Supermemória
Novo
sistema armazena 200 CDs
no espaço de um selo
Divulgação

Furos
do Millipede: cinqüenta átomos |
Desde a criação
do primeiro computador, na década de 40, o desafio é construir
uma máquina capaz de armazenar o máximo de dados no mínimo
de espaço. Na semana passada, a IBM anunciou um passo formidável
nessa direção. A empresa fabricou um sistema de memória
capaz de guardar o equivalente a 200 CDs-ROM num espaço do tamanho
de um selo postal. Essa capacidade de armazenamento é 25 vezes
maior que a dos discos rígidos. Em lugar de ser estritamente eletrônica,
como nos atuais computadores, a nova tecnologia, chamada Millipede, emprega
um sistema mecânico de gravação que lembra os antigos
cartões perfurados. Microagulhas se movimentam sobre uma superfície
de silício revestida de plástico para gravar, ler ou apagar
as informações. Os dados são computados a partir
de microfuros tão pequenos que dentro de cada um deles cabem apenas
cinqüenta átomos.
O Millipede
foi criado para ser usado em equipamentos pequenos, como computadores
de mão, câmaras digitais e celulares com dispositivo de navegação
na internet. Os atuais discos rígidos de memória eletromagnéticos
não funcionam bem quando têm o formato muito reduzido. A
nova tecnologia não vai exigir nenhuma revolução
no processo de produção. As fábricas atuais podem
elaborá-la com o equipamento existente. A primeira versão
comercial do Millipede deve começar a ser vendida em 2005.
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