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inglês David Cameron, do Partido Conservador,
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John Stilwell/Pool![]() |
| A BÊNÇÃO,
RAINHA Cameron aceita o convite de Elizabeth II para formar novo governo: moderninhos |
VEJA TAMBÉM |
| • Quadro: Reforma à inglesa |
A primeira pretende recuperar a autoestima econômica dos ingleses, acossados pelo rescaldo da crise mundial dos últimos dois anos, pelo risco de colapso financeiro na Europa continental e pelo alto déficit fiscal do país. Para cobrir o rombo, Cameron anunciou na semana passada uma redução orçamentária de 9 bilhões de dólares e, simbolicamente, um corte de 5% no salário dos ministros. A segunda missão é modernizar o sistema político inglês, eliminando algumas de suas antiguidades como a existência de membros não eleitos em uma das casas legislativas, a Câmara dos Lordes. Os planos de reforma política são uma concessão ao Partido Liberal-Democrata, com o qual Cameron precisou se aliar para conseguir maioria na Câmara dos Comuns. Como parte do acordo, o cargo de vice-primeiro-ministro ficou com o liberal-democrata Nick Clegg. A principal proposta, que depende de aprovação em referendo, prevê a adoção do voto alternativo (veja o quadro), que dá mais chances aos candidatos dos partidos pequenos. Uma das justificativas para a mudança é que o bipartidarismo não atende mais aos anseios dos eleitores. Há sessenta anos, 97% dos votos iam para os trabalhistas e os conservadores. Na última eleição, os dois principais partidos receberam menos de dois terços dos votos. Pelo bem da coalizão, os conservadores concordaram com o referendo, mas reservam-se o direito de fazer campanha contra a modificação. Uma democracia secular deve se aprimorar. Sem pressa.