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Cartas
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"Sinto muito, Suzane, mas você
nunca terá a sua vida de volta. Sempre será merecidamente
assombrada pela grande estupidez que cometeu."
Leonardo D'Ippolito
Blumenau, SC |
Suzane von Richthofen
Com que direito ela pede a vida dela
de volta? Matar aqueles que lhe deram vida, amor, conforto e segurança
é a pior das traições. Ela poderá ter
a sua vida de volta quando já tiver pago o que fez. Esperemos
que haja justiça e que ninguém acredite na falsa inocência
exposta pelas artimanhas de uma encenação de baixíssima
categoria promovida pelos advogados de defesa.
Marcelo Radaic
São Paulo, SP
Li a reportagem e sinto novamente como
se tivesse recebido um soco no estômago, assim como aconteceu
na ocasião do crime. Estudei no mesmo colégio que
ela (em época diferente), e meus pais conheciam socialmente
os seus. Não é possível entender como uma menina
que teve oportunidades e estrutura familiar aparentemente parecidas
com as minhas e de outros amigos tenha sido capaz de uma barbaridade
dessas. Uma pessoa que matou os pais, independentemente de ser considerada
normal ou doente mental, de estar drogada no dia do crime, de dizer
que foi levada a isso por más influências, de estar
arrependida do que fez, não merece simpatia, pena, misericórdia.
Não há justificativa para um crime desses. Se ela
não pagar pelo que fez, que confiança poderemos ter
na Justiça? Espero tirar a imagem dela e a descrição
da morte dos Richthofen da minha cabeça, para que possa dormir
à noite.
Susan Krause Bierrenbach
Por e-mail
Suzane não deveria ser mais
mencionada, e sim condenada pela sua frieza e pelo seu calculismo.
Como não temos cadeira elétrica no Brasil, o contribuinte
também será condenado: terá de sustentá-la
na prisão depois da barbaridade que cometeu. Seus comparsas
deveriam ser igualmente condenados a uma morte dolorosa como a que
causaram às suas vítimas.
Deborah Biermann
Berna, Suíça
Parabéns a VEJA, que saiu à
frente trazendo a entrevista com Suzane. Gostaria apenas de comentar
que fumar maconha não exclui o dolo, tampouco a intenção,
no horrível homicídio contra seus pais. Muito pelo
contrário, o artigo 61, II, l, do Código Penal vigente,
é claro e taxativo ao dizer que o agente que comete um crime,
depois de ter propositadamente se embriagado (embriaguez é
o estado de intoxicação aguda e passageira provocada
pelo álcool ou por substâncias de efeito análogos
definição jurídica) para praticá-lo,
tem sua pena aumentada. Isso recebe o nome de embriaguez preordenada.
Andrea Zuppo Franco
Professora universitária de processo penal
São Paulo, SP
Quer dizer que a Suzane tem medo da
cadeia. Que coisa! Penso no medo e no pavor dos pais dela naquela
noite... Para ela, existem dois ditados: galinha que acompanha pato
morre afogada e passarinho que segue morcego morre de cabeça
para baixo. E sendo menos popularesca e mais culta, como diria Saint-Exupéry:
"Dize-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és". Obrigada,
VEJA, por não nos deixar esquecer.
Sandra Amaral
Belo Horizonte, MG
Onde quer que eles estejam, devem temer
esse monstro que um dia foi concebido, parido, protegido, educado
e amado por eles. Tomara que se faça justiça quanto
ao seu irmão ganhar no processo de deserdação
e que o júri popular faça com que ela apodreça
na cadeia. O casal que lhe dá um teto hoje que durma com
um olho aberto, pois poderá ter o mesmo fim que seus pais.
Veranice I. Del Priore
São Paulo, SP
O nome dessa Suzane figurará
nos anais da criminologia não só pela sua mente assassina,
fria e cruel, mas principalmente pela sua capacidade de engendrar
e aderir aos mais imbecis e frustrados planos diabólicos
de todos os tempos.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT
Quem leu a entrevista não terá
dúvidas da frieza e da maldade dessa moça. Nem ensaiando
e programando juntamente com seus advogados ela conseguiu fingir
que tem remorso do que fez. Ao contrário, ficou claro que
não sente culpa. Foi um absurdo ter sido solta. Tenho certeza
de que todos os brasileiros esperam um desfecho digno desse processo.
Se uma pessoa dessa for absolvida, mais uma vez a lei brasileira
mostrará que aqui os valores são invertidos.
Neide V. Silva
Pedro Leopoldo, MG
Vergonhoso e ultrajante todo o caso
Suzane. Será que ela e os advogados pensam que somos idiotas?
A quem pretendem enganar inventando todas essas mentiras? Suzane
é fria, calculista, mentirosa, além de péssima
atriz. Não consegue nem chorar... Nem na iminência
de um julgamento e de perder a sua liberdade consegue derramar uma
lágrima sequer. Finge fragilidade, desequilíbrio,
arrependimento. É simplesmente ridículo! Esperam-se
sensatez e equilíbrio nesse julgamento. E que Suzane e os
irmãos Cravinhos tenham todo o tempo do mundo para pensar
e arrepender-se do que fizeram, encarcerados pelo resto da vida.
Tiana Amorim Andrade
Itabuna, BA
Suzane tem de ser punida, mas também
tratada. Ela é jovem, precisa de uma oportunidade para reconhecer
o erro. Logicamente, a vida dos pais ela não poderá
trazer de volta, mas, se lhe derem a oportunidade e o tratamento
de que necessita, quem sabe ela não transformará seu
erro em causa nobre e aí poderá impedir que outras
Suzanes surjam?
Patrícia Menezes
Natal, RN
O que ela não sabia é
que estava acabando com as únicas pessoas que poderiam ajudá-la
e amá-la nesta hora difícil pela qual está
passando.
Karla Gastalho
Vila Velha, ES
De madrugada, eu e minha esposa levantamos
para amamentar nosso filho. Sobre a mesa da sala, deparei com a
foto de Suzane na capa de VEJA. Confesso: tive medo.
Gilson Roxo
São Paulo, SP
VEJA poderia ter citado o caso dos
irmãos Menendez, Lyle and Erik, nos Estados Unidos, como
um paralelo: mataram os pais a sangue-frio, por dinheiro, fingiram
desespero e tristeza e, presos, foram orientados por uma advogada
a se apresentar, em vez de ternos, com suéteres claros, de
adolescentes, em tons pastel. Essa advogada chegava a "pentear"
um dos rapazinhos durante o julgamento, como se faz a um menino.
Foram condenados à prisão perpétua, sem direito
a livramento um dia.
Ilza Contardi
Rio de Janeiro, RJ
Michelle Bachelet
As Páginas Amarelas quase sempre
têm reservado ótimas surpresas aos seus leitores. Desta
feita trouxe uma bela entrevista com a senhora Michelle Bachelet,
presidente do Chile. Esclarecedoras e elucidativas palavras. Parabéns
à revista VEJA e ao jornalista Diogo Schelp. Não poderia
ser melhor. Trata-se de uma pessoa em sintonia com o seu tempo,
comprometida com o seu país e aberta ao diálogo com
a história e as demais nações. Virtudes necessárias,
imprescindíveis em quaisquer estágios democráticos.
Tais predicados tornam-se mais acentuados quando defendidos por
quem foi e teve os pais transformados em vítimas da ditadura
e nem por isso, agora, à frente da administração
pública federal, conduzida pelo voto direto, deixou de reconhecer
os acertos registrados pelo governo do ditador Pinochet, muito embora
tenha consciência de que é preciso avançar mais
e promover mudanças.
Lourembergue Alves
Presidente do Instituto de Ciência Política e Jurídica
do Estado de Mato Grosso
Cuiabá, MT
A presidente Michelle Bachelet dá
um exemplo de racionalidade, equilíbrio e inteligência,
o que muitas vezes falta aos líderes brasileiros. Parabéns
ao Chile por ter líderes democráticos tão capazes!
Marcus Vinicius Campos
Feira de Santana, BA
Da leitura da entrevista com a presidente
do Chile fica a lição que nossos governantes ainda
não aprenderam (ou esqueceram): política séria
se faz com gente séria. O Chile é um exemplo, já
o Brasil...
Eliézer Nazareno de Souza
Itajaí, SC
Lula deve ter ficado muito impressionado
com a presidente do Chile cantando o Hino Nacional brasileiro,
porque, ao contrário dele, Michelle Bachelet cantou em português
correto!
José Carlos Romero
Por e-mail
Márcio Thomaz Bastos
Parabéns a VEJA pelo trabalho
investigativo na reportagem sobre a cumplicidade do ministro Márcio
Thomaz Bastos ("O ministro foi cúmplice", 12 de abril). Com
quem podemos contar para garantir nossos direitos constitucionais?
O Congresso se mostra uma verdadeira cloaca. Nosso presidente é
chefe de quadrilha, beneficiado pelo maior escândalo de corrupção
já visto. O ministro da Justiça subverte a lei dedicando-se
a montar um esquema para acobertar crimes do governo. Quanta ironia
chamar o maior responsável pela defesa dessa quadrilha de
ministro da Justiça! A resposta para a questão acima
é a imprensa livre que investiga e fiscaliza as ações
dos homens públicos.
Sérgio Magnavita Sabino
Belo Horizonte, MG
Na semana passada foi o criminalista
José Roberto Batochio, agora é o criminalista Márcio
Thomaz Bastos que tenta nos impingir suas histórias, que
lembram um programa de rádio da década de 50: Incrível,
Fantástico, Extraordinário. Essas pessoas menosprezam
a inteligência dos brasileiros. Elas, como o presidente Lula
"Não Sabia" da Silva, bateram o recorde do nosso astronauta;
já estão na lua há muito tempo.
Victor Hugo Moreira Moraes
Pouso Alegre, MG
Durante uma aula de direito penal,
fiquei estarrecido com meu professor, juiz federal, que afirmara:
"O advogado, para defender o criminoso, deve saber como se pratica
o crime". A matéria publicada pela revista VEJA demonstra
que aquela pérola de ensinamento jurídico é
efetivamente praticada pelo senhor Márcio Thomaz Bastos.
José de Freitas Guimarães
Paulínia, SP
Eu acreditaria em um término
nos moldes de Watergate para esse imbróglio asqueroso, se
Lula e seus auxiliares tivessem vergonha na cara. Não é
o caso, como já pudemos ver em inúmeras ocasiões.
Maria Cristina Azevedo
Florianópolis, SC
Uma das primeiras providências
do ministro Márcio Thomaz Bastos quando assumiu a pasta foi
mandar suspender o processo no qual era patrono dos réus,
estudantes de medicina, hoje médicos, indiciados pelo assassinato
de um calouro nissei, afogado na piscina, em violento trote. Naquele
momento pensei que o Brasil estava muito mal representado em matéria
de Justiça. E não deu outra...
Alexandrina Barrote Ricoy
São Paulo, SP
Governo Lula
Agradeço a VEJA por nos manter
informados ("O efeito estufa de Lula", 12 de abril). Sinto-me revoltada,
indignada e desmoralizada como brasileira, por tanto lamaçal
impune. Ao mesmo tempo, porém, sinto-me feliz por ver tantos
brasileiros desta revista batalhando para que a verdade prevaleça.
Em outubro nós daremos a devida punição a todos
que de maneira sórdida aviltaram a nossa democracia. O brasileiro
é bom, mas não é tolo. Nós daremos o
troco!
Deise Pinar
São José dos Campos, SP
Senador Delcidio Amaral
Até que enfim encontramos um
parlamentar do PT com espírito patriótico, correto
e ciente de suas responsabilidades com o povo brasileiro. É
o único. O senador Delcidio Amaral demonstrou, com sua firme
atuação no comando da CPI dos Correios, que nem tudo
está perdido neste país. Peço a ele que saia
do PT, pois sua dignidade não combina com o baixo nível
moral de seus colegas partidários. Vamos mudar este país
("Entre o PT e a verdade, ele ficou com a verdade", Radar, 12 de
abril).
Roberto da Rocha Soares Ribeiro
Niterói, RJ
Palhaço Carequinha
Morreu Carequinha, o palhaço
digno (Datas, 12 de abril). Os indignos, muito vivos, continuam
a função no grande circo de Brasília.
Pastor Rogerio Amorim
Curitiba, PR
André Petry
Quero congratular VEJA e o articulista
André Petry pelo excelente artigo "De ratos e homens" (12
de abril). O texto é uma tomografia da política praticada
há anos no Brasil. Os partidos políticos são
meras siglas, e o conteúdo programático é simples
questão de marketing eleitoral. Uma vez no poder, cessam
os compromissos com o povo e a nação. No caso do governo
Lula, a inundação de denúncias fez os ratos
sair do esgoto. Há o perigo crescente de que proliferem.
O Brasil, diante de tanta mentira, desfaçatez e propinagem,
parece ter perdido a bússola que norteia não só
a legalidade, mas principalmente a honestidade e os princípios.
Poderá se tornar vítima de uma peste bubônica
moral sem precedentes.
Claudio Fernandes
São Bernardo do Campo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
Como um vinho de inegáveis qualidades,
Roberto Pompeu de Toledo melhora com o tempo. O ensaio desta semana
sobre a "pantomima espacial brasileira" é um primor de concisão
e verdade, sem perda da elegância nem do humor indispensável
ao tratar tal irrelevância. Estimula a vontade de imprimir
milhões de exemplares para fazer chegar a locais e cabeças
que infelizmente VEJA ainda não alcança. Tal façanha
espacial é como tudo deste governo e das pessoas que o cercam:
mais uma mentira e mais uma falsidade. A única verdade, a
lamentar, é que 260 possíveis doutores foram para
o espaço e com eles mais um pouco das nossas esperanças.
Raul Pinto
Por e-mail
Discordo plenamente do ensaio de Roberto
Pompeu de Toledo "Flutua, astronauta, flutua", na qual ele "detona"
o astronauta brasileiro Marcos Pontes. Esse moço entrou para
a história. De carona ou não, foi ao espaço.
Só lamento que esse evento tenha ocorrido durante um governo
medíocre e ignorante a quem o texto se destina. Quanto aos
experimentos, foram fraquinhos mesmo, mas isso é culpa da
educação brasileira. As universidades é que
deviam ter elaborado pesquisas mais sérias. Parabéns,
Marcos Pontes, e não tenha remorso de haver gasto 10 milhões
de dólares. Dez milhões vão para o espaço
aqui mesmo, todo dia.
Vicente Vieira Lima
Suzano, SP
Excelente ensaio. Ele reflete a opinião
de muitos de nós. Pegar carona no carro alheio não
nos ajudará a construir automóveis, da mesma forma
que a aventura do Pontes-Senna pouco fará pelo nosso próprio
programa espacial. Faríamos melhor investindo esse dinheiro
em projetos de pesquisa e de intercâmbio científico.
Ou nas peças para a Estação Internacional.
Ou no nosso próprio programa espacial. Mas isso é
caro, e o resultado demorará para aparecer. Certamente mais
do que o tempo de um mandato... Ou do que nos separa das próximas
eleições!
José Guilherme Wasner Machado
Belo Horizonte, MG
Equilíbrio na Copa
Japão, Estados Unidos, Arábia
Saudita e outros, digamos, satélites dos grandes centros
futebolísticos continuarão a participar da Copa do
Mundo como meros figurantes. As dificuldades do Brasil ficam evidentes
quando refletimos sobre as conquistas anteriores. Nunca o Brasil
foi campeão quando a Copa se realizou em país com
tradição futebolística. Vejamos: Suécia,
Chile, México, Estados Unidos, Coréia/Japão
pouco ou quase nada representam no cenário do futebol mundial,
justamente onde o Brasil obteve suas vitórias. Já
Inglaterra, Alemanha e França fizeram jus à qualidade
do futebol que praticam, sagrando-se campeãs nas Copas que
patrocinaram, enquanto o Brasil foi mero coadjuvante. Agora, na
Alemanha só não vê quem não quer
a "barra" que o Brasil vai encontrar em nada justifica a euforia
da mídia. Vamos abaixar a nossa bola. Quiçá
voltamos com a taça ("As zebras são coisa do passado",
12 de abril)!
Noel Gonçalves Cerqueira
Guarujá, SP
Concordo plenamente com o que diz a
matéria. As seleções se modificaram muito.
Se o Brasil não se cuidar, pode perder na primeira fase,
pois caiu em um grupo cheio de "zebras": Japão, Austrália
e Croácia.
Guilherme Dias, 12 anos
São Paulo, SP
Tecnologia no esporte
Sou a favor da tecnologia em todos
os aspectos, inclusive no esporte. Mas o futebol é apaixonante
graças também às polêmicas que causa.
O controle tecnológico faria com que perdesse um pouco de
sua magia. O futebol e seus amantes vivem não apenas de seus
gols, mas daqueles momentos em que uma marcação errada
resulta em discussões históricas ("A tecnologia pode
ajudar...", 29 de março).
Aires Bruno Ramos
Timbó, SC
Boneca Polly
O grande prestígio de VEJA entre
o público adulto e jovem já é de nosso conhecimento
há muito tempo. Agora, cativar leitores na faixa etária
dos 2 anos foi uma ótima surpresa para nós, pais da
Eduarda. Parabéns pela revista. Temos muito prazer de sermos
assinantes há tantos anos ("Polly e seu país das maravilhas",
12 de abril).
Adriana Mezzetti
São Paulo, SP
Dubai
Parabenizo VEJA pela reportagem "Os
segredos de Dubai" (5 de abril), país que é mesmo
um oásis no meio do deserto. Vivendo com minha família
aqui em Dubai, há pouco mais de um ano, posso dizer que a
sua maior riqueza, mais até do que a vocação
comercial, é a segurança. Temos a liberdade de ir
e vir a qualquer hora do dia ou da noite, sem medo de assaltos,
tiros ou qualquer outro tipo de violência. Vejo que Dubai
teve e aproveitou a sua única oportunidade, a receita vinda
do petróleo, para dar um fim à pobreza e à
pirataria dos anos pós-II Guerra Mundial, e que um governo
honesto e preocupado com o bem-estar do seu povo faz realmente muita
diferença.
Flávia Pretti Aslanian
Por e-mail
Contexto
Com relação à
nota "Um alívio para o sistema penitenciário" (5 de
abril), gostaria de comentar que é louvável qualquer
iniciativa no sentido de dar mais segurança às penitenciárias
de nosso país, mas discordo do uso de chapas de aço
para revestimento do chão do presídio. Não
é necessário. Elaborei um projeto para prédios
de penitenciárias e cadeias, que utiliza concreto, mas com
uma característica fundamental para a segurança: o
prédio é suspenso (como as palafitas), o que elimina
qualquer tentativa de fuga por túneis. O piso de toda a cadeia
fica a cerca de 1,40 metro do chão. Impede-se, assim, o preso
de cavar túneis, porque ele cairia num lugar em que poderia
ser visto tranqüilamente.
Benedito de Assis Pereira Rennó
Itajubá, MG
Gente
É impressionante o poder
destrutivo das drogas. Fiquei chocadíssima com a foto de
Whitney Houston ("O retrato da decadência", Gente, 5 de abril).
Pais, fiquem alertas. O crack está chegando com toda a força
ao Rio.
Gisela Americano
Rio de Janeiro, RJ
Márcio Thomaz Bastos 2
Sobre a reportagem "O ministro foi cúmplice"
(12 de abril), a Receita Federal volta a rechaçar qualquer
tentativa de envolvê-la em suposta quebra do sigilo do contribuinte
Francenildo Costa. Na matéria, a revista sugere que a Receita
mude sua versão sobre o fato. A Receita esclarece que não
tem mais de uma versão para o caso. Em nota divulgada em
27 de março, disponível no site www.receita.fazenda.gov.br,
a Receita rebateu acusação do Correio Braziliense
(edição de 26 de março) de que a instituição
teria vazado dados de CPMF recolhida pelo contribuinte no dia 15
de fevereiro. A Receita negou. Agora VEJA traz uma segunda versão,
dizendo que a Receita "vazou os dados do caseiro relativos a 2005".
A instituição nega, mais uma vez, seu envolvimento
no caso.
Pedro Mansur
Assessor de imprensa Receita Federal
Brasília, DF
Diogo Mainardi
No início era curiosidade, depois virou
vício. Agora, é extremamente essencial. O texto de
Mainardi é vivo, reativo, provocante. Especialmente sua última
coluna ("Festa na Granja", 12 de abril), sobre as garotas de programa
na Granja do Torto e o convite mais do que necessário a que
importunemos os políticos "até na cama". Caro Diogo,
às vezes seus textos são quase premonitórios...
Mas isso não existe. É que você publica o que
os seus colegas sonegam ao público leitor.
Sergio Barcellos
Rio de Janeiro, RJ
Concordo com você, Mainardi, quanto
a espezinhar políticos até na cama. Agora, veja se
concorda comigo: melhor não seria o conforto da cama das
prisões a espezinhá-los? Mas não prisões
domiciliares, como a do juiz Lalau.
Marcelo Costa Menegon
Botucatu, SP
Parabéns, Mainardi! Temos de importunar
os políticos sempre e de todas as maneiras possíveis.
Se eles querem ter a vida pessoal preservada, que não façam
"festinhas" com o dinheiro público.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho
Salvador, BA
Educação
Que bela lição de civismo e
de espírito comunitário nos dão a Embraer e
a Fundação José Carvalho ("O futuro a jato",
12 de abril)! Se todas as empresas brasileiras de grande ou de médio
porte fizessem o mesmo em suas respectivas áreas geográficas
de atuação, nossos problemas educacionais seriam resolvidos
em poucos anos.
Peter W. Rosenfeld
Porto Alegre, RS
Lendo a reportagem sobre o excelente investimento
social feito pela Embraer, que privilegia a cidade de São
José dos Campos, local de sua fábrica, lembrei-me
de quando avaliei os recursos humanos (como consultor contratado
pelo BNDES) e fiz uma pesquisa de opinião sobre a expectativa
dos meios empresariais, dos sindicatos e da própria prefeitura
sobre a privatização da Embraer. Os prognósticos
eram os mais sombrios. O Sindicato dos Metalúrgicos, naquela
época (em 1992), sob o domínio da ala radical da CUT,
e a prefeita Angela Guadagnin me disseram que eram contrários
à privatização porque os "gringos" que desejavam
comprá-la transformariam a fábrica em sucata e, com
o que sobrasse, produziriam "ventiladores e aparelhos eletrodomésticos".
Hoje a Embraer compete internacionalmente, é uma das maiores
exportadoras do Brasil e mantém esse belo projeto de educação.
Que exemplos de visão de futuro do sindicato e da então
prefeita...
Luiz Henrique Moura de Souza
Rio de Janeiro, RJ
Stephen Kanitz
Esse tipo de artigo ("O capital social", Ponto
de vista, 12 de abril) é muito importante, principalmente
em um país onde há um clima de guerra entre trabalhadores
e empresários. Parece que todos nos esquecemos de que, na
realidade, somos parceiros. Se não há empresários,
não há empregos e, conseqüentemente, não
há empregados. Se os empregados não produzem satisfatoriamente,
as empresas também deixam de existir. Portanto, a parceria
é necessária para todos nós. Artigos como o
de Stephen Kanitz são importantes para a educação
de cidadãos conscientes.
João Batista Vieira Junior
Uberlândia, MG
Quero parabenizar Stephen Kanitz pela forma
simples, clara e objetiva com que apresentou o conceito de capital
social. Há que compreender que a iniciativa privada é
a mais legítima expressão da liberdade de um povo
e é um fator-chave para o crescimento de uma nação.
Paulo Cezar Tomás Salles
Belo Horizonte, MG
Televisão
Sou mãe de um bebê de 1 ano e
9 meses e, quando ele contava 10 meses, tive a felicidade de comprar
um DVD da turma do Cocoricó ("Ovos de ouro", 12 de
abril). As letras das músicas são simplesmente maravilhosas,
com conteúdo, melodia... Enfim, têm algo a ensinar,
a dizer aos pequenos. O DVD é animado e inteligente. Os pais
não se cansam das músicas. Até eu já
me peguei diversas vezes cantarolando-as sozinha.
Simone Adam
Lajeado, RS
Camilla Camargo
Penso que os dois filhos de Francisco têm
talento, perseverança e muita sorte. Já aos netos
de Francisco, que foram picados pelo bichinho do teatro, sugiro
que procurem urgentemente o Instituto Butantã, tomem a vacina
apropriada e fiquem em casa, em repouso absoluto por aproximadamente
quarenta anos. Antes da inoculação da vacina, não
esquecer de fazer o teste para verificar se são alérgicos
ao medicamento. É favor não me avisar quando ela (Camilla
Camargo) perder a virgindade. Já me bastou a informação
da perda do senso de ridículo ("É meu talento que
me abre portas", 12 de abril).
Antonio Carlos Rodrigues dos Santos
São José dos Campos, SP
CORREÇÕES: Lula Costa Pinto
é concunhado do ex-ministro das Comunicações
Eunício Oliveira (que não é acusado de ser
receptador do mensalão), e não do ex-ministro Anderson
Adauto, segundo informa a coluna de Diogo Mainardi desta edição.
Chama-se Café Concerto Mario Quintana, e não mais
Café Concerto Majestic, o estabelecimento situado no Centro
Cultural Mario Quintana (VEJA Porto Alegre, março
de 2006).
A marca Sub Zero tem um revendedor exclusivo no Brasil, chamado
Iesa Eletrodomésticos, no qual também é possível
adquirir a geladeira Sub Zero Pro 48 ("O design que atrai", Cartas,
29 de março).
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MUDANÇA ENTRE AS MAIS COMENTADAS
Com 673 cartas, a reportagem
de capa "Moral torta" (29 de março), sobre a
crise moral na política brasileira, superou "Terrorismo
Este mundo nunca mais será o mesmo" (capa,
19 de setembro de 2001) no ranking das dez reportagens
mais comentadas pelos leitores de VEJA, ocupando a quarta
posição. Eis a lista atualizada:
1) Referendo das
armas "Referendo da fumaça" (capa, 5 de outubro
de 2005): 2 306 cartas
2) Radicais do PT
"O que querem os radicais do PT" (capa, 23 de outubro
de 2002): 964 cartas
3) Papa João
Paulo II "Um adeus com dor" (capa, 6 de abril de 2005):
695 cartas
4)
Crise moral na política nacional "Moral
torta" (capa, 29 de março de 2006): 673 cartas
5) "Terrorismo
Este mundo nunca mais será o mesmo" (capa, 19
de setembro de 2001): 653 cartas
6) Fernandinho Beira-Mar
"Ele zomba da lei" (capa, 18 de setembro de 2002):
647 cartas
7) Cazuza "A luta
em público contra a aids" (capa, 26 de abril
de 1989): 625 cartas
8) "Guerra Apocalipse
ao vivo" (capa, 26 de março de 2003): 617 cartas
9) Entrevista com
Yara Baumgart (Amarelas, 20 de outubro de 2004): 602
cartas
10) Entrevista com
Wanessa Camargo (Amarelas, 26 de fevereiro de 2003):
550 cartas
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BEM-VINDOS, TURISTAS
Eduardo
Almeida Orlando, leitor de VEJA radicado em Diamantina,
em Minas Gerais, informou que a reportagem "Entre que
a casa é sua" (29 de março), sobre famílias
que abrem as portas de sua casa para receber turistas,
veio em boa hora e complementou um projeto que ele e
sua esposa têm, mas que até então
não sabiam como implementar. "Sou médico,
temos uma família equilibrada e acredito que
nossa cidade seja bastante interessante para os turistas
estrangeiros", diz Orlando. Assim como outros leitores,
o casal solicitou contatos com o site Bed and Breakfast
(www.bedandbreakfast.com)
e sua versão brasileira, o Cama e Café
(www.camaecafe.com.br),
ambos citados na matéria e especializados nesse
segmento turístico.
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"CHEGA DE SONHAR!"
O
leitor Fabio Abbondanza, advogado em São Luís,
no Maranhão, lembrou-se de uma carta publicada
em VEJA, em 2002, que comentava a reportagem de capa
"Os desejos da classe média" (20 de fevereiro):
"Despretensiosamente, relendo a seção
Cartas da edição 1 740 (http://veja.abril.com.br/
270202/cartas.html), deparei com a enviada por Renzo
Sansoni, de Uberlândia (MG)". Eis o trecho publicado:
"Os três desejos da classe média são
um Brasil limpo na política, a redução
da desigualdade social e a certeza de uma Justiça
imparcial e firme". Passados mais de quatro anos, Abbondanza
lamenta "a grande decepção que estão
tendo o citado leitor e milhões de brasileiros,
ao constatar que os sonhos se tornaram pesadelos diários,
dada tamanha sujeira na política, a desigualdade
social reduzindo-se apenas nas estatísticas oficiais
e a Justiça totalmente atrelada aos desmandos
do Executivo". O advogado aproveitou para fazer um desabafo:
"Chega de sonhar. Vamos agir por meio das urnas em outubro!".
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