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VEJA
Recomenda
CINEMA
Fotos divulgação
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| Em
Lugar Nenhum da África: filme não apela para imagens de
cartão-postal |
Em Lugar Nenhum da África (Nirgendwo in Afrika,
Alemanha, 2002. Estréia nesta sexta-feira) Com a II
Guerra Mundial se desenhando, uma família de judeus alemães
se refugia no Quênia e se descobre totalmente despreparada
para a vida na África. Só Regina, a filha do casal,
se encontra no novo continente, e passa de uma criança medrosa
a uma garota desenvolta. Adaptado de uma história verídica
e premiado com o Oscar de filme estrangeiro deste ano, o drama da
diretora Caroline Link capta com inspiração e nitidez
tanto as alegrias da meninice quanto as dificuldades de um casal
que vive em ritmos diferentes e sofre não por estar na guerra,
mas por causa de seu alheamento dela. Caroline, além disso,
mostra uma salutar disposição para evitar a síndrome
do "feitiço africano", que acomete tantos filmes do gênero:
o Quênia que ela mostra aqui é tanto mais atraente
por não parecer um cartão-postal.
LIVROS
Contos
Fantásticos, de Ryûnosuke Akutagawa (tradução
de Diogo Kaupatez; Z; 96 páginas; 25 reais) Nome essencial
da literatura de seu país, o japonês Akutagawa (1892-1927)
foi um escritor atormentado, que se suicidou aos 35 anos. Ele converteu
sua angústia em ingrediente de contos que se equilibram entre
o macabro e a sátira dos costumes de seu país. Vários
dos cinco textos reunidos na antologia são inéditos
no Brasil e todos foram traduzidos diretamente do japonês.
Constam da seleção seus dois contos mais famosos,
nos quais se baseia o filme Rashomon (1950), de Akira Kurosawa.
A obra homônima é uma fábula de horror: narra
o encontro de um servo com uma ladra de cabelos de cadáveres.
Já Dentro da Mata reconta o assassinato de um samurai
pela visão de diferentes personagens. Leia
trecho.
A
Estepe, de Anton Tchekov (tradução de Sérgio
Borín; Nova Alexandria; 118 páginas; 26 reais)
Além de dramaturgo célebre, o russo Anton Tchekov
(1860-1904) é um dos maiores contistas da literatura universal.
A Estepe ocupa um lugar especial em sua trajetória.
Datado de 1887, esse conto longo, ou novela, foi sua primeira obra
publicada numa revista literária de prestígio. O enredo,
de teor autobiográfico, fala sobre um garoto que cruza o
cenário desolado da estepe ucraniana, com destino a uma escola
numa cidade distante. Monótona e melancólica, a viagem
é uma metáfora da solidão humana. Mais que
o garoto, Tchekov faz da própria estepe a protagonista de
sua novela, o que é realçado por suas descrições
da paisagem.
DISCOS
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| Gal
Costa: belos boleros |
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Todas
as Coisas e Eu, Gal Costa (Indie Records) Uma das
maiores intérpretes da MPB, Gal Costa passou os últimos
anos gravando discos no piloto automático. Todas as Coisas
e Eu, o seu novo lançamento, a repõe no pedestal.
Traz músicas compostas entre as décadas de 20 e 50,
que receberam um belo tratamento do maestro Eduardo Souto Neto.
Gal, que sempre mostrou familiaridade com o repertório de
boleros e canções tristonhas (vide a exemplar gravação
de Alguém Me Disse, de Anisio Silva, que ela registrou
em 1990), faz a festa. As versões dela para Nervos de
Aço, de Lupicínio Rodrigues, e Fim de Caso,
de Dolores Duran, são de cortar os pulsos de tanta melancolia.
Communication,
Karl Bartos (Sony Music) Autor de algumas das músicas
mais lembradas do grupo alemão Kraftwerk (como Pocket
Calculator, que virou anúncio de traquitanas eletrônicas),
o baterista e tecladista Karl Bartos partiu para a carreira-solo
no início da década passada. "O Kraftwerk deu um tempo
na produção de discos e eu tinha muita coisa para
mostrar", diz. Bartos, que inicialmente se aventurou pela carreira
de produtor, agora lança Communication, seu primeiro
trabalho sozinho. Nesse disco, ele dá continuidade às
idéias que defendia no Kraftwerk. Bartos usa o vocoder (a
vozinha de robô que foi marca registrada do Kraftwerk) e cria
climas hipnóticos com recursos eletrônicos. Uma prova
de que continua em boa forma está na faixa 15
Minutes of Fame.
TELEVISÃO
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| Taken:
Spielberg e os extraterrestres |
Steven
Spielberg Apresenta Taken (estréia no domingo, dia
16, às 22h, na HBO) O cineasta Steven Spielberg usou
um caso conhecido como mote dessa série de ficção
científica: a suposta queda de um disco voador em Roswell,
no Estado americano do Novo México, em 1947, episódio
que teria sido abafado por militares e até hoje rende acaloradas
discussões entre ufólogos e afins. Taken parte
da premissa de que os ETs estiveram, sim, em Roswell e o
resultado é uma trama de clima tão perturbador quanto
o dos melhores momentos do seriado Arquivo X. Ganhadora do
Emmy, a série acompanha três famílias que teriam
sido afetadas por aqueles acontecimentos. Há histórias
de abdução e até uma personagem que dá
à luz um ser meio humano, meio extraterrestre.
DVDs
Levada
da Breca (Bringing Up Baby, Estados Unidos, 1938.
Versátil) Katharine Hepburn é uma socialite
amalucada, que anda com um leopardo pela coleira (o Baby do título
original) e se enamora do paleontólogo interpretado por Cary
Grant, cuja vida ela não tardará a arruinar com suas
confusões. Uma interpretação possível
é que, como quem está perdido por um está perdido
por mil, o pobre cientista não vê remédio a
não ser se apaixonar pela moça também e casar
com ela, para que ela possa levar a cabo o projeto de reduzi-lo
a escombros. A outra leitura, mais aceita, é que o diretor
Howard Hawks cunhou aqui uma das mais perfeitas screwball comedies,
ou comédias abiloladas, o gênero por excelência
dos anos 30.
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| CSI:
melhor a cada episódio
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C.S.I.
A Primeira Temporada (PlayArte) Um dos prazeres
de rever em seqüência aquilo a que se havia assistido
de forma episódica na televisão é observar
como um grupo de atores desenvolve uma dinâmica bem-sucedida.
Nesse sentido, a primeira temporada do seriado sobre os investigadores
forenses de Las Vegas é um deleite. Aos poucos, Gil Grissom
(William Petersen), o chefe da equipe, aprimora seu humor lacônico,
enquanto seus comandados deixam de atuar apenas como ferramentas
do roteiro e adquirem personalidade. Cada uma das histórias,
além disso, oferece uma dose considerável de mistério
e explora com eficácia a nova filosofia dos policiais televisivos
a de que, antes de serem durões, esses são
profissionais obrigados a carregar os pecados do mundo nos ombros.
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