
de conteúdo discutível, composto dos amigos
do rei, que dominam a arte de afagar aqueles que estão
no poder ("Entre zero e traço", 12 de dezembro). Valdir Nobre Belo Horizonte, MG
Trata-se de mais
um cabide de empregos destinado a contratar a banda podre
da imprensa. Não vou estranhar se as entrevistas de
Chávez forem transmitidas ao vivo pela TV Brasil.
José Antonio
Xavier dos Santos Florianópolis,
SC
Após ler
a reportagem sobre a TV do Lula, cheguei a uma conclusão:
acredito que, entre outras coisas, a tal "democratização
da mídia" significa criar uma TV estatal, à
custa do contribuinte, é óbvio, com uma
programação mais tediosa que trajeto de elevador
e, claro, servindo de cabidão de emprego para
os companheiros. Jose Queiroz Cunha Santos Jundiaí, SP
Bispo
Luiz Flávio Cappio
Conheci frei Luiz,
hoje dom Cappio, no interior da Bahia. Ainda jovem, seus
sermões a todos encantavam. Uma sabedoria pura, inocente,
viajava de uma cidade para outra a pé, recusando caronas.
Mas agora, valendo-se de uma irracional greve de fome, penso
que dom Cappio não adotou a melhor trincheira para
lutar contra o projeto que acredita não ser bom para
o Nordeste. Trata-se mesmo de uma postura fundamentalista.
E, se é pecado atentar contra a vida, como ensina a
Igreja, a postura do bispo vai de encontro à da própria
instituição. Ele afirma que manterá o
jejum "até o fim" e condiciona a suspensão
do protesto à saída do Exército do canteiro
de obras e ao arquivamento do projeto da transposição.
O governo que toque a obra, e que Deus toque o coração
do bispo da diocese de Barra, pois a vida é o
bem mais precioso deste mundo ("Podem armar uma
foto minha comendo churrasquinho", 12 de dezembro)! Lafaiete Luiz do Nascimento Águas Claras,
DF
Roberto Pompeu
de Toledo
Excelente o ensaio
"Para entender a politicolíngua" (12 de dezembro),
de Roberto Pompeu de Toledo. Pobre e sofrido povo alagoano
que tem como representante no Senado uma figura asquerosa
e ao mesmo tempo patética como Renan Calheiros, que
sem dúvida será deletado da vida pública
pelo mesmo povo que o elegeu. Carlos Alberto Lima Florianópolis,
SC
Especial
Cartões
Gostaria de cumprimentar VEJA
pelo especial sobre cartões de crédito
(5 de dezembro). Na matéria são citados três
tipos de cartão débito, crédito
e lojas e redes. Na verdade, já existe uma quarta modalidade,
que está crescendo a cada dia no mercado: o cartão
de crédito pré-pago. Esse produto, que é
simples de ser usado e não necessita de conta em banco,
a meu ver se encaixaria perfeitamente na matéria "Doleiro
portátil", pois é voltado exatamente para
as pessoas que viajarão para o exterior. Abramo Douek Presidente do Banco
Rendimento São Paulo, SP
Higiene
Muito oportuna a
reportagem "Séculos de imundície"
(12 de dezembro), que relata a imundície em que viviam
a nobreza e os religiosos na Idade Média. Graças
ao advento do sabonete, do papel higiênico, do creme
dental e do absorvente, a sujeira humana foi amenizada no
século XX. Hoje a porqueira que nos assola é
outra: a sujeira moral da cara-de-pau de alguns políticos.
O avanço tecnológico ainda não conseguiu
descobrir um solvente capaz de mitigar a situação. Washington Luiz Lopes Carangola, MG
Sandy
Gostaria de falar
da minha enorme satisfação ao ler a reportagem
sobre a cantora Sandy. Uma reportagem sem preconceitos e muito
interessante. Afinal, trata-se de uma das cantoras de maior
sucesso e talento na atualidade. Felipe Marques de Lima Bragança Paulista,
SP
Aos 24 anos, dezessete
deles dedicados a sua carreira com o irmão Junior Lima,
Sandy, mais madura do que nunca, merecia esse espaço
na revista mais atual do país. Suas frases foram claras
e certamente conquistaram os que ainda tinham preconceito
contra a artista, que começou a cantar aos 6 anos. Marcelo Kenji Hayashida por e-mail
Fausto De Sanctis
A matéria
intitulada "Mão pesada contra os crimes financeiros",
editada em 5 de dezembro de 2007, abordou a atuação
da Justiça Federal de São Paulo sobre os crimes
financeiros, contribuindo para o esclarecimento da sociedade
quanto às atividades judiciais desenvolvidas. Cumpre
esclarecer, porém, que não houve colaboração
deste magistrado na edição da entrevista, demasiadamente
sintetizada. Impende pontuar, também, que a referência
à 6ª Vara Federal Criminal especializada em crimes
financeiros e de "lavagem" de dinheiro, da qual
sou titular, como sendo "câmara de gás",
não condiz com o trabalho sério e criterioso
desenvolvido por este magistrado e todos os funcionários.
O apelido somente interessa àqueles que desejam desqualificar
a prestação jurisdicional efetiva e pautada
pelos preceitos constitucionais e pela imparcialidade na condução
dos procedimentos e processos judiciais. Fausto Martin De Sanctis Juiz federal da 6ª
Vara Criminal Federal de
São Paulo São Paulo, SP
Garrafas pet
Não conheço
o deputado federal Augusto Carvalho nem sou seu eleitor, mas
sua iniciativa de solicitar a substituição das
garrafas plásticas de água mineral compradas
pela Câmara dos Deputados por filtros é louvável
e merecedora de elogios. A maior surpresa é ver um
membro da casa legislativa preocupado com questões
internas, a princípio, de menor importância.
Afinal, deputados e senadores são sempre "preocupados"
com assuntos de "grande" importância. Toda
boa mudança deve começar, primeiro, dentro de
casa. É um bom exemplo. Só espero que não
se descubra, depois, que o deputado é sócio
da empresa fabricante dos filtros. Carlos von Sohsten Natal, RN
CORREÇÕES:A senhora Fumiko
Ito, citada na reportagem "O Brasil do sol nascente"
(12 de dezembro), é issei, e não sansei, como
indica a legenda da fotografia. O sobrenome da menina Giovanna,
da quarta geração, é Yamanaka, não
Yamaka, como afirmamos na mesma reportagem.
A foto publicada no alto da página 42 do especial O
Melhor do Brasil (dezembro de 2007) é de Lalo de
Almeida/Sambaphoto.
Araras raras
voltam à natureza
Araras-azuis-de-lear:
perigo de extinção
Fábio Bandeira
de Mello, do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação
das Aves Silvestres (Cemave), escreve para anunciar
a soltura de um casal de araras-azuis da espécie
de lear, resgatadas ainda filhotes, há quatro
anos. O fato deve ocorrer ainda neste mês, na
Fazenda Serra Branca, em Jeremoabo, na Bahia. "Com
apenas 650 indivíduos no mundo inteiro, a ave
aparece na lista oficial de espécies da fauna
brasileira ameaçadas de extinção
como criticamente em perigo e na Convenção
sobre o Comércio Internacional das Espécies
da Flora e Fauna Selvagens como em perigo de extinção",
diz Mello. As duas araras foram encontradas feridas
no fim de 2003 e agora serão libertadas com transmissores
de rádio para monitoramento de sua volta à
natureza. "O retorno do casal de araras-azuis ao
ambiente natural não é o final da história,
mas o início de uma longa trajetória de
cuidados e pesquisas", informa Mello.
As mais comentadas
Na edição
passada, o quadro da seção Cartas que
mostra as matérias mais comentadas omitiu a reportagem
de capa "As doenças da emoção"
(5 de dezembro), que recebeu mais correspondências
dos leitores. Veja ao lado o quadro corrigido.
Costão
do Santinho
Divulgação
No especial O Melhor do Brasil, foi publicada
uma foto do hotel Blue Tree, de Natal, como sendo do
Costão do Santinho Resort, de Florianópolis.
O Costão do Santinho é este que aparece
na foto ao lado.