Edição 1965 . 19 de julho de 2006

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Gente

Clayton de Souza/AE
Angélica no desfile: "Pelada, mas linda"


A primeira passarela

Medindo-se pelo "tumultômetro", a estrela da São Paulo Fashion Week foi a apresentadora Angélica. Em sua estréia na semana de moda, ela teve cercadinho no camarim e alto índice de empurra-empurra entre os fotógrafos. Em dupla missão – desfilar para o amigo Carlos Tufvesson e gravar cenas de bastidor para seu programa –, Angélica chegou cedo, ensaiou com as modelos ("Olha só: sou a mais alta e a mais magra", brincava a apresentadora de 1,64 metro e 51 quilos) e se surpreendeu. "Ué, modelo não se vê no espelho? Que maldade!", exclamou, já pronta, num duvidoso longo transparente. No fim, o marido, Luciano Huck, deu o veredicto: "Ela estava linda. Pelada, mas linda".

 

O bebê do bebê de proveta

Todos os jornais do mundo publicaram a foto da inglesinha Louise Brown quando ela nasceu, em julho de 1978 – o primeiro bebê de proveta do mundo. Com menos intensidade, o fenômeno se reproduziu quando Louise, 27 anos, secretária em um shopping center de Bristol, casada com um segurança, anunciou que está grávida (sem necessidade de assistência alguma). Não é a primeira filha dos Brown a engravidar. Em 1999, a irmã Natalie, também concebida em reprodução assistida, teve uma menina aos 16 anos (e agora também tem um menino). "Antes eu achava que era especial. Mas, depois que tantos bebês nasceram da mesma forma, nem penso nisso", diz Louise.

 

De arrasar a taba

Gisele vai ao Xingu: desta vez, com mordomia

Em 2004, acompanhada do então namorado Leonardo DiCaprio, Gisele Bündchen passou uns dias numa tribo do Xingu ao estilo hipernatureba: dormiu na rede, comeu peixe na brasa, até se consultou com um pajé. Em maio, reincidiu, só que a trabalho e com muito mais conforto. Para a nova campanha da sandália que leva seu nome, desembarcou na tribo kisêdjê, no médio Xingu, com a irmã Patricia, uma equipe de gravação, chuveiro e refeições especialmente preparadas. Colares e cocar foram presentes da tribo, mas até a pintura "indígena" foi adaptada: em vez de urucum e jenipapo, que levam dias para sair, apelou-se para uma tinta lavável.

 

 

Diário de viagem na África

 
Divulgação/TV Globo
Marcos Paulo no Burundi: gravação sem roteiro prévio

Médicos dedicados ao trabalho humanitário voluntário vão entrar na moda. Sem diálogos nem roteiro, acompanhado apenas do diretor Jayme Monjardim (que levou uma câmera portátil e cuidou da gravação), o ator Marcos Paulo passou doze dias "atendendo pacientes" e circulando por acampamentos de refugiados de guerras civis no Quênia e no Burundi no papel do médico Diogo, seu personagem em Páginas da Vida. "Pensei que a miséria fosse igual em todo lugar. Mas lá é muito pior do que aqui", diz Marcos Paulo, que escreveu um diário de viagem, adaptado depois pelo autor Manoel Carlos. A viagem foi organizada pelo Acnur, o órgão da ONU para refugiados. "Não vi guerra, mas ouvi tiros", conta.

 

Competição, eu? Imagine

 
Oscar Cabral
Paulo Freitas/Glamurama
Luana e Dolabella, em ato de reconhecimento: "Nenhum problema"

Em tempo recorde até para seu altíssimo padrão de rotatividade, Ricardo Mansur, o ex de Luana Piovani, engatou namoro com a modelo-e-atriz Letícia Birkheuer; de quebra, prepara-se para estrear no cinema. Luana, conhecida pelo espírito competitivo, foi logo vista conhecendo melhor, e em detalhes, outro alto-padrão, Dado Dolabella. "Estou vivendo a melhor fase da minha vida. Se você me perguntar, hoje, eu não tenho um único problema para contar", diz Luana, enfatizando o momento de felicidade intensa. De quebra, prepara-se para um bico justamente como modelo de uma linha da grife Cavalera inspirada na boneca Barbie. Com quem jura ter tudo a ver: "Eu adoro cor-de-rosa, coraçãozinho, essas coisas".

 

Para mito, só falta estatura

 

Leonardo Aversa/Ag. Globo
Diogo como Cauby: Conceição e peruca

Durante três anos, ele estudou (canto, três vezes por semana), ensaiou e foi aos shows do ídolo. Na semana passada, enfim, o ator Diogo Vilela, 48 anos, estreou em Cauby! Cauby!, musical no qual encarna, com glamour, peruca e dezenove trocas de roupa, o antológico Cauby Peixoto, 72. Abrindo com Conceição e fechando com New York, New York, Vilela desfia o repertório e os trejeitos de seu ídolo "desde os 12 anos" com toda a propriedade. "Quis fazer uma homenagem à altura do mito", diz – sendo altura, justamente, sua única dificuldade: o ator mede 1,78 metro e o cantor, quase 1,90. Cauby, o próprio, está em turnê no Nordeste e não assistiu à estréia. Mas mandou flores.

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Laura Ming,
Roberta Salomone e Sandra Brasil

 
 
 
 
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