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Edição 2052

19 de março de 2008
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A inesquecível primeira vez

Quer ter GISELE BÜNDCHEN assim em casa, emoldurada? É só dar um bom lance (estima-se algo entre 30.000 e 40.000 dólares) no leilão de 135 fotografias do colecionador alemão Gert Elfering que a Christie’s de Nova York vai realizar em abril. Gisele tinha 18 esplendorosos anos (está com 27) quando posou sem nada para ilustrar a edição da Vogue americana que celebrava justamente a volta das curvas (e que curvas!). O fotógrafo, Irving Penn, tinha 80. "Ele ser uma pessoa de mais idade facilitou o trabalho", lembra a irmã da modelo, Patrícia. Gisele só contabiliza mais uma foto nua, em 2006, outra vez com Penn. As várias com tapa-sexo ou adesivos, ainda que invisíveis, não entram na conta.

Irving Penn/Divulgação

 

Na Bahia, faça como os baianos

Manu Dias/AGECOM

Transformar o governo Chávez num reality show, converter o programa nuclear iraniano para a produção de perfumes, ser vice-president... não, a secretária de estado americana CONDOLEEZZA RICE já jurou que não quer nenhum cargo eletivo, por isso nem adianta especular sobre os três pedidos que fez quando amarrou uma fitinha do Bonfim no pulso. Nas dezoito intensas horas que passou na Bahia, ela usou vestido rodado com estampas de trevo e até deu uma sambadinha – esta, a convite de CARLINHOS BROWN, enquanto GILBERTO GIL cantava músicas da terra. Sempre impecavelmente composta e preocupada com a própria imagem, sua versão de relaxamento incluiu pegar no dedinho de Brown, num inesperado gesto de intimidade.

 

O romance de Suas Excelências

Cadu Gomes/CB
Ana Araujo

O mais apaixonado debate que mobiliza a Câmara dos Deputados no momento é o namoro da gaúcha MANUELA D’ÁVILA, 26 anos, do PCdoB, com o paulista JOSÉ EDUARDO CARDOZO, 48, do PT. O romance vem desde o começo do ano, pelo menos, e nas últimas semanas eles têm sido vistos juntos – um olharzinho aqui, um sorrisinho ali – em festas e no plenário. Cardozo, separado há dois anos, uma filha de 15, e Manuela, sozinha há oito meses, ainda não assumiram abertamente porque ele tem "questões familiares" a resolver. Num lugar onde só se pensa naquilo, o líder do PCdoB na Câmara, Renildo Calheiros, glosa: "Não basta o PT tomar os nossos cargos, agora toma também as nossas deputadas".

 

O desfile das sarkozettes

Um jantar oficial no Palácio do Eliseu, um longo roxo colado ao corpo (sem vestígio de roupa de baixo) e pronto: as relações internacionais da França estremeceram. Que mulher, em sã consciência, vai querer estar na mesma noite de gala que CARLA BRUNI, a incomparável primeira-dama do presidente Nicolas Sarkozy? Nem o saltinho baixo, para não ofuscar o marido, importou.
Menos imponente, a ministra da Justiça, RACHIDA DATI, 42 anos, arriscou na pose, na fenda e nos saltos altíssimos. Dúvida: será que Rachida vai ao próximo casamento da amiga Cécilia, a ex de Sarkozy?

 

Noveleira, com muito orgulho

Jon Kopaloff/Getty Images


Apesar da longa carreira artística – faz comerciais desde os 9 meses –, a atriz CAMILLA BELLE, 21 anos, só ficou mais conhecida depois da estréia do épico 10 000 a.C. Soube-se, então, que tem um pé no Brasil, mais precisamente em Santos – sua mãe é de lá e ela visita a cidade quase todo ano. Até dá entrevista em português (com sotaque).

Que tal fazer uma superprodução como 10 000 a.C.? Difícil. Passei seis meses indo de um país para outro. Primeiro morri de frio nas montanhas da Nova Zelândia e depois morri de calor no Deserto da Namíbia, com uma equipe de 500 pessoas que eu não conhecia. Mas minha mãe me acompanhou – e acabou virando a mãe de todo mundo.

Ela sempre viaja junto? Sempre, a pedido meu. Sou nova, sou mulher e nem sempre é fácil me impor. Com minha mãe por perto, não me obrigam a trabalhar demais ou a fazer cenas muito perigosas. Além disso, ela cuida de mim e faz meus pratos prediletos.

Carreira ou faculdade? É um dilema. Há dois anos entrei na Universidade Columbia, em Nova York, e tranquei a matrícula. Por outro lado, estou naquele ponto da carreira em que, se me afastar, corro o risco de ser esquecida, e não quero que isso aconteça.

Quem fala português em casa? Só eu e minha mãe. Meu pai é gringo, não fala nada. Mas minha casa é brasileira: minha avó está sempre lá, vemos novela todo dia. Nos Estados Unidos, espera-se que você saia de casa quando faz 18 anos, mas isso não é para mim. Eu me sinto brasileira.

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Isabela Boscov e Sandra Brasil



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