Uma Garota Irresistível
(Factory
Girl, 2006. Focus Filmes) Edie Sedgwick
foi uma das musas do artista americano Andy Warhol. A bela estrelou alguns dos
filmes experimentais realizados pelo mestre da pop art, como Pobre Garota Rica.
Em Uma Garota Irresistível, a modelo e atriz é interpretada,
com sedutora inocência, pela também modelo e atriz Sienna Miller.
O filme explora o drama familiar de Edie, abusada pelo pai, e a sua misteriosa
relação com Warhol (Guy Pearce). Entre os personagens, há
várias celebridades da década de 60, como o músico Lou Reed.
Bob Dylan também aparece, na interpretação de Hayden Christensen
mas com o nome trocado para Billy Quinn, cautela para evitar qualquer processo
da parte do músico.
CINEMA
Estrada Maldita
(Wind Chill, Estados Unidos/Inglaterra, 2007. Sony) Garota linda
e mimada (a revelação Emily Blunt, de O Diabo Veste Prada)
pega carona com um colega tímido e inexpressivo (Ashton Holmes) na véspera
do feriado de Natal. A alturas tantas, o carro derrapa e sai da estrada, e o par
se vê preso na neve por uma noite inteira uma noite gelada durante
a qual vários acontecimentos inexplicáveis vão se passar.
Descontadas umas tantas besteiras, esta produção de George Clooney
e Steven Soderbergh é um exercício estiloso de terror, um bocado
acima da média atual do gênero e sustentado, quase à maneira
de uma peça de teatro, pelo embate entre dois bons atores.
LIVROS
O
Sr. Pip, de
Lloyd Jones (tradução de Léa Viveiros de Castro; Rocco; 272
páginas; 34 reais) O jornalista neozelandês Lloyd Jones cobriu
o bloqueio que o governo de Papua-Nova Guiné impôs à ilha
de Bougainville durante uma guerra civil nos anos 90. Essa crise compõe
o cenário histórico deste delicado romance: o único homem
branco que permanece em Bougainville durante o bloqueio torna-se professor em
uma escola local. Nas aulas, lê Grandes Esperanças, clássico
do inglês Charles Dickens. Os alunos nativos em particular a pequena
Matilda, narradora do livro se identificam com o órfão Pip,
o herói de Grandes Esperanças. O Sr. Pip é um dos
seis finalistas do prêmio Man Booker deste ano (o vencedor será anunciado
em outubro). Leia
trecho.
O
Círculo dos Magos, vários
autores (tradução de Maria Alice Capocchi; Bertrand Brasil; 288
páginas; 39 reais) Muito antes da série Harry Potter,
bruxas e magos já formavam um elenco tradicional da literatura em língua
inglesa. É o que demonstra esta coletânea organizada pelo americano
Peter Haining, experiente antologista de histórias de fantasia (também
organizou A Caverna dos Magos, com tema similar). A seleção
de autores vai de clássicos como H.G. Wells a mestres contemporâneos
da literatura de fantasia como Philip Pullman. O conto de L. Frank Baum, o criador
de O Mágico de Oz, narra a divertida história de um farmacêutico
que produz bombons mágicos. E Roald Dahl, do já clássico
A Fantástica Fábrica de Chocolate, narra os planos de uma
bruxa para transformar crianças em ratinhos. Trecho
1 | Trecho
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DISCOS
Divulgação
Teresa Cristina: parcerias com a nova geração
e a velha guarda do samba
Delicada,
Teresa Cristina e Grupo Semente (EMI) Dentre os sambistas surgidos no início
da década, a cantora carioca Teresa Cristina é a mais talentosa.
Ela e seu grupo, Semente, ajudaram a revitalizar a Lapa, tradicional reduto da
boemia do Rio. As apresentações da trupe no bairro atraíram
o público jovem e incentivaram o surgimento de outras casas de samba. A
voz rouca e encorpada de Teresa enriquece as interpretações de sambas
de Paulinho da Viola (A Gente Esquece) e Candeia (A Paz no Coração).
Ela é, além de tudo, uma compositora acima da média. Delicada
traz parcerias com sambistas da nova geração, como João Callado,
cavaquinista do Semente (Senhora das Águas e Saudade de Você).
E Teresa também busca a colaboração dos veteranos, como em
Fim de Romance, parceria da cantora com Argemiro (1923-2003), ex-integrante
da Velha Guarda da Portela.
Divulgação
Vitor Ramil: milongas apimentadas
por um ás do pandeiro e dos ritmos eletrônicos
Satolep
Sambatown, Vitor Ramil e Marcos Suzano (MP,B) O disco celebra o
encontro de duas escolas musicais. O compositor gaúcho Vitor Ramil traz
a influência da música do sul, em especial as milongas. Já
o carioca Marcos Suzano é um ás do pandeiro e nos últimos
tempos tem se especializado na percussão com ritmos eletrônicos.
Satolep Sambatown traz onze canções de Ramil, algumas já
gravadas nos discos anteriores do compositor. A novidade fica por conta das participações
especiais. O uruguaio Jorge Drexler, admirador de longa data de Ramil, canta A
Zero por Hora (detalhe: em português) e atua como letrista em 12
Segundos de Obscuridad. Na milonga Que Horas Não São?,
a convidada especial é a cantora carioca Kátia B.