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Home  »  Revistas  »  Edição 2126 / 19 de agosto de 2009


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Imagem da Semana

Surpresinha de verão

É a economia, que deu uma ligeira recuperada,
mas os alemães só falam naquilo: o cartaz
comparando as políticas da abundância


Vilma Gryzinski

Gero Breloer/AP

Ela não está, assim, vendendo saúde, mas já deu uma boa levantada. Falamos, claro, da economia da Alemanha. Cruelmente mordida pela crise, que engoliu 6% do PIB, a Alemanha teve um crescimento modesto, juntamente com a França, de 0,3% no segundo trimestre. Nada de sair soltando foguetes, mas melhor do que as expectativas, ainda mais para a quarta economia do planeta, uma máquina exportadora de 3,1 trilhões de dólares. A surpresinha de verão decorre da recuperação geral da economia mundial e da cuidadosamente calibrada política econômica da primeira-ministra, Angela Merkel. Suma sacerdotisa dos procedimentos ajuizados, ela concedeu um déficit fiscal que deve chegar a 4% neste ano – nada comparável aos 12% dos Estados Unidos, que estão gastando como um marinheiro bêbado para estimular a economia, embora baste para tirar o pé da lama. Mas ainda não suficiente para desviar as atenções do assunto mais comentado da semana na Alemanha: o cartaz de campanha de Vera Lengsfeld, candidata a deputada nas eleições de setembro. Democrata-cristã como Merkel e igualmente provinda da antiga Alemanha Oriental, ela enfatizou as similitudes. Posou para uma foto quase idêntica à que mostra a única exceção na vida da absurdamente discreta primeira-ministra – o vestido muito decotado que usou numa cerimônia de gala na Noruega, no ano passado. "Nós temos mais a oferecer", diz o cartaz em que a candidata parece ter recorrido a um certo programa de computador que tira ou põe, conforme o gosto da freguesa. Será que ela se referia à franjinha?

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