Edição 1965 . 19 de julho de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Religião e fé, quanto mais, melhor.
Principalmente para nossos jovens, que
estão com tanta oferta de coisas ruins."

Rosangela Barollo Sforcin
São Paulo, SP

Evangélicos

Magnífica a reportagem acerca dos pastores da nova geração. De fato, hoje a palavra de Deus vem sendo proclamada de forma empolgante por intermédio de ministros à altura dos tempos modernos. Se o mundo secular está em constante transformação, o mesmo se pode dizer dos pastores modernos. Por meio de uma linguagem simples, porém profunda, do Evangelho cristão, esses homens de Deus têm atraído milhares de pessoas a viver uma experiência maravilhosa ao lado de Jesus Cristo. Em nome do povo evangélico do Brasil, agradeço a VEJA por essa interessantíssima matéria ("Os novos pastores", 12 de julho).
Vanessa Oliveira
Salvador, BA

É incrível como VEJA capta e consegue traduzir corretamente a essência dos problemas e mudanças sociais brasileiros. Um exemplo é a reportagem de capa da última edição, excelente e oportuna porque traduz uma realidade incontestável: a movimentação do povo buscando sair da mesmice, procurando se aproximar de Deus, numa fé palpável, prática, de resultados, na tentativa de minimizar as insatisfações humanas. Creio que o único caminho para o ser humano é aproximar-se de Deus, diante de tanto desamor no mundo atual.
Pedro Ronaldo Pereira
Florianópolis, SC

O pastor é show, mas quem fez o "gol" mais uma vez foi VEJA, que "coloriu" sua capa e, finalmente, com seu tradicional show de imparcialidade e de informação procedente, vê e reconhece em suas páginas a "fé que mais cresce no Brasil". VEJA deu a ela justo, devido e merecido destaque. Para mim, ser evangélica hoje é a mais contundente forma de crescer em Cristo Jesus. Obrigada, VEJA!
Annette Akel Porfírio
São Paulo, SP

Já era hora de mostrar o motivo pelo qual tantas pessoas se tornam protestantes: uma mudança interna que se reflete qualitativamente na vida do indivíduo e na dos que o rodeiam. Entretanto, saliento que a essência não está em ser ou não evangélico, e sim na fonte onde se buscam os ensinamentos.
Luís C. Barros
Porto Alegre, RS

Gostaria de salientar a importante matéria de VEJA. Mas a revista tem se esquecido de mencionar a Igreja do Evangelho Quadrangular, que possui mais de 40.000 pastores em todo o Brasil, com aproximadamente 10.000 templos e mais de 100.000 congregações e pontos de pregação. E, segundo o IBGE, temos mais de 2 milhões de membros. A capa de VEJA da edição 1 758 (3 de julho de 2002) mostrou foto de nosso evento em Minas Gerais, e fotos internas revelam mais de 100.000 pessoas na Praça do Papa. Nosso líder no Brasil é o reverendo Mario de Oliveira.
Reverendo Celso Nascimento
Secretário-geral de comunicação Igreja do Evangelho Quadrangular
Por e-mail

Sou pastor há sete anos de uma igreja neopentecostal no interior de Pernambuco. Cito semanalmente os artigos desta revista como ilustrações de meus sermões no Templo da Igreja Maranata – Ministério Surubim. Quando li trechos da reportagem, ouviram-se gritos de glória, aleluia e aplausos. Enfim, uma publicação que nos trata sem concessões, mas também sem preconceitos.
Pastor Geraldo Magela
Surubim, PE

Parabéns pela reportagem. A explosão evangélica no Brasil não é resultado do ministério do "pastor show", mas fruto do ministério de milhares de pastores humildes do interior, que vivem com simplicidade a fé evangélica.
Reverendo Leonardo Sahium
Igreja Presbiteriana da Gávea
Rio de Janeiro, RJ

O falso milagre e a falsa promessa do céu na terra têm nas romarias e nos templos a maior demonstração de alienação e analfabetismo espiritual do povo brasileiro. Católicos romanos e neo-evangélicos reinterpretam a Bíblia, quando não a ignoram, para dar ênfase aos próprios projetos institucionais e personalistas. Numa inversão da palavra de João Batista "Importa que ele cresça e eu diminua", estamos assistindo ao sumiço de Jesus e ao destaque dos papas, pastores e apóstolos.
Armando Bispo da Cruz
Fortaleza, CE

 

Parlamentares investigados

Parabéns pela reportagem "Museu vivo do Código Penal" (12 de junho), sobre os nossos parlamentares que estão sob suspeita. Mais parece um museu dos horrores, pois eles, que devem cuidar dos interesses dos brasileiros, acabam só cuidando dos deles. E o resto? O pior é que essas pessoas vão entrar na nossa casa, quando tiver início a propaganda política gratuita, e muitas serão reeleitas, para desespero nosso. Bem que VEJA poderia distribuir essa matéria para que fosse colocada em cada seção eleitoral, e, aí, vendo o rosto do candidato, ninguém votaria. Pena que a memória do brasileiro, para as eleições, seja curta.
Gilson Brun
Curitiba, PR

Ao publicar o nome e a foto dos parlamentares suspeitos, VEJA está prestando um serviço de utilidade pública à nação brasileira. Que nossa memória permaneça viva até outubro, para que possamos excluí-los da vida pública brasileira. Ninguém agüenta mais!
Ronnie Adriani Moreira Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Com relação à matéria "Museu vivo do Código Penal" (12 de junho), esclareço que o processo do qual sou vítima se originou de denúncia eleitoral sobre patrocínio esportivo absolutamente legal, feito por estatais de Minas Gerais, em 1998. Membros do Ministério Público não souberam diferenciar patrocínio de publicidade, conforme a Lei nº 8666/93 (Lei de Licitação). Além disso, não consideraram os níveis de responsabilidade. Lamento ainda que o título e a chamada da matéria não estejam de acordo com seu conteúdo. Tratar denúncias no âmbito eleitoral como se fossem sentenças é confundir a opinião pública.
Eduardo Azeredo
Senador (PSDB-MG)
Brasília, DF

Na campanha política de 2000, correligionários do então prefeito de Nova Serrana, inconformados com o resultado do pleito, apresentaram denúncias que se mostraram infundadas. Nessas denúncias, que envolveram o candidato eleito, que foi absolvido em todas as instâncias, meu nome também foi citado, o que motivou a abertura de inquérito. O próprio Ministério Público Federal, comprovada a inexistência da prática de crime de qualquer natureza por parte deste parlamentar, requereu o arquivamento dos autos.
Jaime Martins
Deputado (PL-MG)
Brasília, DF

O deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) é frontalmente contrário à utilização da imunidade parlamentar como forma de proteger deputados federais ou senadores envolvidos em crimes que não guardam relação com a função parlamentar. Tanto é assim que se destacou como um dos principais líderes do processo que resultou na aprovação, em 2001, da Emenda Constitucional nº 35, que acabou com a exigência de "licença prévia" de qualquer das Casas do Congresso Nacional para que deputados federais ou senadores possam ser processados criminalmente.
Bernadete de Aquino
Assessoria de imprensa: Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação
Sorocaba, SP

A bem da verdade dos fatos e no exercício do direito de resposta, esclarecemos ser indevida a inclusão do nome do deputado Inocêncio Oliveira (PMDB-PE), primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, na lista publicada pela revista VEJA sobre os parlamentares investigados pelo Ministério Público Federal. Acatando voto da relatora Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal absolveu, por 9 votos a 1, o deputado Inocêncio Oliveira no processo que havia sido movido pelo procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, ficando portanto inocentado da acusação de explorar trabalho degradante em fazenda que lhe pertenceu e que foi vendida em 2002, no município de Gonçalves Dias (MA). O voto contrário, vencido, foi do ministro Joaquim Barbosa. Agradecemos a publicação deste esclarecimento, por um dever de justiça.
José Adalberto Ribeiro
Assessoria de imprensa do deputado Inocêncio Oliveira
Recife, PE

 

Correios

Em face da matéria "De volta ao início?" (12 de julho), tenho a esclarecer que não indiquei ninguém para os Correios, não articulei nomes nem tive conhecimento antecipado do assunto.
José Sarney
Senador (PMDB-AP)
Brasília, DF

 

Presos

A foto publicada sob o título "Confinados como animais" (12 de julho) foi chocante. Desonra nossa civilização.
Sônia Fonseca
Presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
São Paulo, SP

Que meu bom Deus me perdoe, mas realmente é o que merecem, pois foram eles próprios que destruíram. Portanto, que sejam responsáveis pelos seus atos e sofram as conseqüências.
Edmilson Vitorino
São Caetano do Sul, SP

 

Copa de 2006

Em todas as instituições sérias, os profissionais precisam gerar resultados para continuar ocupando o cargo. Inexplicavelmente, na seleção brasileira de Parreira aconteceu o contrário, ou seja, os jogadores foram escalados com base no que realizaram em seus clubes (ou num passado muito remoto) e não necessitaram fazer nada além disso em campo para continuar como titulares ("6 razões (certas) para odiar a seleção", 12 de julho).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

Nosso futebol foi o reflexo do que ocorre em nosso país: líderes que não sabem liderar, pouca responsabilidade, apadrinhamento, falta de comprometimento, descaso com nossos recursos financeiros, humanos e naturais e, acima de tudo, desrespeito pelo povo. Essa só poderia mesmo ser a nossa seleção!
Fabricio Fornari
Porto Alegre, RS

 

Roberto Pompeu de Toledo

De tudo o que se escreveu sobre o fiasco da Copa de 2006, nada foi tão real, transparente e inteligente como as palavras de Roberto Pompeu de Toledo ("Recomendações para a Copa de 2010", Ensaio, 12 de julho). Aliás, esse artigo deveria ser amplamente divulgado e também servir de cartilha para os pretensos técnicos e jogadores brasileiros da Copa de 2010.
Rosangela R. Alves
Florianópolis, SC

Após a desclassificação do Brasil na Copa do Mundo, pela França, ouvi muitas teses ou teorias, mas nada comparado com a originalidade e o discernimento do artigo de Roberto Pompeu de Toledo. São recomendações para 2010, contudo servem para explicar a desclassificação prematura do Brasil. Como se fala na língua do futebol: Roberto, foi show de bola!
Dimas Rotava
Carlos Barbosa, RS

Roberto Pompeu de Toledo, com o peso de sua opinião, fez a recomendação irrefutável para que o Brasil venha a ter, na Copa de 2010, o sucesso que não teve nesta nem na de 1998.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Na edição de 12 de julho, Lya Luft opina sobre "A conquista da velhice", tema oportuno diante da transição demográfica que vivemos. O Brasil é um país jovem, mas grisalho. É verdade que devemos evitar a gerontocracia e os preconceitos relacionados ao envelhecimento. Concordo que tornar o idoso uma caricatura de um jovem é um grande erro. Contudo, envelhecer bem vai além do desejo de quem envelhece. Infelizmente, o envelhecimento aumenta as nossas vulnerabilidades biológicas, ambientais, sociais e econômicas. O envelhecimento ativo é apoiado em três pilares: participação, segurança e saúde. Portanto, "a conquista da velhice" envolve esforços de toda a sociedade para mudar paradigmas. É um grande desafio que temos de enfrentar. Ensinar os jovens a envelhecer seria um bom começo para termos mais idosos como Mafalda Verissimo.
Mauricio Wajngarten
Professor livre-docente em cardiologia da Faculdade de Medicina da USP
e diretor da Unidade Clínica de Cardiogeriatria do Incor, Hospital das Clínicas, FMUSP
São Paulo, SP

 

Norah Vincent

Ao ler a entrevista com Norah Vincent (Amarelas, 12 de julho), tive a impressão de que os homens vivem num mundo em que, a todo instante, têm de provar ser algo que na verdade não são. E isso é assustador, do ponto de vista feminino. Deixo aqui a minha solidariedade à ala masculina. Homens... é permitido chorar!
Danielle C. de Oliveira
Recife, PE

 

Veja essa

Gostaria de cumprimentá-los por inserir na seção Veja essa (12 de julho) a posição da modelo, apresentadora e atriz Fernanda Lima sobre nós, brasileiros. Precisamos mudar nossa atitude. Queremos, e podemos, ter um Brasil melhor!
Rodrigo Aguiar
Por e-mail

 

BMG

A propósito de matéria da edição 1.964, esclarecemos que o BMG tem uma rede de 20.000 agentes bancários, atua com crédito consignado desde 1998 e é líder do segmento desde 1999. O TCU afirma no seu relatório que o desempenho do banco se explica porque "a taxa de juros era bem competitiva, o que justificaria a alavancagem desse negócio", e "os resultados do banco continuaram a ser expressivos mesmo depois da entrada de outras instituições financeiras nesse mercado". O TCU não aponta os problemas registrados quando da assinatura do primeiro convênio entre o BMG e o INSS como determinantes para o lucro nas operações. Durante 38 dias, entre setembro e outubro de 2004, quando estiveram apenas a CEF e o BMG no mercado, o BMG obteve receita bruta de 43 milhões de reais, que corresponde a 4,58% do total de 937 milhões de reais no ano. De outubro de 2003 a setembro de 2004, 35 bancos pagadores de benefício podiam atuar no mercado e não o fizeram. A autorização, em agosto de 2004, para que bancos não pagadores de benefícios pudessem oferecer crédito consignado a aposentados não foi exclusiva para o BMG. Os empréstimos a empresas ligadas ao senhor Marcos Valério somam 29 milhões de reais, houve pagamento de juros e taxas e a execução ocorreu quando foi verificada a inadimplência. O valor de 41 milhões de reais apontado por VEJA foi obtido somando-se o empréstimo original e o refinanciamento para amortizá-lo.
Márcio Araújo
Banco BMG S.A.
Belo Horizonte, MG

 

Energia

Em relação à nota intitulada "Multa milionária", publicada na coluna Radar da edição 1.964 (12 de julho), a Eletrobrás informa que interpôs, no dia 10 de julho, recurso administrativo e pedido de reconsideração junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa assegura que a gestão da conta de consumo de combustível (CCC) tem sido feita de acordo com as determinações legais e com a diligência e a seriedade que caracterizam todas as ações da companhia.
Carla Castelo Branco
Chefe da assessoria de imprensa da Eletrobrás
Rio de Janeiro, RJ

 

Louis Vuitton

Somos uma das empresas que fazem parte do grupo LVMH e o representam no Brasil. A Louis Vuitton no Brasil tem operação autônoma e contamos com diretoria própria, independente do grupo, comandada por Frédéric Morelle, CEO Louis Vuitton para a América Latina e África do Sul. No Brasil desde 1989, a Louis Vuitton tem como política mundial jamais divulgar sua performance, mas gostaríamos de dividir com a revista nossa satisfação com o mercado brasileiro ("Miserê na primeira classe", Holofote, 12 de julho).
Patrícia Romano
Relações-públicas
Louis Vuitton Brasil

 

Veja.com

Eu gostaria de parabenizar a página da revista VEJA intitulada Veja.com, com seus resumos claros e objetivos do que podemos encontrar na internet. Parabéns!
Caroline Pontini Martins
Linhares, ES

CORREÇÕES: Diversamente do que foi publicado (Holofote, 12 de julho), Evelyse Britto é diretora da divisão de cosméticos e perfumes do grupo LVMH. A queda de faturamento relatada refere-se a essa unidade do grupo. A empresa de contêineres Maersk Line é uma divisão da A.P. Moller – Maersk Group, de origem dinamarquesa, e não holandesa (Holofote, 12 de julho). O nome do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, foi grafado de forma errada na coluna de André Petry (12 de julho). A Congregação Cristã no Brasil não exige curso de teologia para formação de seu ministério ("Como se forma um pregador", 12 de julho).

 

COTAS RACIAIS


Paulo H. Carvalho/AE
Yvonne e José Carlos com Aldo Rebelo e Renan Calheiros: não às cotas

A foto que ilustra a reportagem "Convite ao ódio racial" (12 de julho) mostra o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebendo uma carta pública assinada por intelectuais que se posicionaram contra as cotas raciais nas universidades, e não o manifesto a favor delas. Quem faz a entrega da carta é Yvonne Maggie, titular de antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e José Carlos Miranda, líder do Movimento Negro Socialista. "Tenho me dedicado a tentar convencer as pessoas do disparate, para o Brasil, que as cotas raciais representam", diz Yvonne.

 

O MEIO AMBIENTE AGRADECE


A nota "A calculadora ambiental" (5 de julho), sobre o software que mede a contribuição de cada pessoa para o aumento do efeito estufa, despertou o interesse dos leitores Márcia Dornellas, de São Carlos (SP), e Manoel Pacheco do Nascimento Filho, de Curitiba (PR). Desenvolvido pela ONG Iniciativa Verde, o software não só avalia a participação individual no aquecimento global como indica o número de árvores que devem ser plantadas para minimizar os danos causados ao meio ambiente. Para colaborar com a reconstituição da biodiversidade brasileira, a ONG também relaciona em sua página algumas espécies nativas e ensina como plantá-las. Os dados estão disponíveis no site www.iniciativaverde.com.br.

 
 
 
 
topovoltar