Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 718 - 19 de setembro de 2001
A semana

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Especial

colunas
font>

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
A Semana

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

NIGÉRIA

Conflito sangrento

AP

Cristãos versus muçulmanos: rastro de destruição

O conflito entre cristãos e muçulmanos faz parte do cotidiano da Nigéria. Havia muito tempo, no entanto, o país africano não assistia a tamanha carnificina. O saldo da semana passada foi de pelo menos cinqüenta mortos e mais de 500 feridos. Pelas contas da Cruz Vermelha, a tragédia foi ainda pior: 165 mortos e mais de 900 feridos. A violência começou em Jos, na região central do país, e em pouco tempo chegou a Kano, no norte.

A batalha de Jos teria tido como motivo a nomeação de um muçulmano para chefe de um programa governamental de combate à pobreza. O estopim foi uma mulher cristã que tentou aproximar-se de uma mesquita no horário da oração diária. Igrejas e mesquitas foram incendiadas, o comércio fechou as portas e as principais estradas de acesso à cidade, que tem 4 milhões de habitantes e fica no alto de uma colina, foram bloqueadas por grupos de jovens armados com pistolas, pedaços de pau, facões e armas de fogo, enquanto os moradores se refugiavam nas delegacias de polícia. Em Kano, milhares de jovens muçulmanos saíram às ruas incendiando automóveis e puseram fogo numa igreja. Eles usavam latas cheias de gasolina e tochas acesas como arma. "Ninguém conseguia impedi-los", contou James Alalade, pastor do templo cristão. A Nigéria é o principal exportador de petróleo da África, mas a esmagadora maioria de sua população, de 112 milhões de pessoas, vive na pobreza. As péssimas condições de vida são responsáveis por boa parte das tensões religiosas do país, composto de cerca de 250 grupos étnicos. Até o fim da semana, o clima continuava tenso, e o governo ainda não considerava ter a situação totalmente sob controle.

 

AUTOMÓVEIS

Idéia de internauta vira carro em salão

AP

O Moonster no Salão de Frankfurt: como em 2020

O Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha, manteve a tradição e abriu suas portas às criações mais arrojadas – e esquisitas – do setor. A vedete neste ano foi o "carro do futuro", nascido na internet. O Moonster é resultado de um concurso que a Peugeot promoveu na rede para prever o design do automóvel de 2020. Cerca de 2.000 projetos, de oitenta países, passaram pelo crivo de um júri especializado e, em seguida, por uma votação virtual. O ganhador foi Marko Lukovic, um iugoslavo de 23 anos. A idéia do jovem materializou-se nas oficinas da Peugeot e foi mostrada em tamanho real no salão. Todo prateado, o Moonster tem design de filme de ficção científica. São apenas dois lugares e motores elétricos localizados sobre as quatro enormes rodas. Por enquanto, é apenas um carro para salão e não para as ruas.

 

JAPÃO

Mal da vaca louca chega à Ásia

AFP

Supermercado: governo nega risco

O perigo do mal da vaca louca voltou a assustar a opinião pública internacional. O ministro da Agricultura do Japão anunciou que testes feitos num animal de uma fazenda nos arredores de Tóquio deram positivo para a doença. Até então, o mal, que já matou cerca de 100 pessoas na Inglaterra, só havia sido detectado em rebanhos da Europa Ocidental. A vaca japonesa seria o primeiro caso na Ásia. Apesar da descoberta, o governo japonês considera o risco de uma epidemia mínimo e que não há possibilidade de o leite e a carne consumidos atualmente no país estarem contaminados. O Japão deixou de comprar carne da Europa no início deste ano, mas havia importado ração para animais. Cientistas acreditam que a doença é inicialmente transmitida por meio de carne e osso infectados usados nas rações.

 

ASTRONOMIA

Uma Via Láctea toda esburacada

Quando se começou a falar em buraco negro, acreditava-se que cada galáxia tinha o seu. Ele é uma espécie de Triângulo das Bermudas das galáxias: seu campo gravitacional é de tamanha intensidade que suga tudo que está a sua volta, inclusive a luz. No fim da década de 90, descobriu-se que a Via Láctea abrigava sete buracos negros. Foi uma gigantesca revolução. Agora, uma pesquisa do Centro de Estudos de Saclay, na França, revelou surpresa maior ainda: nossa galáxia tem um campo minado de buracos negros, provavelmente com mais de 1 milhão. A notícia, publicada no último número da revista científica Nature, ajuda a entender a formação deles, um fenômeno muito estudado e ainda pouco conhecido. Eles foram previstos na Teoria da Relatividade do físico alemão Albert Einstein e ajudaram a consolidar a fama do cosmologista inglês Stephen Hawking.

 

PARAGUAI

Batalha campal na Ponte da Amizade

Fabricio Azambuja/Folha de Londrina/AE

Manifestantes: confronto na fronteira

Inaugurada em 1965 como símbolo das relações comerciais entre Brasil e Paraguai, nos últimos anos a Ponte da Amizade tornou-se uma dor de cabeça para os governos dos dois países. No Brasil, a preocupação é o contrabando: 20.000 pessoas cruzam diariamente a fronteira, a maioria sacoleiros, atrás das bugigangas vendidas no lado paraguaio. Já o Paraguai, em aguda crise econômica, sofre com o assédio dos brasileiros aos postos de trabalho no comércio de Ciudad del Este. Na semana passada, paraguaios bloquearam a ponte por três dias e transformaram Ciudad del Este em uma praça de guerra. A ação da polícia para reabrir a ponte resultou em 39 pessoas feridas, oito presos e várias lojas saqueadas. Na quinta-feira, com a situação já normalizada, o governo paraguaio prometeu reduzir de 80% para 30% a participação de empregados brasileiros no centro comercial do país.

 

SOCIEDADE

Vergonha americana

Prostituição infantil não é exclusividade de país de Terceiro Mundo. Na semana passada, os americanos ficaram estarrecidos com a divulgação de uma pesquisa sobre o envolvimento de crianças no mercado sexual, feita pela Universidade da Pensilvânia. O estudo revelou que cerca de 350.000 menores de 18 anos – uma em cada 100 crianças americanas – são vítimas de prostituição, pornografia ou outra forma de comércio sexual. "A exploração sexual infantil é uma epidemia", afirma Richard Estes, coordenador do trabalho. "A epidemia mais ignorada de nosso país." A pesquisa derruba vários mitos. A maior parte das vítimas de prostituição infantil é branca e 75% vieram de famílias de classe média. O estudo também mostra que os meninos são tão explorados sexualmente quanto as meninas. Grande parte dos clientes é formada por homens casados e com filhos. Um quarto dos exploradores de crianças são outras crianças.

 



 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS