Edição 1829 . 19 de novembro de 2003

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Isabela Boscov


Divulgação
Cusack (no centro), em O Júri: ele rouba a cena de Hackman e Hoffman

Um caso polêmico vai a julgamento: a viúva de um executivo assassinado num daqueles tiroteios a esmo em que os americanos são tão pródigos decide processar os fabricantes de armas, sob a alegação de que estes facilitam a entrada de seu produto no mercado negro. Há alguns bilhões de dólares em jogo, e a seleção dos jurados é crucial tanto para a defesa, organizada por Gene Hackman, quanto para a acusação, representada por Dustin Hoffman. Um dos escolhidos, porém, tem a sua própria pauta a seguir: Nick (John Cusack). Ele, ajudado por sua namorada (Rachel Weisz), sabe como manipular os jurados para um lado ou para o outro, e põe o resultado do tribunal em leilão. Quem pagar mais leva. Ou ao menos isso é o que parece. E, como O Júri (Runaway Jury, Estados Unidos, 2003), que estréia nesta sexta-feira no país, é um thriller adaptado de um best-seller de John Grisham (originalmente sobre os fabricantes de cigarros), pode-se dar como certo que nada é o que aparenta. Exceto a intenção meio preguiçosa do diretor Gary Fleder de ocultar as inconsistências do roteiro atrás da presença de Hackman e Hoffman, amigos de juventude que aqui contracenam pela primeira vez. A surpresa é que Cusack e Rachel é que ganham a parada – do júri e das interpretações.

 
 
 
 
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