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 E
isso é tudo o que eu sei disso tudo
 | LULA
(VOSSO ARQUIMEDES) DISSE: "ME DÊEM UM MUNDO E EU MOVEREI ESTA ALAVANCA".
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Dividido
por dividido, quem parte e reparte fica com a maior parte. Como se fosse. Que
faço então? Choro ensandecido diante do acendedor que acende lampiões
antigamente. Morou? Pois não, murmurei, fui despejado. Então me
diz, que é que você está fazendo aí no verbete Paz
da Enciclopédya? Sacumé; do alto deste obelisco quarenta cegos me
contemplam. Foi no Havaí onde morei em certa tarde de verão
pontilhado por lindos bombardeios japoneses. Sei, sei tudo o que
eu digo não se escreve. Mas eu escrevo e, se te dói, dói
muito mais em mim. O resto é silêncio, ou barulho, bibope, neste
cemitério sepulcral. Apenas alucinação precoce, como a calvície
dos recém-nascidos. Os estrangeiros, porém, todos escrevem best-sellers
que vendem bastante e fracassos totais que vendem ainda mais. Então fica
calada, apaga a luz e ouve a batida na porta: deve ser alguém, um sem-terra,
sem-crase, que bate a porta, ou uma crase infeliz batendo à porta. Fecha
os olhos e finge que não ouve. E diz a teu pai que tua mãe virá
às oito e meia a reunião será com ela sozinha. Serviremos
então um padre-nosso cheio de ave-marias e muitos não-me-toques.
Não quero choro nem vê-la. Pois o que me apetece mais na vida é
fenecer a todo tempo. Se vai saltar aqui é melhor usar o pára-quedas.
O buraco da fechadura é antigo a mulher que se vê pelo buraco,
muito mais. Me diz agora sem pestanejar quantas vezes por instante você
pestaneja? Tem algo de anormal nesse fenômeno. Vê o arco-da-velha
ali no alto? Temos também em preto-e-branco, sem juros, no cartão.
E mais não digo. Nem menos também, por falar nisso. No meu epitáfio
quero este belo táfio: "Aqui jazz o que não foi em vida e, em morte,
nem pensar". Você tem que reconhecer todo insensato que caminha. Sempre
digo e repito, quando for tarde demais os passantes dirão todos essa mesma
palavra certos de que a climatologia não pode ser mudada sem graves resquícios
da importância perdida. Cansados de reconhecer como sensação
ou como engodo, todos gargalham e pedem gelo, palavra que me dá um calafro.
Passo! Olhe os gansos do lago, todos sujos, não são como os lírios
do campo. César, me diz aqui o que é de César? E criança
inocente, onde? Criança não é obsoleto? Mães de família,
Impudência não! Impudicícia sempre! Vende tudo o que
restar é meu. O que sobrar eu fico. E o quê-mais, fudeu. Não
sei. O vago eu só pressinto. Mas o mago eu recinto. O cinto, me refreio.
O tipo, cantei-o, o jogo, joguei-o, o pato, pateio. O eio, o veio, esses eu pego
e leio. O olfato, me diz, é o paladar do nariz? Lasca de madeira que já
foi árvore e antes semente e antes árvore e antes lasca e antes
semente, mente, ente, folha, galho, pistilo e estame. A sombra só importa
se mexe com você parado. O lado é uma contingência do outro
lado. O compasso faz o círculo, que inventou o compasso. A tristeza da
cobra é ser apenas rabo. O pior do rabo é acompanhar o elefante
o tempo todo. O que chegou pede os requisitos, o que se vai só quer as
condições. O até já, porém, já vem com
nunca mais por dentro. Entra e senta, levanta e sai, e volta e reassenta, e a
vida se consome. Ser santo é uma ambição pecaminosa. 
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