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Radar
Felipe Patury (fpatury@abril.com.br)
ELEIÇÕES 2006 Amigos para sempre Lula
enviou emissários a Hugo Chávez, Evo Morales e Néstor Kirchner.
Pediu a todos que não façam marola até que a eleição
brasileira esteja encerrada. O presidente teme perder votos com novas atitudes
tresloucadas do trio. Onze pontos
O comando da campanha de Lula acredita que o petista tem
como certos 40% dos votos válidos. Um contingente que varia entre 5% e
7% dos eleitores declara votar em Lula, mas pode mudar de lado. Para ser reeleito,
precisa fidelizar essa turma e seduzir mais 4% do eleitorado. Parem
com isso Bateu um pânico no exército
de José Serra, candidato do PSDB ao governo paulista. Surgiram comitês
Lula-Serra em Campinas e Bauru. O tucano determinou que fossem dissolvidos antes
que o presidenciável Geraldo Alckmin reclamasse. Gravou,
Juruna? O presidente interino da Força Sindical,
João Carlos Gonçalves, o "Juruna", pode ser destituído. Ele
enfureceu seus colegas ao gravar entrevistas afirmando que a Força apoiaria
Lula. A maioria dos sindicatos da central e o presidente licenciado da instituição,
Paulo Pereira da Silva, vão de Alckmin em um eventual segundo turno. Oração
pelo bispo O candidato de Lula ao governo do Rio
é Marcelo Crivella, do PRB e da Igreja Universal.
GOVERNO Furlan fica Depois
que Roberto Rodrigues deixou a Agricultura, todas as atenções se
voltaram para Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento. Há dez dias, ele
fechou com Lula sua permanência no posto. E, de quebra, ganhou autorização
para se manter longe da campanha eleitoral.
A rifa sanguessuga
Leonardo
Coutinho
 | | Maria
da Penha: amigos na Saúde |
A
mineira Maria da Penha Lino foi demitida do cargo de assessora do Ministério
da Saúde depois de ter sido presa sob a acusação de ser o
braço da máfia dos sanguessugas no governo. Desde então,
queixa-se de que está na penúria. Um grupo de secretários
municipais de Saúde se condoeu de sua situação e resolveu
arrecadar fundos para pagar suas contas. Eles criaram uma rifa que será
vendida nos corredores do ministério e nas secretarias estaduais e municipais
de Saúde. | |
POLÍTICA É só chegar,
pessoal Diz-se que o PMDB pode rachar entre lulistas
e oposicionistas depois da eleição. É provável que
aconteça justamente o contrário. A agremiação deve
acolher deputados que forem eleitos por partidos que não cumprirem as cláusulas
de barreira do Congresso. A turma do PL é uma que já está
com um pé lá.
CONSUMO O petróleo é nosso O
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo encomendou uma pesquisa
de opinião para saber qual é o produto que tem a cara do Brasil.
Em primeiro lugar ficou "o petróleo da Petrobras". Em segundo e terceiro,
a cachaça e o café. ENERGIA
Uma usina sai O governo
iniciará a construção de Angra III se as licenças
para a construção da hidrelétrica de Madeira, em Rondônia,
não forem concedidas até o fim do ano. Ao menos uma delas precisa
estar pronta em 2011 para que o país não corra risco de novo apagão.
SAÚDE Conta
apertada O Brasil corre o risco de desperdiçar
450 milhões de dólares liberados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento
para investimentos em saneamento. O dinheiro estoura o orçamento do Ministério
da Saúde. Para usá-lo, o ministério precisaria cortar gastos
que serão feitos com recursos oficiais.
FISCO Conflito de interesses O
chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando da Receita, Mauro de
Brito, foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa.
Ele é acusado de permitir que a Associação Brasileira de
Combate à Falsificação participasse de uma investigação
contra a Schincariol. Um filho de Brito trabalha na associação,
e a AmBev, concorrente da Shincariol, é um de seus membros. Brito atribui
as acusações a interesses feridos dos autuados.
TRANSPORTE Longa distância Quando
Lula assumiu, a Valec, que administra a Ferrovia NorteSul, tinha 55 funcionários.
Hoje, conta com 270 e escritórios em Roraima e no Amapá. A ferrovia
lamentavelmente não chega a esses dois estados, bases do líder do
governo Romero Jucá e do senador José Sarney.
MÚSICA Ingresso esgotado A
Orquestra Sinfônica Brasileira não sabe como fará para cumprir
sua programação de concertos em nove capitais do país. Com
a derrocada da Varig, faltam vagas para acomodar seus oitenta músicos em
aviões comerciais. Os patrocinadores da orquestra chegaram a tentar alugar
um avião para transportar os artistas, mas eles também sumiram do
mercado. AGRONEGÓCIO A
carne é fraca A canadense Brascan foi a
última empresa a acreditar que era rentável criar gado em São
Paulo com grandes investimentos em tecnologia. Desistiu. Transferiu seus animais
para o Pará e alugou suas terras para que usineiros plantem cana-de-açúcar,
a febre da agricultura. CELEBRIDADES
Ele aprendeu Na esteira
do sucesso de O Aprendiz, o apresentador Roberto Justus lança em
agosto sua biografia, Construindo uma Vida. Nela, falará apenas
de sua vida empresarial. A pessoal fica para a próxima.
Corrupção com recibo
 | | Recibo
assinado pelo doleiro Bolonha e rubricado pelo presidente do PL paulista |
O
documento acima é mais uma prova das negociatas envolvendo parlamentares.
Trata-se de um recibo emitido pelo doleiro Lúcio Bolonha e rubricado pelo
presidente do PL paulista, Tadeu Candelária. Em 2004, o presidente nacional
do PL, Valdemar Costa Neto, pediu a Bolonha 4 milhões de reais para financiar
a campanha de seus prefeitos. Ao lado está o recibo da sétima parcela.
Bolonha deveria ter recebido 105 557 reais, 90 557 reais em cheques administrativos
do Rural e 15 000 reais em cheques diversos. Como deu pela falta de 57 reais,
exigiu que Candelária confirmasse o equívoco assinando o recibo.
O Ministério Público usará o documento como prova do esquema
de corrupção. | | Colaborou
Leonardo Coutinho |