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Afinal,
existe o risco de argentinização do Brasil
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Raul Junior![]() José A. Scheinkman, economista e professor da Universidade Princeton, nos EUA |
Luludi/AE![]() Paulo Nogueira Batista Júnior, economista e professor da FGV-SP |
Antonio Milena![]() Odair Abate, economista-chefe do Lloyds TSB |
Katia Tamanaha/AE![]() Mauro Schneider, estrategista para a América Latina do ING Barings |
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| A estabilidade na economia brasileira vai continuar? | A volatilidade vai continuar devido ao processo eleitoral e ao pessimismo por causa da economia americana. | A tendência é aumentar. A situação é frágil, o quadro internacional é turbulento e ainda existem as dúvidas de uma eleição próxima. | A volatilidade tende a permanecer, com maior ou menor intensidade, até as eleições de outubro. | Deve aumentar. A incerteza é causada por vozes dissonantes da oposição, que precisa esclarecer seu plano de política econômica. |
| O Brasil vai virar uma Argentina? | O risco é pequeno. Para virar uma Argentina, a política econômica teria de piorar muito. | A situação é frágil mas não é desesperadora. Se houver transferência da dívida pública de forma errada, o resultado pode ser desastroso. |
O risco é muito pequeno. Nosso Congresso é forte. Isso impede atitudes radicais – independentemente de quem seja o presidente. |
Não há risco. O endividamento da sociedade e do setor público na Argentina é atrelado ao dólar. No Brasil, não. |
Egberto Nogueira![]() Gustavo Loyola, sócio da consultoria Tendências |
Rogério Montenegro![]() Mailson da Nobrega, ex-ministro da Fazenda |
Clóvis Ferreira![]() Luis Paulo Rosenberg, diretor da consultoria Rosenberg Associados |
Vidal Cavalcante/AE![]() Luciano Coutinho, sócio da LCA Consultores |
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| A estabilidade na economia brasileira vai continuar? |
A tendência é que a volatilidade continue até meados de agosto, quando começam as campanhas eleitorais. |
Se o candidato do governo não deslanchar, as tensões devem crescer até o final do ano. Caso contrário, o cenário melhora. | Vai permanecer até a posse do novo presidente e a divulgação da equipe econômica, principalmente se o vencedor for de oposição. | Ela tende a diminuir a partir do fim de junho, depois da publicação dos programas econômicos dos oposicionistas. |
| O Brasil vai virar uma Argentina? | Não há nenhum risco. O Brasil poderá até enfrentar um crise séria, mas dificilmente chegará a esse ponto. | Não há risco. O Brasil continua tendo credibilidade junto a organismos como o FMI e cumpre as metas acertadas com a instituição. | O risco é médio. Como os fundamentos da economia brasileira são ruins, não há tolerância nenhuma por parte do mercado financeiro. | O risco é pequeno. Há muita especulação que produz uma reação exagerada do mercado. |
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Sérgio
Werlang, |
Reinaldo
Gonçalves, professor de economia da UFRJ |
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| A estabilidade na economia brasileira vai continuar? | Em relação à última semana, tende a diminuir. | Nadaremos na incerteza. Tudo vai depender da conjuntura internacional e da conduta do governo, que precisa ter visão de longo prazo. | ||
| O Brasil vai virar uma Argentina? |
O risco é baixo. A dívida interna é financiada por brasileiros, e isso nos dá mais margem de manobra do que têm os argentinos. |
O risco existe e depende do comportamento do governo, do sistema financeiro e até dos meios de comunicação. |