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Saúde
Controle
mais rígido
A
Associação Americana de Diabetes reduz
o limite aceitável de glicose no sangue

Anna Paula Buchalla
A Associação
Americana de Diabetes acaba de lançar um documento com diretrizes
mais rígidas para o diagnóstico da doença.
A partir de agora, para que a taxa de glicose no sangue de um paciente
em jejum seja considerada normal, ela tem de ser menor do que 100
miligramas por decilitro de sangue. Antes, valia a resolução
de 1997, que considerava normal a dosagem de até 110 miligramas
por decilitro de sangue. Com a revisão dos valores, em índices
de 100 para cima e até 125 miligramas por decilitro de sangue,
o diagnóstico é de pré-diabetes. Esse parâmetro
faz com que o número de brasileiros pré-diabéticos
passe de 5 milhões para cerca de 6 milhões.
A
nova recomendação, publicada na edição
de novembro da revista científica Diabetes Care, é
uma tentativa de evitar que pessoas com índice glicêmico
entre 100 e 110 fiquem sem controle. Os especialistas começaram
a notar, durante a prática clínica, que a glicose
em 100 já é o suficiente para causar lesão
na parede das artérias, o que leva a doenças cardiovasculares.
"Além disso, é grande o risco de pessoas nesse grupo
desenvolverem as complicações crônicas do diabetes",
diz Saulo Cavalcanti da Silva, vice-presidente da Sociedade Brasileira
de Diabetes. Entre seus efeitos colaterais mais devastadores estão
infarto, derrame, insuficiência renal, cegueira, amputação
de pernas ou pés e impotência sexual.
Há
duas versões do diabetes. O diabetes tipo 1, embora menos
comum, é o mais agressivo o sistema imunológico
destrói as células pancreáticas produtoras
de insulina. Mas é o diabetes tipo 2, associado aos maus
hábitos da vida moderna, que mais preocupa os médicos.
A doença, que se instala no organismo de forma silenciosa,
cresce 50% a cada dez anos. No Brasil, calcula-se que haja 10 milhões
de diabéticos 90% são portadores do diabetes
tipo 2. Metade não sabe que está doente e, dos que
sabem, mais de 20% não buscam tratamento. Com o resultado
do exame de glicemia em jejum igual ou maior do que 100, deve-se
adotar imediatamente medidas preventivas. Deixar de levar uma vida
sedentária, manter uma alimentação saudável
e perder peso pode prevenir, em quase 60% dos casos, o aparecimento
do diabetes. Se essas medidas não forem suficientes, recomenda-se
o uso de medicamentos. Entre os remédios mais eficazes para
controlar o diabetes tipo 2, estão a metformina e a rosiglitazona,
substâncias que deixam o organismo mais sensível à
ação da insulina. A primeira pode evitar em mais de
30% dos casos a manifestação da doença. Com
a rosiglitazona, esse índice chega a 55%. Quanto ao diabetes
do tipo 1, não há jeito de evitá-lo.
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O
que mudou
Antes,
o nível de glicemia era considerado normal se
fosse igual ou inferior a 110
miligramas de açúcar por decilitro de
sangue. Com a nova determinação, 100
miligramas por decilitro de sangue já é
diagnóstico de pré-diabetes
Por
quê
Os
médicos perceberam que pacientes com nível
de glicemia entre 100
e 110 miligramas
por decilitro de sangue apresentavam um risco grande
de avançar para o grupo dos diabéticos
Medidas
preventivas
Com
o resultado igual ou superior a 100
e até 125,
o paciente deve adotar imediatamente mudanças
alimentares e praticar exercícios físicos.
Se essas medidas não forem suficientes para baixar
o nível de glicemia, é recomendável
o uso de remédios
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