Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 718 - 19 de setembro de 2001
A semana

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Especial

colunas
ont>

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
A Semana

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

SENADO

Em estado de agonia

O senador Jader Barbalho tinha duas decisões importantes para tomar na semana passada. A primeira, ele anunciou na quinta-feira: a intenção de renunciar à presidência do Senado, de onde estava licenciado havia dois meses. A outra decisão, que trata diretamente de seu futuro político, ficou para o início desta semana. Está marcada para quinta-feira a votação do relatório da comissão que investigou as denúncias de corrupção contra o senador. Se o processo for aberto, Jader pode perder o mandato e ter os direitos políticos cassados pelos próximos oito anos.

Jader pode, é claro, ser absolvido, o que, se depender exclusivamente das provas, é uma hipótese impossível. Sabendo disso, a saída para o senador pode ser anunciar a renúncia ao mandato. O relatório do Conselho de Ética afirma que existem "provas irrefutáveis" de que o senador se beneficiou dos desvios no Banpará, conforme revelaram documentos sigilosos do Banco Central publicados por VEJA há dois meses.

O relatório da comissão também mostra que Jader mentiu aos senadores que o investigavam ao se defender das acusações – e, por isso, quebrou o decoro parlamentar. Se a maioria dos quinze senadores com direito a voto no Conselho de Ética aprovar o documento, estará aberto oficialmente o processo por quebra de decoro, cuja pena pode ser a cassação do mandato. Como ninguém em Brasília duvida que isso irá acontecer, restam a Jader duas alternativas – a renúncia ou o processo. Na semana passada, a Polícia Federal e o Ministério Público entregaram ao procurador-geral da República um relatório sobre as investigações das fraudes na Sudam. Há depoimentos e documentos que mostram como a quadrilha operava e deixam clara a identidade de seu mentor – ele mesmo, Jader Barbalho. A guilhotina desceu um pouco mais.

 

MEMÓRIA 1

Morre a dama da gravura nacional


Fernando Lemos/Strana
Fayga: prática e teoria

A artista plástica Fayga Ostrower morreu aos 81 anos, de câncer, na noite de quarta-feira, no Rio de Janeiro. Nascida em Lodz, na Polônia, Fayga veio para o Brasil junto com a família, na década de 30. Naturalizada brasileira, abandonou o emprego de secretária depois de fazer um curso de gravura. Começou sua carreira usando o figurativismo para tratar de temas sociais. Mas, diante de uma série sobre retirantes, concluiu que dramas humanos não se enquadravam numa abordagem figurativa. "Não dá para embelezar retirantes", disse. Desde então, tornou-se expoente da gravura abstrata nacional. Fayga também era professora universitária de teoria da arte e autora de diversos livros sobre o assunto.

 

MEMÓRIA 2

Entre os negócios, o esporte e as artes


Regis Filho

José Ermírio: empresário de múltiplos interesses


O fato de presidir há 28 anos o grupo Votorantim, o maior e mais tradicional aglomerado privado do país, não foi obstáculo para que José Ermírio de Moraes Filho, que morreu de câncer na terça-feira passada, aos 74 anos, estivesse envolvido em diversas atividades fora da empresa. Ele teve participação ativa em entidades de classe, como a Fiesp, da qual foi presidente emérito. E ocupou, por duas vezes, a presidência do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento. Mas suas atuações não se restringiram ao mundo dos negócios. Corintiano ardoroso, foi presidente da Federação Paulista de Futebol, vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF) e membro da Comissão Técnica da Fifa. Também presidiu a Orquestra Filarmônica de São Paulo. No fim de agosto, José Ermírio, que dividia o leme do Votorantim com seu irmão Antônio Ermírio, anunciara uma reforma administrativa na empresa para abrir espaço para a nova geração da família no comando do grupo.

 

PMDB

Aconchegado nos braços do governo


José Paulo Lacerda/AE

Temer: o PMDB governista no comando do partido

O PMDB reuniu 4.500 militantes em Brasília para traçar os rumos do partido. Houve debates emocionados, discussões acaloradas e até troca de sopapos entre deputados. No final, a decisão: o PMDB continua PMDB. Explica-se: os convencionais elegeram o governista Michel Temer para presidir o partido nos próximos dois anos. Isso significa que, pelo menos por enquanto, continuarão bem perto do Palácio do Planalto, inclusive com os cargos que desfrutam na administração federal. Decidiram também que lançarão candidato próprio às eleições presidenciais de 2002. É tudo o que o Planalto não queria. Contraditório? Não, coisas do PMDB. O candidato do partido será definido em janeiro, um tempão antes do prazo final para a oficialização das candidaturas. Dá tempo para negociar, negociar e negociar. Até Itamar Franco parece ter ficado satisfeito com a decisão de não decidir nada. Ele deve ficar no PMDB à espera do caos – o único propulsor capaz de tirar seu partido das asas governistas.

 

JUSTIÇA

Cerco fechado sobre Maluf e sua família


J. F. Diorio/AE
Maluf: nenhum motivo para rir com as novas descobertas

Foi uma sucessão de reveses que caíram sobre a cabeça do ex-prefeito Paulo Maluf. Primeiro, dois promotores pediram à Justiça a quebra de seu sigilo fiscal. Depois, apareceram mais vinte telefonemas de seus filhos Lygia e Flávio para o Citibank de Genebra e para o HBK Investments – agora, são 41 ligações comprometedoras para o exterior descobertas desde que seus sigilos telefônicos foram abertos. Como se não bastasse, a Justiça manteve a quebra dos sigilos bancários e telefônicos do ex-prefeito e de cinco parentes acusados de manter aplicações ilegais de 200 milhões de dólares no paraíso fiscal de Jersey. Finalmente, o Ministério Público pediu que se abra o sigilo fiscal de sua mulher, Sylvia, dos quatro filhos e de uma nora. Os promotores querem que a Justiça envie às autoridades suíças o relatório do rastreamento com os dados sobre as ligações realizadas pelo pepebista e por seus familiares. Os suíços investigam a origem de supostas aplicações financeiras mantidas por Maluf. O ex-prefeito divulgou nota na qual voltou a negar que possua contas bancárias no exterior.

 

 

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS