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Home  »  Revistas  »  Edição 2126 / 19 de agosto de 2009


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Panorama

"Isso não tem nada a ver comigo"

O deputado Moreira Mendes (PPS-RO) ficou conhecido
por defender a proibição da candidatura dos políticos
"fichas-sujas". Há dez dias, ele renunciou à sua vaga
no Conselho de Ética da Câmara


Sandra Brasil

Divulgação
Moreira Mendes:
"É uma cruz que me
constrange profundamente"


O que é um político "ficha-suja"?
É o bandido, traficante, quem teve prestação de contas rejeitada por causa de caixa dois. Quem foi condenado por crimes como esses não pode recorrer interminavelmente à Justiça para concorrer à eleição.

Nesse caso, como ficaria o senhor, que foi condenado por desvio de dinheiro público? Isso não tem nada a ver comigo. Estou falando do cara que foi condenado por crime.

Desvio de dinheiro público é crime. Minha ação não é criminal, e eu sou inocente. Enfrento esse processo desde 1995, triste mas de cabeça erguida.

O que motivou o processo? Em 1993, eu era sócio de uma agência que vendia passagens à Assembleia Legislativa de Rondônia. O Ministério Público diz que a empresa desviou recursos. Isso não houve, o que pode ter havido é má administração da Assembleia.

Mas o senhor foi condenado. Esse fato pesou na sua decisão de renunciar ao Conselho de Ética? Foi fator preponderante. Esse processo é uma cruz que carrego do tempo em que não era político e que me constrange profundamente.

O senhor foi condenado a devolver 674 000 reais à Assembleia. Vai pagar? Estou recorrendo dessa decisão. Vou me defender até a última instância.

 

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