"Num país
em que muitos não sabem ler nem
escrever pelas más condições de
ensino, quem
o faz corretamente é extremamente valorizado."
Silvio Rodrigo Kmiecik
Campo Magro, PR
Língua portuguesa
Excelente a reportagem
"A riqueza da língua" (12 de setembro), sobre a reforma
ortográfica e a importância que o uso correto
da língua exerce na carreira e na ascensão profissional.
Na área jurídica, em que atuo, o manejo adequado
do vernáculo tem especial relevância, já
que é o instrumento através do qual são
veiculadas todas as pretensões, manifestações
e decisões pelos advogados, magistrados e demais operadores
do direito. Igualmente, nos concursos públicos, o domínio
da norma culta da língua tem sido cada vez mais rigorosamente
cobrado, o que exige dos candidatos intensa preparação
e estudo. A despeito disso, não são raras as
vezes em que nos defrontamos com verdadeiras aberrações
lingüísticas em peças processuais, provas
e exames públicos, o que, mais que simples ofensa à
língua portuguesa, revela um problema grave e profundo,
que remonta à educação de base dos jovens
e que certamente não será solucionado com a
pretendida unificação ortográfica. Gustavo Rogério Advogado Limeira, SP
Fiquei muito feliz
com a reportagem e mais feliz ainda pela precisão com
que aborda a questão da qualidade do português
utilizado por executivos e profissionais liberais. Em meus
quinze anos de vivência profissional em empresas multinacionais,
tendo exercido diversos cargos de gerência, presenciei
inúmeras contratações para as quais era
exigido "inglês fluente", que na maioria das vezes nem
seria utilizado, e nunca qualidade na nossa língua.
E convivi todo esse tempo com colegas que mal conseguiam se
expressar ou redigir textos minimamente condizentes com sua
posição. VEJA mostrou que, felizmente, isso
está mudando, e espero que os erros crassos citados
sejam banidos de vez da vida corporativa. Gilberto Baracat Júnior Rio Branco, AC
Realmente maravilhosa
a reportagem sobre a língua portuguesa. Mostrou de
maneira clara como os idiomas evoluem. Adorei o resumo dos
dez erros que mais fazem declinar uma carreira. Exatamente
aqueles com que mais me debato para erradicar junto aos meus
colegas de trabalho. Adrimar Nascimento Canoas, RS
A internet revolucionou
comportamentos, posturas e até mesmo sentimentos. Tudo
passou a ser diferente depois dela, ainda que, indiscutivelmente,
com menos qualidade. Os jovens estariam fora da realidade
se não acompanhassem essas mudanças e também
seriam chamados de caretas por suas "tribos". Algo impensável
para eles. Por que, então, vão se preocupar
com novas regras de uso do hífen e dos acentos se sabem
que, utilizando até menos de 5.000 palavras, podem
chegar a cargos bem mais altos do que o de executivo de uma
empresa? Mirna Machado Atibaia, SP
A língua,
como organismo vivo, é um bem social coletivo e está
propensa a mutações e à absorção
de empréstimos, neologismos, jargões, gírias,
o que não pode levá-la a perder sua essência,
sua riqueza. Lamento ver que nossa língua, outrora
chamada de "inculta e bela" e depois lapidada por mãos
consagradas como as de Machado de Assis, Graciliano Ramos
e Drummond, para citar apenas alguns, encontra-se, hoje, em
uma nação desamparada de cultura para perpetuar
sua beleza, seduzida pela ausência de fronteiras, submetida
à velocidade do tempo e às demandas de comunicação.
Gislene Maria Bicalho Diretora da Superintendência
Regional de Ensino Ubá, MG
Excelente a escolha
da reportagem de capa, e o artigo de Reinaldo Azevedo está
ótimo, como sempre. Sou professor de graduação
em administração, fazendo doutorado, e atesto
que a situação do domínio da norma culta
da língua portuguesa está, na média,
ruim. Certa vez, durante uma aula como professor substituto
na Federal de Pernambuco, eu coloquei no quadro alguns erros
de português cometidos pelos alunos. Não tardou
para que uma aluna levantasse o braço e perguntasse
(em tom aborrecido): "Mas o senhor não vai considerar
isso na nota não, né, professor?". Eu parei
um pouquinho e disse: "Claro que sim, o domínio do
português é item de avaliação,
conforme descrito no programa entregue no primeiro dia de
aula". Nelson Filho Recife, PE
Reinaldo Azevedo
Lavei minha alma
ao ler o artigo "Restaurar é preciso; reformar não
é preciso" (12 de setembro), de Reinaldo Azevedo. Obrigada
por defender com tanta garra o absurdo da reforma da língua
portuguesa que querem promover e mostrar a todos o estado
lamentável em que se encontra a educação
em nosso país. Maria Bernardete Machado
Professora de português
da rede estadual de ensino
Pindamonhangaba, SP
Reinaldo, como sempre,
lúcido a respeito da cultura, da história. Seu
artigo sobre a língua portuguesa foi brilhante: defendeu
o ensino "mesmo" da gramática, sem subterfúgios
inúteis, tais como a idiotice da interpretação
de texto (os alunos produzem verdadeiras aberrações
"literárias") e outras patacoadas ensinadas pelos professores
brasileiros, que também são analfabetos funcionais.
Raul Barbosa de Macedo
Cansanção, BA
Sou tradutora, revisora
de texto e professora de idiomas, entre os quais o português.
Assim, fiquei emocionada com o excelente artigo "Restaurar
é preciso; reformar não é preciso", de
Reinaldo Azevedo. O autor foi oportuno e brilhante, expressando-se
com rara propriedade. Bravo! Faço minhas todas as suas
palavras. Concordo sobretudo com dois pontos: etimologia é
fascinante e "fazer uma colocação" (argh!) é
de lascar. Celia Fores Gangl Brasília, DF
Escolas adventistas
Eu e minha esposa
estamos muito satisfeitos com a educação que
nossos filhos têm recebido por mais de uma década
em escolas adventistas. Sobre a controvérsia entre
criacionismo e evolucionismo, por se tratarem ambos somente
de modelos teóricos explicativos, e não de fatos
científicos comprovados, achamos que todas as escolas,
e não só as adventistas, deveriam abordar as
duas explicações ("Graças a Deus
e não a Darwin", 12 de setembro). Almir Augusto de Oliveira São Paulo, SP
Fui menino de rua
abandonado pela mãe, não tinha nenhuma estrutura
familiar. Tive o maior prazer em estudar em escola adventista.
Aprendi princípios valiosos para a minha formação.
Muito mais que um desenvolvimento acadêmico, recebi
uma formação que me fez cidadão útil
e realizado. Aprendi a desenvolver as colunas do caráter
para amar a vida. Parabéns pela linda reportagem. Lauro Crescêncio Apucarana, PR
Se a evolução
realmente houvesse superado o criacionismo pela ciência
por meio de evidências indiscutíveis, ela não
seria ainda apenas uma teoria, e sim uma lei. Talvez haja
certa prepotência de grande parte dos cientistas em
colocá-la como uma verdade fundamental. Bruno de Azevedo Lourenço Wakefield, MA, EUA
É salutar
que em nossos dias tenhamos a segurança de que nossos
filhos estejam em ambientes educacionais que priorizem valores
éticos, morais e cristãos, independentemente
do credo religioso que professemos. O Brasil e o mundo nunca
precisaram tanto de homens e mulheres que não se vendam,
que permaneçam firmes, leais. Homens e mulheres fiéis
a sólidos princípios, assim como a bússola
o é ao pólo. Certamente colheremos os frutos
de uma educação melhor e, conseqüentemente,
de um país com oportunidades mais igualitárias.
Cláudia Marchesin Pedagoga e especialista em
educação infantil Itabuna, BA
Como pai de dois
alunos da educação adventista, sinto-me no compromisso
de manifestar meu apreço pela matéria da revista
VEJA. Acredito que todo pai que deseja a melhor educação
para os filhos verá que não dar ênfase
às teorias de Darwin não desmerece em nada o
processo educacional com que a rede adventista tem trabalhado
nos 110 anos de sua existência. A cada dia que chego
em casa e converso com meus filhos, tenho a certeza da escolha
acertada que fiz pela escola adventista. Vejo meninos responsáveis
por seu uniforme e por suas tarefas, preocupados com o desempenho
escolar, animados com a programação diversificada
que a escola oferece e com o trabalho de seus professores.
Vejo que essas pequenas coisas farão deles no futuro
homens capazes de escolhas acertadas e profissionais responsáveis
e proativos. Parabéns, VEJA; parabéns, educação
adventista Giovani Pacheco Costa Curitiba, PR
Estudei a vida inteira
no Colégio Adventista, que, embora tenha todo um enfoque
religioso, em nenhum momento o impõe aos alunos. Em
outras épocas (e colégios), a teoria criacionista
seria imposta. O Colégio Adventista nos mostra suas
convicções sem deixar de abordar o outro lado.
Fora isso, a instituição se destaca pelo trato
com os alunos e com os pais. Os funcionários nunca
perdem a gentileza, a cordialidade. Estão sempre dispostos
a ouvir quem os procura. E o exemplo deles serve para moldar
o caráter das crianças deixadas sob sua guarda.
Danielle Gazapina Florianópolis, SC
Eu e minha esposa
estudamos em escolas adventistas. Ambos passamos no vestibular
na primeira tentativa, sem cursinho, e nos formamos com louvor,
sem atrasos. Nossa filha, estudante de escola adventista desde
a infância, cursa engenharia na UFRJ, onde também
passou na primeira tentativa, sem cursinho. Isso revela uma
verdade explícita e outra implícita na reportagem
de VEJA: primeiro, o ensino adventista é, de fato,
de alta qualidade; segundo, os altos índices de aprovação
de seus alunos em vestibulares comprovam que eles aprendem
suficientemente as idéias evolucionistas. Roberto de Oliveira
Souza Rio de Janeiro, RJ
A Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional estabelece que
os alunos devem criticar objetivamente as teorias científicas
como constructos humanos de representação aproximada
da realidade, que essas teorias estão sujeitas a revisões
e até a descarte e que o ensino médio tem entre
suas finalidades habilitar o educando a ser capaz de continuar
aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico.
Fui professor de história num colégio adventista
em Florianópolis e hoje sou editor na Casa Publicadora
Brasileira (editora adventista), por isso posso garantir que
tanto nas aulas quanto em nossos livros didáticos cumprimos
o que recomenda a LDB, uma vez que estimulamos o pensamento
crítico dos alunos ao apresentar-lhes os dois modelos
das origens e permitir que façam comparações
e identifiquem as insuficiências epistêmicas do
darwinismo. Michelson Borges Jornalista e editor na Casa
Publicadora Brasileira Por e-mail
João
Geraldo Piquet Carneiro
O advogado João
Geraldo Piquet Carneiro (Amarelas, 12 de setembro) sabe do
que fala. Descomplicar a vida de quem pode criar empregos,
gerando produtos ou serviços, é responsabilidade
social. O Brasil pode fazê-lo e VEJA cumpre seu papel.
Cleire Paniago Brasília, DF
O verdadeiro e necessário
PAC em benefício de todos os cidadãos brasileiros
deveria ser o combate vigoroso e sistemático aos excessos
da burocracia, uma retomada do Programa Nacional de Desburocratização.
Apenas duas das inúmeras lições do saudoso
Hélio Beltrão resumem a questão: "Hoje,
como no Brasil colonial, em muitas áreas da administração
o cidadão continua a ser tratado, não como cidadão,
mas como súdito". "É preciso restabelecer na
consciência dos administradores o conceito, às
vezes esquecido, de que serviço público significa
servir ao público." Antônio Marcos Umbelino
Lôbo Brasília, DF
O senhor Piquet
Carneiro foi brilhante na entrevista, pois botou o dedo na
ferida da economia brasileira. A burocracia é o câncer
que impede o crescimento do país. É inconcebível
que em pleno século XXI ainda não tenham sido
abolidos o reconhecimento de firma nem a cópia autenticada
em cartório. Já a CPMF é um tributo que
envergonha o país. É hora de acabar com isso.
Não vai resolver tudo, mas será um bom começo.
Otacílio Oziel
de Carvalho Natal, RN
Conde Faber-Castell
Achei interessante
e curiosa a entrevista com o conde Anton Wolfgang von Faber-Castell
(Auto-retrato, 12 de setembro). Ele, que possui toda a tecnologia
do mundo a "seus pés", ou melhor, a suas mãos,
vem a público apresentar o valor e a credibilidade
que seu produto tem no mercado mundial. A autenticidade e
inteligência do conde combinam com essa bem-sucedida
multinacional. Lendo na reportagem que ela tem 200 e muitos
anos de história, senti, no silêncio do meu anonimato,
que fiz parte dela. Quando professora na rede pública,
trabalhei com crianças carentes, e meu maior prazer
era presenteá-las com lápis da Faber-Castell.
Parabéns ao conde Anton e a VEJA pelo seu Auto-retrato.
Anaíde Lemes
de Carvalho Uberlândia, MG
Veja essa
Lula perdeu mais
uma boa oportunidade de ficar calado (Veja essa, 12 de setembro).
Depois que o Brasil vibrou com o fantástico trabalho
do procurador-geral da República e pôde regozijar-se
com o engrandecimento das instituições, graças
à demonstração de coragem e profissionalismo
dos ministros do STF, com que direito aquele que deveria estar
sintonizado com a nação mas que só
governa para os aloprados de seu partido vem dizer
que "ninguém neste país tem mais autoridade
moral e ética" do que o PT? Menos, Lula, menos... Maria José Machado
de Almeida Rio de Janeiro, RJ
Se o presidente
acredita que seu partido é o mais ético deste
país, é sinal de que ele sabe que outros partidos
estão fraudando, mentindo, subornando e enganando a
população mais do que o PT tem feito. Ele, na
condição de gestor dos recursos públicos
federais, tem a obrigação moral de mandar apurar
os terríveis atos que outros partidos estão
cometendo. Rony Von dos Reis de
Camargo Unaí, MG
Tropas no Haiti
Acho que a reportagem
"Paz, sombra e água fresca" (12 de setembro) ficou
boa. Entretanto, VEJA poderia ter esclarecido que essa estrutura
que possuímos na base é a que a ONU exige como
mínima necessária para todo contingente de qualquer
país. Apesar da recente mudança da nossa base,
é claro que a estrutura brasileira é diferente
da dos demais países. O motivo é que o Brasil
foi um dos primeiros a chegar ao Haiti, as melhorias foram
sendo colocadas de forma contínua, e não poderíamos
ocupar instalações que nos colocassem em situação
pior do que a que desfrutávamos na antiga Base Bravo.
Nossa base será o modelo para os demais contingentes
que mudarão, em breve, para o Campo Charlie. Saudações
cavalarianas. Coronel Carlos Jorge Chefe do setor de Comunicação
Social Por e-mail
Considerei a reportagem,
no todo, favorável à imagem do contingente brasileiro
no Haiti. Entendo que a reportagem deva buscar ponto e contraponto.
Talvez o pessoal estranhe a conclusão, do jeito que
foi escrita. De minha expectativa, esperava apenas que a matéria
rendesse mais um pouco sobre a interação dos
brasileiros com a população, algo que nós
sabemos fazer bem e que tem enorme valor em uma missão
da ONU. Quem sabe a viagem renda ainda outra reportagem. Coronel Cunha Mattos Chefe da Seção de
Informações Públicas do CComSEx Por e-mail
Cartas
No quadro "Que
submarino é esse?" (Cartas, 12 de setembro), o leitor
Ramon Gomez erra ao incluir entre os submarinos utilizados
pelos alemães na investida contra a costa das Américas
os do tipo XXI. Na realidade, esses praticamente não
entraram em combate devido ao fim da guerra. Se tivessem entrado
anos antes do fim da guerra, as baixas brasileiras, não
tenho dúvida, seriam absurdamente maiores. Stefano Grillo São Paulo, SP
Congresso do
PT
Com relação
ao delirante congresso do PT realizado em São Paulo,
nada a estranhar se considerarmos que o grande mentiroso é
aquele que acredita na própria mentira ("A Second
Life do petismo", 12 de setembro). José Balan Filho Curitiba, PR
CORREÇÃO:
O tenor Luciano Pavarotti faleceu na quinta-feira (6
setembro), e não na sexta-feira ("O tenor das multidões",
12 de setembro).
CORAÇÃO:
O ORGÃO E O SÍMBOLO
A capa de VEJA e os símbolos
das campanhas: coração
José Luis
Neto Francisco, coordenador de projetos do Instituto
Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer
de Mama, escreveu: "Excelente a matéria de capa
(29 de agosto) que demonstra os avanços da medicina
no tratamento das doenças do coração.
Recebemos vários e-mails comentando a semelhança
da capa da VEJA com o cartão do instituto". Marcelo
Oliveira, de Taguatinga, Distrito Federal, viu outra
semelhança: "A bela solução visual
utilizada na capa da revista lembra muito a peça
publicitária estrelada por Xuxa na relevante
campanha 'Não Bata, Eduque!' ". O coração
é símbolo de bons sentimentos, nada mais
natural que ilustre campanhas como a do Instituto Neo
Mama e a da rede Não Bata, Eduque. Compare a
capa de VEJA com os símbolos das duas campanhas.
Mais informações sobre as instituições
citadas podem ser obtidas nos endereços www.naobataeduque.org.br/index.php
e www.neomama.com.br.