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Cartas  | "Por
todos os pontos abordados maravilhosamente pela reportagem, fica claro que a hora
de agir já passou. Agora é reagir." Alexandre
Sabino de Oliveira Juiz de Fora, MG |
Planeta
Terra Parabéns pela reportagem especial
"A Terra no limite" (12 de outubro). Uma das melhores, se não a melhor,
que já li sobre a matéria. O nível de abrangência e
a qualidade da análise prestam um triplo serviço: informam bem o
leitor, alertam para os riscos que a Terra corre e espantam o catastrofismo. Mailson
da Nóbrega São Paulo, SP
Toda a reportagem especial "Perigo real e imediato" (12 de outubro) é digna
de congratulações e chega aos leitores em um momento crucial, pois
dá a dimensão dos riscos ambientais e de sua reversibilidade. No
que diz respeito às florestas de proveta, contudo, a biodiversidade das
florestas nativas e sua composição de seqüestro de carbono
de bioma não podem ser comparadas às de espécies manejadas.
O potencial de devastação de espécies manejadas cabe em um
capítulo à parte de modos de perda ambiental, ainda que traga consigo
um reflorestamento de mata nativa marginal obrigatório. Assim, as iniciativas
que de fato apontam para uma reversão do quadro são as que se apóiam
no voluntarismo como viés de ganho de competitividade como a do selo Iniciativa
Verde (www.thegreeninitiative.com). Nesta, o ganho econômico diferencial
impulsiona recomposição real de matas nativas, que têm sua
implementação e sua manutenção garantidas (via satélite)
pelos produtos verdes, em áreas privadas ou de preservação
permanente, protegidas por força de lei. Francisco Maciel Diretor
de meio ambiente da Câmara Americana de Comércio São Paulo,
SP Parabéns pela reportagem
de VEJA sobre a crise ambiental. Entretanto, eu gostaria de fazer correções
na nomenclatura utilizada no mapa sobre ocupação humana da Amazônia,
no qual os dados não somam 100%. Parte do problema decorreu da exclusão
da tabela da vegetação nativa não-florestal, que está
no mapa. Além disso, não foi considerada a superfície aquática.
A classificação correta é: 45% de vegetação
nativa intacta (floresta e não-floresta), 22% de ocupação
consolidada (15% desmatados, 4,6% sob influência de zonas urbanas e 2% de
assentamentos), 31% de ocupação incipiente e 2% de superfície
aquática. Paulo Barreto Instituto do Homem e do Meio Ambiente
da Amazônia Belém, PA
VEJA fez uma abordagem quase perfeita da grande destruição que está
ocorrendo na Terra, mas cometeu um erro ao não dar ênfase à
principal causa de tudo isso o excesso populacional neste mundo. A Terra
não comporta mais esse crescimento populacional. Espero que não
tarde o dia de nos conscientizarmos de que temos de iniciar um sério controle
populacional para que possamos viver com mais ar, menos poluição
e melhor qualidade de vida. A Terra agradece. Mauro de Melo Silva Brookfield,
Connecticut, EUA
Vavá, irmão de Lula Todos nós
sabemos que o lobby e o tráfico de influência rolam soltos nas esferas
governamentais. Mas com certeza os brasileiros, quando elegeram o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, depositaram nele a esperança de dias melhores,
transparência e combate à corrupção, visando a garantir
que o Brasil seja realmente um país de todos, onde as desigualdades sociais
sejam minimizadas. Infelizmente já estamos no terceiro ano de seu mandato
e continuamos convivendo com as velhas práticas políticas utilizadas
por seus antecessores e que eram bastante criticadas e combatidas quando o atual
presidente estava lutando pelo poder. ("Um irmão-problema", 12 de outubro")
Tutmés Toledo Gomes Marcelino Maceió, AL
A Grande Família Lula tem fixação na elite brasileira. O
presidente, em colocá-la como culpada de seus flagelos, enquanto seu filho
e seu irmão, em chegar ao topo da pirâmide social. Jorge Schweitzer
Rio de Janeiro, RJ
Primeiro foi o filhão, com seus esquemas com a multinacional de telefonia.
Um presentão dos céus. Depois a primeira-dama também denunciada
por presentes recebidos se não ilegais, pelo menos imorais. Agora
o irmão Vavá, conforme denunciou VEJA. Em vez da austeridade, que
deveria começar em casa, o presidente resolve bradar contra a "urucubaca"!
Osny Martins Joinville, SC
Tadinho do presidente, não sabia do Vavá também? Assim fica
difícil. Será que ele sabe que é o presidente do Brasil?
Vamos tirar o tapume dos ouvidos e dos olhos dele, para que comece a se inteirar
dos problemas. Maria Isabel de Assis Pereira Goiânia,
GO Rio São Francisco
A revista VEJA está de parabéns
pela clareza e pela isenção quanto à abordagem da transposição
do Rio São Francisco ("Um rio de dúvidas", 12 de outubro). Esse
assunto foi muito discutido no governo FHC. Gastou-se dinheiro, e o projeto foi
engavetado. Agora, no governo Lula, ele voltou com toda a força. Talvez
para mostrar que "Lula é homem que faz" sem medir as conseqüências
e visando às próximas eleições. Num momento de incertezas
e de desconfiança de desvio do dinheiro público para questões
particulares, a sociedade tem de ficar muito atenta aos movimentos dessa gestão
de incompetentes. Particularmente, penso que, se o objetivo é levar água
para o consumo doméstico daquelas populações, se deveria
construir um aqueduto do rio até o topo das serras do Araripe e da Borborema,
de onde, a partir de grandes caixas-d'água e por diferença de nível,
a água seria canalizada para os diversos municípios da região.
Mais barato, menos polêmico, e, quem sabe, Lula ainda neste mandato abasteceria
alguns municípios, deixando a porta aberta para outros mandatos. Antonio
Vieira Torres Por e-mail
Excelente trabalho. Parabéns à equipe e a Ronaldo França.
Os 12 milhões de brasileiros dessa árida região merecem toda
a atenção nesse sentido, pois sem água não há
vida e, com pouca, há miséria e desolação. No entanto,
será que esse projeto conseguirá responder à questão
de como não causar danos ao ambiente e ainda atender de forma equânime
essa população? De que parte do rio serão retirados os 65.000
litros de água por segundo? Essa quantidade representa, por dia, um adicional
de 468 litros de água para cada brasileiro dessa região. Fala-se
que a transposição tem capacidade para irrigar 100.000 hectares.
Será? Como irrigar toda essa área utilizando os 468 litros diários
per capita sem prejuízo do consumo doméstico e também sem
prejuízo de uma irrigação democrática e abrangente? Waldir
de Oliveira Rocha Campo Grande, MS
O Estado brasileiro é laico, a greve de dom Luiz Cappio é unilateral
e o governo não poderia ceder. Aliás, esse mesmo bispo fez gestão
a favor da liberdade dos seqüestradores de Abilio Diniz. Ele é um
chato. Acho que o bispo não contribui para a solução da seca
no Nordeste, onde o projeto de retirar 1,4% do Velho Chico vai levar vida para
12 milhões de brasileiros. Se o bispo voltar a sua greve de fome, acho
que o governo deve seguir em frente. Se o bispo, contra a vontade de Deus e da
Igreja, quer se sacrificar, azar o dele. A nação brasileira optou
pela vida de 12 milhões de brasileiros ("Greve do barulho", 12 de outubro). Lauro
Altmann Rio de Janeiro, RJ
Esse bispo deveria se preocupar com a pedofilia na Igreja Católica. Deveria
fazer uma greve de fome contra a hipócrita greve de sexo, donde se origina
uma nefasta transposição de conduta que deságua nas indefesas
crianças e adolescentes. Eduardo Fraga Filho Rondonópolis,
MT Hebe Camargo
Parabéns pela entrevista de Hebe Camargo! Ela é um dos pilares da
televisão brasileira e um exemplo de pessoa que colabora para o engrandecimento
do nosso Brasil (Amarelas, 12 de outubro). Eduardo Henrique Corrêa
Pinto Uberaba, MG A carreira
de Hebe se confunde com a história da TV. Ela começou quando havia
pouquíssimos recursos técnicos, num tempo em que pouco se sabia
sobre televisão. Tudo era artesanal, improvisado. Tão improvisado
que muitas vezes as emissoras pegavam fogo. Hebe passou por tudo isso, chegando
à era das novas tecnologias ainda mais competente e com garra para fazer
muito mais. Endrigo de Souza Cordeirópolis, SP
Maria Rita
Em relação ao texto "O mensalinho da filha de Elis", da edição
de 5 de outubro, esclareço que a crítica citada, publicada no Jornal
do Brasil, obedeceu aos padrões de isenção e equilíbrio
que sempre nortearam minha atividade. O aparelho iPod mencionado às
claras na referida crítica era parte do kit promocional, de diversos
formatos, que as gravadoras geralmente enviam à imprensa nos lançamentos
mais importantes. Como sempre ocorre, seu recebimento não teve nenhuma
interferência no resultado final da análise. Tárik de
Souza Rio de Janeiro, RJ
Humor Muito boa a matéria "A sedução
do humor" (12 de outubro). Foi bom o esclarecimento do psicólogo Eric Bressler
a respeito do tipo de mulher que atrai o homem como amiga, namorada e esposa.
Lamento, porém, porque a reportagem deixa claro que em pleno século
XXI os homens ainda se sentem ameaçados pelas mulheres. Para que eles sejam
o centro das atenções, não podem ter a seu lado uma mulher
extrovertida. Lamento tanta insegurança. Maria Dilma Ponte
de Brito Parnaíba, PI Vavá,
irmão de Lula 2 Em relação
à reportagem "Um irmão-problema", publicada na edição
de 12 de outubro de 2005 de VEJA, a Secretaria de Imprensa da Presidência
da República tem a informar que: 1) O presidente da República nunca
teve conhecimento da existência de um suposto escritório do qual
seu irmão participasse; 2) O Palácio do Planalto sempre orientou
no sentido de que qualquer familiar do presidente da República fosse tratado
como qualquer cidadão brasileiro; 3) Cumpre ressaltar que nenhuma das possíveis
gestões feitas pelo irmão do presidente da República junto
ao governo federal teve alguma aceitação por parte dos funcionários
procurados; 4) Cabe advertir que qualquer pessoa que tenha a ilusão de
conseguir benefícios do governo federal usando o nome do presidente da
República não será bem-sucedida. André Singer Secretário
de imprensa e porta-voz da Presidência Brasília, DF
CPI Em
relação à reportagem "O elogio da mentira" (12 de outubro),
a Caixa Econômica Federal informa que ao longo do depoimento dado à
CPI dos Bingos, em 28 de setembro, o procurador-geral do Tribunal de Contas da
União, Lucas Furtado, afirmou que, "apesar de a Caixa fazer de tudo para
se livrar dessa multinacional, o fato é que decisões judiciais sempre
garantiram à Gtech a continuidade de seu trabalho bastante lucrativo",
ao observar que o contrato está mantido até 2006. Ele deixou claro
que se a Caixa não tivesse renovado o contrato com a empresa em 2003, como
ocorreu, todo o sistema de loterias no país poderia ter sido paralisado,
devido à grande dependência tecnológica e contratual da Caixa
em relação à Gtech. E informou que de 1997 até 2003,
antes da renovação do contrato, a Caixa pagou à Gtech 3 bilhões
de reais. Esses valores foram pagos nos governos anteriores ao atual, e a gestão
desse contrato nesse período é objeto de uma ação
civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal. Os
embargos judiciais que impediam a Caixa de licitar os serviços lotéricos
perduraram até agosto de 2004. Somente a partir de novembro, quando da
publicação da decisão do STJ, é que a Caixa teve condições
de retomar os processos licitatórios, estando hoje em fase de assunção
das loterias de forma definitiva. Gabriel de Barros Nogueira Assessor
de imprensa da Caixa Por e-mail
Planeta Terra 2 Consideramos de suma importância
que uma revista com a abrangência e o prestígio de VEJA traga ao
conhecimento do público em geral temas como os que foram publicados no
especial "Perigo real e imediato", na edição com data de capa de
12 de outubro de 2005. No entanto, causou-nos estranheza a menção
feita ao Projeto Jari na matéria "Florestas de proveta", pois consideramos
que tal menção, da forma como foi feita, pode levar a uma interpretação
equivocada por parte dos leitores, já que a Jari Celulose vive hoje uma
realidade completamente diferente da que se conhece do "extinto projeto Jari".
Desde 2000, a Jari Celulose é controlada pelo Grupo Orsa e opera com o
desafio de implementar um amplo projeto de desenvolvimento sustentável
na Amazônia. A empresa é detentora do maior manejo privado de floresta
tropical do mundo e é responsável por cerca de 4.000 empregos diretos
e indiretos na região. São mais de 400.000 hectares de floresta
certificada, sendo parte de manejo sustentável e parte de áreas
de preservação permanente. Maria Helena Miessva Diretora
de comunicação Grupo Orsa Por e-mail
Stephen Kanitz
Meu irmão de 9 anos de idade queria ganhar um videogame no Dia das Crianças.
Entretanto, meus pais se recusavam a atendê-lo, pois acreditavam que o jogo
eletrônico prejudicaria seu rendimento escolar. O artigo "A favor dos videogames"
(12 de outubro) serviu para quebrar esse paradigma da mente de meus pais, que
resolveram comprar o brinquedo. Olibário José Machado Neto
Paranaíba, MS
Música Uma pena as crianças
não saberem diferenciar um artista conceituado de um produto da mídia.
Marjorie Estiano não possui talento algum, é conhecida apenas por
ser uma personagem de Malhação; não fosse isso, ninguém
saberia quem ela é. Pitty, apesar de eu não gostar de suas músicas,
tem uma carreira e vem conseguindo um espaço pelo qual lutou, sem ter aparecido
no plim-plim ("Rebeldia bem-comportada", 12 de outubro). Sérgio Lo
Iacono Galvani Bagé, RS
CORREÇÕES: O autor da música Take Five é
o saxofonista Paul Desmond, e não o pianista Dave Brubeck (VEJA Recomenda,
12 de outubro). • O nome do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica
do Rio São Francisco é Jorge Khoury Hedaye (Bahia gestão
2005-2007); José Carlos Carvalho (Minas Gerais) é o vice-presidente
do CBHSF ("Um rio de dúvidas", 12 de outubro).
ESCLARECIMENTO
Durante a semana passada circularam na imprensa notícias falsas sobre a
Editora Abril, que publica VEJA. De acordo com essas notícias fraudulentas,
o teor de uma reportagem de capa de VEJA sobre o referendo das armas (7 razões
para votar NÃO) estaria insolitamente relacionado com a natureza dos negócios
de uma empresa, a Construtora Birmann, cujos donos controlam também a Companhia
Brasileira de Cartuchos (CBC). Segundo as notícias falsas, eles seriam
locadores da Editora Abril. Cumpre esclarecer que o edifício em questão
não pertence à família Birmann. Ele foi erguido pela Construtora
Birmann, mas já não lhe pertencia quando os profissionais da Abril
passaram a ocupá-lo, em 1998. O dono de 96% do Edifício Abril é
a Previ Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do
Brasil. Outros 4% pertencem à Sielka Participações
e Administração. Qualquer que fosse o locador da Abril, ele não
teria o poder de mudar uma vírgula sequer nas reportagens de VEJA ou de
qualquer outra publicação do grupo. | |
OS MAIS POLÊMICOS
O ranking dos dez textos mais comentados na história de VEJA | | cartas
| | 1) "Referendo das armas"
(Capa, 5/10/2005) | 2306
| | 2) "O que querem
os radicais do PT" (Capa, 23/10/2002) | 964
| | 3) "Papa João
Paulo II - Um adeus com dor" (Capa, 6/4/2005) | 695
| | 4) "Este mundo
nunca mais será o mesmo" (Capa, 19/9/2001) | 653
| | 5) "Fernandinho
Beira-Mar - Ele zomba da lei" (Capa, 18/9/2002) | 647
| | 6) "Cazuza - A
luta em público contra a aids" (Capa, 26/4/1989) | 625
| | 7) "Guerra - Apocalipse
ao vivo" (Capa, 26/3/2003) | 617
| | 8) Yara Baumgart
(Amarelas, 20/10/2004) | 602 | | 9)
Wanessa Camargo (Amarelas, 26/2/2003) |
550 | | 10) "O
paradoxo da miséria" (Capa, 23/1/2002) | 517
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TUBARÕES
A reportagem "Risco nos mares" (5 de outubro) exibiu a foto de um tubarão-mangona
(Cacharias taurus), que em inglês é conhecido como sand
tiger shark, como se fosse do tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier).
Diversos leitores entendidos no assunto escreveram para corrigir. |
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