Edição 1952 . 19 de abril de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Sinto muito, Suzane, mas você nunca terá a sua vida de volta. Sempre será merecidamente assombrada pela grande estupidez que cometeu."
Leonardo D'Ippolito
Blumenau, SC

Suzane von Richthofen

Com que direito ela pede a vida dela de volta? Matar aqueles que lhe deram vida, amor, conforto e segurança é a pior das traições. Ela poderá ter a sua vida de volta quando já tiver pago o que fez. Esperemos que haja justiça e que ninguém acredite na falsa inocência exposta pelas artimanhas de uma encenação de baixíssima categoria promovida pelos advogados de defesa.
Marcelo Radaic
São Paulo, SP  

Li a reportagem e sinto novamente como se tivesse recebido um soco no estômago, assim como aconteceu na ocasião do crime. Estudei no mesmo colégio que ela (em época diferente), e meus pais conheciam socialmente os seus. Não é possível entender como uma menina que teve oportunidades e estrutura familiar aparentemente parecidas com as minhas e de outros amigos tenha sido capaz de uma barbaridade dessas. Uma pessoa que matou os pais, independentemente de ser considerada normal ou doente mental, de estar drogada no dia do crime, de dizer que foi levada a isso por más influências, de estar arrependida do que fez, não merece simpatia, pena, misericórdia. Não há justificativa para um crime desses. Se ela não pagar pelo que fez, que confiança poderemos ter na Justiça? Espero tirar a imagem dela e a descrição da morte dos Richthofen da minha cabeça, para que possa dormir à noite.
Susan Krause Bierrenbach
Por e-mail  

Suzane não deveria ser mais mencionada, e sim condenada pela sua frieza e pelo seu calculismo. Como não temos cadeira elétrica no Brasil, o contribuinte também será condenado: terá de sustentá-la na prisão depois da barbaridade que cometeu. Seus comparsas deveriam ser igualmente condenados a uma morte dolorosa como a que causaram às suas vítimas.
Deborah Biermann

Berna, Suíça  

Parabéns a VEJA, que saiu à frente trazendo a entrevista com Suzane. Gostaria apenas de comentar que fumar maconha não exclui o dolo, tampouco a intenção, no horrível homicídio contra seus pais. Muito pelo contrário, o artigo 61, II, l, do Código Penal vigente, é claro e taxativo ao dizer que o agente que comete um crime, depois de ter propositadamente se embriagado (embriaguez é o estado de intoxicação aguda e passageira provocada pelo álcool ou por substâncias de efeito análogos – definição jurídica) para praticá-lo, tem sua pena aumentada. Isso recebe o nome de embriaguez preordenada.
Andrea Zuppo Franco
Professora universitária de processo penal
São Paulo, SP  

Quer dizer que a Suzane tem medo da cadeia. Que coisa! Penso no medo e no pavor dos pais dela naquela noite... Para ela, existem dois ditados: galinha que acompanha pato morre afogada e passarinho que segue morcego morre de cabeça para baixo. E sendo menos popularesca e mais culta, como diria Saint-Exupéry: "Dize-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és". Obrigada, VEJA, por não nos deixar esquecer.
Sandra Amaral

Belo Horizonte, MG  

Onde quer que eles estejam, devem temer esse monstro que um dia foi concebido, parido, protegido, educado e amado por eles. Tomara que se faça justiça quanto ao seu irmão ganhar no processo de deserdação e que o júri popular faça com que ela apodreça na cadeia. O casal que lhe dá um teto hoje que durma com um olho aberto, pois poderá ter o mesmo fim que seus pais.
Veranice I. Del Priore
São Paulo, SP

O nome dessa Suzane figurará nos anais da criminologia não só pela sua mente assassina, fria e cruel, mas principalmente pela sua capacidade de engendrar e aderir aos mais imbecis e frustrados planos diabólicos de todos os tempos.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT  

Quem leu a entrevista não terá dúvidas da frieza e da maldade dessa moça. Nem ensaiando e programando juntamente com seus advogados ela conseguiu fingir que tem remorso do que fez. Ao contrário, ficou claro que não sente culpa. Foi um absurdo ter sido solta. Tenho certeza de que todos os brasileiros esperam um desfecho digno desse processo. Se uma pessoa dessa for absolvida, mais uma vez a lei brasileira mostrará que aqui os valores são invertidos.
Neide V. Silva
Pedro Leopoldo, MG  

Vergonhoso e ultrajante todo o caso Suzane. Será que ela e os advogados pensam que somos idiotas? A quem pretendem enganar inventando todas essas mentiras? Suzane é fria, calculista, mentirosa, além de péssima atriz. Não consegue nem chorar... Nem na iminência de um julgamento e de perder a sua liberdade consegue derramar uma lágrima sequer. Finge fragilidade, desequilíbrio, arrependimento. É simplesmente ridículo! Esperam-se sensatez e equilíbrio nesse julgamento. E que Suzane e os irmãos Cravinhos tenham todo o tempo do mundo para pensar e arrepender-se do que fizeram, encarcerados pelo resto da vida.
Tiana Amorim Andrade
Itabuna, BA  

Suzane tem de ser punida, mas também tratada. Ela é jovem, precisa de uma oportunidade para reconhecer o erro. Logicamente, a vida dos pais ela não poderá trazer de volta, mas, se lhe derem a oportunidade e o tratamento de que necessita, quem sabe ela não transformará seu erro em causa nobre e aí poderá impedir que outras Suzanes surjam?
Patrícia Menezes
Natal, RN

O que ela não sabia é que estava acabando com as únicas pessoas que poderiam ajudá-la e amá-la nesta hora difícil pela qual está passando.
Karla Gastalho
Vila Velha, ES  

De madrugada, eu e minha esposa levantamos para amamentar nosso filho. Sobre a mesa da sala, deparei com a foto de Suzane na capa de VEJA. Confesso: tive medo.
Gilson Roxo
São Paulo, SP

VEJA poderia ter citado o caso dos irmãos Menendez, Lyle and Erik, nos Estados Unidos, como um paralelo: mataram os pais a sangue-frio, por dinheiro, fingiram desespero e tristeza e, presos, foram orientados por uma advogada a se apresentar, em vez de ternos, com suéteres claros, de adolescentes, em tons pastel. Essa advogada chegava a "pentear" um dos rapazinhos durante o julgamento, como se faz a um menino. Foram condenados à prisão perpétua, sem direito a livramento um dia.
Ilza Contardi
Rio de Janeiro, RJ

 

Michelle Bachelet

As Páginas Amarelas quase sempre têm reservado ótimas surpresas aos seus leitores. Desta feita trouxe uma bela entrevista com a senhora Michelle Bachelet, presidente do Chile. Esclarecedoras e elucidativas palavras. Parabéns à revista VEJA e ao jornalista Diogo Schelp. Não poderia ser melhor. Trata-se de uma pessoa em sintonia com o seu tempo, comprometida com o seu país e aberta ao diálogo com a história e as demais nações. Virtudes necessárias, imprescindíveis em quaisquer estágios democráticos. Tais predicados tornam-se mais acentuados quando defendidos por quem foi e teve os pais transformados em vítimas da ditadura e nem por isso, agora, à frente da administração pública federal, conduzida pelo voto direto, deixou de reconhecer os acertos registrados pelo governo do ditador Pinochet, muito embora tenha consciência de que é preciso avançar mais e promover mudanças.
Lourembergue Alves
Presidente do Instituto de Ciência Política e Jurídica do Estado de Mato Grosso
Cuiabá, MT

A presidente Michelle Bachelet dá um exemplo de racionalidade, equilíbrio e inteligência, o que muitas vezes falta aos líderes brasileiros. Parabéns ao Chile por ter líderes democráticos tão capazes!
Marcus Vinicius Campos
Feira de Santana, BA  

Da leitura da entrevista com a presidente do Chile fica a lição que nossos governantes ainda não aprenderam (ou esqueceram): política séria se faz com gente séria. O Chile é um exemplo, já o Brasil...
Eliézer Nazareno de Souza
Itajaí, SC  

Lula deve ter ficado muito impressionado com a presidente do Chile cantando o Hino Nacional brasileiro, porque, ao contrário dele, Michelle Bachelet cantou em português correto!
José Carlos Romero
Por e-mail

 

Márcio Thomaz Bastos

Parabéns a VEJA pelo trabalho investigativo na reportagem sobre a cumplicidade do ministro Márcio Thomaz Bastos ("O ministro foi cúmplice", 12 de abril). Com quem podemos contar para garantir nossos direitos constitucionais? O Congresso se mostra uma verdadeira cloaca. Nosso presidente é chefe de quadrilha, beneficiado pelo maior escândalo de corrupção já visto. O ministro da Justiça subverte a lei dedicando-se a montar um esquema para acobertar crimes do governo. Quanta ironia chamar o maior responsável pela defesa dessa quadrilha de ministro da Justiça! A resposta para a questão acima é a imprensa livre que investiga e fiscaliza as ações dos homens públicos.
Sérgio Magnavita Sabino
Belo Horizonte, MG  

Na semana passada foi o criminalista José Roberto Batochio, agora é o criminalista Márcio Thomaz Bastos que tenta nos impingir suas histórias, que lembram um programa de rádio da década de 50: Incrível, Fantástico, Extraordinário. Essas pessoas menosprezam a inteligência dos brasileiros. Elas, como o presidente Lula "Não Sabia" da Silva, bateram o recorde do nosso astronauta; já estão na lua há muito tempo.
Victor Hugo Moreira Moraes
Pouso Alegre, MG  

Durante uma aula de direito penal, fiquei estarrecido com meu professor, juiz federal, que afirmara: "O advogado, para defender o criminoso, deve saber como se pratica o crime". A matéria publicada pela revista VEJA demonstra que aquela pérola de ensinamento jurídico é efetivamente praticada pelo senhor Márcio Thomaz Bastos.
José de Freitas Guimarães
Paulínia, SP  

Eu acreditaria em um término nos moldes de Watergate para esse imbróglio asqueroso, se Lula e seus auxiliares tivessem vergonha na cara. Não é o caso, como já pudemos ver em inúmeras ocasiões.
Maria Cristina Azevedo
Florianópolis, SC  

Uma das primeiras providências do ministro Márcio Thomaz Bastos quando assumiu a pasta foi mandar suspender o processo no qual era patrono dos réus, estudantes de medicina, hoje médicos, indiciados pelo assassinato de um calouro nissei, afogado na piscina, em violento trote. Naquele momento pensei que o Brasil estava muito mal representado em matéria de Justiça. E não deu outra...
Alexandrina Barrote Ricoy
São Paulo, SP

 

Governo Lula

Agradeço a VEJA por nos manter informados ("O efeito estufa de Lula", 12 de abril). Sinto-me revoltada, indignada e desmoralizada como brasileira, por tanto lamaçal impune. Ao mesmo tempo, porém, sinto-me feliz por ver tantos brasileiros desta revista batalhando para que a verdade prevaleça. Em outubro nós daremos a devida punição a todos que de maneira sórdida aviltaram a nossa democracia. O brasileiro é bom, mas não é tolo. Nós daremos o troco!
Deise Pinar
São José dos Campos, SP

 

Senador Delcidio Amaral

Até que enfim encontramos um parlamentar do PT com espírito patriótico, correto e ciente de suas responsabilidades com o povo brasileiro. É o único. O senador Delcidio Amaral demonstrou, com sua firme atuação no comando da CPI dos Correios, que nem tudo está perdido neste país. Peço a ele que saia do PT, pois sua dignidade não combina com o baixo nível moral de seus colegas partidários. Vamos mudar este país ("Entre o PT e a verdade, ele ficou com a verdade", Radar, 12 de abril).
Roberto da Rocha Soares Ribeiro
Niterói, RJ

 

Palhaço Carequinha

Morreu Carequinha, o palhaço digno (Datas, 12 de abril). Os indignos, muito vivos, continuam a função no grande circo de Brasília.
Pastor Rogerio Amorim
Curitiba, PR

 

André Petry

Quero congratular VEJA e o articulista André Petry pelo excelente artigo "De ratos e homens" (12 de abril). O texto é uma tomografia da política praticada há anos no Brasil. Os partidos políticos são meras siglas, e o conteúdo programático é simples questão de marketing eleitoral. Uma vez no poder, cessam os compromissos com o povo e a nação. No caso do governo Lula, a inundação de denúncias fez os ratos sair do esgoto. Há o perigo crescente de que proliferem. O Brasil, diante de tanta mentira, desfaçatez e propinagem, parece ter perdido a bússola que norteia não só a legalidade, mas principalmente a honestidade e os princípios. Poderá se tornar vítima de uma peste bubônica moral sem precedentes.
Claudio Fernandes
São Bernardo do Campo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Como um vinho de inegáveis qualidades, Roberto Pompeu de Toledo melhora com o tempo. O ensaio desta semana sobre a "pantomima espacial brasileira" é um primor de concisão e verdade, sem perda da elegância nem do humor – indispensável ao tratar tal irrelevância. Estimula a vontade de imprimir milhões de exemplares para fazer chegar a locais e cabeças que infelizmente VEJA ainda não alcança. Tal façanha espacial é como tudo deste governo e das pessoas que o cercam: mais uma mentira e mais uma falsidade. A única verdade, a lamentar, é que 260 possíveis doutores foram para o espaço e com eles mais um pouco das nossas esperanças.
Raul Pinto
Por e-mail  

Discordo plenamente do ensaio de Roberto Pompeu de Toledo "Flutua, astronauta, flutua", na qual ele "detona" o astronauta brasileiro Marcos Pontes. Esse moço entrou para a história. De carona ou não, foi ao espaço. Só lamento que esse evento tenha ocorrido durante um governo medíocre e ignorante a quem o texto se destina. Quanto aos experimentos, foram fraquinhos mesmo, mas isso é culpa da educação brasileira. As universidades é que deviam ter elaborado pesquisas mais sérias. Parabéns, Marcos Pontes, e não tenha remorso de haver gasto 10 milhões de dólares. Dez milhões vão para o espaço aqui mesmo, todo dia.
Vicente Vieira Lima
Suzano, SP  

Excelente ensaio. Ele reflete a opinião de muitos de nós. Pegar carona no carro alheio não nos ajudará a construir automóveis, da mesma forma que a aventura do Pontes-Senna pouco fará pelo nosso próprio programa espacial. Faríamos melhor investindo esse dinheiro em projetos de pesquisa e de intercâmbio científico. Ou nas peças para a Estação Internacional. Ou no nosso próprio programa espacial. Mas isso é caro, e o resultado demorará para aparecer. Certamente mais do que o tempo de um mandato... Ou do que nos separa das próximas eleições!
José Guilherme Wasner Machado
Belo Horizonte, MG

 

Equilíbrio na Copa

Japão, Estados Unidos, Arábia Saudita e outros, digamos, satélites dos grandes centros futebolísticos continuarão a participar da Copa do Mundo como meros figurantes. As dificuldades do Brasil ficam evidentes quando refletimos sobre as conquistas anteriores. Nunca o Brasil foi campeão quando a Copa se realizou em país com tradição futebolística. Vejamos: Suécia, Chile, México, Estados Unidos, Coréia/Japão pouco ou quase nada representam no cenário do futebol mundial, justamente onde o Brasil obteve suas vitórias. Já Inglaterra, Alemanha e França fizeram jus à qualidade do futebol que praticam, sagrando-se campeãs nas Copas que patrocinaram, enquanto o Brasil foi mero coadjuvante. Agora, na Alemanha – só não vê quem não quer – a "barra" que o Brasil vai encontrar em nada justifica a euforia da mídia. Vamos abaixar a nossa bola. Quiçá voltamos com a taça ("As zebras são coisa do passado", 12 de abril)!
Noel Gonçalves Cerqueira
Guarujá, SP  

Concordo plenamente com o que diz a matéria. As seleções se modificaram muito. Se o Brasil não se cuidar, pode perder na primeira fase, pois caiu em um grupo cheio de "zebras": Japão, Austrália e Croácia.
Guilherme Dias, 12 anos
São Paulo, SP

 

Tecnologia no esporte

Sou a favor da tecnologia em todos os aspectos, inclusive no esporte. Mas o futebol é apaixonante graças também às polêmicas que causa. O controle tecnológico faria com que perdesse um pouco de sua magia. O futebol e seus amantes vivem não apenas de seus gols, mas daqueles momentos em que uma marcação errada resulta em discussões históricas ("A tecnologia pode ajudar...", 29 de março).
Aires Bruno Ramos
Timbó, SC

 

Boneca Polly

O grande prestígio de VEJA entre o público adulto e jovem já é de nosso conhecimento há muito tempo. Agora, cativar leitores na faixa etária dos 2 anos foi uma ótima surpresa para nós, pais da Eduarda. Parabéns pela revista. Temos muito prazer de sermos assinantes há tantos anos ("Polly e seu país das maravilhas", 12 de abril).
Adriana Mezzetti
São Paulo, SP

 

Dubai

Parabenizo VEJA pela reportagem "Os segredos de Dubai" (5 de abril), país que é mesmo um oásis no meio do deserto. Vivendo com minha família aqui em Dubai, há pouco mais de um ano, posso dizer que a sua maior riqueza, mais até do que a vocação comercial, é a segurança. Temos a liberdade de ir e vir a qualquer hora do dia ou da noite, sem medo de assaltos, tiros ou qualquer outro tipo de violência. Vejo que Dubai teve e aproveitou a sua única oportunidade, a receita vinda do petróleo, para dar um fim à pobreza e à pirataria dos anos pós-II Guerra Mundial, e que um governo honesto e preocupado com o bem-estar do seu povo faz realmente muita diferença.
Flávia Pretti Aslanian
Por e-mail

 

Contexto

Com relação à nota "Um alívio para o sistema penitenciário" (5 de abril), gostaria de comentar que é louvável qualquer iniciativa no sentido de dar mais segurança às penitenciárias de nosso país, mas discordo do uso de chapas de aço para revestimento do chão do presídio. Não é necessário. Elaborei um projeto para prédios de penitenciárias e cadeias, que utiliza concreto, mas com uma característica fundamental para a segurança: o prédio é suspenso (como as palafitas), o que elimina qualquer tentativa de fuga por túneis. O piso de toda a cadeia fica a cerca de 1,40 metro do chão. Impede-se, assim, o preso de cavar túneis, porque ele cairia num lugar em que poderia ser visto tranqüilamente.
Benedito de Assis Pereira Rennó
Itajubá, MG

 

Gente

É impressionante o poder destrutivo das drogas. Fiquei chocadíssima com a foto de Whitney Houston ("O retrato da decadência", Gente, 5 de abril). Pais, fiquem alertas. O crack está chegando com toda a força ao Rio.
Gisela Americano
Rio de Janeiro, RJ

 

Márcio Thomaz Bastos 2

Sobre a reportagem "O ministro foi cúmplice" (12 de abril), a Receita Federal volta a rechaçar qualquer tentativa de envolvê-la em suposta quebra do sigilo do contribuinte Francenildo Costa. Na matéria, a revista sugere que a Receita mude sua versão sobre o fato. A Receita esclarece que não tem mais de uma versão para o caso. Em nota divulgada em 27 de março, disponível no site www.receita.fazenda.gov.br, a Receita rebateu acusação do Correio Braziliense (edição de 26 de março) de que a instituição teria vazado dados de CPMF recolhida pelo contribuinte no dia 15 de fevereiro. A Receita negou. Agora VEJA traz uma segunda versão, dizendo que a Receita "vazou os dados do caseiro relativos a 2005". A instituição nega, mais uma vez, seu envolvimento no caso.
Pedro Mansur
Assessor de imprensa Receita Federal
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

No início era curiosidade, depois virou vício. Agora, é extremamente essencial. O texto de Mainardi é vivo, reativo, provocante. Especialmente sua última coluna ("Festa na Granja", 12 de abril), sobre as garotas de programa na Granja do Torto e o convite mais do que necessário a que importunemos os políticos "até na cama". Caro Diogo, às vezes seus textos são quase premonitórios... Mas isso não existe. É que você publica o que os seus colegas sonegam ao público leitor.
Sergio Barcellos
Rio de Janeiro, RJ

Concordo com você, Mainardi, quanto a espezinhar políticos até na cama. Agora, veja se concorda comigo: melhor não seria o conforto da cama das prisões a espezinhá-los? Mas não prisões domiciliares, como a do juiz Lalau.
Marcelo Costa Menegon
Botucatu, SP

Parabéns, Mainardi! Temos de importunar os políticos sempre e de todas as maneiras possíveis. Se eles querem ter a vida pessoal preservada, que não façam "festinhas" com o dinheiro público.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho
Salvador, BA

 

Educação

Que bela lição de civismo e de espírito comunitário nos dão a Embraer e a Fundação José Carvalho ("O futuro a jato", 12 de abril)! Se todas as empresas brasileiras de grande ou de médio porte fizessem o mesmo em suas respectivas áreas geográficas de atuação, nossos problemas educacionais seriam resolvidos em poucos anos.
Peter W. Rosenfeld
Porto Alegre, RS

Lendo a reportagem sobre o excelente investimento social feito pela Embraer, que privilegia a cidade de São José dos Campos, local de sua fábrica, lembrei-me de quando avaliei os recursos humanos (como consultor contratado pelo BNDES) e fiz uma pesquisa de opinião sobre a expectativa dos meios empresariais, dos sindicatos e da própria prefeitura sobre a privatização da Embraer. Os prognósticos eram os mais sombrios. O Sindicato dos Metalúrgicos, naquela época (em 1992), sob o domínio da ala radical da CUT, e a prefeita Angela Guadagnin me disseram que eram contrários à privatização porque os "gringos" que desejavam comprá-la transformariam a fábrica em sucata e, com o que sobrasse, produziriam "ventiladores e aparelhos eletrodomésticos". Hoje a Embraer compete internacionalmente, é uma das maiores exportadoras do Brasil e mantém esse belo projeto de educação. Que exemplos de visão de futuro do sindicato e da então prefeita...
Luiz Henrique Moura de Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Stephen Kanitz

Esse tipo de artigo ("O capital social", Ponto de vista, 12 de abril) é muito importante, principalmente em um país onde há um clima de guerra entre trabalhadores e empresários. Parece que todos nos esquecemos de que, na realidade, somos parceiros. Se não há empresários, não há empregos e, conseqüentemente, não há empregados. Se os empregados não produzem satisfatoriamente, as empresas também deixam de existir. Portanto, a parceria é necessária para todos nós. Artigos como o de Stephen Kanitz são importantes para a educação de cidadãos conscientes.
João Batista Vieira Junior
Uberlândia, MG

Quero parabenizar Stephen Kanitz pela forma simples, clara e objetiva com que apresentou o conceito de capital social. Há que compreender que a iniciativa privada é a mais legítima expressão da liberdade de um povo e é um fator-chave para o crescimento de uma nação.
Paulo Cezar Tomás Salles
Belo Horizonte, MG

 

Televisão

Sou mãe de um bebê de 1 ano e 9 meses e, quando ele contava 10 meses, tive a felicidade de comprar um DVD da turma do Cocoricó ("Ovos de ouro", 12 de abril). As letras das músicas são simplesmente maravilhosas, com conteúdo, melodia... Enfim, têm algo a ensinar, a dizer aos pequenos. O DVD é animado e inteligente. Os pais não se cansam das músicas. Até eu já me peguei diversas vezes cantarolando-as sozinha.
Simone Adam
Lajeado, RS

 

Camilla Camargo

Penso que os dois filhos de Francisco têm talento, perseverança e muita sorte. Já aos netos de Francisco, que foram picados pelo bichinho do teatro, sugiro que procurem urgentemente o Instituto Butantã, tomem a vacina apropriada e fiquem em casa, em repouso absoluto por aproximadamente quarenta anos. Antes da inoculação da vacina, não esquecer de fazer o teste para verificar se são alérgicos ao medicamento. É favor não me avisar quando ela (Camilla Camargo) perder a virgindade. Já me bastou a informação da perda do senso de ridículo ("É meu talento que me abre portas", 12 de abril).
Antonio Carlos Rodrigues dos Santos
São José dos Campos, SP

 

CORREÇÕES: Lula Costa Pinto é concunhado do ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira (que não é acusado de ser receptador do mensalão), e não do ex-ministro Anderson Adauto, segundo informa a coluna de Diogo Mainardi desta edição. Chama-se Café Concerto Mario Quintana, e não mais Café Concerto Majestic, o estabelecimento situado no Centro Cultural Mario Quintana (VEJA Porto Alegre, março de 2006). A marca Sub Zero tem um revendedor exclusivo no Brasil, chamado Iesa Eletrodomésticos, no qual também é possível adquirir a geladeira Sub Zero Pro 48 ("O design que atrai", Cartas, 29 de março).

 

 

MUDANÇA ENTRE AS MAIS COMENTADAS

Com 673 cartas, a reportagem de capa "Moral torta" (29 de março), sobre a crise moral na política brasileira, superou "Terrorismo – Este mundo nunca mais será o mesmo" (capa, 19 de setembro de 2001) no ranking das dez reportagens mais comentadas pelos leitores de VEJA, ocupando a quarta posição. Eis a lista atualizada:

1) Referendo das armas – "Referendo da fumaça" (capa, 5 de outubro de 2005): 2 306 cartas

2) Radicais do PT – "O que querem os radicais do PT" (capa, 23 de outubro de 2002): 964 cartas

3) Papa João Paulo II – "Um adeus com dor" (capa, 6 de abril de 2005): 695 cartas

4) Crise moral na política nacional – "Moral torta" (capa, 29 de março de 2006): 673 cartas

5) "Terrorismo – Este mundo nunca mais será o mesmo" (capa, 19 de setembro de 2001): 653 cartas

6) Fernandinho Beira-Mar – "Ele zomba da lei" (capa, 18 de setembro de 2002): 647 cartas

7) Cazuza – "A luta em público contra a aids" (capa, 26 de abril de 1989): 625 cartas

8) "Guerra – Apocalipse ao vivo" (capa, 26 de março de 2003): 617 cartas

9) Entrevista com Yara Baumgart (Amarelas, 20 de outubro de 2004): 602 cartas

10) Entrevista com Wanessa Camargo (Amarelas, 26 de fevereiro de 2003): 550 cartas

 

BEM-VINDOS, TURISTAS

Eduardo Almeida Orlando, leitor de VEJA radicado em Diamantina, em Minas Gerais, informou que a reportagem "Entre que a casa é sua" (29 de março), sobre famílias que abrem as portas de sua casa para receber turistas, veio em boa hora e complementou um projeto que ele e sua esposa têm, mas que até então não sabiam como implementar. "Sou médico, temos uma família equilibrada e acredito que nossa cidade seja bastante interessante para os turistas estrangeiros", diz Orlando. Assim como outros leitores, o casal solicitou contatos com o site Bed and Breakfast (www.bedandbreakfast.com) e sua versão brasileira, o Cama e Café (www.camaecafe.com.br), ambos citados na matéria e especializados nesse segmento turístico.

 

"CHEGA DE SONHAR!"

O leitor Fabio Abbondanza, advogado em São Luís, no Maranhão, lembrou-se de uma carta publicada em VEJA, em 2002, que comentava a reportagem de capa "Os desejos da classe média" (20 de fevereiro): "Despretensiosamente, relendo a seção Cartas da edição 1 740 (http://veja.abril.com.br/
270202/cartas.html
), deparei com a enviada por Renzo Sansoni, de Uberlândia (MG)". Eis o trecho publicado: "Os três desejos da classe média são um Brasil limpo na política, a redução da desigualdade social e a certeza de uma Justiça imparcial e firme". Passados mais de quatro anos, Abbondanza lamenta "a grande decepção que estão tendo o citado leitor e milhões de brasileiros, ao constatar que os sonhos se tornaram pesadelos diários, dada tamanha sujeira na política, a desigualdade social reduzindo-se apenas nas estatísticas oficiais e a Justiça totalmente atrelada aos desmandos do Executivo". O advogado aproveitou para fazer um desabafo: "Chega de sonhar. Vamos agir por meio das urnas em outubro!".

 
 
 
 
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