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Edição 1 756 - 19 de junho de 2002
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Álcool ou gasolina?
Tanto faz

Fábricas brasileiras já detêm
a tecnologia do carro que roda
com os dois combustíveis

 
Fotos divulgação

Fiesta Flex-Fuel
(álcool e gasolina no mesmo tanque)
O problema: cada combustível exige regulagem específica do motor
A solução: um sistema eletrônico detecta a mistura de combustíveis e regula o motor



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Veja também
Galeria de fotos: mais modelos de carros que usam combustível alternativo
Da internet (Sites em inglês)
E85fuel.com
Alternative Fuel
Vehicle Fleet Buyers Guide
Alternative Fuels
Data Center
Office of Transportation Technologies

Os postos de serviço do Brasil oferecem dois tipos de combustível para carros de passeio, a gasolina e o álcool. Como queimam de modo diferente dentro do motor e requerem regulagens próprias, trocar um produto pelo outro causaria sérias avarias ao automóvel. Esta é, pelo menos, a regra atual. Uma nova categoria de motores, batizada de flex-fuel (do inglês flexible fuel, ou flexibilidade de combustível), pode rodar com gasolina ou álcool, ou qualquer mistura dos dois, sem problemas. A diferença básica está num sensor eletrônico que identifica o combustível e ajusta a injeção eletrônica na regulagem correta. No mês passado, a Ford mostrou um Fiesta Flex-Fuel 1.6. A Volks já havia apresentado um Gol parecido, em 2000, e a GM um Omega, em 1998. Um carro desses é uma opção interessante para os brasileiros. O consumidor teria maior chance de se defender das altas no preço do petróleo e de eventuais quebras na safra de cana-de-açúcar. Mas eles não devem chegar às lojas tão cedo. As fábricas relutam em produzi-los, pois custariam quase 10% mais caro que um automóvel comum. "O lançamento de um carro assim depende de programas de incentivo do governo", diz Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford.

Estima-se que nos Estados Unidos estejam rodando 2,3 milhões de veículos flex-fuel. Há dezesseis modelos, de quatro fabricantes – Ford, GM, DaimlerChrysler e Mazda. Mas não podem ser simplesmente importados para cá, pois o tipo de álcool dos americanos é diferente do brasileiro. O americano é feito de milho e leva 15% de gasolina em sua composição. Aqui, o álcool é do tipo hidratado, ou seja, leva na mistura 4% de água. Os carros capazes de rodar com gasolina e álcool fazem parte da renovação tecnológica que também gerou os automóveis híbridos, movidos pela combinação de dois motores, um a gasolina e outro a eletricidade. Atualmente existem dois modelos comercializados nos Estados Unidos, o Toyota Prius e o Honda Civic. A Ford lançará seu híbrido no ano que vem.

 

Toyota Prius
(motor elétrico e motor a gasolina)
O problema: o motor elétrico tem pouca autonomia
A solução: o motor a gasolina dá maior potência e recarrega as baterias do elétrico

Em 2001 foram vendidos 20.000 automóveis híbridos nos Estados Unidos, mas alguns especialistas calculam que até 2006 esse número chegue a 500 000 por ano. É pouco quando comparado aos 17 milhões de veículos comercializados anualmente nos EUA – mas os híbridos já se tornaram objeto de desejo entre os ricos e famosos. A atriz Cameron Diaz, por exemplo, tem um Prius que custa 20.000 dólares. Leonardo DiCaprio comprou três – para ele, para sua mãe e para seu pai. "Os carros híbridos começam a fazer sucesso nos Estados Unidos, mas dificilmente vão chegar ao Brasil", avalia Henry Joseph Jr., presidente da comissão de emissões e meio ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). "São muito caros e requerem tecnologia extremamente complexa."

 

   
 
   
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