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Televisão Um reality show inglês
mostra que os
Somente no Brasil, há 29 milhões de cães de estimação. Os animais marcam presença de forma esporádica nas novelas, nos telejornais e programas de auditório. E compõem um nicho na TV paga. O Animal Planet exibe desde um reality show sobre os bastidores das competições caninas até uma série sobre as diferentes raças. No GNT há uma gincana bizarra intitulada Meu Cão É Tão Gordo Quanto Eu, na qual bichos e donos acima do peso têm de entrar em forma juntos. Nenhum desses programas, contudo, tem o apelo universal de Ou Eu ou o Cachorro. Para além de mostrar como se doma um schnauzer ensandecido ou um pequinês rabugento, o que está em pauta são as fraquezas dos humanos que lidam com eles. O que se vê é estarrecedor. Um marido sai de casa para trabalhar e deixa a mulher e a filha de colo à mercê de dois labradores que são verdadeiros monstros. Como ninguém tem tempo para passear com os bichos, eles extravasam sua ansiedade enganchando-se nas pernas das pessoas e destruindo tudo. A primeira providência da adestradora é obrigar o sujeito a passar horas num cubículo como aquele em que prendia os cães. "Antes de arranjar um cachorro, a pessoa deve refletir se isso será compatível com seu estilo de vida. E, claro, se terá paciência para educá-lo", disse Victoria Stilwell a VEJA. Outro problema é que muitos donos usam os bichos como muleta psicológica. O comportamento hiperativo de uma bichon frisée decorria do fato de sua dona tê-la mimado como a filha que não teve. O caso de Teddy Pom-Pom é semelhante. "A dona tratava o cachorro como uma criança e não via que isso estava destruindo a família", completou Victoria. Ex-atriz que mudou de ramo para driblar o desemprego, a Supernanny canina colocou Teddy Pom-Pom na linha em questão de dias. No fim do programa, o lulu parecia uma lady.
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