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Edição 1 756 - 19 de junho de 2002
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Supermemória

Novo sistema armazena 200 CDs
no espaço de um selo

 
Divulgação

Furos do Millipede: cinqüenta átomos

Desde a criação do primeiro computador, na década de 40, o desafio é construir uma máquina capaz de armazenar o máximo de dados no mínimo de espaço. Na semana passada, a IBM anunciou um passo formidável nessa direção. A empresa fabricou um sistema de memória capaz de guardar o equivalente a 200 CDs-ROM num espaço do tamanho de um selo postal. Essa capacidade de armazenamento é 25 vezes maior que a dos discos rígidos. Em lugar de ser estritamente eletrônica, como nos atuais computadores, a nova tecnologia, chamada Millipede, emprega um sistema mecânico de gravação que lembra os antigos cartões perfurados. Microagulhas se movimentam sobre uma superfície de silício revestida de plástico para gravar, ler ou apagar as informações. Os dados são computados a partir de microfuros tão pequenos que dentro de cada um deles cabem apenas cinqüenta átomos.

O Millipede foi criado para ser usado em equipamentos pequenos, como computadores de mão, câmaras digitais e celulares com dispositivo de navegação na internet. Os atuais discos rígidos de memória eletromagnéticos não funcionam bem quando têm o formato muito reduzido. A nova tecnologia não vai exigir nenhuma revolução no processo de produção. As fábricas atuais podem elaborá-la com o equipamento existente. A primeira versão comercial do Millipede deve começar a ser vendida em 2005.

   
 
   
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