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Datas Assinado:
o contrato de fusão entre a Coteminas, a maior indústria
têxtil do Brasil, de propriedade do vice-presidente José Alencar,
e a Springs, a maior empresa americana do setor de cama e banho. A participação
das companhias será idêntica na Springs Global, que terá sede
no Brasil e faturamento anual estimado em 2,4 bilhões de dólares.
Na fusão, a Coteminas receberá 200 milhões de dólares.
A conclusão da operação depende da aprovação
dos órgãos reguladores dos dois países. O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva foi informado pessoalmente pelo seu vice da nova empresa,
depois do acordo já firmado. Dia 11, em Minas Gerais e na Carolina do Sul.
Reduzido: em
46% o preço do anti-retroviral Kaletra, que integra o coquetel anti-aids
distribuído a 163.000 pacientes no Brasil. A decisão é fruto
de uma negociação de três meses entre o Ministério
da Saúde e o laboratório americano Abbott. O acordo, que entra em
vigor em março de 2006, institui que a cápsula do Kaletra será
vendida ao governo brasileiro por 63 centavos de dólar, contra o 1,17 dólar
atual. O Brasil deve economizar 340 milhões de dólares entre 2006
e 2011 e terá também acesso à nova fórmula do Kaletra
(Meltrex), cujo registro tramita nos Estados Unidos. Dia 11, em Brasília.
Ivo
Gonzalez/Ag. O Globo
 | | Bornay:
o eterno primeiro lugar do Carnaval |
Morreu:
o carnavalesco Clóvis Bornay, idealizador de fantasias que se
tornaram sinônimo de extravagância na maior festa popular do Brasil.
Bornay iniciou sua participação no Carnaval em 1937, quando convenceu
o diretor do Teatro Municipal carioca a instituir um baile de gala com concurso
de fantasias. Além de museólogo do Museu Histórico Nacional,
foi jurado nos programas de Chacrinha e Silvio Santos e atuou no cinema, em Terra
em Transe, de Glauber Rocha, e Independência ou Morte. Foi carnavalesco
das escolas de samba Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel. Nos últimos
anos, tinha o status de hors-concours. Dia 9, aos 89 anos, de parada cardiorrespiratória,
no Rio de Janeiro.
AFP
 | | Park,
com os bonecos de Wallace e Gromit: perda total |
Destruído:
por um incêndio o estúdio da Aardman Animatinos, do inglês
Nick Park, criador dos personagens de massinha Wallace e Gromit e diretor de A
Fuga das Galinhas. O fogo consumiu a instalação no mesmo dia
em que Park celebrava a notícia de que o longa-metragem Wallace &
Gromit A Batalha dos Vegetais estreara em primeiro lugar na bilheteria
americana, com 16 milhões de dólares. As chamas queimaram todos
os modelos, projetos de criação e cenários da Aardman
além de seus dois Oscar. Dia 10, em Bristol.
Ganharam:
o prêmio Booker o escritor irlandês John Banville, pelo
romance The Sea. O Booker é a mais importante honraria literária
da Inglaterra e costuma ter impacto imediato nas vendas internacionais de seus
vencedores. A edição de 2005 foi a mais acirrada dos últimos
anos. Conhecido no Brasil por romances como O Livro das Provas (Record),
Banville bateu concorrentes como Julian Barnes e Kazuo Ishiguro. Dia 10, em Londres.
• o Prêmio Clio da Academia Paulistana de
História o escritor, jornalista e historiador Hernâni Donato,
de 83 anos, pela quarta vez. Donato é presidente de honra do Instituto
Histórico e Geográfico de São Paulo e membro das academias
paulistas de História e de Letras. Dia 12, em São Paulo.
AFP
 | | Homo
floresiensis: sem queixo |
Reunidas:
novas evidências de que os esqueletos encontrados no ano passado na
Ilha de Flores, na Indonésia, pertencem a uma espécie distinta de
hominídeo, e não a homens anões. A análise detalhada
de uma mandíbula dos Homo floresiensis (apelidados de hobbits, em
referência à saga O Senhor dos Anéis) demonstrou que
eles não tinham a protuberância óssea que forma o queixo,
típica dos humanos modernos. Os ossos apontam para uma criatura de 1,10
metro, com braços longos como os de um chimpanzé. Estima-se que
os Homo floresiensis tenham vivido entre 95.000 e 13.000 anos atrás.
Apesar da descoberta, vários cientistas preferem explicar a baixa estatura
dos hobbits devido a seu prolongado isolamento geográfico. Dia 12, na Indonésia.
Escolhido: o ator Daniel
Craig como o novo James Bond, em substituição ao irlandês
Pierce Brosnan. O inglês de 37 anos será o sexto ator a interpretar
o agente secreto e o primeiro loiro a fazê-lo. Sua aventura inicial
como 007 será Casino Royale, já em produção.
Dia 14, em Londres.
O
NOBEL DA DISCÓRDIA
Max
Nash/AP
 | LITERATURA
Harold Pinter: blablablá político |
Concedidos: o Prêmio Nobel de Literatura
ao inglês Harold Pinter, de 75 anos. Pitoresco e falastrão,
nos últimos anos ele vem chamando mais atenção por suas posições
políticas do que por seus escritos entre os quais se incluem peças
como Feliz Aniversário e roteiros como o de A Mulher do Tenente
Francês. Pinter chegou a relacionar sua luta contra o câncer de
esôfago, há três anos, com o "pesadelo da histeria, ignorância,
arrogância, estupidez e beligerância americanas" suas palavras.
Por ocasião da intervenção no Iraque, chamou o primeiro-ministro
Tony Blair de "idiota iludido". O radicalismo de Pinter atiçou o jornal
inglês The Guardian, que afirmou em reportagem de agosto de 2001
que o dramaturgo defendia a inocência de Slobodan Milosevic, ex-ditador
da Iugoslávia e genocida comprovado, sob o argumento de que ele era "vítima
da agressão do imperialismo americano". Pinter negou as afirmações.
No mês seguinte, novo artigo do Guardian sugeria que o dramaturgo
aprovava os atentados de 11 de setembro. Embora a obra de Pinter seja representativa,
sua premiação reforça a suspeita de falta de clareza nos
critérios de seleção do Nobel de Literatura. A vencedora
de 2004, por exemplo, foi a austríaca Elfriede Jelinek, dona de uma obra
pouco relevante, mas crítica feroz da extrema direita. A Academia Real
Sueca, entretanto, afirma não levar em consideração a visão
política de seus candidatos. Dia 13, em Estocolmo. Kevin
Frayer /AP
 | AP
 | ECONOMIA
O israelense Aumann (à esq.) e o americano Schelling: teoria do
jogo |
• o Prêmio Nobel de
Economia ao israelense Robert J. Aumann, de 75 anos, professor da
Universidade Hebraica de Jerusalém, e ao americano Thomas C. Schelling,
84, professor da Universidade de Maryland, por suas análises da teoria
do jogo, úteis para o entendimento e planejamento de políticas de
desarmamento e segurança, formação de preços no mercado
e negociações econômicas e políticas. Eles dividirão
o prêmio, no valor de 1,3 milhão de dólares. Dia 10, em Estocolmo.
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