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Edição 1 756 - 19 de junho de 2002
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"O verdadeiro poder de um presidente da República se vê na satisfação e na qualidade de vida de seu povo."
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

O presidente

A deliciosa reportagem "O poder da faixa" (12 de junho), sobre os governantes desta amada República, deixa patente a veleidade que seria colocar no Planalto uma pessoa despreparada, néscia e com idéias que variam entre retrógradas, confusas e contraditórias. Precisamos de alguém que nos mantenha no caminho traçado pelo melhor de todos os nossos presidentes: Fernando Henrique Cardoso.
Fabio Borges de Aquino
São Paulo, SP

O poder do presidente emana do voto popular. Portanto, cabe ao eleitor a responsabilidade de escolher o candidato que reúna as qualidades necessárias para exercer o poder com justiça, competência e transparência.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

A vaidade e o complexo de Deus é que não deixam nossos governantes ser o que esperamos. Por isso, já decidi: não sou candidato a presidente da República em 2002!
João Dias de Carvalho Júnior
Belém, PA

Avaliar o presidente Figueiredo como "intelectualmente primário" é, no mínimo, incoerente, pois, desde sua passagem como aluno pelo Colégio Militar do Rio de Janeiro, consta ter sido sempre o melhor aluno de sua turma. Como não lhe interessava nenhum tipo de marketing pessoal, foi discreto em relação a sua cultura e capacidade intelectual.
Antonio Cezar Zoghbi da Silva
Rio de Janeiro, RJ

Como bisneta do presidente Washington Luís e historiadora, fiquei chocada com a descrição do mesmo como "playboy". Tenho o maior orgulho de meu bisavô como homem público que foi, fruto de sua época, que nos deixou um modelo de vida e de compostura a seguir.
Teresa Cristina Pires de Mello
São Paulo, SP

VEJA errou ao dizer que o presidente Castello Branco foi o primeiro "a banir todos os partidos políticos". Esse desonroso ato coube ao presidente Getúlio Vargas, com o decreto-lei nº 37, de 2 de dezembro de 1937, que dispõe em seu artigo 1º: "Ficam dissolvidos, nesta data, todos os partidos políticos".
Aloisio Fernandes Bonavides
Brasília, DF

 

Sérgio Abranches

Sérgio Abranches acertou na mosca. O "risco Brasil" não se chama Lula, e sim PT. Certamente, uma vitória de Lula colocaria o ex-metalúrgico numa "sinuca de bico": romper com as tradições extremistas do próprio partido, ratificando a mudança que vem pregando em sua caminhada à Presidência, ou revelar sua verdadeira face, subjugando-se à vontade do radicalismo petista ("Ruptura necessária", Em foco, 12 de junho).
Eduardo Grígolo

Jundiaí, SP

 

Larry King

Gostaria de cumprimentar a repórter Tania Menai pela bela reportagem com o incrível jornalista americano Larry King (Amarelas, 12 de junho). Com sua inteligência, ele consegue apresentar programas descontraídos e muito interessantes.
Felipe de Carvalho Mendes
Santa Rosa de Viterbo, SP

Larry King está simplesmente fantástico! O ás do diálogo demonstrou que seu brilhantismo independe da posição de entrevistado ou entrevistador e provou com maestria que uma conversa franca pode (e deve) ao mesmo tempo divertir e instruir. Definitivamente imperdível. Parabéns a todos!
Conrado Paiva de Oliveira
Recife, PE

 

Dieta

A reportagem "Emagreça. E continue magro" (12 de junho) foi bastante valiosa e vem derrubar o mito das hiperdietas. Em dezembro de 1999 eu fazia oito refeições ao dia, em média, e pesava 114 quilos. Com uma reeducação alimentar e exercícios (em doze meses), passei para 79, comendo de tudo. Hoje, peso 83 quilos e ainda como de tudo. O aumento deu-se por eu ter deixado de lado a prática do exercício. Matérias assim servem para mostrar que, quando se quer, é possível conseguir.
José Maria Baena Camizão Néto
São Luís, MA

Finalmente os médicos começam a reconhecer o trabalho do doutor Atkins, que sempre pregou uma dieta baixa em carboidratos e rica em gorduras e proteínas. Há três meses li A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins e comecei a mudar minha alimentação. Já perdi 25 quilos, sem passar fome, sentir tontura, perder o sono e sem nenhum tipo de alteração.
Edgar Rodrigo Fernandes
São Paulo, SP

A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins e comecei a mudar minha alimentação. Já perdi 25 quilos, sem passar fome, sentir tontura, perder o sono e sem nenhum tipo de alteração.
Edgar Rodrigo Fernandes
São Paulo, SP

É evidente que todos os obesos que perdem peso querem continuar magros, mas há contra eles adversários poderosos, como o meio ambiente, os "conselhos" e as insinuações dos amigos, as tentações do dia-a-dia e, mais que tudo isso, a genética, que os empurra para retomar o peso. Afirmar que exercícios e mudança na partição de alimentos manterão o peso do ex-gordo é ser muito simplista e estar fora da realidade.
Professor Geraldo Medeiros-Neto
Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

 

Deficientes

Excelente a reportagem sobre como os deficientes podem ser tão bons no trabalho quanto os outros empregados e, talvez, até melhores ("Os eficientes", 12 de junho). Matérias como essa são importantes para que as pessoas entendam que discriminar portadores de deficiência é, no mínimo, ignorância e que temos de incorporá-los à sociedade.
Stella Freire Hildebrand
Ribeirão Preto, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo excedeu-se e chegou a ser magistral ao comparar um tipo de nossos dias com a figura do brasileiro cordial descrita por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil ("Felipão, um brasileiro", Ensaio, 12 de junho). Depois de ler, avidamente, o seu "Felipão, um brasileiro", recortei a página para que não se perdesse no esquecimento, fui até a estante e, de lá recolhendo a edição da obra do grande Sérgio Buarque de Holanda, publicada pela José Olympio, com prefácio de nosso Gilberto Freyre, nela coloquei seu artigo. Por certo, Sérgio teria todo o prazer de incorporá-lo a uma nova edição de sua antológica obra. Obrigado, Pompeu, por mais esse momento de reflexão.
Leonardo Dantas Silva
Fundação Joaquim Nabuco
Recife, PE

 

Tim Lopes

Tim Lopes é mais um brasileiro que morre tentando mostrar como anda nosso país ("Trabalho de risco", 12 de junho).
Pollyanna Fernandes Moreira
Goiânia, GO

 

Diogo Mainardi

Usar a letra rebuscada e adjetivada do Hino Nacional como entrave para justificar a falta de habilidade futebolística dos jogadores de nossa seleção é de extremo mau gosto ("O hino só atrapalha", 12 de junho).
Rosângela Maria Vale de Queiroz
Teresina, PI

É uma vergonha esse tipo de crítica a um símbolo de uma nação. Diante do infeliz comentário, questionamos o grau de nacionalidade e patriotismo do autor de "O hino só atrapalha".
Diógenes Cavalcanti de Albuquerque Jr.
Olinda, PE

Pelo menos que eu saiba, futebol é jogado com os pés.
Cleonilson Nascimento
Campo Grande, MS

Além de menosprezar a inteligência e a cultura de nossos jogadores, menosprezou também um dos símbolos de patriotismo do país. Tanto o Hino Nacional quanto a bandeira do Brasil e o brasão da República são símbolos de patriotismo que deveriam ser exaltados, pois representam nossa história.
Samira Cristina de Almeida
Manaus, AM

Confira outros comentários sobre o artigo de Diogo Mainardi

 

Radar

Não houve desvio de recursos da indenização recebida da União pela Rádio Clube de Pernambuco em face da perda de seu canal de televisão. Ampla documentação contábil e fotográfica foi apresentada à Justiça do Rio de Janeiro, demonstrando a aplicação do dinheiro em outras empresas do Grupo Associados, bem como em novos projetos de mídia ("Confusão sem fim", 12 de junho).
Paulo Cabral
Grupo Associados
Brasília, DF

 

Eleições

A complementação da prestação de contas dos gastos do Partido dos Trabalhadores referentes a 2001, objeto da reportagem "Entre a caixa-preta e o caixa dois" (5 de junho), foi por nós enviada ao TSE em 3 de junho de 2002 e está protocolada sob o número 6997/2002.
Delúbio Soares de Castro
Secretário Nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores
São Paulo, SP

 

Santa Catarina

Quando fui entrevistado para a reportagem "Onde as coisas dão certo" (29 de maio), fiz uma série de ponderações matizando e até em sentido contrário a uma avaliação positiva do "modelo catarinense de desenvolvimento". Mas o publicado acaba por gerar a impressão de que concordo com essa avaliação e de que vejo de forma positiva também a continuidade do predomínio político de algumas famílias em Santa Catarina. Isso não representa a maneira como penso.
Yan de Souza Carreirão
Professor da Universidade Federal de Santa Catarina
Florianópolis, SC

 

CORREÇÕES: A apresentadora Ana Maria Braga flutuou em um simulador de vôo usado para treinar pára-quedistas a cerca de 20 pés (6 metros de altura), e não a cerca de 20 metros de altura, como foi informado na nota "É um pássaro? É um avião?" (Gente, 12 de junho). Na tabela sobre medida de colesterol ("Aperto no colesterol", Para usar, 12 de junho), o número correto para o início da faixa de alto risco de LDL continua sendo 160. A faixa intermediária vai de 100 a 160.

 

 

RUIM DE TIRO

A lindíssima tenente da polícia russa Oxana Fedorova, que apareceu na seção Gente (5 de junho) ao tornar-se miss Universo 2002, provocou o comentário de um colega brasileiro. "Linda, a atual miss Universo. Pena que ela desconheça as técnicas do tiro policial. Ele proíbe o atirador de fechar o olho ao simular um disparo com arma de fogo, pois com esse procedimento, numa situação real, ele perderá a visão periférica e diminuirá seu ângulo para acertar o alvo", escreveu o segundo-tenente da Polícia Militar goiana Tairo Ciloé de Oliveira. Aos 24 anos, dona de faiscantes olhos verdes, Oxana pode até ser ruim de tiro, mas quem não se renderia a sua piscadela?

 

O PAPA É GAÚCHO MESMO

A seção Veja essa (29 de maio) destacou a frase "O papa é gaúcho", dita por João Paulo II e publicada em toda a imprensa brasileira quando da visita de uma delegação brasileira ao Vaticano. Na ocasião, o presidente Fernando Henrique Cardoso emendou: "O papa é brasileiro". Para o ex-prefeito de Porto Alegre Cleom Guatimozim, o fato deixou a impressão de que o papa dissera uma tolice, confundindo brasileiros com gaúchos. Ele escreveu a VEJA para explicar a simbologia da frase dita pelo sumo pontífice: "Em julho de 1980, o papa visitou o Rio Grande do Sul. Na oportunidade, eu era o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre e entreguei a ele o título de cidadão porto-alegrense. Quando lhe ofereci um chimarrão, ele sorveu satisfeito, enquanto o povo gritava: 'Ucho, ucho, ucho, o papa é gaúcho'. O saudoso arcebispo dom Vicente Scherer explicou ao papa que a partir daquele momento ele era gaúcho. Desde então, sempre que fala com brasileiros, João Paulo II diz: 'O papa é gaúcho' ".



 
 
   
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