PUBLICIDADE

Home  »  Revistas  »  Edição 2165 / 19 de maio de 2010


Índice    Seções    Panorama    Brasil    Geral    Internacional    Economia    Guia    Artes e Espetáculos    ver capa
Imagem da Semana

Ela voltou para ficar

Imelda Marcos, que entrou para a história por causa
dos sapatos, bate o pé e elege a família toda


Vilma Gryzinski

Romeo Ranoco/Reuters

Antes de arregaçar as mangas bufantes, no típico estilo filipino, e cair na campanha eleitoral, Imelda Marcos deu um beijinho no marido. Mesmo que tenha sido através do vidro do caixão refrigerado onde ele repousa, maquiado e embalsamado, funcionou. O clã Marcos comemorou uma tríplice vitória, ao som de um conjunto com dançarinas de microvestidos e botas brancas – como será que se diz chacretes em tagalo? O filho de Imelda, Ferdinand Marcos Jr., mais conhecido como Bongbong, foi eleito senador; a filha, governadora provincial; e a própria Imelda, mais uma vez, depois de quase uma década de recolhimento, deputada. Pelo lado negativo, o clã rival, que comandou a queda do regime Marcos no cada vez mais esquecido ano de 1986, elegeu presidente outro júnior, Benigno Aquino, o Noynoy – sim, os apelidos são quase uma obrigação nas Filipinas. "Não só não vou roubar como irei atrás de quem roubou", prometeu Noynoy. Todos entenderam o recado, mas poucos acreditaram que tenha algum sucesso. Quando fugiu do país com o marido, Imelda deixou para trás três fabulosos conjuntos de joias, quinze casacos de visom, 508 vestidos, 1 000 bolsas e, famosamente, 1 060 pares de sapato (não 3 000, como os inimigos espalharam). E encontrou pela frente centenas de processos por corrupção. Incrivelmente, escapou de todos. Aos 80 anos, fez uma campanha puxada, durante a qual prometeu: "Meu objetivo agora é salvar a Mãe Terra para toda a humanidade". Como será que se diz cara de pau em tagalo?
EDIÇÃO DA SEMANA
ACERVO DIGITAL
PUBLICIDADE
OFERTAS



Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados