Edição 1952 . 19 de abril de 2006

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Guia | Especial
Doenças cerebrais degenerativas

Orlando


O que são:
males que comprometem o funcionamento dos neurônios no cérebro. Os mais freqüentes são Alzheimer e Parkinson
Quantas pessoas atingem no Brasil: 1,5 milhão

O PACIENTE FICA SABENDO QUE
SOFRE DA DOENÇA DE PARKINSON

O médico informa que pode evitar a progressão da doença. Mas isso é possível?
Sim. Os médicos certamente indicarão uma das únicas medidas preventivas de efeito comprovado: a prática de exercícios físicos regulares – hábito que minimiza as perdas típicas de flexibilidade e mobilidade do corpo, além de ajudar no controle da ansiedade. Funciona tão bem quanto as pílulas para conter a doença, segundo concluiu um recente estudo feito na Universidade Harvard.

O médico proíbe o paciente de dirigir automóvel. Como ele pode saber que a pessoa perdeu essa capacidade?
Com uma detalhada avaliação clínica, ele pode saber, sim. Na dúvida, converse com o médico a respeito de um novo teste neuropsicológico desenvolvido por pesquisadores australianos, justamente para medir a capacidade de dirigir do paciente.

Na primeira consulta, o médico aconselha a cirurgia. Não é afobação?
É estranho. Só se deve recorrer à cirurgia quando todos os outros tratamentos deixaram de surtir efeito. Em havendo a decisão de ir para a cirurgia, o paciente deve se informar sobre os possíveis resultados. A operação é delicada, mas pode aliviar os sintomas. Não tem poder de cura.


O PACIENTE TEM HISTÓRICO FAMILIAR DA DOENÇA DE
ALZHEIMER, MAS NÃO APRESENTA NENHUM SINTOMA

O médico diz que não se deve esperar pelos sintomas e aconselha a agir já. Está certo?
Está amparado em pesquisas. O histórico familiar para a doença de Alzheimer é um sinal de perigo. Discuta com seu médico o grau de parentesco da pessoa que teve a doença na família e pergunte a ele se o fato de você se parecer muito fisicamente com o doente significa risco maior de herdar a doença de Alzheimer. Pesquisas indicam que o uso de antiinflamatórios e estatinas, aliado à prática de exercícios físicos e à atividade intelectual, tem efeito positivo na prevenção da doença.


O PACIENTE RECEBE O DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER

O médico diz que não tem dúvida, mas exige mais exames de imagem do cérebro. É um sacrifício inútil?
Não. Depois de fazer a avaliação clínica do paciente, o médico recorrerá à tomografia computadorizada ou à ressonância magnética para traçar com maior precisão os danos já provocados no cérebro e as áreas mais afetadas.

De posse dos exames, o médico diz que o tratamento vai apenas diminuir o ritmo do avanço da doença. Ele não está sendo conservador?
Infelizmente não. A única abordagem do problema são os inibidores da colinesterase. Em 40% dos casos, eles conseguem manter o paciente no mesmo estágio da doença por um prazo de dois anos.

 
NESTA REPORTAGEM
Doenças virais sexualmente transmissíveis
Diabetes
Transtornos do humor
Obesidade
Distúrbios cardiovasculares
Câncer
Doenças cerebrais degenerativas
Doenças pulmonares
Dor de cabeça crônica
Alergias

 
 
 
 
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