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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| McConaughey e Pacino: mentor e pupilo no mundo
da "consultoria esportiva" |
Tudo por Dinheiro (Two for the Money, Estados Unidos, 2005.
Estréia nesta sexta-feira no país) No limite da
lei, Walter (Al Pacino) toca um negócio de "consultoria esportiva":
mediante comissão, fornece a apostadores palpites quentes
sobre os resultados de jogos esportivos. Seu novo contratado (Matthew
McConaughey) é um talento na matéria, e a idéia
de Walter é construir um império em torno dele. Não
que o filme verse sobre a dinâmica dessa atividade obscura.
Seu tema é a natureza faustiana dela: quanto mais se ajuda
um apostador a ganhar, mais se está empurrando-o para a beira
do abismo. McConaughey e Rene Russo, como a mulher de Walter, defendem
bem seus papéis. Pacino agarra o seu com unhas e dentes e
confirma que é um dos poucos capazes de fazer do histrionismo
uma forma de arte. Veja
cenas.
DVDs
Em Minha Terra (In My Country,
Inglaterra/Irlanda/África do Sul, 2004. Sony) O inglês
John Boorman, de Excalibur, focaliza um dos mais curiosos
processos da história recente: o trabalho da Comissão
para a Verdade e a Reconciliação, que, com a chegada
de Nelson Mandela à Presidência da África do
Sul, se propôs a rever os crimes do apartheid por intermédio
da confrontação entre vítimas e algozes para
então encerrar o assunto e virar a página. Juliette
Binoche é uma sul-africana branca que apóia a iniciativa
(o que sua própria família encara como traição),
e Samuel L. Jackson é o repórter do jornal The
Washington Post que vê a idéia com um bocado de
cinismo. Quando os dois iniciam um romance (que até pouco
antes daria a ele a pena de morte), o filme põe a teste esse
ideal de uma África do Sul igualitária.
O Virgem de 40 Anos (The 40 Year-Old
Virgin, Estados Unidos, 2005. Universal) O título é
auto-explicativo: Andy (Steve Carell) chegou à meia-idade
invicto, e seus amigos farão de tudo para tirá-lo
dessa situação. O filme em si é um casamento
dos mais felizes entre humor proibido para menores e solidariedade
para com os personagens e o DVD amplia as oportunidades de diversão.
Os extras incluem seqüências ótimas que não
chegaram à montagem final e versões ampliadas de cenas
antológicas (como aquela do diálogo "sabe como eu
sei que você é gay?"). Acima de tudo, porém,
demonstram que boa comédia se faz com bom roteiro e bons
atores, como Carell e seu estupendo trio de amigos, interpretados
por Paul Rudd, Seth Rogen e Romany Malco.
DISCOS
Divulgação
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| Corinne Bailey Rae: a Norah Jones da Inglaterra
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Corinne Bailey Rae, de Corinne Bailey
Rae (EMI) A cantora de 26 anos foi batizada pela crítica
como "a resposta inglesa a Norah Jones". A exemplo de sua rival
americana, Corinne tem voz de gaze e interpretação
contida. Suas letras, é claro, falam de amor. "Por que já
não sinto o mesmo quando estou ao seu lado", lamenta ela
em 'Till It Happens to You. Mas as raízes musicais
de Norah e Corinne são distintas. Norah é uma intérprete
de música country, enquanto Corinne tem influências
nítidas de blues e soul music. Lançado na Inglaterra
no início do mês passado, o disco chegou ao primeiro
lugar das paradas do país. Destaque para a canção
Like a Star.
Ultimate
Collection, Eurythmics (Sony/BMG) Esse disco reúne
tudo o que você precisa ter da dupla formada pelo instrumentista
inglês David Stewart e pela cantora escocesa Annie Lennox.
Surgido em 1980, o duo criou músicas nos mais diferentes
estilos, mas nunca conseguiu lançar um disco bom de ponta
a ponta. Essa compilação soluciona o problema ao trazer
apenas as músicas que merecidamente estouraram nas paradas.
São os casos de Sweet Dreams (Are Made of This) e
Here Comes the Rain Again. Annie é o que se pode chamar
de "branca de alma negra". O CD contém diversas mostras de
seu talento vocal, como o duelo com Aretha Franklin em Sisters
Are Doing It for Themselves e o blues Missionary Man.
LIVROS
Perto
de Casa, de Peter Robinson (tradução
de Francisco Innocêncio; Record; 476 páginas; 50,90
reais) Alguns críticos já sugeriram que esse livro
do inglês Peter Robinson é uma espécie de versão
britânica de Sobre Meninos e Lobos, do americano Dennis
Lehane. São dois romances policiais em que a memória
da infância e juventude dos protagonistas tem repercussões
terríveis sobre crimes do presente. Em Perto de Casa,
o detetive Alan Banks revisita sua agitada juventude na Londres
da beatlemania depois que a ossada de um amigo seu, desaparecido
nos anos 60, é finalmente descoberta. Esse crime do passado
guarda misteriosas relações com o seqüestro,
no presente, do filho adolescente de um astro do rock. Leia
trecho.
Mary Altafer/AP
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| Shirley Hazzard: romancista bissexta que vale
a pena |
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O Grande Incêndio, de
Shirley Hazzard (tradução de Luiz Antonio Oliveira
de Araújo; Companhia das Letras; 368 páginas; 49 reais)
A australiana Shirley Hazzard é uma romancista bissexta.
Esse seu quarto livro apareceu vinte anos depois do terceiro. Mas
vale a pena esperar por suas obras: vencedor do National Book Awards,
um dos mais importantes prêmios literários americanos,
O Grande Incêndio é um retrato inquietante das
ambigüidades morais do pós-guerra e dos choques culturais
no Japão ocupado pelos aliados. O protagonista é Aldred
Leith, um major britânico que, em 1947, sai em busca de material
para um livro sobre a bomba atômica de Hiroshima e acaba se
enredando em uma complicada relação com a filha do
militar australiano que o recebe no Japão. Leia
trecho.
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