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REMÉDIOS Preços congelados
Por meio de medida provisória editada na segunda-feira, o governo prorrogou até dezembro de 2002 o controle de preços de 8.000 medicamentos, que vigora esde o fim do ano passado. Segundo o governo, em janeiro deverá ser autorizado um reajuste, mas, em seguida, os preços permanecerão congelados por mais doze meses. Foi uma vitória do ministro da Saúde, José Serra, sobre seu colega da Fazenda, Pedro Malan, que é contra a medida. A justificativa do governo é que, no caso de alguns produtos essenciais, a concorrência não é capaz de coibir aumentos abusivos. No Ministério da Fazenda, no entanto, a medida é considerada um risco. Teme-se que os laboratórios comecem a encher as prateleiras com novas marcas, e novos preços. Este é um enredo conhecido no país. O controle de preços foi a base da maioria dos planos econômicos baixados no Brasil nas últimas duas décadas. Nunca deu certo e o Plano Cruzado, o exemplo mais eloqüente desse fracasso, está vivo na memória do brasileiro. Depois de um período de estabilidade, o que se viu foi sempre queda na qualidade ou desabastecimento. Um dos méritos do Plano Real é justamente não ter caído na mesma armadilha. Espera-se que o caso dos remédios não seja a senha para esquecer de vez as lições do passado. Mas, apesar de tudo isso, a palavra congelamento ainda seduz parte do eleitorado. Por isso, a medida pode acabar dando uma forcinha para a empacada candidatura de Serra à Presidência.
BARBÁRIE Bandido com raiva de bandido Marcelo Borelli, preso há onze meses na Polícia Federal em Brasília, escapou da morte duas vezes em apenas 48 horas. Condenado a 200 anos de cadeia por roubo, tortura, assassinato e tráfico, ele é conhecido pela barbárie de seus atos. No ano passado, seqüestrou um avião da Vasp em Foz do Iguaçu, ameaçando explodi-lo. Fugiu com 5 milhões de reais que eram transportados no avião. Depois de prendê-lo, a polícia descobriu que, meses antes, Borelli havia protagonizado um filme real de horror. Em uma fita de vídeo gravada a mando dele mesmo, o bandido aparece torturando uma menina de 3 anos com chutes e choques elétricos. Na segunda-feira, 28 presos tentaram linchá-lo durante o banho de sol. Dois dias depois, quiseram atear fogo a seu corpo. Na quinta-feira, ele foi transferido para uma penitenciária em Campo Grande.
EDUCAÇÃO Curso
ruim vai levar bomba
CRIME Prefeito de Campinas é assassinado
Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, foi eleito prefeito de Campinas no ano passado com uma vitória surpreendente sobre o tucano Carlos Sampaio, favorito nas pesquisas. Firmou-se, desde então, como uma das estrelas do partido. No dia 10, saiu de um debate na prefeitura, passou por sua academia de ginástica, foi a um shopping na periferia da cidade e quando voltava para casa, no final da noite, foi morto a tiros. Ele estava sozinho em seu carro, um Palio Weekend. Desde o início a polícia não descarta a hipótese de crime político. Segundo amigos e colaboradores, o prefeito teria sido ameaçado de morte mais de uma vez. Toninho era arquiteto e começou a vida política na década de 70. Filiou-se ao PT em 1981 e sempre teve em Campinas, a segunda cidade mais importante de São Paulo, sua base de atuação. Só na sexta-feira foi preso o primeiro suspeito do assassinato. Marcelo Ferreira estava em Bertioga, no litoral paulista, e portava uma pistola especial, do mesmo modelo da arma que matou o prefeito.
VIOLÊNCIA Estuprador mineiro confessa seis mortes Acusado por uma prostituta de tentativa de estupro, o lanterneiro Mário da Paz Ferreira jurou inocência por mais de dois meses. Preso em julho, na cidade de João Monlevade, no interior de Minas Gerais, Ferreira também era suspeito da morte de uma estudante de 19 anos, violentada e assassinada por estrangulamento. Na semana passada, acuado, o lanterneiro confessou o assassinato da jovem e surpreendeu a própria polícia admitindo ser o autor de outros cinco homicídios cometidos nos últimos dois anos no Estado.
POPULAÇÃO As capitais não são mais aquelas
UNE Estudantes dão aula de politicagem
A briga entre correntes políticas faz parte da vida de qualquer agremiação. A União Nacional dos Estudantes (UNE) não é exceção. Desta vez, no entanto, a moçada exagerou. Pedro Trengrouse de Souza, da oposição à diretoria, denunciou várias irregularidades, entre elas a emissão descontrolada de carteiras. E anexou ao dossiê uma carteira de estudante possivelmente encomendada por ele em nome de Fernando Dutra Pinto, o seqüestrador de Patrícia Abravanel. O presidente da UNE, Felipe Maia, acusado também de não prestar contas dos 12 milhões de reais que movimentaria por ano, nega qualquer ação irregular.
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