VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
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ARCA RUSSA
O filme é "cabeça",
sim mas é uma experiência extraordinária |
ARCA RUSSA
(Russkiy Kovcheg, Rússia, 2002. Versátil)
Três séculos de história russa, da opulência
czarista aos dias cinzentos do regime comunista, se desdobram
neste tour de force do cineasta Aleksandr Sokurov:
tendo o Museu Hermitage, de São Petersburgo, à
sua disposição por um único dia, o diretor
estruturou um passeio por seus corredores povoados
por cerca de 2 000 atores, várias orquestras e incontáveis
obras de arte na forma de uma única tomada sem
cortes (o filme foi rodado em vídeo digital). O feito
técnico é colossal. Mais fabuloso ainda é
o resultado que ele proporciona: a impressão de que
se entrou em um sonho, conduzido por uma figura que tudo sabe
(o "Marquês", interpretado por Sergey Dreiden),
e que narra o que se vê com a voz do próprio
Sokurov. É "cabeça", sem dúvida
mas é também uma experiência única.
DISCOS
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Getty
Images

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CHARLATANS
O cantor é uma
versão remoçada de Mick Jagger |
YOU CROSS MY
PATH, The Charlatans (Music Brokers)
O Charlatans é uma das bandas mais regulares do pop
rock inglês. Seus discos nunca fizeram um sucesso estrondoso,
mas sempre trazem grandes canções. E eles são
bons de palco. Os principais nomes do grupo são o vocalista
Tim Burguess, que soa como uma versão remoçada
de Mick Jagger, e o tecladista Tony Rogers cujos solos
transformam o palco numa pista de dança. Na Inglaterra,
You Cross My Path foi lançado de graça,
pela internet, e em versão especial, com um disco extra,
repleto de faixas ao vivo e raridades. Por aqui, a gravadora
optou pelo CD simples. São dez grandes canções,
que vão do rhythmnblues (Oh! Vanity)
a experimentos com a música eletrônica da década
de 80 Missing Beats (of a Generation)
e Bad Days.
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KAISER CHIEFS
Rock vibrante, dançante
e as letras até fazem sentido |
"OFF WITH
THEIR HEADS", Kaiser Chiefs (Universal)
Surgido em 2003 na cidade inglesa de Leeds, o Kaiser Chiefs
faz uma música vibrante, e com letras inteligentes.
Seus integrantes são ótimos de palco, como o
público de São Paulo pôde conferir na
semana passada. "Off with Their Heads", o
terceiro CD do quinteto, marca o início da parceria
deles com o produtor Mark Ronson, que trabalhou com as cantoras
Amy Winehouse e Lily Allen (que faz backing vocal em algumas
canções do disco). O rock básico do grupo
está intacto, mas também há incursões
por gêneros como a música psicodélica
e a disco. Never Miss a Beat é uma crítica
à ignorância da juventude britânica. Outro
destaque é Like It Too Much, que traz belos
arranjos de cordas do compositor David Arnold.
LIVROS
OS MELHORES CONTOS
DA AMÉRICA LATINA (vários tradutores; Agir;
59,90 reais)
Organizado por Flávio Moreira da Costa, que já
fez outras 26 antologias, este livro é um painel histórico
do conto latino-americano. Em um total de oitenta textos,
vai de narrativas indígenas recolhidas nos tempos coloniais
à obra inovadora de contemporâneos como o argentino
Ricardo Piglia e o chileno Roberto Bolaño. O livro
tem algumas ausências imperdoáveis nenhum
conto do argentino Roberto Arlt ou do brasileiro Guimarães
Rosa. Mas há clássicos como O Homem que Sabia
Javanês, de Lima Barreto, e Casa Tomada,
de Julio Cortázar, além de algumas belas narrativas
de autores menos conhecidos no Brasil, como o argentino Leopoldo
Lugones e o mexicano José Emilio Pacheco. Leia
trecho.
AFP

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SALMAN RUSHDIE
O antigo talento de contar
histórias dentro de histórias |
A
FEITICEIRA DE FLORENÇA, de Salman Rushdie (tradução
de José Rubens Siqueira; Companhia das Letras; 408
páginas; 54 reais)
Este novo
romance é uma mostra vigorosa de um grande talento
do escritor anglo-indiano: Salman Rushdie é um excelente
fabulador. Na tradição da Sherazade das Mil
e uma Noites, sabe prender o leitor apenas pelo fascínio
de uma história bem contada. Com muitos detalhes fantasiosos
e exuberantes, A Feiticeira de Florença narra
as peripécias de um aventureiro florentino do século
XVI que acaba se envolvendo com a feiticeira Qara Köz,
que foi amante do xá da Pérsia. Em um instigante
jogo de histórias dentro de histórias, a vida
de Qara Köz é narrada por outro aventureiro, na
corte de um imperador mongol. Leia
trecho.
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Cinemateca VEJA
Na
Chicago dos anos 30, os trapaceiros interpretados por
Robert Redford e Paul Newman decidem esfolar um apostador
rico e perigoso. Para que o plano dê certo,
ninguém pode desconfiar que eles se conhecem,
o que proporciona cenas de diversão infindável.
E o plano bem, o plano é um desses arranjos
complicadíssimos, mas que o grande roteirista
David S. Ward e o diretor George Roy Hill vão
aos poucos deslindando de forma cristalina. Repleto
de atuações memoráveis (como a
de Robert Shaw no papel do "pato"), Golpe
de Mestre, que a Cinemateca VEJA lança neste
sábado no país (menos nos estados de São
Paulo e Rio de Janeiro), é um desses filmes que
muitos já tentaram imitar. Mas não chegaram
nem perto.
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Em
São Paulo e no Rio de Janeiro, nesta semana:
Butch Cassidy, o faroeste moderno que inaugurou
a colaboração entre Robert Redford,
Paul Newman e o diretor George Roy Hill. |
Como comprar
a Cinemateca VEJA
Em bancas, livrarias
e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso.
Para assinar, ligue 3347-2179 (Grande São Paulo)
ou 0800-775-2979 (outras localidades), de segunda a
sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet,
acesse www.assineabril.com
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