Edição 1927 . 19 de outubro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Por todos os pontos abordados maravilhosamente pela reportagem, fica claro que a hora de agir já passou. Agora é reagir."
Alexandre Sabino de Oliveira
Juiz de Fora, MG

Planeta Terra

Parabéns pela reportagem especial "A Terra no limite" (12 de outubro). Uma das melhores, se não a melhor, que já li sobre a matéria. O nível de abrangência e a qualidade da análise prestam um triplo serviço: informam bem o leitor, alertam para os riscos que a Terra corre e espantam o catastrofismo.
Mailson da Nóbrega
São Paulo, SP  

Toda a reportagem especial "Perigo real e imediato" (12 de outubro) é digna de congratulações e chega aos leitores em um momento crucial, pois dá a dimensão dos riscos ambientais e de sua reversibilidade. No que diz respeito às florestas de proveta, contudo, a biodiversidade das florestas nativas e sua composição de seqüestro de carbono de bioma não podem ser comparadas às de espécies manejadas. O potencial de devastação de espécies manejadas cabe em um capítulo à parte de modos de perda ambiental, ainda que traga consigo um reflorestamento de mata nativa marginal obrigatório. Assim, as iniciativas que de fato apontam para uma reversão do quadro são as que se apóiam no voluntarismo como viés de ganho de competitividade como a do selo Iniciativa Verde (www.thegreeninitiative.com). Nesta, o ganho econômico diferencial impulsiona recomposição real de matas nativas, que têm sua implementação e sua manutenção garantidas (via satélite) pelos produtos verdes, em áreas privadas ou de preservação permanente, protegidas por força de lei.
Francisco Maciel
Diretor de meio ambiente da Câmara Americana de Comércio
São Paulo, SP  

Parabéns pela reportagem de VEJA sobre a crise ambiental. Entretanto, eu gostaria de fazer correções na nomenclatura utilizada no mapa sobre ocupação humana da Amazônia, no qual os dados não somam 100%. Parte do problema decorreu da exclusão da tabela da vegetação nativa não-florestal, que está no mapa. Além disso, não foi considerada a superfície aquática. A classificação correta é: 45% de vegetação nativa intacta (floresta e não-floresta), 22% de ocupação consolidada (15% desmatados, 4,6% sob influência de zonas urbanas e 2% de assentamentos), 31% de ocupação incipiente e 2% de superfície aquática.
Paulo Barreto
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia
Belém, PA  

VEJA fez uma abordagem quase perfeita da grande destruição que está ocorrendo na Terra, mas cometeu um erro ao não dar ênfase à principal causa de tudo isso – o excesso populacional neste mundo. A Terra não comporta mais esse crescimento populacional. Espero que não tarde o dia de nos conscientizarmos de que temos de iniciar um sério controle populacional para que possamos viver com mais ar, menos poluição e melhor qualidade de vida. A Terra agradece.
Mauro de Melo Silva
Brookfield,
Connecticut, EUA

 

Vavá, irmão de Lula

Todos nós sabemos que o lobby e o tráfico de influência rolam soltos nas esferas governamentais. Mas com certeza os brasileiros, quando elegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depositaram nele a esperança de dias melhores, transparência e combate à corrupção, visando a garantir que o Brasil seja realmente um país de todos, onde as desigualdades sociais sejam minimizadas. Infelizmente já estamos no terceiro ano de seu mandato e continuamos convivendo com as velhas práticas políticas utilizadas por seus antecessores e que eram bastante criticadas e combatidas quando o atual presidente estava lutando pelo poder. ("Um irmão-problema", 12 de outubro")
Tutmés Toledo Gomes Marcelino
Maceió, AL

A Grande Família Lula tem fixação na elite brasileira. O presidente, em colocá-la como culpada de seus flagelos, enquanto seu filho e seu irmão, em chegar ao topo da pirâmide social.
Jorge Schweitzer
Rio de Janeiro, RJ  

Primeiro foi o filhão, com seus esquemas com a multinacional de telefonia. Um presentão dos céus. Depois a primeira-dama também denunciada por presentes recebidos – se não ilegais, pelo menos imorais. Agora o irmão Vavá, conforme denunciou VEJA. Em vez da austeridade, que deveria começar em casa, o presidente resolve bradar contra a "urucubaca"!
Osny Martins
Joinville, SC  

Tadinho do presidente, não sabia do Vavá também? Assim fica difícil. Será que ele sabe que é o presidente do Brasil? Vamos tirar o tapume dos ouvidos e dos olhos dele, para que comece a se inteirar dos problemas.
Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO

 

Rio São Francisco

A revista VEJA está de parabéns pela clareza e pela isenção quanto à abordagem da transposição do Rio São Francisco ("Um rio de dúvidas", 12 de outubro). Esse assunto foi muito discutido no governo FHC. Gastou-se dinheiro, e o projeto foi engavetado. Agora, no governo Lula, ele voltou com toda a força. Talvez para mostrar que "Lula é homem que faz" sem medir as conseqüências e visando às próximas eleições. Num momento de incertezas e de desconfiança de desvio do dinheiro público para questões particulares, a sociedade tem de ficar muito atenta aos movimentos dessa gestão de incompetentes. Particularmente, penso que, se o objetivo é levar água para o consumo doméstico daquelas populações, se deveria construir um aqueduto do rio até o topo das serras do Araripe e da Borborema, de onde, a partir de grandes caixas-d'água e por diferença de nível, a água seria canalizada para os diversos municípios da região. Mais barato, menos polêmico, e, quem sabe, Lula ainda neste mandato abasteceria alguns municípios, deixando a porta aberta para outros mandatos.
Antonio Vieira Torres
Por e-mail  

Excelente trabalho. Parabéns à equipe e a Ronaldo França. Os 12 milhões de brasileiros dessa árida região merecem toda a atenção nesse sentido, pois sem água não há vida e, com pouca, há miséria e desolação. No entanto, será que esse projeto conseguirá responder à questão de como não causar danos ao ambiente e ainda atender de forma equânime essa população? De que parte do rio serão retirados os 65.000 litros de água por segundo? Essa quantidade representa, por dia, um adicional de 468 litros de água para cada brasileiro dessa região. Fala-se que a transposição tem capacidade para irrigar 100.000 hectares. Será? Como irrigar toda essa área utilizando os 468 litros diários per capita sem prejuízo do consumo doméstico e também sem prejuízo de uma irrigação democrática e abrangente?
Waldir de Oliveira Rocha
Campo Grande, MS  

O Estado brasileiro é laico, a greve de dom Luiz Cappio é unilateral e o governo não poderia ceder. Aliás, esse mesmo bispo fez gestão a favor da liberdade dos seqüestradores de Abilio Diniz. Ele é um chato. Acho que o bispo não contribui para a solução da seca no Nordeste, onde o projeto de retirar 1,4% do Velho Chico vai levar vida para 12 milhões de brasileiros. Se o bispo voltar a sua greve de fome, acho que o governo deve seguir em frente. Se o bispo, contra a vontade de Deus e da Igreja, quer se sacrificar, azar o dele. A nação brasileira optou pela vida de 12 milhões de brasileiros ("Greve do barulho", 12 de outubro).
Lauro Altmann
Rio de Janeiro, RJ  

Esse bispo deveria se preocupar com a pedofilia na Igreja Católica. Deveria fazer uma greve de fome contra a hipócrita greve de sexo, donde se origina uma nefasta transposição de conduta que deságua nas indefesas crianças e adolescentes.
Eduardo Fraga Filho
Rondonópolis, MT

 

Hebe Camargo

Parabéns pela entrevista de Hebe Camargo! Ela é um dos pilares da televisão brasileira e um exemplo de pessoa que colabora para o engrandecimento do nosso Brasil (Amarelas, 12 de outubro).
Eduardo Henrique Corrêa Pinto
Uberaba, MG

A carreira de Hebe se confunde com a história da TV. Ela começou quando havia pouquíssimos recursos técnicos, num tempo em que pouco se sabia sobre televisão. Tudo era artesanal, improvisado. Tão improvisado que muitas vezes as emissoras pegavam fogo. Hebe passou por tudo isso, chegando à era das novas tecnologias ainda mais competente e com garra para fazer muito mais.
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP

 

Maria Rita

Em relação ao texto "O mensalinho da filha de Elis", da edição de 5 de outubro, esclareço que a crítica citada, publicada no Jornal do Brasil, obedeceu aos padrões de isenção e equilíbrio que sempre nortearam minha atividade. O aparelho iPod – mencionado às claras na referida crítica – era parte do kit promocional, de diversos formatos, que as gravadoras geralmente enviam à imprensa nos lançamentos mais importantes. Como sempre ocorre, seu recebimento não teve nenhuma interferência no resultado final da análise.
Tárik de Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Humor

Muito boa a matéria "A sedução do humor" (12 de outubro). Foi bom o esclarecimento do psicólogo Eric Bressler a respeito do tipo de mulher que atrai o homem como amiga, namorada e esposa. Lamento, porém, porque a reportagem deixa claro que em pleno século XXI os homens ainda se sentem ameaçados pelas mulheres. Para que eles sejam o centro das atenções, não podem ter a seu lado uma mulher extrovertida. Lamento tanta insegurança.
Maria Dilma Ponte de Brito

Parnaíba, PI

 

Vavá, irmão de Lula 2

Em relação à reportagem "Um irmão-problema", publicada na edição de 12 de outubro de 2005 de VEJA, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República tem a informar que: 1) O presidente da República nunca teve conhecimento da existência de um suposto escritório do qual seu irmão participasse; 2) O Palácio do Planalto sempre orientou no sentido de que qualquer familiar do presidente da República fosse tratado como qualquer cidadão brasileiro; 3) Cumpre ressaltar que nenhuma das possíveis gestões feitas pelo irmão do presidente da República junto ao governo federal teve alguma aceitação por parte dos funcionários procurados; 4) Cabe advertir que qualquer pessoa que tenha a ilusão de conseguir benefícios do governo federal usando o nome do presidente da República não será bem-sucedida.
André Singer
Secretário de imprensa e porta-voz da Presidência
Brasília, DF

 

CPI

Em relação à reportagem "O elogio da mentira" (12 de outubro), a Caixa Econômica Federal informa que ao longo do depoimento dado à CPI dos Bingos, em 28 de setembro, o procurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, afirmou que, "apesar de a Caixa fazer de tudo para se livrar dessa multinacional, o fato é que decisões judiciais sempre garantiram à Gtech a continuidade de seu trabalho bastante lucrativo", ao observar que o contrato está mantido até 2006. Ele deixou claro que se a Caixa não tivesse renovado o contrato com a empresa em 2003, como ocorreu, todo o sistema de loterias no país poderia ter sido paralisado, devido à grande dependência tecnológica e contratual da Caixa em relação à Gtech. E informou que de 1997 até 2003, antes da renovação do contrato, a Caixa pagou à Gtech 3 bilhões de reais. Esses valores foram pagos nos governos anteriores ao atual, e a gestão desse contrato nesse período é objeto de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal. Os embargos judiciais que impediam a Caixa de licitar os serviços lotéricos perduraram até agosto de 2004. Somente a partir de novembro, quando da publicação da decisão do STJ, é que a Caixa teve condições de retomar os processos licitatórios, estando hoje em fase de assunção das loterias de forma definitiva.
Gabriel de Barros Nogueira
Assessor de imprensa da Caixa
Por e-mail

 

Planeta Terra 2

Consideramos de suma importância que uma revista com a abrangência e o prestígio de VEJA traga ao conhecimento do público em geral temas como os que foram publicados no especial "Perigo real e imediato", na edição com data de capa de 12 de outubro de 2005. No entanto, causou-nos estranheza a menção feita ao Projeto Jari na matéria "Florestas de proveta", pois consideramos que tal menção, da forma como foi feita, pode levar a uma interpretação equivocada por parte dos leitores, já que a Jari Celulose vive hoje uma realidade completamente diferente da que se conhece do "extinto projeto Jari". Desde 2000, a Jari Celulose é controlada pelo Grupo Orsa e opera com o desafio de implementar um amplo projeto de desenvolvimento sustentável na Amazônia. A empresa é detentora do maior manejo privado de floresta tropical do mundo e é responsável por cerca de 4.000 empregos diretos e indiretos na região. São mais de 400.000 hectares de floresta certificada, sendo parte de manejo sustentável e parte de áreas de preservação permanente.
Maria Helena Miessva
Diretora de comunicação
Grupo Orsa
Por e-mail

 

Stephen Kanitz

Meu irmão de 9 anos de idade queria ganhar um videogame no Dia das Crianças. Entretanto, meus pais se recusavam a atendê-lo, pois acreditavam que o jogo eletrônico prejudicaria seu rendimento escolar. O artigo "A favor dos videogames" (12 de outubro) serviu para quebrar esse paradigma da mente de meus pais, que resolveram comprar o brinquedo.
Olibário José Machado Neto
Paranaíba, MS

 

Música

Uma pena as crianças não saberem diferenciar um artista conceituado de um produto da mídia. Marjorie Estiano não possui talento algum, é conhecida apenas por ser uma personagem de Malhação; não fosse isso, ninguém saberia quem ela é. Pitty, apesar de eu não gostar de suas músicas, tem uma carreira e vem conseguindo um espaço pelo qual lutou, sem ter aparecido no plim-plim ("Rebeldia bem-comportada", 12 de outubro).
Sérgio Lo Iacono Galvani
Bagé, RS

 

CORREÇÕES: O autor da música Take Five é o saxofonista Paul Desmond, e não o pianista Dave Brubeck (VEJA Recomenda, 12 de outubro). • O nome do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é Jorge Khoury Hedaye (Bahia – gestão 2005-2007); José Carlos Carvalho (Minas Gerais) é o vice-presidente do CBHSF ("Um rio de dúvidas", 12 de outubro).

 

ESCLARECIMENTO

Durante a semana passada circularam na imprensa notícias falsas sobre a Editora Abril, que publica VEJA. De acordo com essas notícias fraudulentas, o teor de uma reportagem de capa de VEJA sobre o referendo das armas (7 razões para votar NÃO) estaria insolitamente relacionado com a natureza dos negócios de uma empresa, a Construtora Birmann, cujos donos controlam também a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC). Segundo as notícias falsas, eles seriam locadores da Editora Abril. Cumpre esclarecer que o edifício em questão não pertence à família Birmann. Ele foi erguido pela Construtora Birmann, mas já não lhe pertencia quando os profissionais da Abril passaram a ocupá-lo, em 1998. O dono de 96% do Edifício Abril é a Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Outros 4% pertencem à Sielka – Participações e Administração. Qualquer que fosse o locador da Abril, ele não teria o poder de mudar uma vírgula sequer nas reportagens de VEJA ou de qualquer outra publicação do grupo.

 

OS MAIS POLÊMICOS

O ranking dos dez textos mais comentados
na história de VEJA

 
cartas
1) "Referendo das armas" (Capa, 5/10/2005)
2306
2) "O que querem os radicais do PT" (Capa, 23/10/2002)
964
3) "Papa João Paulo II - Um adeus com dor" (Capa, 6/4/2005)
695
4) "Este mundo nunca mais será o mesmo" (Capa, 19/9/2001)
653
5) "Fernandinho Beira-Mar - Ele zomba da lei" (Capa, 18/9/2002)
647
6) "Cazuza - A luta em público contra a aids" (Capa, 26/4/1989)
625
7) "Guerra - Apocalipse ao vivo" (Capa, 26/3/2003)
617
8) Yara Baumgart (Amarelas, 20/10/2004)
602
9) Wanessa Camargo (Amarelas, 26/2/2003)
550
10) "O paradoxo da miséria" (Capa, 23/1/2002)
517

 

TUBARÕES

A reportagem "Risco nos mares" (5 de outubro) exibiu a foto de um tubarão-mangona (Cacharias taurus), que em inglês é conhecido como sand tiger shark, como se fosse do tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier). Diversos leitores entendidos no assunto escreveram para corrigir.

 
 
 
 
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