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Edição 1 718 - 19 de setembro de 2001
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Sumário
Especial
 

A descoberta da vulnerabilidade americana
A perícia dos pilotos
Os inimigos dos EUA
Choque de civilizações
A morte pelo celular
Os brasileiros desaparecidos
O abalo econômico e a reação mundial
As escolas de terrorismo
Um dia de transtornos até no Brasil
O medo ancestral da invasão


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Escolas de terror

Depois do terrorismo étnico, do
religioso, do independentista
e do
nacionalista, amadurece
o terror
que funciona
como o braço armado
de
nações criminosas


AFP

BUENOS AIRES, ARGENTINA – 1992
No dia 17 de março a Embaixada de Israel em Buenos Aires foi atingida por um carro-bomba: 28 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas


Como idéia e prática, o terrorismo é quase tão antigo quanto a guerra. O uso sistemático da violência imprevisível e desmedida contra civis com objetivos políticos é registrado há séculos. O historiador grego Xenofonte (431-350 a.C.) descreve sua utilização na Antiguidade. Como toda tática militar, o terrorismo evoluiu e se tornou mais mortífero, como comprova o ataque da semana passada contra Washington e Nova York. Pode-se dizer que esses atentados são fruto de um novo tipo de terrorismo. A destruição das torres da metrópole símbolo da riqueza americana exigiu uma ação de guerra planejada, organizada e bem financiada. Por todas as complexidades envolvidas, dificilmente poderia ter sido executada por grupelhos clandestinos, movidos apenas por fanatismo cego ou pelo fervor revolucionário, esgueirando-se de porão em porão. Os especialistas dizem que a operação deve ter sido montada numa base física qualquer, protegida
da vigilância externa. Não é trabalho improvisado de fugitivos em desespero de causa.


MOSCOU, RÚSSIA – 2000
No dia 8 de agosto uma bomba explodiu em uma estação de metrô no centro de Moscou. O atentado, de autoria não identificada, matou oito pessoas e deixou mais de cinqüenta feridos

A revista americana Foreign Affairs, respeitada publicação especializada em análises internacionais, batizou há alguns anos esse tipo de ação de terrorismo pós-moderno. "A característica fundamental dessa modalidade de terror é o fato de seus militantes não agirem por motivação própria. Eles são o braço armado de um governo que não se sente forte o bastante para declarar guerra aberta a outro", escreveu Walter Laqueur na Foreign Affairs. O articulista lembra que, diante da nova ameaça, passa para um segundo plano entre as preocupações globais o terrorismo de inspiração puramente nacionalista, como o do IRA, o exército de libertação da Irlanda do Norte, ou o ETA, cujo objetivo declarado é obter da Espanha a independência da província basca. "Nunca nos perdoaremos pelo erro de tratar esses novos terroristas como indivíduos loucos movidos somente por razões étnicas, religiosas ou ideológicas. Não. Eles devem ser enfrentados como realmente são, ou seja, soldados de forças especiais, ligados a exércitos regulares, mantidos por governos de nações aparentemente pacíficas", escreveu o ensaísta americano Caleb Carr em outra publicação especializada, o World Policy Journal.


LÍBANO – 1988
Guerrilheiros do PKK, o Partido dos Trabalhadores Curdos, treinam em campo no Oriente Médio. Entre os atentados promovidos pelo grupo estão explosões e seqüestros de turistas em território turco

O componente religioso tem influência marcante na ousadia dos atos terroristas mais recentes, especialmente os atentados suicidas praticados por extremistas islâmicos. Mas o sacrifício em nome de Deus dá conta de apenas parte do fenômeno. Sobre esse particular é bom lembrar o que escreveu o melhor historiador contemporâneo das guerras, o inglês John Keegan. Ele conta que em quase todos os conflitos, em exércitos de quase todas as nações, os comandantes nunca tiveram problemas em recrutar voluntários para missões de altíssimo risco. É uma verdade óbvia, mas nem sempre clara. Para ficar com um único exemplo, o ataque aéreo sobre Tóquio, com o qual os americanos tentaram dar uma resposta imediata ao ataque japonês a Pearl Harbor na II Guerra Mundial, envolveu dezesseis aviões bombardeiros. Nenhum voltou a sua base. Mesmo sabendo que a missão era sem volta – um porta-aviões americano lançou os bombardeiros perto da costa e retornou para o mar alto –, para cada piloto que efetivamente voou apareceram dez dispostos a morrer. "Entre as várias facetas do terrorismo islâmico, a existência de mártires é o fenômeno menos interessante", disse Keegan. "Longe de ser a exceção, o sujeito que entrega voluntariamente a vida por uma causa é a regra em um grande número de situações bélicas."

 
AFP/US Navy

IÊMEN – 2000
No dia 12 de outubro um bote de borracha cheio de explosivos foi jogado contra o casco de um navio de guerra americano ancorado em um porto no Iêmen. Dezessete marinheiros morreram

É preciso, no entanto, traçar uma linha de distinção entre o que é missão de enorme risco e o que é suicídio certo. Na missão perigosíssima, o soldado sabe que provavelmente morrerá, mas tem uma porta aberta no imaginário para a salvação na última hora. Acredita que, completada a tarefa, talvez encontre um jeito de sobreviver, mesmo que isso seja muitíssimo improvável. No ataque sobre Tóquio, alguns dos pilotos americanos nutriam a esperança de descer em lugar ermo depois do ataque e, de alguma forma, alcançar a China. No caso específico do terror islâmico, o indivíduo parte para uma ação em que sua morte é o passo inicial que desencadeará os resultados desejados. Ele não quer evitar a morte, porque isso inviabilizaria a missão. Segundo analistas, a motivação interior dos terroristas também está ligada a tentações mundanas que costumam passar despercebidas pelos que observam o fenômeno de longe: eles também querem dinheiro, prestígio e reconhecimento social. E isso se consegue em países que incentivam e dão guarida a esses grupos. "Um fuzil automático tem em certas capitais do mundo o mesmo efeito hipnótico sobre os jovens que um computador pessoal ou um carro zero-quilômetro", diz Richard Betts, professor de ciência política da Universidade Columbia, em Nova York. É instigante a idéia de que os terroristas se lançam nessa atividade também porque ela é material, social e espiritualmente valorizada nas comunidades onde eles vivem. Do ponto de vista da Faixa de Gaza, de Cabul e de outros centros depauperados do mundo islâmico, ser recrutado para uma atividade terrorista é uma distinção notável.


OKLAHOMA, EUA – 1995
No dia 19 de abril um carro-bomba explodiu em um prédio público americano na cidade de Oklahoma, matando 168 pessoas e deixando mais de 7000 feridos

Outra questão pouco compreendida é o apoio que os grupos de terror recebem. "Os terroristas agem agora com tanta ousadia e eficiência porque suas organizações são protegidas por uma rede de conexões logísticas que correm pelas capitais de muitos países com os quais os Estados Unidos mantêm relações aparentemente normais", disse o professor Henry Kissinger, velha águia americana, que foi ministro de diversos governos de seu país. "Certos atos de violência coletiva acabam acontecendo por motivos bem mais simples do que imaginamos: mata-se em muitos casos porque isso, por alguma razão, se torna permitido e porque os meios repentinamente passam a estar ao alcance", diz Jan Gross, autor de um livro recente intitulado Vizinhos. A obra de Gross é focada no massacre de judeus por seus conterrâneos poloneses ocorrido na cidade de Jedwabne, na Polônia em 1941. Ele mostra que só o ódio ao próximo não explica o desencadeamento físico, real, do terror assassino. Judeus e poloneses viveram se odiando, mas em paz, durante décadas. Essa falsa paz durou até a chegada das tropas nazistas à cidade. A infantaria de Hitler deu ao ódio ancestral os meios e a certeza da impunidade que os cidadãos de Jedwabne precisavam para dar início ao extermínio dos vizinhos. Os terroristas pós-modernos estão obtendo nas capitais dos países que os protegem esses mesmos ingredientes: os meios para agir e a certeza da impunidade para planejar meticulosamente seus atos criminosos.

 
AP/Khalil Senosi

NAIRÓBI, QUÊNIA – 1998
No dia 7 de agosto um carro-bomba pôs abaixo o prédio de quatro andares da Embaixada dos Estados Unidos no Quênia. O atentado matou mais de 100 pessoas e feriu cerca de 1 000


KHOBAR, ARÁBIA
SAUDITA – 1996

Dezenove americanos morreram e outros 400 foram feridos, no dia 25 de junho, em atentado com caminhão-bomba no alojamento militar americano em Khobar, Arábia Saudita

O surgimento do terrorista de Estado, financiado, protegido e guiado por governos, é algo novo. Mortalmente novo. Em apenas um dia, 11 de setembro, numa única cidade, Nova York, mais cidadãos americanos morreram em mãos de inimigos do que soldados americanos na Guerra do Golfo. São ações de açougueiros que, fora de alguns círculos obtusos, não atraem simpatia para a causa defendida pelo terror. Esse é um aparente paradoxo do terrorismo: quanto mais mortífera e bem-sucedida sua ação, mais ela reverte contra os interesses dos defensores da causa que motivou a ação criminosa. Certamente, o dia 11 de setembro será lembrado como aquele em que o terrorismo cruzou uma linha divisória, foi longe demais, e nunca mais um ato dessa natureza será encarado com a mesma complacência do passado. Foi para o terrorismo e para a causa dos terroristas igualmente um dia trágico, insensato. A historiadora americana Barbara Tuchman dedicou um livro à tentativa de explicar por que ao longo da história governos e grupos freqüentemente perseguem "políticas contrárias a seus próprios interesses". Ela deu a essa obra o título significativo de A Marcha da Insensatez. Barbara Tuchman mostra que governantes, em geral despreparados para os desafios que a realidade lhes joga no colo, se deixam enredar por suas máquinas de guerra, compromissos políticos, influências religiosas ou ideológicas. Eles simplesmente perdem a razão. E se perdem. Assistem a seu país e seus planos de governo serem arrastados para o lixo da história por ambições desmedidas de parentes e altos funcionários. Desafiam inimigos poderosos e, freqüentemente, se metem em guerras impossíveis de ser lutadas – quanto mais vencidas. Enfiam seu povo em armadilhas históricas que resultam em miséria e sofrimento.


NOVA YORK, EUA – 1993
No dia 26 de fevereiro uma bomba detonada no subsolo de uma das torres do World Trade Center matou seis pessoas e feriu mais de 1 000

Por que, então, mesmo trazendo dentro de si o germe da própria destruição, o terrorismo não morre? Ao contrário, se aprimora, se refina e parece a cada dia mais ousado? Porque, como as drogas pesadas no cérebro dos usuários, o terrorismo proporciona uma euforia política inicial a seus autores e simpatizantes difícil de ser vencida. Esse efeito teatral esteve na base das ações terroristas que abalaram o mundo há 100 anos, quando do surgimento do anarquismo como força política na Europa. Para os anarquistas, o ato terrorista em si era uma vitória. Em 1894, os anarquistas mataram o presidente francês Sadi Carnot. Alguns anos mais tarde esfaquearam fatalmente a imperatriz Elizabeth, da Áustria, e mataram o primeiro-ministro espanhol, Antonio Cánovas. Umberto I, rei da Itália, e William McKinley, presidente dos Estados Unidos, foram as vítimas seguintes dos anarquistas. O terrorismo, pela primeira vez, apareceu na pauta dos governantes como seu problema mais sério. De Dostoievski a Henry James, escritores registravam a ação dos assassinos políticos. No decorrer do século XX, o terrorismo foi combatido de todas as formas e sempre conseguiu ressurgir metamorfoseado. Os comunistas inventaram o terrorismo de Estado, a criação de formidáveis máquinas de financiamento e treinamento de assassinos politicamente motivados. No auge da Guerra Fria, Cuba exportava terroristas e tecnologias de assassinato de oponentes para a América Latina. Os americanos, por intermédio da CIA, faziam o mesmo. A arena política foi transformada em um palco de ousadias miúdas, já que os arsenais nucleares de lado a lado impediam um confronto direto das duas potências.

 

JERUSALÉM, ISRAEL – 1946
Menachem Begin liderou ataques terroristas, como o do hotel King David, em Jerusalém, para expulsar os ingleses de Israel, elegeu-se primeiro-ministro e foi Nobel da Paz

Por ter sido tratado como um subproduto da Guerra Fria, reação inevitável de grupos submetidos a invasores cruéis, o terrorismo nunca foi enfrentado com toda a força que sua virulência exige. A comunidade internacional sempre empurrou a questão com a barriga. Mesmo diante de evidências assustadoras da ousadia sem fim do terror, o adiamento sempre venceu. Gastaram-se centenas de reuniões na ONU simplesmente para definir o que era terrorismo. Foram momentos memoráveis da demagogia inerente aos fóruns de discussão da comunidade internacional. Em 1972, nas Olimpíadas de Munique, quando onze atletas israelenses foram mortos num atentado terrorista, o então secretário-geral das Nações Unidas, o austríaco Kurt Waldheim, tentou levar a ONU a uma ação mais decidida contra o terror. Fracassou. Foi derrotado por argumentos dos árabes segundo os quais os movimentos tachados de terroristas apenas lutavam a favor de direitos fundamentais, como liberdade e independência, e contra o racismo e o colonialismo. Venceu a tese de que mais importante que o combate à violência terrorista seria a erradicação de suas causas – que seriam a injustiça, a exploração, a desigualdade. Em um célebre discurso na ONU em 1974, o líder palestino Yasser Arafat defendeu a tese de que um povo que luta pela própria independência tem o direito de apelar para atos terroristas. Foi muito aplaudido. Impecável na teoria, o discurso de Arafat e o apoio que ele recebeu abriram a porta a abusos de toda ordem. Em dez anos o número de grupos terroristas de expressão mundial multiplicou-se por cinco. Chegaram a ser 55 em 1978. Quantos deles lutavam contra invasores ou pela independência do país? Uma meia dúzia, especialmente na África. Os demais apenas aproveitaram a onda favorável.

TÓQUIO, JAPÃO – 1995
Na manhã do dia 20 de março o gás letal sarin foi lançado em cinco trens do metrô de Tóquio. O atentado matou doze pessoas e deixou outras 5 500 intoxicadas

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), de Arafat, hoje oficialmente convertida em um organismo que abomina o terrorismo, foi no passado uma incubadora de entidades terroristas. A OLP foi a primeira a treinar outras organizações terroristas e a organizar cursos periódicos de terrorismo e guerrilha urbana em seus campos de refugiados no Líbano e na Jordânia. Por seis semanas de curso, cada participante pagava até 10.000 dólares. No auge de sua atividade, a OLP chegou a arrecadar com suas aulas cerca de 600 milhões de dólares anuais. O terrorismo deve, em parte, sua trajetória de sucessos no decorrer do século XX ao fato de muitos países que então sofreram sua ação terem lançado mão dele no passado. O caso de Israel é emblemático. Os judeus tiveram de lutar pela independência, mesmo depois que a ONU criou ali o Estado de Israel. O terrorismo era moeda comum. O inimigo? Os ingleses. Os pais fundadores de Israel, como o ex-primeiro-ministro Menachem Begin, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, envolveram-se em bem-sucedidas atividades terroristas. A explosão do quartel-general das tropas inglesas no hotel King David, em Jerusalém, em 1946, foi o ato mais ousado do terror dos israelenses. A cena do hotel com as janelas despedaçadas chocou a opinião pública inglesa. Mais algumas semanas e as tropas de sua majestade abandonariam a Palestina. Os próprios americanos reconhecem hoje que muitas de suas ações na Guerra do Vietnã nos anos 60 e 70 só podem ser descritas como atos de terrorismo. A mais abominável delas talvez tenha sido a chamada Operação Phoenix, hoje abertamente admitida pelos americanos como um erro histórico. A operação levou ao assassinato de altos dirigentes sul-vietnamitas favoráveis à convivência pacífica com o Norte comunista. Justamente para poderem valer-se de expedientes condenáveis, os Estados Unidos nunca declararam guerra oficialmente ao Vietnã do Norte. Hoje, a natureza do terrorismo mudou. "O terrorismo é um teatro", disse a VEJA Brian Jenkins, estudioso do fenômeno da violência política da Universidade Saint Andrews, da Escócia. Na semana passada, ele escolheu seu palco mais disputado, Nova York, a cidade mais cosmopolita do mundo e a menos americana dos Estados Unidos. Terrorismo sem palco não existe, já que, por mais devastador, o impacto de suas bombas e tiros não tem o poder de derrubar governos e regimes. Espera-se que, ao ter atingido seu mais ambicioso alvo na semana passada, essa forma odiosa de assassinato coletivo tenha também encontrado seu caminho para a extinção.

 

As faces do horror

Os homens abaixo são protagonistas das peças mais marcantes no teatro do terror. Não seguem um padrão de comportamento. Há os que agem sozinhos e os que participam de grupos movidos por ideais religiosos ou políticos. Há também mercenários e psicopatas

 

Warner Bros
"Nosso principal objetivo é construir uma Irlanda livre. Para isso, o caminho não deve ser fácil nem difícil, mas inspirador e exultante."
Michael Collins, o idealista e fundador do IRA, grupo terrorista irlandês


"Sou paquistanês por nascimento e palestino por opção. Minha meta é clara: a destruição de Israel."
Ramzi Yousef, mentor do primeiro atentado ao World Trade Center, em 1993, que teve seis mortos. Foi condenado a 240 anos de prisão
Reuters

"Faria tudo de novo, e melhor."
Illich Ramírez Sánchez, o maior terrorista de todos os tempos, que ganhou o apelido de Carlos, o Chacal. Aos 49 anos, cumpre prisão perpétua em presídio na França

"Vamos provocar um desastre que vai fazer o terremoto de Kobe parecer tão suave quanto uma mosca pousando."
Shoko Asahara, guru japonês, acusado de jogar o gás letal sarin no metrô de Tóquio, matando doze pessoas

"Um homem armado é um cidadão. Um desarmado é um súdito."
Timothy McVeigh, americano, autor do atentado que explodiu um prédio em Oklahoma e matou 168 pessoas. Sua sentença de morte foi cumprida neste ano

"Peres e Rabin são serpentes. Se cortarmos a cabeça deles, a serpente perderá seu caminho. O Estado será salvo se alguém eliminar esses homens."
Yigal Amir, assassino do primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin

"Vou matar e fazer algum esforço para não ser preso. Assim poderei matar outra vez."
Theodore Kaczynski, o Unabomber, professor americano que durante anos mandou bombas para várias pessoas nos EUA

 
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