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Leitor
Barack Obama "Enquanto
o mundo mergulha no caos econômico e convive com o medo e o perigo de ataques
terroristas e de uma guerra, a estrela do presidente eleito Barack Obama irradia
esperança e a alegria da mudança nos quatro cantos do planeta."
A
simpatia, o carisma e o porte elegante do jovem Barack Obama conquistaram o povo
americano e o resto do mundo. Inteligentemente, ele disse coisas que o povo queria
ouvir e mostrou que tem condições e planos para recolocar os Estados
Unidos no lugar de destaque que eles merecem ("Obama, a resposta", 12
de novembro). Estou
muito feliz e otimista com Obama, o primeiro negro eleito presidente dos Estados
Unidos. Lendo as manchetes com meu filho, eu me emocionei. Penso que estamos mesmo
caminhando para uma era de profundas transformações, e os acontecimentos
globais só confirmam o que muitos de nós já estamos carecas
de saber: momentos difíceis são os mais propícios para
nossa aprendizagem e crescimento. O fenômeno
Obama revela radical mudança de postura da sociedade, que reconhece que
a competência e o sucesso de um líder não dependem da cor
da sua pele, mas de seu caráter. Barack Obama representa
a possibilidade de mudança em um momento histórico, no qual o povo
está compreensivelmente insatisfeito. Estou feliz e orgulhosa
de ser negra. E impressionada com a paixão que Obama causou mundo
afora. Desejo que tudo dê certo e que ele cumpra o que prometeu. Parece
que Barack Obama foi eleito presidente do mundo, de tão ovacionado que
foi. Não
sejamos demagogos. No primeiro erro de Barack Obama, o mundo o associará
à cor da pele.
A dor da garota Lucélia Lucélia
Rodrigues da Silva está em processo de adoção pela pastora
Ezenete Rodrigues e por seu marido, Marcos Rodrigues, que reside na capital mineira.
Comovida com a história, durante o show, Ana Paula perguntou ao público
o que a Igreja e a sociedade faziam por pessoas que sofrem, como Lucélia.
Para sua surpresa, após o evento, o sobrinho de uma voluntária do
Centro de Valorização da Mulher (Cevam) instituição
onde a menina morou por sete meses) se ofereceu para fazer o contato entre a pastora
e Lucélia. Considerando a hora em que o show acabou e a viagem de volta
a BH, que seria na manhã seguinte, isso parecia impossível. Porém,
ao chegar ao aeroporto, lá estava Lucélia, acompanhada por pessoas
da instituição. Ela ficou hospedada em Belo Horizonte por quinze
dias, recebendo cuidados e muita atenção. Até então,
a palavra adoção de fato não fora pronunciada. O juiz da
infância de Goiânia Maurício Porfírio Rosa deu a guarda
de Lucélia por três meses a Ezenete. O processo caminhou tranqüilamente
até a publicação da reportagem. Na matéria foi sugerido
que ela participou de um clipe conosco, o que não ocorreu, e que em troca
a menina ganharia uma festa de aniversário. A comemoração
foi feita, porém com o intuito de realizar um sonho da própria Lucélia,
como um presente da nova família. Sobre as acusações de que
havia o interesse de Ezenete e da própria Ana Paula em se promover à
custa da garota, a cantora é enfática: "É um absurdo
a Lucélia ter de ser preterida pelo fato de ter saído na mídia.
Ela não tem de sofrer uma discriminação e não ser
ajudada por isso".
Lya Luft Perfeita a colocação de Lya
Luft no artigo "Caipirinha chapa-branca" (12 de novembro). Será
que o objetivo do governo ao oficializar a receita da caipirinha é fazer
com que o cidadão beba até se esquecer de tudo o que está
acontecendo a sua volta? Ora, um governo que se preza deve ter muito mais
que fazer. É
de competência do Ministério da Agricultura regulamentar os padrões
de identidade e qualidade das bebidas alcoólicas. A definição
de padrões refere-se apenas à caipirinha pronta, industrializada,
que requer regulamentação, como ocorre com outras bebidas e alimentos.
Essa definição para a caipirinha industrializada é essencial,
com vista a garantir a qualidade da bebida e o reconhecimento internacional quanto
a seu status de bebida típica brasileira.
Diogo Mainardi Barack Obama não pode nem deve
ser saudado como o novo Messias, muito menos ser encarado como o redentor de todos
os pecados cometidos pela humanidade. Sua vitória assim hiperdimensionada
não trará benefícios nem ao candidato eleito nem àqueles
que anseiam por alguma mudança. Todavia, por que não afastar um
pouco o ceticismo para admitir que, exageros à parte, sonho e esperança
em doses equilibradas, combinadas com a visão racional dos fatos, são
exatamente a mola mestra de que o mundo talvez precise para ser um tantinho melhor?
("Saudade de Barney e Miss Beazley", 12 de novembro)
Remédios Gostaríamos
de esclarecer uma informação publicada na reportagem "Remédios:
sustos difíceis de engolir" (5 de novembro) que pode causar insegurança
ao consumidor brasileiro. As duas novas versões de Aspirina® citadas
na matéria uma com cálcio, para fortalecer os ossos, outra
com fitoesteróis, contra o colesterol são comercializadas
somente nos Estados Unidos, sob a marca Bayer® Aspirin. Vale acrescentar que
a foto do blister de Aspirina® que ilustra a matéria não se
refere às versões citadas, mas, sim, ao produto vendido no Brasil
há mais de 100 anos e aprovado pela Anvisa: Aspirina® 500mg (outras
versões disponíveis e aprovadas pelo órgão regulador
no mercado brasileiro são: CafiAspirina® e Aspirina®+C).
Correção: a foto da página 86 da edição de VEJA da semana passada mostra a segunda luta entre Muhammad Ali e Sonny Liston, realizada em maio de 1965, e não a primeira, em que Ali conquistou o título, realizada em fevereiro de 1964.
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