Edição 1927 . 19 de outubro de 2005

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Holofote

Felipe Patury

O EFEITO COLATERAL DA SUPER-RECEITA

Ruy Baron/Valor/Folha Imagem


A criação da Super-Receita para arrecadar impostos federais e contribuições previdenciárias deu musculatura extra ao procurador da Fazenda Nacional, Manoel Felipe Brandão. Sua repartição, que já cobrava judicialmente calotes de 280 bilhões de reais na Receita Federal, passou a cobrar mais 100 bilhões de reais devidos à Previdência. Dessa dinheirama toda, o superprocurador Brandão acredita que o Tesouro só embolsará 30%.

 

EVENTOS NO ALÉM-MAR

Divulgação


O empresário José Victor Oliva chegou a ter quatro boates e dez restaurantes em São Paulo. Em 1996, vendeu tudo e passou a se dedicar ao Banco de Eventos, uma empresa de promoções. Em 2005, conseguiu expandir o negócio. Montou uma filial em Belo Horizonte e arranjou sócios no Rio de Janeiro. Juntas, as empresas faturam 120 milhões de reais por ano. Em 2006, ele abrirá uma empresa de eventos na Europa com capital de um grupo de comunicação ibérico.

 

ESCOLINHA DO TIO ZÉ

Orlando Brito/Britonews/
Folha Imagem


O prefeito de São Paulo, José Serra, voltou às salas de aula. Ele reserva uma tarde por semana para ensinar matemática e português a crianças que cursam a 2ª e a 3ª série em escolas municipais na periferia da cidade. As aulas de matemática fazem mais sucesso. Serra recorre ao futebol para mostrar aos alunos como são feitos gráficos e tabelas. Nas aulas, ele descobriu que as crianças vão mal em álgebra e que não sabem tabuada. Nesse quesito, o prefeito defende a volta da decoreba.

 

TERRORISMO EMPRESARIAL

Divulgação


Há dez dias, 150 índios invadiram uma fábrica da Aracruz Celulose no Espírito Santo. Foram assessorados pelo MST e pela Robin Hood, uma ONG alemã que apóia ataques à propriedade privada. Uma vez na fábrica, a ONG disparou e-mails com fotos para os clientes da Aracruz no exterior, acusando-a de maltratar os índios. A tática visa a destruir a imagem da companhia, que exporta quase toda a sua produção. Seu presidente, Carlos Aguiar, passou três dias na internet explicando que não havia maltratado índio nenhum.

 


Foto: Maristela Colucci/divulgação


 

Com reportagem de Camila Antunes, Fábio Portela e Heloisa Joly

 
 
 
 
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