Edição 1965 . 19 de julho de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Felipe Patury (fpatury@abril.com.br)

• ELEIÇÕES 2006

Amigos para sempre
Lula enviou emissários a Hugo Chávez, Evo Morales e Néstor Kirchner. Pediu a todos que não façam marola até que a eleição brasileira esteja encerrada. O presidente teme perder votos com novas atitudes tresloucadas do trio.  

Onze pontos
O comando da campanha de Lula acredita que o petista tem como certos 40% dos votos válidos. Um contingente que varia entre 5% e 7% dos eleitores declara votar em Lula, mas pode mudar de lado. Para ser reeleito, precisa fidelizar essa turma e seduzir mais 4% do eleitorado.

Parem com isso
Bateu um pânico no exército de José Serra, candidato do PSDB ao governo paulista. Surgiram comitês Lula-Serra em Campinas e Bauru. O tucano determinou que fossem dissolvidos antes que o presidenciável Geraldo Alckmin reclamasse.

Gravou, Juruna?
O presidente interino da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o "Juruna", pode ser destituído. Ele enfureceu seus colegas ao gravar entrevistas afirmando que a Força apoiaria Lula. A maioria dos sindicatos da central e o presidente licenciado da instituição, Paulo Pereira da Silva, vão de Alckmin em um eventual segundo turno.

Oração pelo bispo
O candidato de Lula ao governo do Rio é Marcelo Crivella, do PRB e da Igreja Universal.

 

• GOVERNO

Furlan fica
Depois que Roberto Rodrigues deixou a Agricultura, todas as atenções se voltaram para Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento. Há dez dias, ele fechou com Lula sua permanência no posto. E, de quebra, ganhou autorização para se manter longe da campanha eleitoral.

 

A rifa sanguessuga

Leonardo Coutinho
Maria da Penha: amigos na Saúde


A mineira Maria da Penha Lino foi demitida do cargo de assessora do Ministério da Saúde depois de ter sido presa sob a acusação de ser o braço da máfia dos sanguessugas no governo. Desde então, queixa-se de que está na penúria. Um grupo de secretários municipais de Saúde se condoeu de sua situação e resolveu arrecadar fundos para pagar suas contas. Eles criaram uma rifa que será vendida nos corredores do ministério e nas secretarias estaduais e municipais de Saúde.

 

• POLÍTICA

É só chegar, pessoal
Diz-se que o PMDB pode rachar entre lulistas e oposicionistas depois da eleição. É provável que aconteça justamente o contrário. A agremiação deve acolher deputados que forem eleitos por partidos que não cumprirem as cláusulas de barreira do Congresso. A turma do PL é uma que já está com um pé lá.

 

• CONSUMO

O petróleo é nosso
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo encomendou uma pesquisa de opinião para saber qual é o produto que tem a cara do Brasil. Em primeiro lugar ficou "o petróleo da Petrobras". Em segundo e terceiro, a cachaça e o café.

 

• ENERGIA

Uma usina sai
O governo iniciará a construção de Angra III se as licenças para a construção da hidrelétrica de Madeira, em Rondônia, não forem concedidas até o fim do ano. Ao menos uma delas precisa estar pronta em 2011 para que o país não corra risco de novo apagão.

 

• SAÚDE

Conta apertada
O Brasil corre o risco de desperdiçar 450 milhões de dólares liberados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento para investimentos em saneamento. O dinheiro estoura o orçamento do Ministério da Saúde. Para usá-lo, o ministério precisaria cortar gastos que serão feitos com recursos oficiais.

 

• FISCO

Conflito de interesses
O chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando da Receita, Mauro de Brito, foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa. Ele é acusado de permitir que a Associação Brasileira de Combate à Falsificação participasse de uma investigação contra a Schincariol. Um filho de Brito trabalha na associação, e a AmBev, concorrente da Shincariol, é um de seus membros. Brito atribui as acusações a interesses feridos dos autuados.

 

• TRANSPORTE

Longa distância
Quando Lula assumiu, a Valec, que administra a Ferrovia Norte–Sul, tinha 55 funcionários. Hoje, conta com 270 e escritórios em Roraima e no Amapá. A ferrovia lamentavelmente não chega a esses dois estados, bases do líder do governo Romero Jucá e do senador José Sarney.

 

• MÚSICA

Ingresso esgotado
A Orquestra Sinfônica Brasileira não sabe como fará para cumprir sua programação de concertos em nove capitais do país. Com a derrocada da Varig, faltam vagas para acomodar seus oitenta músicos em aviões comerciais. Os patrocinadores da orquestra chegaram a tentar alugar um avião para transportar os artistas, mas eles também sumiram do mercado.

 

• AGRONEGÓCIO

A carne é fraca
A canadense Brascan foi a última empresa a acreditar que era rentável criar gado em São Paulo com grandes investimentos em tecnologia. Desistiu. Transferiu seus animais para o Pará e alugou suas terras para que usineiros plantem cana-de-açúcar, a febre da agricultura.

 

• CELEBRIDADES

Ele aprendeu
Na esteira do sucesso de O Aprendiz, o apresentador Roberto Justus lança em agosto sua biografia, Construindo uma Vida. Nela, falará apenas de sua vida empresarial. A pessoal fica para a próxima.

 

Corrupção com recibo

Recibo assinado pelo doleiro Bolonha e rubricado pelo presidente do PL paulista

O documento acima é mais uma prova das negociatas envolvendo parlamentares. Trata-se de um recibo emitido pelo doleiro Lúcio Bolonha e rubricado pelo presidente do PL paulista, Tadeu Candelária. Em 2004, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, pediu a Bolonha 4 milhões de reais para financiar a campanha de seus prefeitos. Ao lado está o recibo da sétima parcela. Bolonha deveria ter recebido 105 557 reais, 90 557 reais em cheques administrativos do Rural e 15 000 reais em cheques diversos. Como deu pela falta de 57 reais, exigiu que Candelária confirmasse o equívoco assinando o recibo. O Ministério Público usará o documento como prova do esquema de corrupção.

 

Colaborou Leonardo Coutinho

 

 

 

 
 
 
topovoltar