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Cinema
Jovem
guarda
Veteranos
perdem duelo de
atuações para seus colegas

Isabela
Boscov
Divulgação
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| Cusack
(no centro), em O Júri: ele rouba a cena de Hackman e
Hoffman |
Um
caso polêmico vai a julgamento: a viúva de um executivo
assassinado num daqueles tiroteios a esmo em que os americanos são
tão pródigos decide processar os fabricantes de armas,
sob a alegação de que estes facilitam a entrada de
seu produto no mercado negro. Há alguns bilhões de
dólares em jogo, e a seleção dos jurados é
crucial tanto para a defesa, organizada por Gene Hackman, quanto
para a acusação, representada por Dustin Hoffman.
Um dos escolhidos, porém, tem a sua própria pauta
a seguir: Nick (John Cusack). Ele, ajudado por sua namorada (Rachel
Weisz), sabe como manipular os jurados para um lado ou para o outro,
e põe o resultado do tribunal em leilão. Quem pagar
mais leva. Ou ao menos isso é o que parece. E, como O
Júri (Runaway Jury, Estados Unidos, 2003),
que estréia nesta sexta-feira no país, é um
thriller adaptado de um best-seller de John Grisham (originalmente
sobre os fabricantes de cigarros), pode-se dar como certo que nada
é o que aparenta. Exceto a intenção meio preguiçosa
do diretor Gary Fleder de ocultar as inconsistências do roteiro
atrás da presença de Hackman e Hoffman, amigos de
juventude que aqui contracenam pela primeira vez. A surpresa é
que Cusack e Rachel é que ganham a parada do júri
e das interpretações.
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