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Cartas
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"No
cotidiano atroz e co"Sentimo-nos aliviados quando a soberana
mão do Estado age em favor da nação, trazendo justiça independentemente
de quem sejam os suspeitos."
Sidnei Alberto Baquette
Curitiba, PR
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Justiça
Parabenizo
a redação de VEJA pela reportagem "O bote da sucuri"
(12 de novembro). No entanto, é lamentável que, ao
passar alguns anos fora do Brasil, eu tenha de ser lembrado constantemente
da realidade dura, mesquinha e imoral de nosso país. Aqueles
que conhecem e trabalham com a lei distorcem a mesma para benefício
próprio, usufruindo o dinheiro do contribuinte. Por isso,
sou a favor da retirada da privacidade de tais pessoas públicas,
monitorando-as continuamente, sendo isso o preço a pagar
pelo poder. Não que a integridade dos indivíduos estivesse
sendo questionada, mesmo porque quem é inocente não
tem nada a esconder.
Leonardo Honfi Camilo
Haia, Holanda
Já
passou o momento de uma revisão total no Judiciário.
Da forma como o mesmo vem atuando, seus membros que têm postura
adequada acabam sendo enquadrados na generalização
de que todo o sistema é ineficiente. Certamente nossos representantes
no poder ficarão, agora, mais sensibilizados para a necessidade
urgente de dar andamento à reforma do Judiciário,
pois, se muitos dos seus conceitos e procedimentos não forem
revistos, mais uma vez quem vai sair perdendo é a sociedade.
Parabéns, VEJA!
Carlos Alberto R. de Lima
Feira de Santana, BA
Não
estranhem se as palavras do juiz Rocha Mattos se confirmarem: "Só
daqui a dez anos, que é o tempo que a Justiça leva
para julgar um caso como esse, é que as pessoas saberão
da minha inocência". O motivo de tal descalabro é simples:
a grande quantidade de chicanas, a certeza da impunidade e a falta
de controle externo do Judiciário.
Alvino José Júnior
Laguna, SC
David
McGrath
Surpreendente
a falta de conhecimento técnico sobre ecologia e biologia
da conservação demonstrada pelo geógrafo David
McGrath em sua recente entrevista à revista VEJA (Amarelas,
12 de novembro). Até o momento, todos os estudos científicos
bem-feitos demonstram que o estabelecimento de unidades de conservação
e terras indígenas é o instrumento público
mais efetivo para garantir a conservação da diversidade
socioambiental e conter as ondas de desmatamento ilegal que atingem
a Amazônia brasileira. O desenvolvimento da Amazônia
passa pela conservação e pelo uso sustentável
das extensas áreas de florestas e campos naturais, e também
pelo uso intensivo e eficiente das áreas já alteradas,
que hoje equivalem à extensão da França, e
só pode ser garantido por políticas públicas
responsáveis que visem valorizar as comunidades genuinamente
amazônicas.
José Maria Cardoso da Silva
Vice-presidente da Conservation International do Brasil
Belém, PA
Discordamos
da opinião do especialista que concedeu a entrevista a VEJA.
1) O crescente processo de conscientização ambiental
vem impedindo ações degradadoras que outrora eram
vistas como necessárias, basta ver as inúmeras mobilizações
da sociedade e as ações civis por este país.
2) O desenvolvimento não induz à degradação,
pois há atualmente formas de conciliá-lo com a preservação
do meio ambiente, como o ecoturismo.
Antonio Silveira R. dos
Santos
Programa Ambiental A Última Arca de Noé
www.aultimaarcadenoe.com
Ao
deparar com a entrevista do professor David Gibbs McGrath, fiquei
extasiada. Há muito tempo que tenho pensamento semelhante.
A preservação precisa ser feita, mas de forma racional
para que ande junto do progresso.
Deise Mineiro
Campo Grande, MS
Concordo
plenamente com David McGrath. Quando fui morar em Porto Velho, Rondônia,
tínhamos florestas e rios de águas limpas próximos
às cidades. Hoje o que se vê é a transformação
da floresta em grandes áreas de pastos para criação
de gado. Como as grandes fazendas pertencem na sua maioria a políticos
influentes na região, fica difícil pensar em preservação.
Luiz Carlos B. dos Santos
Tibau do Sul, RN
Parabenizo
a revista VEJA por abrir espaço para as opiniões sensatas
do pesquisador David McGrath, a respeito de um tema fundamental
como o desenvolvimento e o futuro da Amazônia. Costumo dizer
que, em se tratando de debater ecologia e meio ambiente, podemos
deparar com "ecoloucos" radicais e pouco contributivos, com "ecólogos"
que por fazer pesquisa pura acabam se distanciando da realidade,
e raramente deparamos com "ecológicos", como é o caso
do doutor David McGrath, que com visão ajustada podem contribuir
de fato para a garantia de um futuro promissor, em que progresso,
produção, meio ambiente e o ser humano estejam contemplados
e priorizados de maneira sustentável.
Alexander Estermann
Rondonópolis, MT
A tese
do geógrafo David Gibbs McGrath sobre a Amazônia foi
a mais inteligente que li até hoje. Um país não
pode crescer dentro da mata.
José Joaquim de Souza
Bom Jardim, RJ
Antônio
Ermírio de Moraes
VEJA
presta mais um relevante serviço ao país ao publicar
providencial entrevista com o empresário Antônio Ermírio
de Moraes (Amarelas, 5 de novembro). Ancorado em mais de meio século
de bem-sucedida experiência empresarial, o grande empreendedor
do grupo Votorantim faz uma análise brilhante e serena do
panorama nacional e aponta inteligentes soluções para
a superação de graves problemas brasileiros, como
o desemprego.
Antonio Carlos dos Reis (Salim)
Presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores
(CGT)
São Paulo, SP
Claudio
de Moura Castro
Entre
envergonhado e surpreso, li o texto "Funilândia existe?" (Ponto
de vista, 12 de novembro), do excelente Claudio de Moura Castro,
discorrendo sobre a escola existente no município de Funilândia,
aqui nas nossas Minas Gerais. Surpreso, porque não podia
imaginar que numa cidade tão pequena como Funilândia
pudesse estar sendo empregado, no ensino, um método tão
moderno. Envergonhado, porque Funilândia fica a menos de 30
quilômetros da minha cidade (Sete Lagoas), portanto no meu
nariz, e foi preciso que a excelente VEJA, por intermédio
de seu articulista e educador notável, viesse abrir meus
olhos e mostrar-me uma idéia tão simples e tão
brilhante. Agradecimentos a VEJA e ao sempre brilhante Cláudio
de Moura Castro, com votos de que outros educandários sigam
o exemplo magnífico!
José Augusto Faria de Sousa
Sete Lagoas, MG
Fico
feliz ao ver o reconhecimento público por um trabalho. Vale
lembrar, porém, que não é um esforço
solitário. Para atingirmos o desempenho atual, a colaboração
foi coletiva: prefeitura, Secretaria Municipal de Educação,
direção e supervisão da Escola Municipal Sagrado
Coração de Jesus, professores, auxiliares, alunos
e pais, a quem humildemente agradeço.
Deniz Alves da Silva
Secretária municipal de Educação
Funilândia, MG
Gostei
do artigo sobre Funilândia. Penso que deva ser exemplo não
só para as escolas de 1º e 2º grau, mas também
para as universidades. Se todos fizessem isso, analisando e avaliando
as metas que o país, as empresas, os professores e alunos
estabelecessem para a formação educacional e profissional,
acredito que não precisaríamos nem de Provão
nem de MEC. O exemplo de Funilândia deve ser copiado. Serve
para todo mundo.
Professor Gabriel Mário Rodrigues
Reitor da Universidade Anhembi Morumbi
Presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos
de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp)
São Paulo, SP
O artigo
de Cláudio de Moura Castro focando os aspectos administrativos
na educação merece reflexão. A febre da administração
por resultados que vem assolando o mercado, travestida de diferentes
denominações, como qualidade total, reengenharia,
foco no cliente, gestão da qualidade, gestão do conhecimento
etc. etc., está portando agora na área da educação.
E, como era de esperar, pessoas que nunca tiveram a mínima
vivência acadêmica passam a despejar normas, procedimentos
e regras que acabam afetando e, na maioria das vezes, arruinando
a área pedagógica. Nada contra a boa gestão
e o planejamento, muito pelo contrário. Eles são extremamente
importantes e necessários. Mas há que se ter o cuidado
para não transformar o processo educativo com todas as suas
nuances e características próprias, que privilegia
o inter-relacionamento entre educando e educador, em um processo
típico de uma fábrica de parafusos ou de empresas
de serviços de rotina. É preciso não confundir
a gestão administrativa com a acadêmica.
Professor Doutor Oscar Hipólito
Pró-reitor Acadêmico da Universidade Bandeirante de
São Paulo (Uniban)
São Paulo, SP
Gustavo
Franco
O
sistema precisaria caminhar para uma simplificação,
também, no encerramento das pequenas e microempresas junto
ao Fisco. Existem cadastrados no CNPJ cerca de 5 milhões
de firmas inativas e sem débitos com a Receita Federal. A
delegacia poderia facilitar o cancelamento dessas empresas, aceitando
um simples requerimento, via internet, com a devolução
posterior do encerramento. Vamos evitar o famoso "arrumar dificuldades
para vender facilidades" ("Precariedade tributária", Em foco,
12 de novembro).
Manuel da Lupa
São Paulo, SP
África
Acredito
ser louvável a iniciativa de Lula de transformar o Brasil
em líder do Terceiro Mundo. No entanto, sinto que o Brasil
está sentindo falta do presidente aqui no país. Lula
tem se envolvido em viagens internacionais sucessivas que parecem
já superar as do antecessor. Isso acaba frustrando seus eleitores,
que, como eu, assistem indignados às trapalhadas de seus
ministros, como a recente fila dos idosos no INSS. Um bom presidente
não é aquele que faz discursos contundentes, mas que
toma atitudes e dá exemplos. É só se mirar
nos estadistas mundiais. ("Lula viu a África", 12 de novembro).
Vera Lucia S. Rodriguez
São Paulo, SP
Religião
Muito
positivo o resultado do rompimento da Igreja Anglicana com o Vaticano
nos idos do século XVI ("Gay vira bispo anglicano", 12 de
novembro). Essa atitude fez com que a referida Igreja seguisse a
evolução da sociedade, ao contrário do que
vem ocorrendo com a Igreja Católica Apostólica Romana,
que se mantém ortodoxa e, aos poucos, vê minguar o
número de seus fiéis. Essa postura evolutiva, não-preconceituosa
e nada hipócrita, consolida-se ainda mais com a consagração
do bispo Gene Robinson, assumidamente homossexual e com companheiro
fixo há catorze anos.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP
Órgãos
artificiais
Em
relação à reportagem "Tudo é verdade"
(12 de novembro), não posso deixar de acrescentar alguns
dos mais impressionantes avanços conquistados na área
da oftalmologia. Os implantes de cristalino artificial, sob a forma
de modernas lentes intra-oculares bifocais ou acomodativas, muito
em breve poderão tornar os óculos definitivamente
obsoletos para os pacientes operados de catarata. Novos chips implantados
em camadas profundas da retina de portadores de degeneração
macular, retinose pigmentar e outras doenças oculares possibilitarão
que esses pacientes voltem a enxergar. E, em fase bastante avançada
de avaliação clínica na Austrália, um
novo tecido artificial à base de polimetilmetacrilato vai
nos permitir fazer transplantes de córnea dispensando o uso
de tecidos de doadores humanos. Um sonho? Como oftalmologista, tendo
participado ativamente de tantas conquistas nestas últimas
três décadas, estou plenamente convencido de que chegará
o dia, talvez mais breve do que possamos imaginar, em que a bioengenharia
terá condições para criar um olho totalmente
artificial.
Doutor Miguel Ângelo Padilha
Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Catarata e
Implantes Intra-oculares
Rio de Janeiro, RJ
Ernesto
Geisel
A
reportagem sobre o livro de Elio Gaspari ("'Esse negócio
de matar é uma barbaridade, mas acho que tem que ser'", 12
de novembro) traz algumas informações incorretas quando
trata da política econômica do governo Geisel. É
um direito concordar ou discordar dela, mas é preciso ser
correto na informação e, ao publicar opiniões,
procurar ouvir os dois lados. Simonsen pediu demissão no
governo Figueiredo, após seis meses no cargo, que aliás
só aceitara por pedido de Geisel, de quem continuou amigo
e admirador até o fim da vida, devido a pressões dos
ministros de Figueiredo por mais verbas. Existem, nos livros de
economia, opiniões bem diversas das que foram publicadas.
Marcelo Chaves Barreto
São Paulo, SP
A Revolução
de 64, para os que viveram aqueles tempos, tinha grandes e nobres
objetivos: derrubar o presidente da República, exterminar
o comunismo e democratizar nosso país. O primeiro objetivo
foi cumprido sem que um único tiro fosse disparado. O segundo
foi muito mais difícil. Para o Movimento Comunista Internacional
(MCI), a implantação do comunismo aqui tinha alta
prioridade, já que, uma vez comunizado nosso país,
os nossos vizinhos teriam o mesmo destino, a Guerra Fria se desequilibraria
pró-URSS e, possivelmente, o Muro de Berlim estaria em pé
até os dias de hoje. Por isso, com orientação
e apoio externos, o Brasil enfrentou ações de guerra
revolucionária: três focos de guerrilha rural e ações
de guerrilha urbana.
Pedro Cândido Ferreira Filho
Belo Horizonte, MG
É
constrangedor para nós, moradores da região de Campinas,
Paulínia, Cosmópolis e Arthur Nogueira, sermos ligados
pela rodovia de nome General Milton Tavares, cujo passado obscuro
não era de nosso conhecimento. Troquem o nome da rodovia
para o de outro personagem histórico que tenha sido mais
benéfico para o Brasil e para os brasileiros.
Leonardo Taborda Sandor
Campinas, SP
| Rachel
de Queiroz em VEJA |
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Muitos
leitores escreveram para lamentar que VEJA tenha noticiado
o falecimento da escritora cearense Rachel de Queiroz
somente na seção Datas. "Encontrei apenas
uma mínima referência. Os trabalhos e a
biografia da escritora foram devidamente lembrados;
entretanto, faltaram palavras. A escritora foi a mais
importante mulher das letras brasileiras do século
XX", escreveu Oscar L. de Alencar Neto, de Fortaleza,
Ceará. Regina Imaculada Resende, de Belo Horizonte,
Minas Gerais, esperava "ver, estampada na capa, Rachel
de Queiroz". "Mas, não! Dei de cara com o juiz
Rocha Mattos aquele que coleciona dossiês.
A imortal Rachel de Queiroz? Localizei, finalmente,
uma nota na parte destinada às mortes. Esperava
mais...", lamentou Regina. A escritora Rachel de Queiroz
apareceu em diversas ocasiões com destaque nas
páginas de VEJA. A chegada dela à Academia
Brasileira de Letras foi noticiada por VEJA na reportagem
"Enfim, a mulher imortal" (10 de agosto de 1977). Ela
reapareceria em "A grande dama do sertão" (15
de junho de 1994), em que VEJA traçou seu perfil.
Na edição de 2 de outubro de 1996, a escritora
foi a entrevistada de Páginas Amarelas.
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| Vista
do Porto de Cingapura |
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Na
reportagem "O
Brasil menos vulnerável" (5 de novembro),
a foto ao lado, identificada como sendo do Porto de
Hong Kong, na verdade é do Porto de Cingapura.
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